Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Nov 14

Enquanto em Portugal o tempo se tem mantido dentro de parâmetros aceitáveis para o desenvolvimento normal da nossa actividade do dia-a-dia, outros países europeus não têm tido a mesma sorte: que o digam a França, a Suíça e a Itália, assoladas nos últimos quinze dias por chuvas intensas, que têm provocado grandes inundações e deslizamento de terras. Como ainda hoje é noticiado em regiões do norte da Itália.

 

201411181400_msg3_msg_ir_piber.jpegPortugal – 18.11.2014 – 14h (infravermelho)

 

Quanto a Portugal a chuva e o frio parece terem chegado de vez, com a Serra da Estrela a começar a ficar coberta de neve. Significativo apenas o tornado ocorrido no passado dia 13 na região de Coruche, afectando na sua passagem árvores e edifícios. O tornado terá afectado na sua passagem uma zona com uma extensão de cerca de 3km, tendo os seus efeitos sido sentidos durante 3 minutos, com ventos de velocidade entre os 150/180km/h.

 

A referência final vai para uma notícia triste para a Meteorologia Nacional: morreu Anthímio de Azevedo. A este açoriano perito da Organização Meteorológica Mundial (e formador de muitos novos meteorologistas) e tendo pertencido ao Grupo de Meteorologia do Comité Militar da OTAN, que melhor homenagem haverá do que recordar palavras suas:

 

anthimio_01.jpg

Anthímio de Azevedo

 

“Deu-se um grande salto no tempo de análise e previsão. Quando começamos a trabalhar com análise e previsão por computador, com as observações das 18h TUC tínhamos a previsão, para o dia seguinte, por volta das 04h. Agora, por volta das 04hTUC, temos a previsão para 4 dias e, um pouco mais tarde, para 10 dias e a 30 níveis na atmosfera. Os coeficientes de acerto no Centro Europeu de Previsão a Médio Prazo, que pode orgulhar-se da qualidade das suas previsões em áreas de previsão de outros centros, são de 96 % para 24 h, de 75% para o quarto dia e de 30% para o décimo dia”. (entrevista realizada em 2010 – IPMA)

 

E já agora Anthímio de Azevedo e a Educação em Portugal

 

Numa das suas últimas entrevistas publicadas (Senhor do Tempo/Nuno Dias da Silva/Ensino Magazine Online) Anthímio de Azevedo falou-nos do caso de uma professora de Geografia, que ensinava aos seus alunos que no Verão a Terra estaria mais perto do Sol – talvez para justificar a razão porque nessa altura do ano (aqui) fazia mais calor. Esqueceu-se que se no Hemisfério Norte (onde por acaso ficava Portugal) fazia mais calor (Verão) no Hemisfério Sul fazia mais frio (Inverno). Uma farpa no Sistema Educativo (português), onde para ele o principal defeito residia na persistência do “como se faz” em vez da “razão dos porquês”. Essa a razão porque a professora ao fazer repetidamente tal afirmação (incorrecta) nunca duvidara dela (deixara de se questionar e de aprender) quando a explicação correcta seria a diferente inclinação do eixo da Terra ao longo do seu trajecto anual à volta do Sol.

 

(dados e imagens – ipma.t)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:58

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