Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Mar 15

Antes de se falar convém sempre esclarecer. Nesta guerra envolvendo terroristas (como os do ISIS/ISIL), a maioria dos que não vêm não têm problemas de visão (como a Europa): e se não vêm nada de nada, outros para o conseguirem nem sequer de óculos precisam (os EUA).

 

usa-flag.jpg

Estados Unidos da América

 

Os políticos norte-americanos não podem ser acusados de serem os (primeiros e únicos) maus da fita: eles apenas aproveitaram a covardia de alguns e o espírito mercenário de outros. E ainda por cima estes verdadeiros comerciantes foram os primeiros a descobrir a virtude da impressão e o poder tremendo das rotativas.

 

Mas afinal de contas quem subsidia o Estado Islâmico (ISIS/ISIL)?

 

Certamente que não serão russos (ocupados com a aproximação das bases norte-americanas às suas fronteiras) e muito menos os chineses (nesta fase muito mais interessados em ser a maior potência económica global – que já o é – e desse modo apoderar-se do dólar e destrui-lo).

 

Sobram os EUA e alguns países árabes.

 

Aliados dos EUA? Não necessariamente, apesar de ser claro e mais do que evidente o papel fulcral da Arábia Saudita (principalmente desde os trágicos incidentes do 11 de Setembro, em que foi óbvio o seu envolvimento) em todo o processo de domínio regional exercido pelos EUA naquela zona prioritária do globo (a terra onde brota petróleo), sendo secundada complementarmente pelo entreposto militar israelita estrategicamente colocado no meio deles (e contando com o apoio ilimitado dos EUA), sistematicamente ameaçando todos em seu redor de estar pronto a apontar armas em todas as direcções.

 

Como se Israel fosse um exemplo tipo base das Lajes (utilizada como ponto intermédio de abastecimentos durante as Guerras do Golfo), mas esquecendo que de um dia para o outro a concessão poderá terminar.

 

Mapa-Iraque-revista-size-575.jpg

Estado Islâmico do Iraque e Levante
(zona de influência a amarelo)

 

Se a Arábia Saudita e Israel fazem parte do Eixo do Bem, nada impede que amanhã em virtude de tudo o que de estranho e incompreensível se passa no mundo, um país do Eixo do Mal (por exemplo o Irão) finalmente recupere e se transfira para o Eixo do Bem: para tal basta os EUA fazerem contas e a sua resposta será imediata.

 

Mas voltemos ao assunto (para finalizar, já que a resposta é bastante clara). Se alguém que ainda tenha dúvidas quiser acabar de vez com elas, basta pensar como é possível que em tempos de guerra em que se consegue matar um indivíduo apontando-lhe uma arma e disparando com um joystick, não se consiga ver uma fila de camiões cisternas carregados de petróleo e a descarregarem o seu produto em petroleiros atracados em portos de um país em guerra total (com os terroristas a trocarem petróleo por armas), sem que nada se passe e sem que ninguém os veja. Apesar de serem corporações (esmagadoramente ocidentais) muito conhecidas em todo o mundo.

 

E se a lição do Iraque não servir para nada, talvez seja a Ucrânia a abrir-nos os olhos. Se não for tarde de mais.

 

Além dos EUA (actualmente a aplicar naquela região a sua recente Teoria do Caos, destruir para adaptar e dominar), da sua acéfala subsidiária europeia (os UK actualmente dirigidos pelos piores políticos que alguma vez por ali passaram), de Israel e da Arábia Saudita (inimigos com os mesmos mestres e objectivos), convém não esquecer a posição neutral, estritamente financeira e compulsiva, de muitos outros países que julgando ainda viver em democracia ainda aguardam o seu tempo de esmola!

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:44

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