Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

01
Fev 17

[E neste caso algo mais]

 

Entre todos os planetas conhecidos fazendo parte do Sistema Solar, o maior deles e simultaneamente o que mais satélites naturais possuem (para já 67) é sem dúvida o planeta gigante gasoso JÚPITER.

 

Iosurface_gal.jpg

IO

(NASA – sonda GALILEU – resultado da junção de imagens de 07.09 e 06.11 de 1996)

 

De todos esses satélites tendo quatro deles sido descobertos há mais de 400 anos por GALILEU (1610), tendo sido tal feito e para a época considerado extraordinário utilizando apenas uma LUNETA: a Luneta de Galileu um instrumento ótico inventado anos antes pelo fabricante de lentes holandês (nascido na Alemanha) Hans Lippershey para observação terrestre (comercializado por volta de 1608), adaptado posteriormente por Galileu para a observação astronómica.

 

Com as Luas de Galileu (Europa, Ganimedes, IO e Calisto) a serem os primeiros quatro objetos descobertos no Espaço a girarem não em torno do Sol (como os planetas) nem em torno da Terra (como a Lua) mas à volta de outro corpo celeste – neste caso Júpiter localizado a quase 800.000.000Km de distância do Sol (mais de 5 AU).

 

No caso de IO a terceira maior lua de Júpiter e a quarta do Sistema Solar (ligeiramente maior que a nossa LUA), apresentando-se esta como um Mundo bastante dinâmico e caraterizado pela sua intensa atividade vulcânica. Habitando uma região do Sistema Solar situada para além da Cintura de Asteroides (entre Marte e Júpiter) a cerca de 3-4 AU do Sol.

 

E pertencendo a um Sistema ainda delimitado por uma segunda e terceira fronteira mesmo que virtual (o cinturão de KUIPER a 30-50 AU e a Nuvem de OORT a 50.000-100.000 AU), mas talvez protetora ou servindo apenas de marco: um marco que para o caso da Nuvem de OORT poderia representar (apenas) 25% da distância de uma possível viagem interestelar entre o SOL e a estrela mais próxima PROXIMA CENTAURU – 4 anos-luz (ou seja a distância percorrida pela luz durante 4 anos à velocidade de 300.000Km/s).

 

No Ranking Solar dos maiores satélites naturais com IO estando em 4º lugar logo à frente da nossa LUA (5ª Ranking Solar).

 

STS088-724-66_3.JPG

BLACK KNIGHT

(NASA – STS088-724-66 – 11.12.1998 – 20:17:04 TMG)

 

Com a Estação Espacial Internacional (ISS) a ser de momento o maior satélite artificial da Terra com cerca de 109 metros (equiparado a um estádio de futebol), seguido da MIR com 31 metros (equiparado a uma baleia) e do SKYLAB com pouco mais de 26 metros (equiparado a um dinossauro) – e ainda da VOYAGER 1 (mais de 17 metros) e no fim da tabela com o diminuto SPUTNIK 1 (não atingindo sequer 1 metro).

 

Isto para já não falar de outros satélites artificiais podendo também orbitar a Terra (e pondo de lado todos os outros planetas mais distantes e desconhecidos do nosso Sistema) alternativamente de origem desconhecida mas talvez com indícios de remetente alienígena: como o poderia ser para alguns a nossa própria Lua (o nosso único satélite para além de alguns troianos) ou então esse mais que provável bocado de sucata orbitando há já vários anos a Terra e conhecido como BLACK KNIGHT (e segundo alguns emitindo sinais).

 

No primeiro caso com a Lua (e tal como o cientista e escritor de ficção-científica ISAAC ASIMOV afirmou) a apresentar os parâmetros necessários e exatos (uma coincidência) para a mesma não se escapar da órbita da Terra sendo inevitavelmente puxada para as proximidades do Sol (o que deveria acontecer aplicando a Lei da Gravitação Universal a qual diz que F = G x (M₁ x M₂)/d²) – para além de ser curiosa e  eventualmente mais velha do que a Terra, não possuir campo magnético e apesar disso possuir as suas rochas magnetizadas (no mínimo algo estranho e podendo apontar para uma possível origem externa);

 

Já no segundo caso com um objeto de origem desconhecida, pretensamente artificial e muito provavelmente alienígena (dada a sua idade atual, reportada a 13.000 anos) a levar – segundo alguns teóricos acreditando veementemente na sua existência e suportados unicamente por uma imagem divulgada pela NASA há já quase 20 anos – a afirmar com toda a certeza e convicção tratar-se de um artefacto extraterrestre transmitindo sinais de rádio pelo menos há 50 anos (envolvendo mesmo o grande Nikola Tesla há quase 120 anos atrás como o primeiro a descobrir os sinais vindos deste satélite).

 

Voltando de novo à terceira maior lua de Júpiter e quarta do Sistema Solar (a maior de todas sendo Ganimedes um dos satélites naturais de Júpiter) – IO.

 

PIA14021.jpg

O Outro Lado da Lua

(NASA – LRO – PIA 14021)

 

Conhecida como o corpo celeste mais vulcanicamente ativo de todo o Sistema Solar e no seu registo topográfico preenchido à sua superfície por um terreno bastante acidentado (com montanhas podendo atingir vários Km de altitude), formando aqui e ali planaltos (por sobreposição de camadas) e algumas depressões de origem vulcânica (caldeiras): com a sua superfície preenchida pela maior concentração de vulcões (em todo o Sistema Solar) e apesar das temperaturas (aí registadas) serem mesmo muito baixas (atingindo temperaturas inferiores a 180⁰C negativos), podendo ter temperaturas elevadas na zona desses vulcões (na ordem dos 1700⁰C positivos e mais quentes que os da atual Terra).

 

Dada a sua Evolução (de IO) e em função da sua composição (de todos os elementos e compostos aí produzidos), apresentando-se com um colorido variado semelhante a uma pintura – muito diferente do aspeto da Lua que apesar da sua cor (base) pouco se diferencia do preto-e-branco. E até ejetando material (devido à intensa atividade vulcânica) para muito longe da mesma. Um corpo celeste localizado a quase 630 milhões de Km da Terra, com uma força de gravidade 5.5 X menor que a nossa, vestígios de oxigénio e cheio de SO₂ e com temperaturas médias em torno dos 140⁰C negativos. O que nos deixa a pensar sobre o que se passará na região de transição entre as zonas mais frias e as zonas mais quentes e se por acaso existirá água – ou outra forma de vida qualquer (já que a poção parece pronta).

 

Ontem e hoje com a sonda Cassini a proporcionar-nos (ainda) imagens únicas do planeta Saturno, dos seus múltiplos anéis e das suas dezenas de luas (mais de sessenta como Júpiter) – e de outros corpos celestes passando pela vizinhança – mas com o seu episódio final a estar já traçado para o final do terceiro trimestre deste ano com a sonda automática a entrar na atmosfera do planeta, acabando por se despenhar e desintegrar (em meados de Setembro). Nessa região do Espaço ocupado por esses dois Gigantes Gasosos (Júpiter e Saturno) ficando-se definitivamente órfão dos seus progenitores (as sondas) e dos astrónomos homenageados (Cassini e Huygens). Mas com um seu descendente integrando o programa da NASA Novas Fronteiras e lançado com a finalidade de explorar o nosso Sistema Solar (dele também fazendo parte a sonda New Horizons, tendo já passado o seu encontro com Plutão e dirigindo-se agora para o Cinturão de Kuiper), já em órbita do planeta Júpiter após uma viagem de mais de cinco anos iniciada no distante planeta Terra (Cabo Canaveral): Juno.

 

Dada a dimensão do Sistema Solar e começando-se a conhecer e a compreender cada vez melhor tudo o que ele nos poderá oferecer (agora imagine-se aquilo, de que nem sequer suspeitamos), é evidente que um dia o Homem terá de partir à Descoberta deste Novo Mundo assumindo o seu lugar no mesmo: é que fazendo parte de um sistema dinâmico, se parar morre.

 

Io-eruption-Tvashtar-animation.gif

IO – com a pluma ultrapassando os 300Km de altitude

(New Horizons – Maio 2007 –  vulcão Tvashtar)

 

Para além do objetivo de estudo mais profundo (e indiretamente presencial) do planeta Júpiter, dos seus anéis e das suas luas, simultaneamente mais uma tentativa de utilizando uma sonda automática (operada a partir da Terra) perscrutar lugares colocados a grandes distâncias de nós e desse modo tentar entender melhor as diferenças existentes (no tempo e no espaço) entre diferentes porções do Sistema e até do Universo – tentando perceber de onde evoluiu, como o fez e para onde ainda hoje se desloca.

 

O que a sonda Juno a partir de agora fará certamente, podendo até um dia destes ser o nosso representante (no local) como uma fiel testemunha, enviando-nos imagens de eventos fantásticos e antes nunca vistos – só mesmo imaginados e raramente observados: como foi o caso do impacto do cometa Shoemaker Levy-9 com Júpiter em Julho de 1994. Agora com os cientistas a aproveitarem a boleia proporcionada pela sonda Juno em torno do Gigante Júpiter, para proporem à NASA uma espreitadela a IO para verem os vulcões. Pois tal como afirma Bob King (universetoday.com) por um lado IO poderá ser mesmo especial (sendo um corpo afastado do Sol mas extremamente ativo) e por outro lado as fugas repetidas de Júpiter só fariam bem à sonda Juno (á saúde):

 

“With an estimated 400 volcanoes, many of them still active, Io is the most volcanically active body in the Solar System. In the moon’s low gravity, volcanoes spew sulfur, sulfur dioxide gas and fragments of basaltic rock up to 310 miles (500 km) into space in beautiful, umbrella-shaped plumes.”

 

“Io is the main supplier of particles to Jupiter’s magnetosphere. Some of the same electrons stripped from sulfur and oxygen atoms during an earlier eruption return to strike atoms shot out by later blasts. Round and round they go in a great cycle of microscopic bombardment! The constant flow of high-speed, charged particles in Io’s vicinity make the region a lethal environment not only for humans but also for spacecraft electronics, the reason NASA’s Juno probe gets the heck outta there after each perijove or closest approach to Jupiter.”

 

(dados/texto em inglês: wikipedia.org/universetoday.com – imagens: NASA)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:40

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