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Regresso ao Passado

Terça-feira, 14.04.20

[Nosso não do vírus (Covid-19), mesmo que alterado (adaptado).]

 

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No dia 10 de março e já declarado o Estado de Emergência com a Itália a registar 168 mortes por Covid-19 (no seu 11º dia de VM) ─ com o máximo até agora registado a indicar 919 mortes (no seu 28º dia de VM) atingido a 27 de março (Pico Máximo?) ─ com o Exército, a Polícia italiana e os viajantes, utilizando EPI´S na estação ferroviária de Roma

 

Mergulhados no surto pandémico de Covid-19 e com muitos dos portugueses fechados em casa, sendo natural que passado um mês sobre o artigo publicado por Derek Beres no site  Big Think (bigthink.com) ─ “Will the future be Mad Max or Star Trek” ─ nos precipitemos para a primeira opção agora que cada vez mais fechados do Mundo nos deixamos invadir pelo medo provocado por este “Agente Infiltrado e Invisível”: em Portugal (14.04.2020) tendo contaminado 17.488 pessoas (0,17% da sua população), provocado 567 vítimas mortais (taxa de mortalidade provisória=3,2%) e colocando 218 nas Unidades de Cuidados Intensivos/UCI (taxa provisória UCI=1,2%) ─ para lá dos 347 recuperados (taxa de recuperados=2,0%).

 

Mas tendo-se já uma ideia do tempo de atividade deste vírus, na China (a referência, o 1º território/população a ser atingido) tendo alcançado o seu Pico Máximo de atividade passado cerca de um mês (maior nº de vítimas mortais, num só dia), tendo durante outro mês descido sustentadamente (nº de óbitos expressos, num só digito) e passado outro mês permitindo o regresso progressivo da Vida económica (e social) ao país ─ ou seja, cerca de três meses depois do início da Pandemia ─ com a nossa principal preocupação futura (e obrigatoriamente a muito curto-prazo) a ser o de saber de que outros vírus semelhantes este (o Covid-19) estará mais próximo, se de vírus do tipo MERS/SARS ou de outros tipo Influenza (Gripe): para além do número de vítimas provocado por cada um deles, ficar a saber-se se adormecerão ou se regressarão dentro em breve.

 

Sendo do tipo MERS/SARS aparecendo e desaparecendo (adormecendo e dando-nos um bem prolongado descanso, podendo ser de várias décadas), sendo do tipo Influenza voltando de novo na “próxima época” (apenas “passando por umas curtas brasas” e ainda connosco em tempos de recuperação, regressando ainda com mais força) ainda com o Mundo mal refeito e numa 2ª Vaga: sendo fácil de adivinhar o que daí poderia advir, com todo o planeta mergulhado aí não numa Crise Sanitária (a provocada pela 1ª Vaga), mas numa 2ª fase associada à pandemia, uma Crise Económica desde já prevista por muitos economistas como podendo ser semelhante à iniciada em 1929 (estendendo-se pela década de 30) e conhecida como a “Grande Depressão” (nos EUA entre outros aspetos com o desemprego a quadruplicar). E recordando ainda que a Influenza com o seu grande surto epidémico (aí pandémico) a iniciar-se em janeiro/1918 e durando até dezembro/1920 ─ podendo ter provocado 20/50 milhões (outros dizendo 100 milhões) de mortes por todo o Mundo (em Portugal estimando-se entre 50.000 e 70.000) ─ causa em média (pelo menos desde 2010) entre 300.000 e 650.000 mortes por ano (só nos EUA umas 60.000).

 

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No dia 14 de abril e continuando o Estado de emergência com Portugal a registar 32 mortes por Covid-19 (no seu 32º dia de VM) ─ com o máximo até agora registado a indicar 37 mortes (no seu 21º dia de VM) atingido a 3 de abril (Pico Máximo?) ─ continuando-se ainda em alerta e expetativa, até pelos desempregados e pelo seu regresso ao trabalho

 

Essa a razão pela qual muitos países hesitaram (e ainda hesitam) sobre o que fazer de facto (e com eficácia, tanto a nível das pessoas, como a nível económico), sendo o vírus Covid-19 como o da Influenza (esperemos bem que não) e assim regressando de novo no Inverno ─ esperando não ser esse o caso (no tempo, Influenza=Covid-19) e que tal surto pandémico seja “passageiro”. Caso contrário (se Influenza for mesmo igual a Covid-19) e certamente com a Economia Global extremamente debilitada ─ e apesar do sacrifício de “todos os trabalhadores e dos mais pobres” (as vítimas do costume) integrando a esmagadora maioria dos 7,6 biliões de terrestres ─ tendo-se de esperar como sempre (relação presa/predador) o aproveitamento de uma minoria apenas interessada em se salvar e se possível ganhar (algum), “sobre a pobreza de todos impondo o seu poder”: e com a nossa única salvação a residir ou na destruição do vírus (não o tendo conseguido, seja qual for a razão, com nenhum dos outros) ou na criação de um processo/mecanismo que o possa conter ─ chame-se ou não vacina ─ minimizando os efeitos e deixando-nos Viver (pelo menos como até a um “presente tão recente”).

 

E sendo mesmo possível (e apesar dos EUA), sendo necessário acreditar que graças a muitos de nós (homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos) o momento passará sendo isto apenas mais uma lição (importante e a memorizar) que apenas nos fortalecerá (até culturalmente) ─ seja com uma pequena alteração (sendo-se mais conservador) ou com uma Revolução (sendo-se mais radical), tanto faz o que interessando sendo a contribuição: tendo-se de ser otimista e pensar, que num prazo de três meses todos estaremos já a (começar a) trabalhar, ou não fossemos uma espécie em contante evolução e capaz de se transformar. Recordando Lavoisier (e dando importância ao que nos faz mover, a Cultura e a Memória) “Nada se Perde, Nada se Cria, tudo se Transforma”. Tudo correndo bem o que de facto irá acontecer (esperando-se que com as autoridades, seguindo o mesmo e nosso rumo, de Todos), o mais tardar em junho já se “podendo em Portugal não só trabalhar como até passear”, sendo uma questão “de ter paciência e de saber esperar” ─ respeitando o poder do vírus e sabendo-se proteger. Só isso!

 

[VM: Vítimas Mortais]

 

(foto: Antonio Masiello/Getty Images)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:09


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