Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

07
Jan 17

Titânia: a 8ª maior lua do Sistema Solar.

(d = 1577km – ou seja quase 1/3 da maior lua Ganimedes)

 

Para lá da Cintura de Asteroides e orbitando o Sol a quase 3000 milhões de Km entre as órbitas de Júpiter e de Saturno, o planeta Úrano de diâmetro 4X da Terra faz parte de um conjunto de quatro Planetas Gigantes, dois deles classificados como Gasosos (Júpiter e Saturno) e outros dois como Gelados (Úrano e Neptuno). Um planeta que demora 84 anos a descrever a sua trajetória em torno do Sol e que pela distância ao mesmo (20 X mais distante) recebe a luz do Sol com uma intensidade 400 X inferior. Possuindo 27 luas com as cinco principais a serem Miranda, Ariel, Umbriel, Oberon e a maior delas Titânia: uma lua pouco conhecida do nosso sistema planetário e da qual apenas se têm registos de imagens (já com trinta anos) enviadas pela sonda Voyager 2.

 

PIA00036.tif

Titânia – Lua de Úrano – PIA 00036

(Voyager 2 – 1986)

 

Tendo como duas das suas principais características geológicas, topográficas e com relevante impacto visual (ao olharmos para esta lua), a sua grande cratera (de impacto, Gertrudes) situada no seu extremo sul (na imagem) e o maior desfiladeiro conhecido em Titânia (Messina Chasma com uma extensão de cerca de 1500Km na imagem à direita). Na sua constituição podendo-se conceber esta lua de Úrano como uma mistura em proporções semelhantes de rocha (núcleo) e de gelo (manto), provavelmente separados entre si por água no seu estado líquido e com a sua superfície um pouco escura (talvez devida à presença de carbono) cheia de elevações, desfiladeiros e outras grandes falhas geológicas.

 

PIA18182.jpg

Úrano – PIA 18182

(Voyager 2 – 1986)

 

A maior lua de Úrano visitada de passagem por uma máquina (construída pelo Homem) há 30 anos atrás, apresentando-nos (imagem inicial) um mundo um pouco menor do que a Lua (a nossa) – num registo obtido a 500000Km de Titânia – e que no seu passado (distante) terá tido o seu período de maior atividade geológica: para além de todos os impactos que terão atingido Titânia cobrindo a sua superfície de crateras e extensas depressões (desfiladeiros). Com os grandes desfiladeiros como o de Messina Chasma a poderem ser um indicativo de que no seu passado (sem cronologia ainda bem conhecida), esta lua poderá ter sido contemplada com um período de grande atividade tectónica. E que ainda hoje como todos os corpos celestes mais distantes (e até mais próximos) que integram o nosso Sistema Solar, transportam consigo muitos mistérios (e surpresas) e entre eles, o da origem do Universo e evidentemente o do aparecimento da Vida.

 

Uma lua distante e rodando à volta de um planeta – ÚRANO: visualmente um objeto celeste monocromático (assim sendo visto a olho nu, recorrendo a uma simples luneta ou até a um telescópio – dos mais simples, para principiantes e tal como eu o vi quando ainda era novinho).

 

(alguns dados e imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:06

09
Abr 16

No Sistema Solar o terceiro maior planeta (conhecido) que o constitui é o gigante gelado ÚRANO localizado a aproximadamente 3.000.000.000Km/20UA do Sol. Aqui fotografado pela câmara da sonda CASSINI-HUYGENS situada nas proximidades do gigante gasoso SATURNO (o segundo maior planeta do Sistema), localizado a quase 1.500.000.000Km/10UA do Sol – presenteando-nos com dois dos seus magníficos anéis.

 

PIA17178.jpg

Saturno (anéis) e Úrano

 

Numa imagem registada em 11 de Abril de 2014 (PIA 17172), com Saturno e os seus anéis em primeiro plano e lá bem ao fundo quase desaparecendo na escuridão profunda do Espaço um pequeno ponto azulado o planeta ÚRANO. Com uma composição atmosférica rica em hidrogénio e hélio considerada a mais fria do Sistema Solar. Num mundo contando ainda com a presença de metano e de água (gelados) e de vestígios de hidrocarbonetos.

 

A Terra situa-se a cerca de 150.000.000Km/1UA do Sol.

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:43
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15
Ago 12

I

 

Vénus <- Terra <- Marte

 

(Amanhã <- Hoje <- Ontem)

 

A Terra pode olhar à sua volta e à vista desarmada concluir rapidamente o que lhe irá acontecer no futuro. Oito planetas circulam à volta de uma estrela – o Sol – constituindo uma associação – o Sistema Solar – que se mantem agregado através de um equilíbrio da ações – e reações – de forças internas e externas, organizando-se num mais vasto espaço sideral e infinito e partilhado por outras associações e interações de corpos celestes, matéria e vazio.

 

A sequência pode ser vista e analisada utilizando diversos tipos de referências, como por exemplo a distância de cada um desses planetas ao centro do sistema, aqui ocupado pela sua estrela mãe, o Sol: agrupando por um lado planetas como Mercúrio e Vénus, no seu oposto por planetas como Júpiter e Saturno, na parte intermédia por planetas como a Terra e Marte e finalmente pelos guardiões e faróis fronteiriços deste sistema, os planetas Úrano e Neptuno.

Nunca esquecendo as plataformas suplementares de apoio aos planetas principais, como as luas desses astros, os cometas viajantes e os imensos asteroides vindos da cintura compreendida entre os planetas Marte e Júpiter e também do cinturão de Kuiper.

 

Mercúrio e Vénus seriam no futuro para os seres vivos existentes no planeta Terra, os seus próximos destinos de migração, tal como já o teria sido o planeta Terra há muitos milhões e milhões de anos, quando estes ou outros seres vivos se retiraram progressivamente do planeta Marte, envelhecido e já na sua agonia final. A evolução registada pelo Sol ao longo de toda a sua vida – desde o seu nascimento passado até à sua morte futura – seria a responsável pelo decorrer da vida dos astros de si dependentes e pelas migrações interplanetárias à procura de melhores locais e condições de vida e de sobrevivência, face à agonia de um mundo já velho e demasiado gasto, sem perspetivas viáveis de retorno à sua vida gloriosa anterior e colocado face à oferta de um outro mundo jovem e ainda virgem, prestes a oferecer-se ao exterior e a abrir as suas fronteiras à vida vinda de outros lugares – neste caso presente, a Terra.

 

II

 

Lugares Vizinhos da Terra: A Passagem Marciana

 

Um RIO provável atravessando a superfície desértica – e árida – do planeta Marte

(ROVER CURIOSITY)

 

      

Imagem de EXTRATERRESTRE possivelmente obtida durante uma das missões a Marte e estranha estrutura ARTIFICIAL não-confirmada encontrada à sua superfície

(VIKING MISSIONS e MARS PATHFINDER)

 

A Terra pode fazer parte de uma das etapas sem fim da nossa mais vasta peregrinação pela infinidade do Cosmos, sendo planetas como Marte e Vénus, apenas duas portas de passagem adjacentes à nossa posição atual nesta parte do espaço, sendo uma delas o espaço percorrido anteriormente e a outra o nosso próximo destino. E no meio estamos nós, perante todos os vestígios que os nossos antepassados deixaram recentemente noutros planetas por onde passaram e que também serão por replicação e fornecimento de informação, o espaço fundamental de todas as nossas histórias de vida, responsáveis desde tempos talvez imemoriais, pelo crescimento e desenvolvimento das futuras gerações e do nosso próprio futuro – como o que aconteceu com os Deuses, criados à nossa imagem.

 

Vivemos num Universo Vivo em que a replicação se dá em todas as direções e em que as dimensões apenas explicam a complexidade de tudo o que existe. Assim o Sistema Solar será apenas um caminho que hoje seguimos, podendo nós amanhã mudarmos de rumo, sem que isso signifique o início ou o fim de qualquer coisa – apenas mudamos de local, ocupando o mesmo espaço.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:37

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