Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

08
Dez 17

“The ability to solve complex math problems is one thing that sets humans apart from the rest of the animal kingdom. Despite this fact, some animals do seem to have at least one basic mathematical ability — they can, in a sense, count.”

(Joseph Castro/science.com)

 

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Some monkeys have shown the ability to count objects

(foto: Michael Woodruff/Shutterstock)

 

Enquanto (mesmo que o não queiram reconhecer) a capacidade mental (de raciocinar) por parte do HOMEM tem vindo a definhar progressivamente nas últimas décadas ‒ em Portugal tendo como ponto de viragem o CAVAQUISMO (1985) e no Mundo a Queda da URSS (1991) ‒ parece que alguns de nós (ditos RACIONAIS) especializados no estudo dos outros animais que não os humanos (e conhecidos como IRRACIONAIS) se viram finalmente para eles talvez (os bichinhos) procurando aquilo que o Homem já não consegue oferecer: sem necessidade de procurar (antes tentava-se descobrir agora apenas repetir) ou até de contrapor (aceitando-se sem discussão tudo o que nos é afirmado) ‒ antes procurava-se um LIVRO agora um resumo EFICAZ (Portugal), antes os EUA criavam algo e logo a URSS respondia (Mundo) ‒ confundindo-se TUDO e TODOS (objeto e sujeito vistos como mercadoria), perdendo-se MEMÓRIA e CULTURA (a nossa base de sobrevivência), optando-se pela INDIFERNÇA (pura obediência hierárquica) e pelo Currículo Seguro (garantia de um mero Emprego não necessitando de conhecimento ‒ experimental ‒ como o seria para executar um Trabalho não apenas teórico).

 

E dessa forma recuando à infância e à sua ingenuidade (ainda antes de normalizados pela Igreja e pelo Estado e de sufocados pelo peso da cada vez mais deformada Pirâmide Social) procurando nos Bichos Irracionais (Nossos Amigos de Viagem nesta Terra Fascinante) a resposta para os nossos problemas ‒ ditos existenciais (pelos teóricos do Armário talvez inspirados numa teoria em extensão da Alegoria da Caverna) unicamente para nos afastar da Realidade (impedindo-nos de a encarar através de estratégias subliminares) inserindo-nos na sua Projeção (aceite por todos ‒ Clero/Religiosos e Nobreza/Políticos ‒ como única alternativa credível e viável).

 

“Whatever the case, our number sense is not unique in the animal kingdom. In fact, it may not be something that's reserved to just animals: Venus flytraps (a carnivorous plant) can also "count."

(Joseph Castro/science.com)

 

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"Clever Hans" in action, tapping with his hoof

8 – 4 = 4, 8 + 4 = 12, 8 / 4 = 2, and 8 x 4 = 32

(Laasya Samhita and Hans J Gross/Communicative & Integrative Biology/CC BY-NC-ND 3.0)

 

No entretanto e apesar de toda a nossa oposição a considerarmos que uma outra espécie nos possa igualar ou ultrapassar (teoria Geocêntrica aplicada ao Homem) ‒ ainda-por-cima compartilhando o nosso ecossistema e alegadamente tendo habilitações matemáticas (naturalmente básicas como comer e reproduzir ou não fosse o Homem o seu Modelo) reproduzindo o ambiente e condicionando os animais (cenário imposto aos seres humanos) conseguindo-se mesmo atingir patamares deveras relevantes (para os irracionais), evoluindo no mesmo sentido (por persistência e resiliência) que cada um de nós compartilha (sentido de sobrevivência): conseguindo-se pôr Macacos a contar (experiências iniciadas no final dos 1980s) e antes até um Cavalo (no início do século XX com Clever Hans) a calcular (na realidade a interpretar/dono e a associar/gestos e no fim a atuar/representar, nem tendo noção de número/quantidade).

 

E se no caso do cavalo CLEVER HANS (no mínimo demonstrando qualidades) tratava-se apenas de uma questão de associação entre os gestos do seu dono e a missão deste (o cavalo) a cumprir (nem tendo noção de número ou mesmo de quantidade) ‒ um caso para divertir e para nos pôr a pensar ‒ já no caso dos Macacos e dos seus amigos Chimpanzés (em experiências realizadas lá para os lados de 2000) estes revelaram interessantes (na altura surpreendentes) capacidades de cálculo: concluindo-se que certos macacos (rhesus) tinham uma boa noção do número total de objetos observados, obtendo (experimentalmente) resultados quase tão bons (80%) como um grupo de estudantes universitários. Com outras espécies terrestres a demonstrarem as suas capacidades: como por exemplo os lobos (e outros mamíferos), as abelhas (e outros insetos), os peixinhos (e todos os outros) e até as galinhas (mais rigorosamente os pintinhos).

 

(dados, legendas e imagens: livescience.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:34

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