Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

23
Mai 18

Com a Guerra do Vietname e o Maio de 1968 em Paris a terem uma forte influência nos processos de descolonização ‒ tendo como consequência (entre outros) a Revolução do 25 de Abril (de 1974 em Portugal).

 

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Guerra do Vietname

Execução sumária nas ruas de Saigão/imagem 1 e fuga de Kim Phuc/imagem 2

(a criança de 9 anos nua ao centro da imagem da direita, que devido às queimaduras no seu corpo as enfermeiras diziam não iria sobreviver, no entanto hoje com 55 anos de idade e mãe)

‒ Atual Embaixadora da UNESCO ‒

Da sua aldeia bombardeada (com napalm) e incendiada

 

Quando em MAIO de 1968 e no decorrer da GUERRA do VIETNAME (1955/1975) ‒ no início do período da Vietnamização do território, ou seja, coincidindo com a retirada das tropas norte-americanas (instaladas no terreno) e substituindo-as por soldados sul-coreanos ‒ uma Manifestação Estudantil de Universitários de Paris (com origem em 2 de Maio na Universidade de Nanterre), levou a uma Greve Geral (a 13 de Maio com 9 milhões de grevistas), à paralisação total de um país (a França), ao caos geral social e no decorrer do processo (obrigando o Presidente De Gaulle) à convocação de eleições (antecipadas) ‒ terminando todo este processo (com promessas de aumentos e progressiva desmobilização) com as eleições de Junho e a derrota dos Estudantes (e do Movimento) ‒ o que aí emergia era a Revolta de uma Geração (não só Nacional mas pelo seu apoio e participação e Internacional) que via na preservação da Liberdade e na defesa dos Direitos Humanos o seu objetivo Fundamental, face ao que então se passava no Mundo (23 anos após o fim da II Guerra Mundial) não só no Vietname como noutros lugares do Globo Terrestre (abrangidos pela Guerra Fria) sugerindo um regresso ao passado (gradual e cíclico) replicando situações já bem conhecidas (nas causas e nas consequências esmagadoramente negativas, mesmo que para uma minoria ‒ os “Adeptos da Guerra” ‒  extremamente lucrativas).

 

Com os nascidos nos anos 50 e em meados dos anos 60 (década iniciada em 1960) sendo ainda jovens curiosos e aventureiros em formação (bastante recetíveis) num Tempo Ideológico acelerado e num Espaço ilimitado (ou não fosse Tempo Dinheiro e com a Morte ainda impercetível), depois de anos de sonhos e de explosão (de ideias) com um único objetivo (comum) a cumprir o da construção dum Mundo Perfeito ‒ onde Máquinas substituíssem o Homem nos seus Deveres quotidianos, reservando aos Humanos o usufruto do Tempo para o cumprimento dos seus Direitos de Vida ‒ e do descalabro do mesmo (o Fim da Esperança Interna), virando-se para o Tempo da Ciência e ficando a olhar para a Lua (para o exterior do nosso ecossistema): juntamente com as naves APOLLO (em 1969 e em direto na TV tocando a superfície da Lua).

 

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Manifestações de Maio de 68 (1) e Festival de Woodstock de 1969 (2)

Desfile de 13 de Maio de 1968 em Paris integrando estudantes e trabalhadores

(greve geral)

E Festival de Música de Woodstock realizado durante 3 dias de Agosto

(no estado de Nova Iorque)

C/Santana, Canned Heat, Ten Years After, Jimi Hendrix, entre tantas outras lendas

 

E já no ano seguinte (de 1969) derrotado o Movimento (de 1968 em Paris, na França e na Europa), transportando-se inconscientemente (ou então por simples contágio) as bases para o continente Americano e de novo com o Vietname ‒ com a realização do Festival de WOODSTOCK em Agosto de 1969 (na fazenda de Max Yasgur, cidade de Bethel, estado de Nova Iorque). Mais tarde com um penso rápido aplicado em Julho de 1985 (de apoio às vítimas da fome da Etiópia) com a realização do conhecido (e mundialmente transmitido) concerto rock LIVE AID, enquanto aos portugueses e inesperadamente saía a Sorte Grande (em 25 de Abril de 1974, mas rápida e infelizmente com a verdadeira Festa Popular a acabar). Restando-nos questionar hoje quantas Etiópias terão surgido (entretanto e incluindo as ativas no presente) ‒ no Mundo atual a caminho de 1000 milhões de pessoas a passar fome ‒ e quantas estarão a caminho ou em preparação. E assim passados 50 anos sobre os acontecimentos de Maio de 68 em França (com o jovem de 15 anos de então a ter hoje 65 anos) sendo completamente incompreensível a atual situação socioeconómica no Mundo (sobretudo a total falta de igualdade e a proliferação de guerras brutais, mortes e doenças) assim como a identidade do Homem que o dirige: um milionário do género masculino explorador do ramo do Imobiliário, de Jogos & Casinos e da Indústria do Sexo (conhecedor do poder do dinheiro especialmente se armado) natural de Nova Iorque e de nome Donald Trump.

 

No dia de hoje (no calendário semanal terça-feira considerado dia útil) em finais de Maio de 2018 (a um mês da chegada da monotonia selvática do Verão) e habitando na ponta sudoeste da Península Ibérica (em Albufeira autoproclamada capital turística do Algarve), já nem para o Céu se olhando, quanto mais para a Lua sempre presente, e no entanto abandonada: só se desejando um filho, muitos carros e casas, mas sobretudo dinheiro sinónimo de abundância (concentrada) e poder (além de tóxico e aditivo, terrestre e material e como tal estático e mortal).

 

(imagens/dados da legenda: worldpressphoto.org ‒ ladepeche.fr/AFP e WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:41

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