Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

06
Out 14

“O actual surto de EBOLA é o maior de sempre, tendo já causado pelo menos 3.439 mortes e infectado 7.492 pessoas na África Ocidental, ameaçando expandir-se para outras regiões do globo.” (Alexandre Costa – Expresso)

 

O caso da enfermeira espanhola que contraiu o vírus EBOLA no acompanhamento em Espanha de dois doentes infectados (que entretanto já faleceram) é na realidade o primeiro caso de alguém a ser infectado fora do continente africano.

 

 Direcção-Geral da Saúde anuncia brevemente novas medidas contra o EBOLA

 

Depois do primeiro caso assinalado no estado norte-americano do Texas – com o Liberiano Eric Duncan a lutar neste preciso momento pela sua vida no Hospital de Dallas – eis que surge o primeiro caso diagnosticado na Europa: uma enfermeira espanhola que participou no tratamento de dois missionários (também espanhóis) infectados com o vírus EBOLA – e regressados de dois dos países africanos mais atingidos por esta doença mortal (a Libéria e a Serra Leoa).

 

O que não tem nada de estranho já que o continente Europeu tem uma relação (nem que seja de proximidade) muito mais forte com África, do que o longínquo EUA. Apesar dos contactos e interesses estabelecidos pelos dois continentes bem mais desenvolvidos, serem muito semelhantes: como é exemplo o tratamento que este novo surto epidémico teve por parte da comunidade internacional e da Organização Mundial de Saúde, ambos sempre na expectativa de que este fosse apenas mais um caso (crónico) passageiro e sem outras consequências.

 

Só que a epidemia infelizmente não parou estendendo-se rapidamente por outras regiões de África e colocando um país inteiro de quarentena: com um total de mais de 3.500 mortos e de mais de 7.000 infectados (nos três países). E com o mundo inteiro a continuar a olhar tranquilamente (e lá de longe) como se o que se estivesse a passar na Terra ocorresse noutro planeta (na Nigéria a luta contra o vírus foi mais intensa, não se registando novos casos há semanas), o vírus finalmente atravessa o oceano atacando nos EUA e agora na Europa.

 

Estando numa nova fase de transmissão do vírus EBOLA, o mundo tem agora e definitivamente que tomar uma decisão e entrar em campo para travar de vez este novo surto deste vírus mortal: tomando novas e reforçadas medidas em África para travar o avanço desta doença infecciosa e de consequências terríveis (sobretudo no apoio financeiro às instituições já operando no terreno) e simultaneamente criando todas as condições de prevenção e de segurança sanitária nos outros continentes e países do globo de modo a impedir a propagação em maior escala do vírus EBOLA.

 

Mas nunca duma forma amadora e criminosa como foi o caso do cidadão liberiano Eric Duncan (nestes casos a inacção das autoridades responsáveis pode vir a provocar a morte de outros cidadãos) mandado para casa com uns simples antibióticos, mesmo tendo informado ter vindo da Libéria: já com o vírus activo sabe-se lá quantas pessoas poderá ter infectado desde que saiu da Libéria, até ao dia em que foi internado e isolado (passado mais de uma semana); nem com uma atitude irresponsável (mas poupada e não alarmista) de esperar para ver adoptada pela Europa, apesar de saber que todos os dias centenas de imigrantes clandestinos tentam atravessar o Mediterrâneo fugidos (muitos deles) desses países do centro de África (fugindo à injustiça, à guerra e à doença).

 

No caso de Portugal e das poucas notícias que chegam até nós todos os casos até agora detectados como suspeitos deram negativo. Mas o que aconteceria se de repente surgissem alguns casos: estaríamos verdadeiramente preparados? É que já nem sequer temos hospitais para nós! Mas pelo menos o primeiro caso diagnosticado em Espanha alertou-nos, a Direcção Geral de Saúde voltou a acordar e sexta-feira (daqui a alguns dias) teremos conferência (qual é a pressa? qual é a pressa?).

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:10
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