Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Jul 15

Agora que a Alemanha começa a gritar de dor com o flagelo que se começa a abater sobre a sua economia (veja-se a evolução de novos investimentos, importações e exportações), surge agora o problema da Grécia (um Estado) e a inflexibilidade do FMI (simples credores de dinheiro domiciliados nos EUA). Mas desde que a Alemanha perdeu o seu parceiro estratégico (a Rússia), que a mesma anda à deriva.

 

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E cinco anos depois a história continua

 

A Grécia acaba de ultrapassar a data limite de pagamento (aos representantes dos seus credores) da quantia de 1,5 biliões de Euros. Relembre-se que o novo Governo grego herdou uma dívida monstruosa dos seus antecessores (socialistas e direita) e face à situação económica e financeira catastrófica em que o país se encontrava (défice perto dos 180% do GDP), ao esperar ingenuamente uma mudança na Europa (contrariada com a surpreendente e no mínimo estranha vitória de David Cameron na Grã-Bretanha e com a Europa em stand-by aguardando os resultados de outras eleições extremamente importantes e próximas), levou pelo contrário com uma pancada irredutível e definitiva do FMI (afinal de contas eles representam o Banco Mundial) e como costume, com a apatia e a indiferença de todos os outros países deficitários e subjugados. Com a Alemanha (e mais uma vez em menos de 100 anos) a controlar a jogada e a querer decidir o destino de todo um continente (através do BCE): mas agora sob controlo norte-americano e tendo como objectivo a Rússia. Não é pois de espantar (mesmo que para um leigo) que a própria Alemanha, os seus bancos e o próprio BCE (directa ou indirectamente), apresentem contabilidades que de um momento para o outro possam ter as suas perspectivas radicalmente alteradas, tal o nível de toxicidade que se suspeita existirem em muitos dos produtos financeiros desses bancos (com muitos economistas a afirmarem que a dívida grega poderá chegar a ser apenas 1% da potencial dívida coberta/encoberta alemã): e para que tal aconteça basta que a própria Alemanha continue com a sua política auto-suicidária, continuando a hostilizar os pobres da Europa e até a própria Rússia. Os EUA agradecem.

 

(imagem – roarmag.org/2011)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:00

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