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Morreu Maré, filha de Eusébio e de Amália

Quarta-feira, 02.06.21

[Em Lisboa, a 1 de junho de 2021 e aos 23 anos de idade, com todas as crianças (e não só) a terem perdido um companheiro de vida, a lontra Maré.]

Screenshot_2021-06-01 Oceanário de Lisboa no Ins

Maré

 

No “Dia Mundial da Criança” (1 de junho) a triste notícia do falecimento do companheiro de muitos milhões delas (crianças portuguesas e estrangeiras, incluindo muitos adultos), um dos filhos de Eusébio e de Amália ─ as estrelas do Oceanário de Lisboa aquando da EXPO 98: a lontra MARÉ, a lontra-marinha mais velha da Europa e um dos maiores símbolos do Oceanário de Lisboa, com os seus pais e durante as suas longas vidas, tendo atraído muito milhões de visitantes.

Nascida pouco antes da EXPO 98 (já em 1998) e sendo filha de duas lontras trazidas do Alasca e chegando a Lisboa no ano de 1997 (como se pode constatar, filha de dois migrantes involuntários), emigrando posteriormente para um Zoo de Antuérpia e mais tarde aquando do falecimento do seu pai (em 2010) regressando a Lisboa, durante mais de uma década exercendo o seu ofício no seu ambiente profissional certamente preferido e com imenso sucesso cumprindo o que poderia ser o objetivo de vida de qualquer um (de nós).

Screenshot_2021-06-01 Oceanário de Lisboa no Ins

Maré

 

Andando por cá 23 anos (já o seu pai Eusébio atingindo os 20 anos, quando a média de vida anda pelos 15) e como primeira e icónica (por sobrevivente/regressada) filha das grandes atrações e estrelas do Pavilhão dos Oceanos ─ nos espetáculos com “Eusébio/nome do futebolista & Amália/nome da fadista” ─ tendo apesar de quem era ocupado outros cargos (tal como nós os humanos, reconhecendo-se a nossa capacidade) como “Embaixadora das Lontras” sendo uma espécie em perigo (de extinção) integrando a Lista Vermelha das espécies ameaçadas.

No dia da sua morte sendo recordado/celebrado como migrante que era e sempre foi, pela Instituição com que sempre colaborou e onde quase sempre trabalhou e no entretanto, a mesma e com felicidade e alegria chamou a si e adotou (um gesto nobre numa sociedade onde o racimo até se exerce entre elementos da mesma espécie), num gesto de agradecimento de Portugal para com mais um emigrante que tal como nós deu a sua Vida pelo nosso país. E vendo o que cada um de nós fez, racional ou irracional, sendo um fator irrelevante.

(imagens: Oceanário de Lisboa/instagram.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:24


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