Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

03
Ago 16

Com um Presidente Negro sempre ausente para os da sua cor (de pele) e num país onde até os estudantes universitários são aconselhados (pelo seu Estado) a andarem armados (até no interior da sua Escola) para se defenderem à força da bala (o argumento final tornado inicial).

 

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Korryn Geines

(Shaun King/Facebook)

 

According to journalist Shaun King:

(escritor, jornalista e ativista norte-americano)

“Gaines regularly documented police abuse in the city”

And her Facebook videos

“Right before police killed her have been deleted.”

 

Na já incontável lista de cidadãos abatidos à queima-roupa e a sangue frio pela polícia norte-americana (maioritariamente negros de origem norte-americana), junta-se agora o nome de mais uma jovem de 23 anos assassinada no estado de Maryland: abatida a tiro no interior da sua própria habitação por se opor a um mandado de prisão.

 

Um mandado de prisão originado pela sua anterior ausência numa audiência em Tribunal e resultante de uma queixa da polícia contra a jovem agora morta, por conduta desordeira, resistência à prisão e ainda outros casos como numerosas multas de trânsito (certamente por pagar): o que pelos vistos nos EUA é um motivo válido para disparar atirando mesmo a matar.

 

Mesmo que entre a jovem e a polícia se interpusesse uma criança de apenas 5 anos! Com a polícia a entrar na sua habitação, a vê-la sentada no soalho da casa com uma criança ao colo, a ouvi-la ameaça-los com uma pistola em punho e imediatamente, pelos vistos com cobertura, sem pensar e sem qualquer tipo de hesitação (onde está a formação básica da polícia para casos tão comuns e banais como estes?) a ser ela a disparar e logo com o primeiro tiro.

 

Então o que se seguiu por mais óbvio ou evidente foi a jovem disparar (um tiro) e a polícia ripostar (todos os outros tiros): com a jovem Korryn Geines a ser atingida (mortalmente) assim como o seu filho de 5 anos (ferido e hospitalizado). Uma jovem que por mais defeitos que tivesse e por mais trapalhadas onde pudesse estar envolvida (não sendo essa a imagem transmitida pelos seus amigos), não merecia ser morta nem sequer perseguida.

 

Num crime incompreensível cometido pela polícia (após um período de negociações estranhamente improdutivas), em que mais um negro sofreu pela sua cor (pele escura), em que três agentes mataram e feriram dois jovens (um por desobediência o outro apenas por estar presente) e até (veja-se lá a coincidência) num caso onde a própria página de Facebook da vítima, foi imediatamente apagada logo após a sua morte.

 

Sendo necessário acrescentar que em princípio as forças policiais intervenientes já deviam estar equipadas com câmaras para registo de casos semelhantes (argumentando-se agora que nem todos estariam já equipados, sendo logo este um dos casos exemplares) e que a própria jovem e vítima aparentemente teria registado na sua câmara momentos do incidente, publicados no seu Facebook e entretanto apagados.

 

Em conclusão nunca se podendo acusar exclusivamente a população negra e a polícia (como se vivêssemos numa sociedade fechada) por todos os conflitos existentes, sabendo-se como se sabe que cada um deles tem uma arma (negros e polícia) e curiosamente (ou talvez não) vendidas pelos mesmos: e certificadas e autorizadas (logo sendo tudo legal) pelas respetivas autoridades – nos EUA como no Mundo.

 

(dados e imagem: RT)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:48

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