Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Mar 15

A agência dirigida pelo governo dos Estados Unidos da América e mundialmente conhecida pela sigla NASA foi criada há 57 anos. Foi a primeira organização no mundo a conseguir colocar um homem sobre a superfície de um corpo celeste extraterrestre – a Lua há quase 46 anos. Mas com a interrupção inesperada do programa APOLLO há pouco mais de 42 anos, o sonho de uma geração inteira de sonhadores começou lentamente a esfumar-se. Até parece que a LUA (por algum motivo sentindo-se ofendida) nos lançou uma maldição (como aviso e despedida).

 

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APOLLO 17
(aqui contando cm a presença do astronauta Harrison Schmitt)

 

Os Estados Unidos da América continuam progressiva e sequencialmente a entregar à iniciativa privada do seu país, todas as tarefas anteriormente entregues à sua agência espacial NASA e direccionadas à Conquista do Espaço. Com o seu destino traçado há já muitos anos, a NASA da viagem à Lua que todos nós admiramos desde a nossa juventude morreu, dando agora origem a uma outra agência cinzenta quase de museu e até com o mesmo nome, mas participando agora na aventura da humanidade através do espaço com intervenções muito mais limitadas, realizadas à distância, com orçamentos reduzidos e sem a imprescindível presença do homem. Hoje a NASA está limitada a um orçamento que ainda lhe proporciona a ida de astronautas até à Estação Espacial Internacional (ISS – que se encontra colocada em órbita do nosso planeta), sobrando por vezes uns trocos para assim poderem mandar umas quantas sondas em viagem pelo Sistema Solar: necessitando apenas de mais umas quantas câmaras e joysticks para desempenharem integralmente a sua função. Mas certamente que os EUA não deixarão para trás uma das suas maiores ambições, senão mesmo a única que no futuro lhe poderá garantir a continuação do seu predomínio terrestre: e como prova aí está de novo a forte presença da iniciativa privada nesta área tão importante da ciência e da tecnologia espacial, agora com a LOCKHEED a oferecer os seus preciosos serviços como apoio às actividades desenvolvidas pela NASA, de modo a assim facilitar a enorme tarefa em que a mesma está envolvida e até mesmo diminuindo-lhe os custos. Provavelmente com todos eles a estarem sob a protecção e cobertura de uma outra grande agência espacial de iniciativa conjunta mas certamente maioritariamente privada e que até poderia ser uma NASA2 (a real) encoberta por esta NASA1 (a dos nossos sonhos).

 

Lockheed's 'Jupiter' Space Tug Could Fly to Space Station, Moon and Beyond

 

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ISS
(ilustração – nave da Lockheed atracando à estação com o auxílio do seu braço robótico)

 

Lockheed Martin has unveiled a new spaceflight architecture that it says could take cargo to the International Space Station and helps facilitate humanity's spread out into the solar system. (Mike Wall – space.com)

 

"Although our priority is going to be servicing the International Space Station and providing the ability to carry commercial payloads and deploy small satellites, we're also designing this system from the beginning to be able to do deep-space missions." (Josh Hopkins – Lockheed)

 

Lockheed hopes International Space Station resupply missions are just the beginning for Jupiter and the Exoliner. (Mike Wall – space.com)

 

Indeed, Hopkins said the system could be used to establish a human outpost near the moon, which would help our species learn how to live in deep space and prepare for more ambitious treks to an asteroid or Mars. (Mike Wall – space.com)

 

"We want the ability to offer commercial logistics services to NASA and the international partners, not just to ISS but to lunar orbit and beyond." (Josh Hopkins – Lockheed)

 

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UFO/OVNI
(objecto voador não identificado provavelmente com origem na Terra)

 

E assim se conclui que o programa espacial norte-americano nunca parou desde que há aproximadamente 100 anos foi criada a NACA (que teve um tempo de vida de quase 43 anos), a organização que posteriormente daria origem à NASA e à primeira aventura do homem no exterior da sua zona de conforto. Seguindo esse raciocínio alguém acredita que com a velocidade com que a tecnologia tem avançado nestes últimos anos, todas as partes interessadas neste grande empreendimento tenham estado paradas? Neste mundo global vivendo essencialmente das lutas constantes entre grandes corporações mundiais para o controlo total do mercado (acrescido ainda por um factor determinante para qualquer tipo de negócio envolvendo matéria-prima e que é a sua abundância ou escassez) a conquista de outras terras capazes de suprir as necessidades crescentes dos quase 7 biliões de habitantes do planeta Terra, será sempre o objectivo prioritário e tendo claramente como retorno lucros fabulosos. E com o governo norte-americano (certamente que os militares não estarão a olhar para o lado) apoiado na sua forte iniciativa privada que a força do dólar lhe confere (dirigindo esta nova concessão), jamais poderíamos ficar espantados se num dia destes e sem que nada o fizesse prever, alguém nos dissesse que eles já teriam lá estado: só não o dizendo porque “o segredo é a alma do negócio”.

 

(texto/itálico: space.com – imagens: wikipedia.org/space.com/thepromiserevealed.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:47
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