Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Ago 19

Não se notando (em Albufeira) nenhuma evolução turística relevante relativamente ao ano passado, mas ainda se esperando que até ao final do mês de agosto o “contingente português” componha decisivamente o cenário (“tendo-se já iniciado o assalto”) – E se o tempo ajudar complementando melhor o desenho, prolongando-se as cores, talvez para lá de setembro.

 

Britânicos estão a salvar o ano turístico

(JA/21.08.2019)

 

Só podem estar a brincar

(PA/24.08.2019)

 

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Albufeira − Praia dos Pescadores

(ainda com praia, mas já sem pescadores)

 

Se como primeiro comentário diria “só podem estar a brincar”, ao ler o pequeno escrito publicado e ao verificar a fonte consultada pelo seu autor, as imagens projetadas tornaram-se menos enevoadas, confirmando as minhas anteriores suspeitas: descodificando e compreendendo que, “uma resposta antes do início da época, poderá ser diferente da resposta dada depois do fim da mesma”, tratando-se de uma estratégia como outra qualquer, para estar sempre disponível a receber ajudas e subsídios, “esteja-se bem, esteja-se mal”, desde que convenientemente integrado e certificado (oficializado institucionalmente, de acordo com as leis do Estado).

 

“Como era de esperar, os ingleses dominam o panorama.

O que ninguém esperava é que nem o calendarizado Brexit

lhes metesse travões.”

(JA)

 

No caso da Região do Algarve sendo nítida uma queda global na presença e ocupação turística, com o mercado do Reino Unido aparentemente a estagnar (com um reduzido crescimento podendo mesmo ser nulo) e apesar de algum aumento dos fluxos turísticos como os oriundos (entre outros) da Alemanha, Holanda, França e até Espanha (este último por períodos mais curtos), com o Verão a poder unicamente salvar-se com a presença maciça de portugueses na região sobretudo na última quinzena de Agosto (e estendendo-se ainda um pouco por Setembro, mais ou menos, dependendo do estado do tempo). Talvez com a única verdade a ser a (reconhecida) queda global registada em julho de 3%, confirmada através do parágrafo iniciando-se com a frase A queda acentuada desses dois mercados …”.

 

“Da forma como aquele país (Reino Unido) sair da União Europeia,

“vai depender em grande parte a evolução do Turismo algarvio””.

(Elidérico Viegas/JA)

 

E com a explicação das explicações (para tudo o que se passa e se tem passado nos últimos anos no Algarve, senão mesmo nos derradeiros 30/40 anos) introduzindo agora o BREXIT, a ser no mínimo incompreensível senão mesmo escandalosa (revelando incompetência por exemplo de perspetivar o futuro), seja no caso dos “travões− como se os britânicos fossem deixar de vir, antes da saída da UE ser oficializada (“há que aproveitar, enquanto durar”) − ou no outro caso: neste último e desde há muitos e muitos anos optando pela mesma receita (pelos vistos apetitosa, mas só para alguns) da MONOCULTURA TURÍSTICA − como garantia de ocupação e da manutenção de proveitos no mínimo aceitáveis (os mínimos ainda para os outros) – vindo agora justificar o que aí poderá vir de MAU (a nível do fluxo turístico) não pelo seu antigo ERRO cometido (assumido e persistindo), mas com o problema suscitado pelo BREXIT (“o único Culpado”).

 

[JA: Jornal do Algarve]

 

(imagem: JA/JA.PT/facebook.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:09

30
Jul 19

[E o fim anunciado e cantado, tal como o conhecíamos e conhecemos, da Região do Algarve.]

 

Indicando-nos a curto/médio-prazo a substituição do Algarve

(por parte dos camones britânicos)

e o retorno devido pelos insulares

(até por memória, cultura e respeito)

às praias dos seus antepassados

(ponto de partida e chegada de tantas Aventuras & Descobertas)

 

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Britânicos de férias de Verão a quase 40°C

Na praia, junto do mar e protegidos por um guarda-sol

(não na costa do Algarve, mas na costa do UK no lado do Canal da Mancha)

 

Com a meteorologia no Reino Unido apoiando o BREXITEER BORIS e o BREXITEER FARAGE e antecipando-se a muitas das medidas obrigatoriamente a tomar – e assim assumindo o seu estatuto de ILHA – a bater neste Verão recordes de temperatura (nunca alcançados desde 2003) atingindo os 38,7°C: no caso em Cambridge/Inglaterra e acompanhando a onda de calor, varrendo toda a Europa (particularmente central e oeste como Bélgica, Alemanha e Holanda) exceção feita a Portugal (e parte da restante Península Ibérica). Um primeiro passo para que a curto/médio-prazo e abandonada a EU os cidadãos britânicos desistindo de antigos destinos (turísticos como Portugal) e optando por outros − entre eles localizados no seu próprio paíspegando num bocado de areia e num bocado de mar e compondo um cenário semelhante a uma praia, acrescentando um barracão, umas minis e umas sardinhas (importadas de Portugal e já agora e por típico incluindo o homem-da-grelha), podendo facilmente substituir o Algarve: logo ali ao lado (numa praia britânica) e muito mais económico (sem necessidade de túneis, barcos ou aviões). Entregando-o (toda a Região do Algarve) às Plataformas de Exploração Marítima (na busca de gás e de petróleo) e convertendo as unidades hoteleiras (e restantes estruturas associadas e já existentes) em Estaleiros (de material e pessoas) e porque não em Refinarias.

 

Num futuro com os portugueses (ainda não se tendo afundado devido às Alterações Climáticas, devido ao Degelo nos Polos e obviamente devido à existência de “Donald Trump”) a passarem as suas férias de Verão a mais baixas latitudes, talvez na Ilha, preferencialmente na Gronelândia.

 

(imagem: Ben Stansall/AFP/Getty Images/usatoday.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:07

29
Jul 19

[Com o ALGARVE a ser considerada uma marca turística de referência e de qualidade do Turismo de Portugal e no entanto sendo denegrido e despachado pela Autoridade dos Aeroportos de Portugal. Uma Campanha Anti Campanha? E será que também desviam aviões − dependendo de quem paga − do seu destino previsto?]

 

“Foge da confusão algarvia e descansa em França!”

(ANA/Aeroportos de Portugal/Aeroporto de Faro)

 

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Patrocinado pelo Aeroporto de Faro e destacando as delícias de Portugal e do Algarve, orientando de imediato os visitantes para outros destinos, muito menos confusos e tranquilos como a França e Marselha

 

Só sendo mesmo possível em países Subdesenvolvidos como o nosso (Portugal), em que numa subcave qualquer (ou qualquer outro tipo de edifício sem condições, sem memória) se pode fabricar um Especialista (posteriormente e respeitando regras podendo chegar a Doutor), incontestável nas suas premonições por devidamente certificadas: e saindo asneira (por pura ausência e/ou incompetência) nunca sendo sancionados (descarregando a culpa num −subordinado):

 

“Campanha de promoção a Marselha, no aeroporto de Faro, sugeria aos passageiros a fuga à confusão algarvia.”

(eco.sapo.pt)

 

Num ano e entrada a época alta (a estação do VERÃO) sentindo-se desde logo uma diminuição do fluxo turístico habitual (confirmado desde a Páscoa), não só devido à diminuição do número de turistas, à diminuição das despesas efetuadas pelos mesmos, como à sua substituição (desses contingentes de turistas) por grupos de jovens com menor poder de compra e à substituição de ingleses por espanhóis e franceses.

 

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Intégrateur global, VINCI Airports développe, finance, construit et exploite au quotidien

46 aéroports partout dans le monde

(vinci-airports.com)

 

Numa Região Turística do Algarve dirigida praticamente pelos mesmos (familiares, amigos, associados) pelo menos desde há mais de 30 anos,

altura em que aqui cheguei.”

(PA/Produções Anormais)

 

Pelos vistos uma campanha publicitária da responsabilidade da ANA (Autoridade dos Aeroportos de Portugal) denegrindo Portugal (cidade de Faro) e promovendo a França (a cidade de Marselha), à qual e como não poderia deixar de ser o Governo (pelos vistos um dia de manhã e depois de ter lido os jornais) pede agora − por ser contrária aos interesses de Portugal − explicações: com a ANA e de imediato (respondendo ao Governo) a retirar a ligação (publicitária). Numa ação publicitária da responsabilidade dos aeroportos portugueses, concessionada à francesa VINCI AIRPORTS (uma forma de privatizar o nosso Espaço Aéreo) e natural e alegremente paga por empresas com o mesmo endereço (francesas).

 

“Colocando-se obviamente (e por corresponsável) a questão:

onde diabo estava a RTA?”

(PA/Produções Anormais)

 

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Numa guerra eleitoral envolvendo mexilhões

tornando-os protagonista mas não lhes resolvendo o problema

Com o PS a aproveitar para atacar PSD/CDS

 

Com o PS a atacar e a culpar o PSD/CDS responsabilizando-os pelo sucedido, como consequência da privatização pelos mesmos (quando anteriormente a Costa, foram com Passos Governo) da Autoridade dos Aeroportos de Portugal ou ANA. No fim e estando nas mãos destes omnipotentes políticos o nosso incerto futuro (tal como passado e presente) – e logo em cima de eleições − com a vítima a ser sempre a mesma o tantas vezes referido “Mexilhão”: não só o português, como o vietnamita e o japonês (já conhecemos as ameijoas) e até o espanhol e o francês (as novas hordas turísticas).

 

(imagens: sulinformacao.pt − vinci-airports.com – PS Algarve/facebook.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:27

28
Mai 19

 

“O vento mudou e ela não voltou

as aves partiram, as folhas caíram

Ela quis viver e o mundo correr

prometeu voltar se o vento mudar.”

(Eduardo Nascimento – O Vento Mudou

Vencedor do Festival da Canção de 1967)

 

[Com Outros fazendo-o, tornando-se extintos, às mais diversas temperaturas.]

 

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Com cada um de nós a afirmar que “o Clima já não é o que era– provavelmente por nos depararmos com situações climáticas inesperadas (segundo os parâmetros normais, por vezes consideradas extremas) para as regiões onde desde sempre vivemos, adaptando-nos às mesmas e usufruindo da sua graciosa (no mínimo espetacular garantindo-nos a sobrevivência) oferta – é cada vez mais raro o ano, o mês e até o dia (dado o seu crescimento − das Alterações Climáticas − contínuo, monótono e de um modo cada vez mais afirmativo, sendo encaradas com indiferença e apresentadas como um facto normal) em que surpreendidos pela meteorologia logo à saída de casa (ou no momento de abrir a porta, ligando o nosso Mundo Interior ao Exterior e desse modo completando-nos), não sejamos confrontados no Verão com tempo típico de Inverno e no Inverno com tempo mais próprio de Verão, com as outras estações (Primavera e Outono) entaladas (posteriormente diluídas por perda das suas caraterísticas e propriedades) entre ambas, perdendo-se definitivamente e como que desaparecendo (pelo menos “tal como o eram antes”) ultrapassando constantemente os seus limites de parâmetros (considerados normais para a época), como será o caso aqui apresentado pela NASA – uma instituição (governamental e norte-americana) que para além de “ter os seus Olhos bem fixos no Espaço”, simultaneamente os tem observando atentamente e sempre com extrema profundidade (para isso servindo os satélites) a “nossa única Terra (até para estudar ao longo do tempo e do espaço – em cada ponto evolutivo disponibilizado − as condições oferecidas pelo nosso ecossistema), apresentando-nos aqui “o seu Caso” suportado nas “Temperaturas”: tal como um leigo português por memória e por experiência (aquisição/consolidação de conhecimentos, Cultura) apenas olhando e sentindo (e com outros órgãos sensoriais complementando-se, sendo nómada viajando) notou com o decorrer do seu tempo (aqui cronológico) a cada vez mais nítida diferença – de Norte (Viseu) a Sul do país (Faro) com tudo a ficar alterado, com o tempo de “pernas-para-o-ar (Será Inverno, será Verão?) e com o país “cada vez mais moderado (parecendo − é certo que cada vez mais quente e seco – a região turística do Mediterrânico) – com a NASA (e mais uma vez no decurso destes últimos anos, sempre com o mesmo tipo de registos) destacando de novo e certamente com motivo a “SUBIDA CONTÍNUA DA TEMPERATURA” na TERRA.

 

"NASA’s Long-Term Climate Predictions have Proven to be Very Accurate,

Within 1/20th of a Degree Celsius."

(Evan Gough/27.05.2019/Universe Today)

 

A partir de um trabalho da NASA e do seu Instituto Goddard (de Estudo de Ciências do Espaço) ou GISS (sigla) − um laboratório da agência espacial norte-americana tendo a própria “Terra como alvo e objetivo de investigação – decorrendo há mais de Cem Anos (com recurso a registos desde 1880) − medindo a temperatura à superfície da terra e dos seus oceanos com o seu instrumento (aparelho de deteção e medida) GISTEMP ou GISS – chegando-se ao diagnóstico final sobre a Evolução (importantíssima) deste parâmetro Climático, talvez considerado (entre os de maior impacto) como o Fundamental: tal como afirmado antes pelos cientistas (e confirmando-os a eles e às nossas sensações) registando-se uma subida generalizada de temperatura (nesse período e média) de 0,25°C (com as temperaturas do último ano/2018 a serem superiores ao do ano anterior/2017, tal como se tem vindo a repetir/sucessivamente nos últimos anos). E sabendo que as informações dadas pelos Números (os Valores) apesar de simples e básicas para a construção (e solidificação) de qualquer Estrutura serão sempre e por definição limitadas no Tempo/Espaço (não sendo os “Números Perfeitos” podem esconder atrás deles, algo ainda indetetável mas muito mais importante) – entre outros aspetos sendo utilizados e manipulados pelo Homem, muitas das vezes no seu único e exclusivo interesse (veja-se o caso flagrante da Estatística, revelando-nos “um certo passado” e tentando-o “projetar unilateralmente” para o Presente e para o Futuro) – tornando-se no entanto indesmentível serem estas informações fulcrais para o esclarecimento de muitas dúvidas (importantes) contribuindo positivamente para a preservação do nosso ecossistema (o nosso “Lar”), logo aí ficando-se a saber (ou talvez ainda não, tanta a politica e a intoxicação, reinante/doentia/asfixiante) se estaremos no presente já perante uma “Mudança” (Evento de menor intensidade/profundidade)  ou então e passado o Ciclo de um “Salto” (maior intensidade/profundidade e para muitas Espécies/dando lugar a outras, símbolo de Extinção). Levando a NASA a acrescentar:

 

“The measurements clearly show that Earth is warming in lockstep with our carbon emissions. Since 1880, the Earth’s temperature has risen just over one degree Celsius, or two degrees Fahrenheit. And the most recent years are some of the warmest on record. That makes sense, since our emissions continue to rise.”

(Evan Gough/27.05.2019/Universe Today)

 

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Um estudo da NASA complementado por outros organismos (colaborando no mesmo projeto) servindo-se dos seus satélites como por exemplo utilizando o AIRS (estudando/analisando a atmosfera terrestre recorrendo a infravermelhos) − e com esse mesmo instrumento de medida e seus dados recolhidos chegando-se à conclusão de, não só “a Temperatura Média à Superfície da Terra estar a aumentar”, como adicionalmente (e aí entrando o AIRS) com esse aumento “a ser mais acelerado (e assim mais rápido) no Hemisfério Norte (comparativamente com o do Sul, mais lento): “nos registos atmosféricos com a Região Polar do Ártico à Cabeça”. Um Hemisfério Norte por onde por sinal Portugal se encontra, estendendo-se entre os 41°/42° de latitude N e os 6°/8° de longitude W – e no entanto com o nosso país (“Altas-Autoridades” como a generalidade do Povo) parecendo completamente alheio e como que “desligado (e desinteressado, por Irresponsabilidade/criminosa e/ou Incompetência/exigindo-se responsabilidades) de tudo o que se passa tanto a nível Global (mesmo no nosso continente com as eleições Europeias) como a nível Local (falemos então do nosso “Portugal dos Pequeninos”), mesmo a nível de uma Região (do Algarve) no presente apenas semi-protegida (depois do assalto e construção da Muralha Marítima Imobiliária) e integralmente virada de uma forma errada e contraproducente (até para o desenvolvimento do próprio Turismo, não o expandindo em compreensão) para uma monocultura (sendo logo por mais uma vez, asfixiando todas as outras, a Indústria do Turismo) − e aproveitando igualmente para falar (só um poucochinho) da vítima logo adjacente, a recentemente criada e inundada (0000) “Zona Alentejana de Exploração do Alqueva” querendo ainda mais do mesmo (saído da terra ou do mar), desde que dê muito lucro ou para “lavar-dinheiro (se não for o Turismo o Petróleo) e mesmo que rebentando com tudo (agora que estamos próximos de uma potencial e nova falha tectónica) fazendo-nos (mesmo que andando “um pouco de lado”) de algum modo avançar (nem que seja em direção ao Fim).

 

“Tal como no Alentejo (ainda pior no Baixo-Alentejo) com mais de 200.000 hectares previstos de culturas intensivas no Alqueva (segundo o plano de expansão do seu perímetro de rega) colocando em risco não só o meio ambiente (águas subterrâneas e linhas de água) como as populações que aí vivem (farmacêuticos e pesticidas) − talvez mesmo a curto-prazo −  no Algarve com a situação a poder vir a tornar-se ainda mais grave, com os planos de perfuração aparentemente a manterem-se (nada surgindo nas informações em sentido contrário e como tal sendo um sinal) apesar das notícias sobre o possível formação (segundo os especialistas há em curso) de uma nova falha tectónica: na mesma região, localizada ao longo da costa sul de Portugal (e do ALGARVE) e estendendo-se do Atlântico (Açores) até à entrada do Mediterrânico e ultrapassando aí o Estreito (de Gibraltar). Marcado logo a sul pelas conhecidas Grutas de Hércules (litoral norte-atlântico de Marrocos). E podendo assinalar no futuro (neste caso a longo-prazo, mas se eventualmente acelerado/com as perfurações podendo ser a médio-prazo) um desastre catastrófico.”

 

E se no caso do Alentejo o projeto de irrigação do Guadiana (iniciado há duas décadas, com um investimento de 5 biliões de Euros) se transformou um ponto de referência Mundial (no Combate à Desertificação) tornando-se no 1º e Maior Lago Artificial (250Km²) a ser criado na Europa (mais precisamente na EU) – chamando até si produtores de Fruta variada, de Azeite, de Amêndoa e de Frutos Silvestres (entre tantos outros produtos agrícolas, mais ou menos naturais ou de estufa) e assim melhorando e aumentando o Emprego e a Produção/mas por outro lado importando e escondendo aspetos extremamente negativos deste enorme e internacional investimento (na esmagadora maioria das vezes não tendo a participação ativa, em princípio obrigatória e mínima da sua população) – para não nos estendermos muito ficando-nos por um caso (humorístico-perigoso) relatado em 2016 (deixando outros para trás de efeitos mais intensos/dolorosos) envolvendo um estrangeiro e uns subornos, com o primeiro a concretizar o seu sonho de criação de crocodilos num local excelente como o Alqueva/infeliz e posteriormente vindo a morrer e segundo algumas testemunhas locais (com provas e com registos) deixando para trás os bichos, sem controlo e em liberdade (total)”; já no caso da Região Turística do Algarve e afetando o concelho e a cidade onde resido (Albufeira a Capital do Turismo do Algarve), depois do turísticoAssalto do Betão(entre outros da coautoria de Cavaco Silva, durante o seu extenso reinado) podendo-se seguir o petrolíferoAtaque das Plataformas– nada mais se sabendo (pelo menos publicamente) de há uns meses para cá sobre o andamento do processo (para o início das perfurações em busca de jazigos minerais localizados ao longo da costa sul portuguesa) da instalação de diversas plataformas destinadas à Exploração (entre outras matérias-primas) de Petróleo (tudo apontado e como sempre em segredo, ainda indo em frente), mesmo depois do Alerta (de Perigo Eminente, avançando) indiretamente levantado (não com outro objetivo ou intenção) por cientistas portugueses (como geólogos/sismólogos/vulcanólogos) informando da mais que provável criação (no futuro ainda não se sabendo o prazo)  de mais uma falha tectónica agora ao largo (da mesma costa anterior) da costa sul portuguesa e indo dos Açores a Gibraltar.

 

“Não sendo conveniente (tendo juízo) furar na região de uma falha, junção de duas placas (tectónicas) e criando uma (forte, sensível, de reação e como resposta a uma ação, podendo ser mesmo extrema) zona de subdução (olhando-se para as placas, ficando-se por cima ou por baixo, para nós sendo importante para outros tanto faz).”

 

Uma questão de “Parar, Escutar e Olhar” mas (mesmo cumprindo as Regras) nunca podendo significar (Garantir) sairmos disto Ilesos (no presente não dependendo de Nós, nem d’Outros Nacionais, mas de Investidores − e pelo seu Capital, imenso e em Lavagem, seja legal/ilegal − preferencialmente Estrangeiros) ou até mesmo Vivos.

 

(imagens: NASA/Universe Today)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:40

15
Mai 19

[E até às 20:00 locais, observando-se e confirmando-se.]

 

“Meios aéreos impedidos de voar no dia em que aumenta risco de fogo”

(Revista de Imprensa/JE/15.05.2019/jornaleconomico.sapo.pt)

 

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Em Agosto de 2018 com o Fogo a não dar tréguas em Monchique

Levando atrás de si perto de 30.000 ha e provocando perto de 50 feridos

 

E com 5 concelhos do distrito de Faro (de um total de 16 ou seja mais de 30%) – do Sul de PORTUGAL, Região Turística do ALGARVE – segundo o IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) em RISCO MÁXIMO DE INCÊNDIO,

 

LOULÉ, SÃO BRÁS DE ALPORTEL, TAVIRA, CASTRO MARIM, ALCOUTIM

 

Acompanhados um pouco por todo o país por outros concelhos, com RISCO MUITO ELEVADO (uns 17 como por exemplo regiões tão distantes entre si como BEJA e BRAGANÇA) ou RISCO ELEVADO (uns 70 como por exemplo e seguindo a perspetiva anterior ÉVORA e BRAGA),

 

− Ainda segundo o IPMA sendo ELEVADO, o 3º nível mais grave de Risco de Incêndio (numa escala de 1 a 5) e estando de momento reunidas as 4 condições básicas proporcionadoras da eclosão repentina de Incêndios, como Temperatura (do Ar), Precipitação (últimas 24 horas), Humidade (Relativa) e Velocidade do Vento

 

Sendo-nos apresentado um Mapa Geral do País onde Nada Podendo Suceder (hoje/nos próximos dias de calor), olhando para a Meteorologia e para as condicionantes Atmosféricas agora presentes, Podendo repentinamente Algo Acontecer, colocando Bens e Cidadãos em RISCO/PERIGO (de Morte),

 

− E dado o já sucedido no passado ainda-por-cima em Dose-Dupla, bastante recente, com vítimas mortais a lamentar e sem um único Culpado (onde possamos descarregar as nossas lágrimas e lamentos sobretudo de Revolta) a poder apontar −

 

Num Ato Irreversível e Final (concluído o Incêndio) levando à inevitável e esperada (por muitos desejada) decisão (do Presidente) da DEMISSÃO e QUEDA DO GOVERNO.

 

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Originando uma espessa e escura camada de fumo e de cinzas

Como se estivéssemos perante uma erupção do “Vulcão de Monchique

 

Com esse mesmo GOVERNO nunca se Ameaçando Demitir face ao contingente de Mortos provocados pelos Incêndios (mais de 100) e sendo colocado ainda frente-a-frente com os Escândalos sucessivos que se lhes seguiram (envolvendo milhões em donativos),

 

– “Cobarde com o POVO (em conjunto, todo o Povo),

mas Forte com os PROFESSORES (só uma parte desse Povo, isolados)”

usando-os como moeda-de-troca e fazendo Chantagem (com outros) –

 

A parecer querer cair de novo na sua própria Armadilha, pelos vistos não tendo aprendido ainda nada (há pouco no ano passado), continuando a brincar com o Fogo:

 

Com a época oficial de Incêndios (florestais),

 

– De Vigilância e de Combate –

 

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Incêndio na martirizada zona florestal protegida de Monchique

Tal como visto do Espaço a partir de câmaras instaladas na ISS

 

Entrando numa nova fase a iniciar-se já hoje (quarta-feira, 15 Maio 2019) e mobilizando segundo as autoridades responsáveis (até ao fim de Junho e entre outros meios) mais de 6600 operacionais e 1500 viaturas, postos perante a efetividade do possível e necessário recurso a meios de apoio aéreo (caso deflagre um incêndio)

 

− Em princípio apontando para 32

 

Com a resposta desses mesmos “RESPONSÁVEIS (pela Eficiência) a refletir-se na prática, na ação e logo no 1º Dia:

 

No seu possível primeiro dia de Estreia (e num 1º teste real à sua eficácia) e num dia em que os RISCOS DE INCÊNDIO SÃO ELEVADOS,

 

Com os MEIOS AÉREOS a serem surpreendentemente IMPEDIDOS DE VOAR.

(pelo menos 20 deles entre aviões/helicópteros ultrapassando “apenas” os 60%)

 

[Última Hora: Excepto sendo de assinalar um acidente rodoviário ocorrido na A1 na zona de Leiria e envolvendo Santana Lopes (e Paulo Sande), com o ex-1º Ministro a ficar ferido (ligeiramente, mas queixando-se de dores) e depois de desencarderado (ficando preso dado o embate) por precaução/segurança a ser transportado para o Hospital de Coimbra num helicóptero (e apesar de todas as Notícias de Hoje sugerindo o contrário) que rapidamente (e felizmente) por lá apareceu.]

 

(imagens: ASPRESS/dnoticias.pt - Martyna Mazurek/sulinformacao.pt - reddit.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:29

17
Mar 19

Tubarão-Frade e Baleia-Anã

Avistados perto da costa da região do Algarve

 

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Tubarão-Frade

 

Uma boa notícia para o meio ambiente (Ecossistema) que no presente parece caraterizar o território marítimo do sul de Portugal, num momento da História do Algarve em que tendo como motor (Protagonista) do seu desenvolvimento económico o Turismo (e logicamente o Imobiliário), a mesma região ainda não se librou definitivamente do maior perigo para o seu desenvolvimento futuro (como destino turístico europeu e mundial que ainda é): numa luta tendo como um dos seus principais ativistas o anterior presidente da Câmara de Albufeira (Carlos Eduardo da Silva e Sousa 2013/18) tentando impedir o início das perfurações – em busca de Petróleo −ao longo da costa sul do nosso país nele incluindo o Algarve. Colocando desde logo em causa um projeto (Cultural e de preservação da nossa Memória) deveras importante até para o desenvolvimento e enriquecimento do Turismo na região, como o é o da candidatura de três localidades do barlavento algarvio (Sagres, Lagos e Silves) a Património Imaterial da UNESCO: ou não tivessem essas perfurações/explorações consequências bem nefastas (em todo o Ecossistema marítimo e terrestre envolvente), podendo-se traduzir a breve prazo num aumento da poluição marítima (lá se vai o mar, lá se vai a praia) e na transformação de todo o território terrestre numa verdadeira Muralha-Estaleiro (reconvertida a apoio da Industria Petrolífera).

 

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Baleia-Anã

 

Região do Algarve caraterizada pelo seu tempo mediterrânico (com tempo geralmente ameno − e suportável − do Inverno ao Verão), pelo seu interior maioritariamente agrícola (abastecendo de produtos típicos regionais o mercado turístico rodeando o Mar e a Praia) – com produção de laranjas, de amêndoas, de figos, de vinho, de medronho, etc. e pelo seu litoral (rico em peixe do melhor, especialidade gastronómica de região dando origem a cataplanas, feijoada de buzinas e claro a sardinha assada ) completamente entregue à Indústria do Turismo (de Sagres ao Guadiana), disponibilizando-nos uma paisagem e um ambiente (envolvente) de duas faces, com os antigos agora mais sedentários (e ultrapassados) habitando a serra e os novos-nómadas (oriundos das mais variadas origens e nível social) movimentando-se (para os da serra e do campo erraticamente) pela costa. Mas que mantendo a sua vitalidade e crença no presente (e no futuro deste povo já de muitas origens) ainda nos premeia e dá a usufruir de espetáculos como aqueles fornecidos por Tubarões e Baleias: com um Tubarão-Frade (de 7 metros) a ser avistado perto da Ilha do Farol em Faro e com uma Baleia-Anã (de 7/8 metros) a ser avistada perto do Carvoeiro no concelho de Lagos. Algo normal de se ver nestas águas (ou não fosse o Cabo de S. Vicente um marco de comunicação marítima importantíssimo entre o Atlântico norte e sul e o Mediterrâneo) localizadas na ponta sul e mais ocidental do continente europeu, dando-nos a observar duas das maiores e mais fantásticas (e belas) espécies marinhas e assim (como contraponto) alentando-nos mais um pouco face à cada vez maior escassez (em quantidade e qualidade) da Sardinha (pequenina e gostosa) do Algarve: assada na grelha e a nível de peixe uma das Maravilhas Gastronómicas do Algarve.

 

(imagens: Kike Calvo/AP Photo/sputniknews.com e Greg Skomal/NOAA/wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:06

08
Ago 18

Quais as consequências de um grande incêndio junto de uma grande área turística?

 

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Com os incêndios no interior permanentemente abandonado

Pondo em causa o turismo no litoral ciclicamente superpovoado

Is it safe to travel to Portugal?

(thesun.co.uk)

 

Agora que outros destinos turísticos – Tradicionais e mais Normalizados – concorrem com Portugal (Tunísia, Turquia, Egito), agora que outros destinos – Alternativos e mais Longínquos – se apresentam mais em conta (Ásia e América Central), agora que o BREXIT pode pôr em causa a viabilidade de muitos dos Mercados Turísticos, escolhidos pelos súbditos de todo o Reino Unido (um desses mercados sendo Portugal com cerca de 2 milhões de cidadãos do Reino Unido visitando-o todos os anos),

 

– No caso do Algarve com a Monocultura Turística oriunda do Reino Unido a manter-se, tal e qual um toxicodependente e como tal, existindo uma falha podendo-se originar um Colapso (com o contingente Britânico a ultrapassar uns inacreditáveis 40% do total de estrangeiros, uma brutalidade)

 

Só faltava mesmo que o Grande Incêndio a ocorrer este ano (de 2018) em Portugal Continental – depois da Tragédia de 2017 (em torno de Pedrógão Grande) – se concretizasse no Algarve ainda-por-cima em Monchique (com outra grande tragédia envolvendo outro grande incêndio já tendo sucedido há 15 anos):

 

Perguntando-nos o que terão Eles (Governos, Câmaras, Proteção Civil e outros grupos de indivíduos com finalidades afins – talvez não a dos verdadeiramente afetados) feito (desde 2003) durante estes cerca de 5500 dias, enquanto por outro lado (e sem o mínimo de contrapartida e com total falta de vergonha) desvalorizavam os Bombeiros e todos os Combatentes Afins (incluindo bombeiros e população local experiente – sobretudo pelo importantíssimo papel a desempenhar pelos conhecimentos e cultura da própria população aí nascida, residente e sempre sábia).

 

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Obviamente com a desertificação observada em todo o Mediterrânico

A afetar a qualidade ambiental em terra, como no litoral e no mar

What's the latest with the Monchique wildfires?

(thesun.co.uk)

 

Recuando ao mês de Agosto do ano de 2003 e ao Grande Incêndio que lavrou na Serra de Monchique (queimando quase 80% do concelho e evoluindo para um total de 90% com o incêndio registado no ano seguinte),

 

– Com mais de 40.000 hectares ardidos e estendendo-se a concelhos vizinhos (tal como agora se verifica, afetando igualmente Odemira e Portimão e caminhando agora tal como em 2003 o concelho de Silves) – sendo interessante de relevar (esse ano) como tendo sido o ano de maior área florestal ardida (quase 430.000 ha) em Portugal –

 

Até para se fazer uma associação histórica e cronológica aos que então seriam os nossos Líderes e maiores responsáveis (segurança e proteção) pela Direção a dar ao nosso país – só sendo suplantada a nível nacional 14 anos depois (em 2017) com mais de 560.000ha ardidos: e guardando para o ano seguinte (de 2018) a vez do Algarve, novamente com Monchique e os seus montes e vales (de momento a caminho dos 20.000ha de área ardida), agora com estes últimos a serem considerados (para além evidentemente do sempre presente fator Vento) dos principais responsáveis pelo descontrolo dos fogos na região.

 

Como se a topografia e não o “arrastar e intensificação dos incêndios”, não fosse o fator responsável pelo aparecimento de ventos oriundo de múltiplas direções, originados por diferenças de temperatura/pressões e óbvia deslocação (entre pontos com parâmetros bem diferenciados) de massas de ar.

 

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Já em 2015 e com a eclosão de inúmeros incêndios na Europa do Sul

Com os ingleses a projetarem desde logo uma alteração nos seus destinos turísticos

Climate change could see tourists swap the Med for the Baltics

(theguardian.com)

 

E desresponsabilizando desde já muitos outros (já reformados mas vivos como Cavaco), pelo cenário por todos os quadrantes do círculo do poder já anteriormente (e infelizmente) promovidos e partilhados (no fundo sem nada fazerem, só vendo o aproveitamento político que poderiam tirar disso, para desviando verbas agora distribuídas aos Municípios, em troca o inserirem noutras estratégias e até outras áreas – a isso se chamando desvios talvez mesmo ilegais),

 

Tendo-se forçosamente que mencionar o Quarteto Fantástico de Políticos tendo ultimamente passado pelo poder (domiciliado em Lisboa) – Durão Barroso (2002/2004), Santana Lopes (2004/05), José Sócrates (2005/11) e Passos Coelho (2011/15). Que alguns desejarão passar a Quinteto incluindo ainda Costa, assim dando mãos livres a Marcelo para fazer o que ele, verdadeiramente sempre quis.

 

[Nesta quarta-feira 8 de Agosto (de 2018) entrando-se no 6º dia do fogo de Monchique (de Portimão e agora de Silves).]

 

(imagens: thesun.co.uk – theguardian.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:21

02
Ago 18

[Para a Península Ibérica sobretudo na região sul – como será o caso do Algarve (e como tal de Albufeira). De momento (02:20 da madrugada do dia 2) com 28⁰C em Albufeira.]

 

New Europe Heat Wave Warning Over Saharan Air

(The Associated Press/Bloomberg.com/01.08.2018)

 

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Com as temperaturas a poderem atingir um máximo

(esta quinta-feira, 2)

 

“Europe is set to experience its warmest day as Spain and Portugal look likely to reach temperatures as high as 48-50 degrees Celsius later this week. Weather models are currently calculating extreme temperatures in the Iberian Peninsula. The heat is expected to build up due to hot air coming up from North Africa — particularly over southwestern Europe. It will be the hottest in the region for 41 years. Spain’s current record high is 47.3°C and Portugal has previously seen highs of 47.4°C. The current heat record for Europe is 48°C, recorded in Athens, Greece, in July 1977. Forecaster AccuWeather said it would not only be possible to break the highest temperature on the Iberian Peninsula, but also the highest temperature ever recorded in Europe.” (Claire Heffrom/euronews.com/01.08.2018)

 

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Temperatura Máxima

(em ⁰C)

 

Temperatures in Spain and Portugal could exceed 48 degrees

Breaking all-time Europe record

(Claire Heffrom/euronews.com/01.08.2018)

 

"The peak of the heat looks likely to occur on Saturday, with southern parts of Portugal or perhaps south-western Spain expected to see the highest temperatures. Temperature records for Spain and Portugal may be broken." (Claire Heffrom/euronews.com/01.08.2018)

 

(texto/inglês: o indicado – imagem: weatheronline.pt)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:20

31
Jul 18

Nunca esquecendo o peso brutal dos turistas (e residentes) BRITÂNICOS na cota do mercado turístico do REINO do ALGARVE – no seu grande contingente integrando, em torno de uns 40%, do número total de visitantes – e do cenário apocalíptico que se abriria se um dia os mesmos nos abandonassem: por exemplo devido ao BREXIT (ainda por confirmar).

 

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Albufeira em 1940

(João Martins/postcrossingallovertheworld.blogspot.com)

 

Com o Bom Povo português, sempre ouviu e sempre fez (antes e depois de Abril), tendo Fé absoluta no Chefe e nas suas direções (negando Brecht, negando Orwell depois de os terem entronizado), mesmo que o Céu nos caia em cima esmagando tudo por baixo (não só nós mas todo o Mundo), jamais reconheceremos o Evento se necessário renegando os órgãos (dos sentidos) e até em última instância suspendendo a nossa mente (restringindo-nos o acesso aos arquivos da Memória, assim como e por interligados a todas as dádivas da Cultura). Só se modificando mesmo (quanto ao funcionamento da mente) por morte (Evento Extremo) ou então por sorteio (saindo-lhe o Euromilhões).

 

Um Evento de (concretização a) longo-prazo e que se tem vindo a consolidar desde 1 de Janeiro de 1986 (data da entrada de Portugal na CEE), atirando irremediavelmente a nossa população (anteriormente agrícola/piscatória, sofrendo a 1ª reciclagem e posteriormente apontando para a industrial) para a área da Prestação de Serviços, mais rigorosamente para o seu Nível Inferior afeto à Hotelaria e à Restauração – mas nunca esquecendo a (omnipresente como os Bancos) Construção Civil (o chamado e desejado Mercado Imobiliário, se possível especulativo): transformando-nos em Criados mas todos Certificados, com salários de 300, do doutor ao varredor.

 

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Albufeira anos 1960/65

(Artur Pastor/CML/Bic Laranja)

 

Ocupado (e porque não dizer vandalizado) o Algarve, ocupada a Madeira (ainda-por-cima sendo uma ilha), ocupada Lisboa (muito solicitada, sendo a capital – anteriormente até com alguns a quererem instalar por perto uma Central Nuclear) e agora invadido o Porto – com duas Ondas Gigantes esmagando o rio Douro, uma descendo do Porto outra descendo de Gaia e penetrando-o – o rio DOURO (tal como numa violação) – em toda a sua extensão, destruindo o que antes era e o que todos nós sabíamos (sendo de lá naturais) e transformando-o num ponto sem TRILHO (O caminho do VIAJANTE da Vida) nem Brilho (Onde está a ESTRELA?) só mesmo CONFUSÃO (com muito álcool, drogas, sexo e sempre em Construção).

 

No caso da Região do Algarve e falando do seu sector dito turístico, do lado do observador dito leigo e com o mesmo a basear-se (unicamente e como eterno aprendiz) na sua própria experiência (sendo um fator podendo contribuir para o êxito, como – devido à introdução do ERRO – para o fracasso absoluto), com o mesmo a poder afirmar (de tão evidente o ser) com uma pequena margem de erro, uma ligeira descida nos números relativos à ocupação turística: no aproximar da época-alta falando-se nuns 10%, talvez agora maior dada a relativa acalmia (estando-se no início de Agosto) registada de momento (por aqui) – notando-se uma quebra pequena no turismo oriundo do Reino Unido, contrapondo-se-lhe mas não o substituindo a ocupação turística portuguesa e sobretudo oriunda de Espanha.

 

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Albufeira – Rua do Túnel por 1950

(mapio.net)

 

E devido – para já não falar do Mundial da Rússia (desviando muitos ingleses) – à desvalorização da moeda (a Libra inglesa), à concorrência de outros destinos (agora reativados como a Tunísia, a Turquia e o Egito) e aos problemas registados nalgumas companhias aéreas (o fim da Monarch, a falência da Air Berlin e a suspensão de alguns dos voos da Ryanair) – que não das condições meteorológicas por estes lados da Península (Ibérica), talvez dos mais agradáveis de quase toda a Europa Ocidental (nestes últimos dias sufocada – atingindo até com grandes incêndios a Suécia – por uma intensa onda de calor) – com o “Turismo Inglês a Descer” prejudicando sobretudo o Algarve e pelo que dizem a Madeira. Nunca se podendo esquecer que estando hoje do mesmo lado – Reino Unido e Portugal conjuntamente na EU (facilitando assim os Negócios) – amanhã cada um deles estará do lado oposto – da fronteira da EU: complicando os negócios, as viagens e os destinos.

 

E com os residentes na Ilha a optarem (até pelo preço menor) por destinos fora da Europa (onde por acaso não se situa o seu velho aliado Portugal), deixando o Algarve “às moscas (sucedendo o mesmo no passado com Marrocos) e se nada se fizer entretanto, entregue (finalmente) às Plataformas:

 

- Algo que certamente não aceitaria o anterior Presidente (da CMA).

 

(imagens: as indicadas)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44

13
Jun 18

[Afirmando julgar-se insectívoro, capaz de cantar e tendo asas, igualmente de voar.]

 

Num passeio com um Cartaxo comum (em forma de mamífero) não a Vilamoura (com as suas dunas em asfalto e cimento e os seus sapais com buracos de golfe) mas à capital do Algarve a cidade de Faro (nos seus mais de 200Km² residindo cerca de 65.000 pessoas) ‒ e com as primeiras referências históricas atirando-a para o século VIII AC (o tempo dos Fenícios) sob o nome de Ossónoba ‒ o 1º registo visual (percecionado e imediatamente sentido) destacando-se do cenário geral (atmosférico e geológico) apresentado nessa segunda-feira dia 11 de Junho (no nosso calendário curiosamente sucedendo ao Dia de Portugal), foi sem sombra de dúvida o olhar lançado por esta flor na minha direção.

 

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Num registo meteorológico de um típico dia de Primavera, com o céu com algumas nuvens dispersas (mas quase sem vestígios de chuva), o Sol sempre a aparecer (com os seus raios para nos aquecer), com as temperaturas do ar a subir e o movimento na praia a crescer (e gente até a nadar) … sendo necessário partir (de Albufeira) para a algum local (entretanto) chegar (neste caso a Faro) ‒ limitados como sempre pelo tempo e pelos ponteiros do Relógio-Guilhotina ‒ pegando firme num carro, ocupando-o ao volante ou ao lado e sendo capaz de o executar no “cumprimento do trajeto devido” (uma consulta médica), aí usufruir da paisagem (amplamente oferecida) usando todos os (5) órgãos dos sentidos e tentando atingir o orgasmo (tentando não se despistar). E indo ter ao Largo de São Pedro passando pela Igreja do Carmo.

 

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A Ordem que ainda hoje é responsável pela gestão da Igreja do Carmo foi fundada pelo então Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, «grande devoto de Nossa Senhora do Carmo, que viu na espiritualidade carmelita um meio adequado para melhor evangelizar os seus diocesanos, particularmente os residentes na cidade episcopal», segundo revela o diácono Luís Seabra Galante, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Ordem no site da instituição. «O nosso Sodalício de Faro foi fundado entre 1710 e 1712 pelo Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, que foi o seu primeiro Prior e Protetor, tendo a Ordem, sob o impulso inicial daquele Prelado diocesano, comprado os terrenos da horta de São Pedro, para neles edificar a bela igreja de estilo barroco, onde temos a nossa sede, inegavelmente uma das mais belas edificações religiosas de Faro, do Algarve e do Sul de Portugal», continuou.

 

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«Nela poderemos apreciar a bela talha dourada dos seus altares, os magníficos azulejos das suas paredes, a famosa “capela dos ossos” e o cemitério da Ordem, onde os irmãos eram sepultados até à primeira década do século XX», acrescenta. Os primeiros membros da Ordem do Carmo foram cavaleiros dos séculos XI e XII que fundaram a instituição religiosa na Terra Santa durante as Cruzadas. Uma das principais referências da Ordem em Portugal é Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável (Hugo Rodrigues/sulinformacao.pt/11.02.2013).

 

E após consulta médica complementada com uma colonoscopia (exame ao intestino grosso) do nosso amigo Cartaxo (o tal mamífero comum, com nome de quem tem asas, mas que de facto não as tendo, ainda assim consegue voar ‒ de avião para o estrangeiro onde mora a fêmea/de plumagem menos intensa) ‒ com uma grande cacetada (devido ao sedativo tomado), enfiando-se-lhe algo pelo ânus (enquanto na Terra dos Sonhos) para um estudo mais profundo ‒ ainda meio avariado e depois de comer e beber, entrando-se de novo no carro para a viagem de retorno.

 

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No regresso a Albufeira e em vez de optar pela EN125 (ou pela indevidamente cobrada Via do Infante) enfiando-me em direção a Loulé (apanhando além do litoral o barrocal Algarvio) para espreitar o meio envolvente (onde se localizam as Minas de Sal-Gema de Loulé formadas ao longo de um período de 150/250 milhões de anos e onde terá existido num passado bastante remoto um mar primitivo e com pouca profundidade denominado Tethys) e a cidade (inserido num concelho de mais de 760Km² e com mais de 70.000 residentes) ‒ e o seu centro comercial e histórico ‒ saindo a oeste pela estrada passando lateralmente ao Convento (de Santo António) e seguindo em direção a Boliqueime. Passando pela Pedreira e deliberadamente colocando-me de costas para ela (com o monstro da CIMPOR mesmo à esquerda e de noite iluminado, imaginado como a nossa base espacial de Campo Canaveral) aproveitando para tirar um retrato da planície estendendo-se até ao mar. Faltando passar pelas laranjas (indo pela Patã de Baixo) e ainda pelo restaurante (logo a seguir à rotunda da Vigia) à entrada da Estrada dos Brejos.

 

Pouco antes das 19:00 chegando ao restaurante-takeaway ‒ em plena estrada dos Brejos e a caminho do Montechoro ‒ desenrascando-me com uma Feijoada (à portuguesa) e também com um bacalhau (Nham-Nham).

 

Na diversidade da restauração algarvia e de outros negócios similares (muitos deles promovendo indiferenciadamente ‒ do prato principal à sobremesa, do prato tradicional ao artístico ‒ a gastronomia da região),

 

‒ Em imóveis ou tasquinhas (passando pelas roulottes e pelos vendedores ambulantes), em convívios (como o das Sopas & Papas) e festivais (como o da Sardinha & do Caracol)

 

Conjugando-se todos os dias um pouco da cultura algarvia (praticamente toda perdida, desde o fim da ocupação árabe e do arraso ‒ até físico e quase integral ‒ da sua importante memória),

    

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Com alguns dos seus sabores ainda prontos a degustar (como a sardinha e o caracol), com alguns dos seus fortes “aromas” ainda circulando no ar (como o do forte odor a citrinos e o cheirinho da cataplana), com paisagens da serra e do mar (com o barrocal a intermediar) ainda à espera por calcorrear (com queijinhos, chouriços e vinho ‒ um medronho e uns morgadinhos ‒ prontos a saborear) e com um povo misturado (trabalhador ou turista) e de muito lugar importado (de Portugal e do Mundo),

 

Deixando ainda no ar um pouco da tradição e da vida do povo do extremo sul deste canto de Portugal: o Algarve.

 

No meio tendo Albufeira uma aldeia de pescadores (inicialmente agricultores/criadores), passando pela indústria pesqueira, alterando o seu desígnio, escolhendo outro destino e entregando-se (ao ramo imobiliário/hoteleiro) reconvertida em aldeia turística, lançando então as estruturas (para alguns apocalíptica sobretudo sendo um dos poucos sobrevivente algarvio) para uma Muralha de Betão entrelaçada por asfalto atravessando todo o Algarve (com Albufeira a poder continuar a ser a “bela” capital do turismo) dividindo-o ao meio e amputando a Terra do Mar.

 

Agora que é cidade.

 

(imagens: Produções Anormais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:51

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