Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Mai 15

“Em Outubro deste ano dois grupos vão digladiar-se em praça pública pela posse dos nossos coiros: nós estaremos na praça, os nossos amigos estarão a assistir e eles serão os leões.”

 

Outubro de 2015 – Eleição da Assembleia da República

 

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Porque será que os fanáticos ideológicos da austeridade experimental (pertencentes ao mesmo grupo que abriu as portas e as janelas aos terroristas pró democracia), são tão bem vistos pelo Euro Grupo? Depois de Vítor Gaspar (que se demitiu porque a estratégia económica do Governo estava errada) eis que surge agora Maria Albuquerque (a ajudante que ao longo do tempo o desmentiu): e se ambos pertenciam à mesma equipa, um dizendo sim e outro dizendo não, porque terão sido ambos convidados a aderir ao mesmo clube, com ideias tão díspares e nitidamente contraditórias? Porque para se manter o equilíbrio (da inutilidade) são necessários dois pratos (da balança): mesmo que nada contenham e desde que estejam nivelados.

 

Quarenta e um anos sobre o 25 de Abril (um golpe de estado praticado contra ricos e contra pobres e promovendo uma camada de parasitas intermédios – um enquadramento momentâneo e estratégico que os Capitães de Abril nunca compreenderam), trinta anos depois da adesão à CEE (com Mário Soares a assinar por Portugal e Cavaco Silva posteriormente a usufruir desses fundos), dez anos depois de um Primeiro-Ministro irresponsável ter feito tudo aquilo (e o dobro) que os outros lhe diziam que poderia fazer (com o apoio incondicional entre outros de Angela Merkel) e no mesmo dia em que vivemos os momentos mais tristes desde o 25 de Abril (sem emprego, sem dinheiro, sem habitação, sem educação e sem saúde – o que será mais necessário?), o que poderemos esperar de novo quando a única alternativa que nos apresentam são as próximas eleições legislativas de Outubro de 2015?

 

Tal como os nossos companheiros de estrada nos tinham informado em 1985 (aquando da adesão à CEE), o nosso reposicionamento na nova hierarquia democrática europeia encaminhar-nos-ia para as áreas da criação (vegetal e animal), do turismo (sazonal em níveis etários mais baixos, mais prolongado na terceira idade) e obviamente dos serviços (os parasitas necessários). Com o aceleramento da crise financeira e com a deriva para estados mais profundos de coma económico (de que a austeridade é o principal sintoma), tudo começou a desabar, estando o nosso país por estes tempos sobrevivendo à custa de sucessivos balões de oxigénio, alguma praia, sol e álcool, pelo menos enquanto a festa não chegar: nesse dia os nossos líderes comemorarão o Evento e prosseguirão em conformidade.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:13

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