ALBUFEIRA
Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)
O Rublo e o fim do Dinheiro
O Sistema Monetário Internacional está morto: quando não existe concorrência e uma única moeda controla o mercado, não vale a pena transaccionar nada em troca de um objecto banal (neste caso o dólar).
Nenhum Estado na Terra conseguirá resistir ao poder de um Outro Estado, que para dominar quem quer que seja só necessite de imprimir mais moeda.
Por mais moedas que o Estado tenha, o Outro Estado só terá que inundar o mercado com mais moedas, desvalorizando-a e aumentando ainda mais o seu défice, mas destruindo por outro lado e de vez as moedas de troca resistentes.
E a partir daí é só controlar a impressão e não dar troco a ninguém.
Por isso os chineses se mexem enquanto a Europa espera – vendo a Rússia a inclinar-se para a Ásia a convite da grande China.
Guerra à Rússia – 2014
A brutal queda do rublo
Os resultados do último ataque dos EUA sobre a Rússia (a pretexto do conflito envolvendo a Ucrânia) são cada vez mais evidentes na evolução da moeda russa face ao dólar.
Aproveitando a aproximação que se fazia sentir nos últimos anos da economia russa à economia europeia – e a sua maior abertura (e dependência) à produção oriunda da CEE – os EUA viram nesse factor uma excelente possibilidade de intervenção e de pressão sobre o mercado financeiro russo, condicionando-lhe o seu desenvolvimento económico através do seu isolamento forçado do mercado europeu, até aí num ciclo de expansão e de forte investimento estrangeiro.
Como assim e sendo actualmente a maior potência militar mundial e o único país no globo a ter apenas de imprimir mais dinheiro para suprir (ano após ano) o seu défice exponencial e brutal, os EUA ainda controlam o banco apesar da caixa forte estar sempre vazia: a circunstância é que o símbolo do dinheiro ainda está associado a uma imagem virtual adoptada por facilidade e conveniência como modelo único de moeda de troca (o dólar) e tal como se estivéssemos a tratar de um indivíduo viciado em drogas duras consumidas pelo próprio ao longo de toda a sua vida, muito dificilmente se poderá recuperar o indivíduo se não eliminarmos e substituirmos as suas referências anteriores.
Neste caso o dólar e provavelmente por iniciativa da China.
Deste modo não será de espantar que a Rússia pressionada pelo dólar e pela subserviência Europeia aos interesses hegemónicos dos EUA (com a Alemanha à cabeça e o seu dançarino a habitar agora a maior ilha europeia) – e ao olhar para a evolução fortemente descendente da sua moeda o rublo – se vire de vez para oriente, se livre temporariamente da Europa e se una ao novo gigante económico (em produção e trocas comerciais) a China.
E o que lucraremos nós com a deslocação do Eixo Económico Mundial para a Ásia, com os próprios norte-americanos a deslocarem todos os seus grandes recursos para a área agora e no futuro de controlo fundamental, abandonando a deficitária, decrépita e parasita Europa e deixando-a de mãos a abanar.
Mas pelo andar da carruagem num futuro talvez próximo será o Banco da China a imprimir o Novo Dólar (Chinês).
(imagem – Banco Central da Rússia)