Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Fev 17

Num aproveitamento duma imagem obtida pela sonda JUNO (PIA 2138 – 2 Fevereiro) olhando diretamente de uma posição mais elevada em direção ao Pólo Sul de JÚPITER – apenas a cerca de 76600Km de distância da camada rodopiante de nuvens, cobrindo a superfície do planeta de violentas e constantes tempestades – um cidadão-cientista (como os técnicos da NASA os gostam de tratar, já que não se trata do primeiro caso) decidiu apresentar (já que a paciência tem limites) à falta de outras imagens de Júpiter (as duas únicas apresentáveis resumem-se a 11 Dezembro 2016 e a 2 Fevereiro 2017), uma imagem mais trabalhada da mesma de modo a fazer sobressair ainda mais a envolvente atmosfera rodeando este Gigante Gasoso (o maior deles sendo o outro Saturno).

 

O seu nome? Roman Tkachenko.

 

PIA21381.jpg

Pólo Sul de Júpiter

(PIA 21381)

 

Apresentando-nos um cenário aparentemente tranquilo (face ao contraste negativo da profunda escuridão do Espaço) diante do qual somos colocados casualmente, e que no entanto nos oferece um planeta-gigante – mais de 11X a dimensão da Terra (observável a olho nu) – com um campo magnético poderosíssimo afetando a maioria da inclinação das órbitas dos planetas do nosso Sistema e desviando e alterando a órbita de cometas (neste último caso até podendo servir de escudo-protetor para a Terra) e carregando em seu redor uma atmosfera definida como extrema (pela sua violência e duração): a qual devido ao curto tempo de duração da rotação de Júpiter (não chegando sequer às 10 horas), não só alarga o seu diâmetro na zona do seu equador (como se o planeta estivesse grávido), como torna aí as tempestades muito mais violentas (atingindo maiores velocidades) – como o demonstram os vários pontos onde as diferentes faixas que atravessam o planeta se entrechocam, produzindo fenómenos atmosféricos como os da famosa Grande Mancha Vermelha.

 

Com ventos fortíssimos nunca vistos na Terra, numa densa atmosfera rodeando e escondendo todo o restante planeta e numa expetativa de que dada a sua composição e as suas principais características, o mesmo Gigante possa vir a ser um dia considerado (em vez disso) como um simples anão (se o compararmos com o nosso planeta): um planeta não constituído maioritariamente por material no estado sólido mas sim por gases como o hidrogénio (em redor dos 90%) e o hélio (em redor dos 10%).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:05
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