Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

03
Abr 21

[No mínimo ─ e fazendo funcionar o cérebro ─ tentando-o, nem que seja no sossego e alívio (relaxamento psíquico-físico) proporcionado pelo meu WC.]

 

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Colêmbola

Considerado no seu meio um grande ginasta

Um bichinho apresentando-se com um múltiplo-mortal-à-retaguarda

(parecendo um inseto, mas não o sendo)

 

Deixando para trás a história que “no presente todos conhecem” (monótono, intoxicante) e virando-nos para outro tipo de histórias (alternativas, mas igualmente reais) envolvendo para além destes (o Homem e o “Bicho”) outros animais ─ até para se poder relaxar, da corrente oficial e maioritária (aumentando pela pressão dos média, cada vez mais a dose a nós todos ministrada) ─ chegando por acaso às páginas do site BoingBoing (boingboing.net) e dele retirando quatro amostras: uma história envolvendo um Homem (um animal racional terrestre), duas envolvendo um cão (um animal irracional terrestre) e finalmente uma outra agora envolvendo um polvo (um animal irracional marinho) ─ para além do Homem e do seu fiel amigo o Cão, com o cefalópode (o polvo) por sinal (e curiosidade, não para o molusco-marinho, sendo comido) a estar ligado a um prato típico da gastronomia portuguesa, o “polvo à lagareiro”. Faltando talvez uma história envolvendo a Flora (também se dizendo que “pensam”).

 

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Como usando-se uma mentira não se escondendo a outra

(de início alterando o nome/1ª mentira,

tentando não ser identificado como traficante/2ª mentira)

 

Então, até para consolidação da nossa cultura e organização da nossa memória, ponhamos os nossos neurónios ativos e de prevenção, preparando o cérebro para a chegada iminente de nova informação, podendo-nos provocar momentos de verdadeira prazer e emoção: Como sentíramos na infância, apesar de novos e poderosos (reagindo sem pensar) sendo sobre o Mundo (e as “regras da Vida”) muito ingénuos (demorando a fazê-lo) ─ e ainda como nómadas e sem receios (da moral, do pecado) procurando os limites extremos e a aventura sem fim. Desse modo surgindo (1) a história do traficante (sendo preso, mas não por droga), (2) do cão passando por outro animal (que não outro cão), (3) de mais um cão este com uma deficiência (aqui dando quase que como milagre, as graças ao Homem) e no final (4) de um polvo irritado com um intruso (ao seu ambiente natural, sendo o intruso o Homem) ─ parecendo na sua atitude (sendo um de nós, diríamos que não pensada, um reflexo) mesmo um Homem.

 

[Juntando para tal ao Homem os nossos apesar de não reconhecidos “imprescindíveis animais” (como o poderíamos fazer com “flores & plantas”), tendo como grande qualidade (para o Homem, defeito) serem do nível irracional (apesar da afirmação de que até as “plantas pensam”).]

 

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Num Zoo na China fazendo-se passar um Cão por um Leão

(exploração-comercial animal feita pelo Homem)

 

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Adaptando a sua cadeira de trabalho ao amigo

(solidariedade entre companheiros e amigos)

 

Vejamos (sem história adicionada, mas com a flora ─ o 5º elemento ─ a “observar-me atentamente do quintal”):

 

Na história do traficante (1) ─ “um caso de azar extremo” ─ com o mesmo quando no interior de uma viatura, deitado num dos bancos (provavelmente em repouso, à espera) e ao ser surpreendido/questionado pelas autoridades (desconfiando), para se safar e de forma a despistá-los (tendo droga consigo), dando-lhes de imediato uma falsa identificação sua, que segundo “os pensamentos do traficante” os prejudicaria na busca (destes polícias), não chegando “a nada de concreto” (pessoal, grave) e assim “safando-se” com tal ação: inesperadamente (e contra todas as hipóteses) com a sua estratégia a ir por água abaixo, desde o momento em que os policiais confirmaram o nome dado (veja-se, existia mesmo) e verificaram que “tinha conta no cartório” (ainda por cima procurado) ─ e aí sendo revistado sendo encontrado na sua posse anfetaminas, sendo detido. Nas duas histórias seguintes envolvendo dois cães ─ um sendo ajudado, o outro explorado pelo Homem ─ no caso inicial com (2) a dona de um cão ─ de nome Scraps ─ com deficiência física (apenas três patas) e sabendo este (o cão) muitas vezes querer estar com ela na cadeira ─ enquanto no computador ─ em solidariedade com o seu amigo adaptando a sua cadeira (com umas escadinhas) para uma fácil subida e acesso (ao seu colo) de Scraps;

 

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Invadido o seu território com o Polvo a ripostar

(replicando como se fosse familiar as nossas atitudes)

 

Acontecendo o oposto no outro caso com (3) o animal a ser apenas “utilizado” (comercialmente), agora por um homem, surpreendendo na sua intervenção (alteração) pelos vistos sendo comum de se ver nessa região chinesa (e em zoos locais) ─ numa visita ao zoo com um pai e o seu filho a serem surpreendidos ao olharem para o interior da jaula de um “leão-africano” e nela vendo não o leão esperado mas um cão da raça “golden retriever” ─ e com o zoo a justificar-se por “erro na tabuleta” (indicativa), só o Homem sendo capaz de coisas destas, pois e pelos vistos “sendo racional responder a tudo, sem pensar, logo se vendo se certo ou errado e aí e contra todas as evidências fazendo-o de novo. Já na história final e como resultado de um simples mal-entendido, com (4) o animal protagonista ─ “não um Homem, mas um Polvo” ─ mostrando poder ter a mesma base e modelo (molde) replicando comportamentos nossos (humanos), ao ver um intruso chegar sem justificação válida  aproximando-se e excedendo-se e, deslocando-se num meio que não o dele (não sendo a sua residência habitual), a irritar-se e a ripostar com a intrusão para o mesmo indevida ─ com o Polvo marcando posição (e território) atirando-se ao Homem. No fundo diversos tipos de moldes (biológicos), distribuídos e partilhando (em diversos níveis) o mesmo espaço ao longo do tempo (devendo, portanto, ser compatibilizados). E salvando-se (ou dominando) o mais rápido a adaptar-se.

 

(consulta: boingboing.net imagens: Ant Lab, Jolina Okasaki e

Simone Giertz/youtube.com, Lance Karlson/Instagram, em boingboing.net)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:25

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