Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Fev 15

“À noite quando olhamos para o Céu, vemos o Espaço a passar”

 

Um novo planeta acaba de ser confirmado (após seis anos de observação) na profunda escuridão iluminada do espaço: trata-se de um planeta exterior ao (nosso) Sistema Solar, onde logicamente a estrela de referência não é o Sol.

 

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Trajectória comparativa de Mercúrio e Kepler-432b

 

Segundo os astrónomos que o têm estado a acompanhar durante estes últimos tempos (a partir de dois observatórios localizados em Espanha), tratar-se-á de um enorme corpo celeste com cerca de 6x a massa de Júpiter (que eles acham estranho), orbitando uma estrela gigante vermelha cerca de 4x o tamanho do Sol (que eles acham pouco comum). E como a sua órbita é mais alongada do que a grande maioria deste tipo de planetas extra-solares orbitando estrelas gigantes (sendo concretizada em apenas 52 dias), na sua sequência de estações o Verão e o Inverno atingem temperaturas muitíssimo mais extremas, comparativamente com a Terra: um mínimo de 500°C no Inverno e um máximo de 1.000°C no Verão. No entanto o futuro de ambos não é lá muito risonho (no fundo uma aproximação do que acontecerá no futuro entre o Sol e a Terra): a estrela gigante vermelha continuará a crescer ao longo de milhões e milhões de anos acabando por engolir tudo à sua volta – incluindo o seu planeta Kepler-432b. Data marcada: em menos de 200 milhões de anos.

 

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Ilustração de Kepler-432b

 

O melhor método para aprender (e de seguida experimentar e conhecer) é olhar o que se apresenta e o que se passa à nossa volta e tentar a partir das percepções accionadas pelos nossos órgãos dos sentidos (ao serem provocados exteriormente pelos sinais emitidos pelo meio ambiente que os envolve), traduzir as mesmas em sensações que nos possibilitem compreender a mensagem subliminarmente por elas transportadas. Tal e qual como quando utilizamos o manual de instruções de um qualquer objecto utilitário e queremos aplicar e executar eficazmente a função a que o mesmo se destina.

 

No entanto tal exercício nunca poderá ser aplicado em toda a sua extensão e cumprindo plenamente todos os seus objectivos originais, se o mesmo não incluir na sua elaboração (e concretização) duas condições fundamentais: integrado na sua zona de recolha e de processamento de informação, a existência de dois blocos orientadores e provocadores de movimento e interacções (facilitadores), capazes de armazenar e de disponibilizar Memória (organizando-a a partir do caos de informações recebidas) e ao mesmo tempo associando-a com a Cultura (o conhecimento), entretanto adquirida e em constante movimento (evolução/adaptação).

 

E se pensarmos que do infinitamente pequeno até à mais monstruosa porção de Matéria (e de Energia e Movimento) aquilo com que nos deparamos poderá ser apenas mais uma réplica do mesmo molde original, de uma coisa já poderemos estar certos: ao olharmos para nós ou para todos os lados, estaremos sempre a aprender. Com o que vemos e experienciamos à vista desarmada, com o pequeno ser ou outro tipo de matéria que espreitamos ao microscópio, com os corpos celestes e longínquas galáxias que vislumbramos com os telescópios e até com o que sonhamos quando aparentemente nos desligamos da realidade.

 

(imagens e dados: huffingtonpost.com/uni-heidelberg.de/Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:38

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