Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

23
Mar 15

“Existem aqueles que exercem a força e os outros que obedecem. Só não existe quem decreta o exercício dessa força, nada se podendo fazer em contrário. E é essa a razão pela qual a esmagadora maioria dos Homens prefere antes ser uma Besta”.

 

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O Mundo mais ao Centro-Direita
(com a Arábia Saudita a ser o maior comprador de armas e os EUA o seu maior vendedor)

 

Quando se olha para a lista dos dez países que mais importam e gastam no mercado global de equipamento militar e se compara com a outra lista dos dez países que mais exportam e ganham na concretização desses negócios, facilmente se compreende porquê, como e em quantas partes, este mundo está dividido. No primeiro caso temos o continente asiático em peso: Arábia Saudita, Índia, China, UAE, Taiwan, Austrália (no meio disto tudo de alguma forma se tinha de proteger), Coreia do Sul, Indonésia, Turquia e Paquistão; no segundo caso temos o mundo ocidental: EUA, Rússia, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Israel (grande aliado da coligação EUA/Reino Unido), China (como sempre jogando nos dois baralhos), Espanha e Canadá. Podendo existir ainda uma terceira parte: extremamente volátil e podendo envolver elementos dos dois lados interagindo e até actuando paralelamente em mercados aparentemente exteriores mas estrategicamente interligados, como o poderia ser o caso da interacção entre a Arábia Saudita, os EUA e porventura e influência (de Israel) o Irão. No entanto não nos podemos deixar logo iludir com a primeira impressão que nos chega da desconhecida e distante Ásia, pois se pensamos que estas armas serão ali utilizadas apenas para os mesmos se matarem e destruírem, um dia e sem que o pressintamos teremos uma enorme surpresa. O Eixo do Mundo (tal como o da Terra) está a deslocar-se: os últimos indícios assentam na grande depressão que a Europa atravessa (pedrada pelo lixo tóxico vindo da América) e no mau presságio que a situação na Ucrânia (com a Alemanha a manter as portas abertas à possibilidade de uma guerra) e na Grécia (aproveitando a situação para provocar a Alemanha) parecem indicar. O único problema está em que esse deslocamento já se iniciou há muitos anos, entretanto a China tornou-se na maior potência económica global, ameaça agora e em colaboração com russos e outras grandes economias substituir o dólar e até tem dois sistemas de exploração do mercado – e assim naturalmente como reacção e provavelmente justificação (para o momento zero de sua autoria, em qualquer cenário de guerra nunca justificado) os EUA mudaram-se imediatamente com armas e bagagens para a sua nova e prometedora zona de intervenção, lembrando mais uma vez a todos que a nota simbolizando o poder ainda era o dólar e o seu país a mais poderosa potência militar e sem rival conhecido (mesmo somando os restantes) em toda a Terra. A Europa?

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:51
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