Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Mar 15

“John McCain disrespects Obama by telling the President to get over his Temper Tantrum
(como se estivesse a dizer ao seu Presidente para acabar com a sua birra de vez – tudo motivado pela cambalhota eleitoral do Primeiro-Ministro de Israel, apoiante da solução apontando para a existência lado a lado de dois estados independentes, mas agora opondo-se à mesma)

 

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John McCain – aqui como prisioneiro de guerra no Vietname
(num hospital de Hanói depois do seu avião ter sido abatido)

 

Um norte-americano que passados mais de seis anos sobre a sua candidatura pelo partido republicano à presidência dos EUA, ainda não conseguiu perceber como é que terá perdido as eleições para um democrata ainda por cima colorido. Mesmo depois de já se terem realizado outras eleições presidenciais e nesse caso ter sido o seu colega Mitt Romney a perder contra o colorido. Para os republicanos só lhes falta mesmo perder (para se redimirem dos seus pecados), contra um democrata e do sexo feminino.

 

Tendo no seu currículo como parte fundamental da sua biografia pessoal (e que mais tarde o lançou na sua carreira política e até na corrida presidencial) ter sido um almirante de quatro estrelas da marinha dos EUA (retirou-se em 1981), um prisioneiro de guerra durante o conflito do Vietname (durante seis anos e após ser abatido – como aviador ao serviço da marinha – durante um bombardeamento a Hanói) e finalmente após a sua candidatura e eleição, ter sido nomeado representante republicano na Câmara e no Senado norte-americano.

 

O mesmo político norte-americano e republicano que hoje ataca o seu Presidente democrata pela sua estratégia política escolhida para o Médio Oriente (com a aparente aproximação do presidente ao Irão), assim como se mostra cada vez mais impaciente pelos EUA e os seus aliados na Europa não tomarem uma posição mais decisiva e agressiva para com a Rússia, no violento conflito em curso na Ucrânia (neste momento vivendo um tempo precário de aparente cessar-fogo). Não se coibindo de elogiar um político estrangeiro (ainda por cima extremamente dependente e dispendioso para os EUA), para desse modo provocar, diminuir e insultar o seu Presidente – tal como ele, um cidadão norte-americano.

 

Mas o problema principal para este tipo de políticos que acham que têm sempre razão e que nunca se enganam é que eles sabem que tudo neles não passa de uma mera montagem e encenação: e como daí sempre resulta um cardápio de soluções com imensas variações e critérios de aferição (que até podem ser no espaço e no tempo contraditórias), eles também sabem que a melhor de convencer é contar de novo a (sua) História, retocá-la aqui e ali (com alguns medos e perigos) e lançá-la aos quatro ventos. E com a ajuda da falta de memória (cada vez usamos menos o cérebro até para arquivar) e da educação e cultura fornecida (uma verdadeira miséria) é só dar um empurrão (aí aparecendo as estações de TV).

 

John McCain foi feito prisioneiro de guerra no decorrer do conflito que os norte-americanos levaram a cabo durante vinte anos no Vietname do Norte (1955/1975), tendo o seu avião sido abatido durante um bombardeamento à capital Hanói, McCain ficado gravemente ferido e como consequência sendo hospitalizado e logo ali detido. Esteve preso durante seis anos (tendo sido torturado), recusando ainda uma oferta de libertação antecipada por parte das autoridades comunistas do Vietname do Norte (provavelmente porque quereriam algo em troca). Foi libertado dois anos antes do fim (definitivo) da guerra, sendo considerado por muitos norte-americanos um verdadeiro Herói. No entanto e após a sua entrada na política pelo partido republicano a sua carreira esteve muito perto do fim, ao ser apanhado com outros seus quatro colegas senadores (por sinal democratas) no escândalo financeiro conhecido como Kitten Five (como sempre envolvendo bancos, depósitos e empréstimos). Três foram de uma forma ou de outra castigados; dos outros dois um safou-se (John McCain que até tentou ser presidente)...e um outro chamado John Glenn (um dos sete astronautas norte-americanos que fizeram parte do projecto Mercúrio).

 

(título/negrito: politicususa.com – imagem: dailycaller.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:22

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