Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Dez 17

No Presente com o Mundo ainda num impasse ‒ entre o Poder e Submissão ao Império Norte-Americano (o Passado) e a reverência a um Velho Império em Vertiginosa Ascensão a CHINA (o Futuro) ‒ o Resto como que num estado comatoso permanece no limbo, não se apercebendo que no entretanto, o mesmo (Mundo) já há muito tempo que mudou: com o novo Eixo Económico e Financeiro Mundial a transferir-se gradual e tranquilamente para a Ásia e com a China a médio prazo a substituir os EUA como maior potência Global (se as coisas continuarem assim).

 

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Teerão e Riyadh

 

Olhando para esta foto colocando lado a lado as capitais dos dois países árabes mais poderosos da região do Médio Oriente ‒ Teerão capital do IRÃO e Riyadh capital da ARÁBIA SAUDITA ‒ a primeira coisa que nos vem à cabeça transporta-nos para um outro conflito terminado há 29 anos (1980/1988) a Guerra Irão/Iraque, tendo de um lado o Irão pós-revolucionário e do outro o Iraque de Saddam Hussein: a nada levando senão a perdas claramente ultrapassando os 1000 biliões de dólares e a um número de vítimas civis e militares ultrapassando um milhão ‒ e no sentido contrário impulsionando ainda mais a Revolução Iraniana (transformando o Irão na grande potencia regional que é hoje) e transformando o exército do Iraque num dos mais experientes e poderosos da zona (levando em 1991 Saddam Hussein a invadir o Kuwait aí se iniciando a 1ª Guerra do Golfo).

 

E a segunda coisa também tão importante como a primeira é tentar compreender a razão pela qual o envolvimento direto ou indireto das forças dinamizadoras deste processo, sendo no essencial as mesmas e representando o mesmo género de blocos (políticos e/ou religiosos sendo opostos), insistem no mesmo tipo de intervenção (mais clara agora com Donald Trump no interesse exclusive da América apoiando os sauditas/militarmente e demonizando os iranianos/como terroristas) não se coibindo de colocar em palco e num cenário pretendido de autodestruição duas das sociedades mais desenvolvidas do Médio Oriente: e de novo tal como em todos os outros conflitos ocorridos na mesma região do nosso (único) planeta ‒  Rica em Petróleo (e em Grandes Negócios) ‒ assistindo-se mais uma vez a um insuflar artificial do mesmo, que como se pode ver desde já (na Guerra Civil no Iémen) não tem levado os Sauditas a lado nenhum.

 

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Hassan Rouhani e Mohammed bin Salman

 

A não ser a continuação de todos os conflitos instalados nessa já tão martirizada região ‒ já com dois países dos mais ocidentalizados no passado como o Iraque e a Síria completamente destruídos ‒ a troca infernal entre EUA/Arábia Saudita de Armamento/Petróleo e a garantia da completa desestabilização futura de toda esta região (ficando a lucrar os EUA e talvez ‒ se sobreviver ‒ Israel). E no sentido de se evitar tal trajeto suicidário entendendo-se melhor as últimas afirmações oriundas do Irão (proferidas pelo Presidente do Irão Hassan Rouhani): "If Saudi Arabia, as a neighboring country, stops the bombing of Yemen from tomorrow, stops bowing to Israel and stands straight and relies on its own people and the region, then we will have no problems with them."

 

(imagens: rt.com/ibtimes.co.uk/asiatoday.in)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:41

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