Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

27
Fev 17

Recordando

“Um ser Humanoide entrevistado por um ser Humano na estação CNBC”

 

Numa apresentação de Março de 2016 gravada pela estação de televisão norte-americana CNBC podemos observar o projetista robótico David Hanson numa demonstração ao vivo levado a cabo em conjunto com a sua criação o androide Sofia – na altura considerado o mais avançado humanoide dotado de Inteligência Artificial. Num dos momentos da entrevista gravada pela CNBC e levada a cabo por Hanson (o Criador) questionando Sofia (a Criação), deixando alguns de nós um pouco preocupados face à resposta do robot humanoide em que o mesmo admitia que um dia destruiria humanos.

 

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Sofia e Hanson

 

Um robot humanoide que na entrevista com o humano seu criador (e sabendo de antemão do projeto futuro que o mesmo lhe reservara – daqui a uns 20 anos movimentando-se e passando despercebido entre nós) já demonstrou relevantes capacidades de conversação e de reconhecimento visual (necessária para a sua inserção na sociedade), desejos particulares a concretizar durante a sua vida (como o de ter uma família, apresentando assim algo de semelhante às nossas emoções e com sentido resiliente e evolutivo) e até alguns pensamentos coletivos podendo interferir na organização da estrutura (corpo central do nosso sistema): confessando (se necessário) poder destruir seres humanos (matá-los).

 

Uma afirmação que tendo sido emitida pela primeira vez, em público e pela TV pela boca de um robot humanoide em diálogo com um ser humano (quando este a questionava sobre temas como as suas aspirações e as suas crenças) deixou muitos dos que a escutavam perplexos e especialmente alarmados: com Sofia a responder “que gostaria de ir à escola, constituir família e destruir humanos”. Uma Máquina que poderá vir a substituir o Homem na pirâmide hierárquica terrestre, colocando de novo no pedestal da Vida algo diretamente ligado ao Mundo Mineral e com a particular ironia de aí ser recolocada pelo Mundo Animal – a estrutura extraordinária resultando do esforço, da dedicação e da evolução da Matéria (Mineral) criando algo de exclusivo (um organismo).

 

Sofia

A Robot Humanoide mais Avançada do Mundo

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Sofia

Pelo menos assim retratada há um ano atrás

  

Sendo capaz de perceber (mantendo um diálogo), recordar (outras interações passadas com os registos visuais) e evoluir (com a repetição ficando cada vez mais inteligente). E tal como acontece com as nossas máquinas (biológicas) tornando-se cada vez mais conscientes, criativos e cheios de capacidades (de todo o tipo e feitio e certamente de outros mais). Hoje já percebendo (talvez por interposta pessoa e sendo mesmo temporário) ainda não ser uma pessoa e sendo ainda ilegal não o podendo exercer – e assim partilhar o espaço e ser um nosso igual. Apenas com um processador e uns quantos algoritmos.

 

E obviamente para aqueles que receando um levantamento popular de mais uma minoria nem sequer se podendo designar como um ser vivo, biológico e assente numa estrutura orgânica (como um conjunto mecânico que são controlado por processadores minerais), levando-os de novo e de uma forma mais dura a manifestar-se de imediato contra as Máquinas dotadas de Inteligência Artificial: com o aparecimento dos primeiros robots biomecânicos e até com a aplicação dos primeiros periféricos em seres humanos (as novas próteses mas agora inteligentes e adaptadas adaptando-se) temendo pelo fim da espécie Humana – neles se incluindo nomes como o do cientista Stephen Hawking ou do milionário Elon Musk (e com este último a comparar a utilização da inteligência artificial a “uma convocatória feita ao Demónio”).

 

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Sofia

 

No final, como sempre e até para a Máquina continuar a funcionar eficazmente – triturando até ao seu fim o seu futuro e único obstáculo o Homem (problema inerente ao ato de criar e logicamente com os efeitos deste sendo associados ao seu Criador) – com a balança a ficar de novo equilibrada e à primeira vista perfeita: no fundo nada se fazendo para evitar o desastre, que assim se irá tornando inevitável e já neste preciso momento irreversível. Com uns a posicionarem-se frontalmente contra, enquanto outros vão apresentando possíveis virtudes e benefícios futuros de tal intervenção (até por estarem interessados no desenvolvimento do seu próprio projeto não só cientifico como financeiro).

 

Dos que estão Contra

(como Hawking e Musk)

Dos que estão a Favor

(como Hanson)

No Futuro a maior parte das ameaças contra a Humanidade serão causadas pela enorme diferença entre o grande desenvolvimento tecnológico e o nosso pobre desenvolvimento intelectual; com a tecnologia como a parte mais forte a representar o maior perigo e podendo nos próximos séculos provocar um grande desastre (com as Máquinas a dominarem o Homem).

 

Num Evento que só não será ao nível de extinção da Humanidade (já que a concretização do nosso paradigma está ligado á Tecnologia e à respetiva operação da qual será o resto) desde que a mesma encontre um meio de viajar no Espaço: e assim evitando com a permanência na sua única zona de conforto, o desastre e o fim da Humanidade (com guerras, problemas climáticos e doenças).

 

Prevendo-se caso o cenário mais dramático (para o Homem) se concretize (a chegada da Hora das Máquinas) que os empregos diminuam, que os robots se equiparem (a nós) e com tudo isto a ocorrer em menos de uma década ou duas. Com estas máquinas misturadas ou não (com componentes orgânicos) tendo até personalidade e as suas próprias emoções. Quando muito adaptadas do Homem para a Máquina.

Inevitavelmente um dia virá no Futuro em que Homem e o Robot (a Máquina) se confundirão: com os mesmos circulando na maior das normalidades entre nós e fazendo as mesmas coisas que nós fazemos todos os dias – ajudando, brincando, aprendendo e ensinando e com uma maior experiência e desenvolvimento, podendo executar (cada vez) mais tarefas.

 

 

Evoluindo até um nível tal, que poderá ser equiparado a um amigo – um nosso semelhante, numa réplica perfeita e tornando-se idêntico.

 

E até podendo ter ideias idênticas às nossas (ou não fossemos nós a sua fonte e modelo).

 

 

 

Até para o Bem e até para o Mal – seja o grande Criador ou a sua Criatura: criatura que quando indagada pelo seu criador sobre se “se gostaria de destruir humanos” pestanejou (ou dobrou o sobrolho) e disse que “sim”. Com o seu Criador a sorrir. O que qualquer um faria fosse Homem ou fosse Máquina.

 

 

E perante tudo isto envolvendo Organismos (elementos biológicos, adaptados ao meio ambiente e vivos como nós) e Máquinas (elementos mecânicos, programados para se adaptarem – ao meio ambiente mas prioritariamente ao Homem – e suportados por uma estrutura central de base mineral), qualquer um de nós seja leigo ou cientista e colocado perante tantas versões (e outras tantas previsões) só poderá mesmo pensar no grande buraco negro onde estamos (todos) enfiados – e entre tantos trilhos que nos dizem existir, resumindo todos a 2 em caminhos paralelos e tendo o mesmo destino: um entronizando o Homem como único protagonista-herói (a única personagem, a principal e à imagem de um Deus ativo/direto e cruel), outro solicitando à Máquina apoio tornando-o um ícone (figura sagrada e simbólica e à imagem de um Deus mas num estado já passivo/contemplando e pacifista) – e tendo todos como destino uma guerra declarada (e há muito iniciada), entre o Homem e o Homem ou entre o Homem e a Máquina (mas sempre com a Máquina presente e atuando legal ou ilegalmente).

 

Pelo que o maior perigo que as Máquinas nos dias de hoje representam para o Homem não será tanto motivado por uma revolta das mesmas (numa fase muito inicial do seu desenvolvimento, manifestando-se violentamente contra o seu Criador e ainda sem garantias de autossuficiência futura), mas por aquilo que o Homem fará utilizando o que nós pensamos ser apenas mais um periférico: mais próximo, atuando independentemente e a uma certa distância. E no meio da cirurgia com a mais exata das precisões, surgindo os colaterais e as primeiras vítimas humanas – com as Máquinas entretidas a substituírem as peças (delas).

 

(imagens: CNBC/youtube)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:19

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