Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

20
Mai 20

Com todos os acessos privilegiados cortados ao Turismo, vivendo-se de momento na região uma situação insustentável de impasse: ou não fosse toda a gente aqui residente (desde o pedreiro ao engenheiro) dependente da única indústria ainda ativa, dinâmica e evolutiva ─ a do Turismo.

 

SnapShot-20200520_181056.jpg

 

O resultado da passagem de um organismo microscópico pela superfície do nosso planeta: paralisando todo o Mundo e mesmo com as suas infraestruturas ainda intactas, colocando-o muito perto do abismo socioeconómico. Aqui numa imagem da praia do Túnel localizada na cidade de Albufeira, mesmo com o tempo convidativo apresentando-nos uma praia quase deserta ─ mas ainda com alguns não resistindo ao calor e à tranquilidade das águas mergulhando e aproveitando para com a ajuda do SOL e do MAR matar o “bicho”: com os raios do Sol a matar o intruso e com a água salgada definitivamente a levá-lo (pelo menos ficando-se com o desejo).

 

SnapShot-20200520_172346.jpg

Albufeira ─ Praia do Túnel e Praia dos Pescadores

Webcam do Hotel Sol & Mar

 

Neste dia 20 de junho de 2020 (68º dia de registo Covid-19) questionando-nos ainda e continuando este cenário sem evolução “o que será o futuro de Albufeira e de toda esta região de turismo do Algarve”, sabendo-se como o Sul adotou como único investimento a “monocultura turística” à volta da qual se estabeleceu “uma verdadeira colónia de cogumelos”, totalmente dependente desta indústria mas atualmente sem ninguém presente que dela possa usufruir: totalmente cercada por ar, terra e mar. E enquanto as fronteiras não forem repostas permitindo a entrada daqueles para quem a região foi orientada ─ os Turistas ─ mesmo com o organismo derrotado prevendo-se o pior para os locais: depois do desemprego a fome. Mas apesar de tudo acreditando na Natureza e no Homem ─ e esperando ter servido de lição (a necessidade de diversificação) ─ tendo fé de que ainda usufruiremos todos ─ locais e visitantes ─ do Verão, reerguendo então a região.

 

(imagens: albufeira.com/webcam/solemar)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:16

04
Mai 20

Na rota do SARS-CoV-2 (em Portugal ainda esta segunda-feira registando-se mais 20 Vítimas Mortais/VM e 143 indivíduos em estado grave/crítico, totalizando 1.063 VM numa taxa de mortalidade/provisória de 4,2%) e entrados numa 2ª fase ─ não descurando a Saúde (mantendo-nos cautelosos), mas regressando à Economia (tentando ressuscita-la) ─ neste dia 4 de maio de 2020 pelo menos no que diz respeito à cidade de Albufeira, notando-se já um ligeiro retorno das pessoas à rua mas (naturalmente e ainda bem) ainda com alguma precaução:

 

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Devido ao extenso período de “fechados em casa” e até pelo bom tempo que se faz sentir na região do Algarve ─ com mais pessoas fora de casa, com mais algum comércio ─ aberto e até com um ou outro restaurante (pelo menos vi um junto à Autarquia) já aberto ─ fazendo desde já alguns de nós acreditar que apesar da “monocultura turística” em que assenta a “salvação” desta região (colocando no presente e inevitavelmente muita gente no desemprego), algo se poderá ainda fazer para que à “Crise sanitária” não se siga uma ainda maior a “Crise Económica”.

 

E se com a crise (de Saúde) devido à Pandemia Covid-19 o grupo etário mais atingido incidiu sobretudo sobre os mais idosos ─ 87,4% das 1.063 VM tendo 70 anos de idade ou mais ─ já no que diz respeito à Economia e à tentativa de a retomar, se “o trabalho de casa não estiver bem feito” (pelo Governo, pelos Bancos, pelas Empresas, por todos nós) podendo-se assistir a um agravamento da mesma (crise económica como social) onde agora o grupo etário mais atingido poderá ser (certamente) o mais jovem (pela elevada taxa de desemprego e alegada falta de experiência).

 

Nesta fase de “Não Confinamento” tendo-se de prestar muita atenção a alguns fatores diferenciadores (nas atitudes e comportamentos a tomar), não se podendo esquecer as características socioeconómicas de Portugal e de cada uma das suas regiões:

 

Em infetados com o Norte (59%) não sendo igual ao Centro (14%), nem sequer a Lisboa (24%) e ao Sul & Ilhas (3%), como se constata pelo número de Vítimas Mortais (VM) liderados pelo Norte, com mais de metade das mesmas, cerca de 57%  ─ não sendo por acaso uma zona de população mais concentrada, de pequenos negócios e propriedades espalhados um pouco por todo o lado, de indústria e ainda por cima polvilhada por inúmeros lares uns legais outros ilegais.

 

E se a Norte as precauções devem ser reforçadas, já a Sul e no que diz respeito ao Turismo, esperando-se que com o decorrer do tempo a situação melhore e que para além dos portugueses, regressem não só os espanhóis como os ingleses (os maiores contingentes visitando a região):

 

Tudo dependendo da ação do Governo ─ “tão bom aluno Covid-19 tem sido” batendo por KO os seus concorrentes turísticos do sul da Europa, como a Espanha, a França e a Itália ─ e da iniciativa dos empresários (nacionais como estrangeiros) e das autoridades políticas (autarquias, entre outras) da região.

 

Hoje tendo sido o 1ª dia do nosso regresso (a uma nova Vida) com o Verão a iniciar-se a 20 de junho (daqui a cerca de 46 dias).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:20

24
Abr 20

Coronavirus live news: US Covid-19 death toll passes 50,000

(theguardian.com)

 

3500.jpg

Brooklyn/Nova Iorque/EUA

 

Esta sexta-feira com os EUA a ultrapassarem as 50 mil vítimas mortais: mais rigorosamente 51.342 (pelas 19:34 TMG) com uma taxa de mortalidade (provisória) de 5,65%. Só Nova Iorque com 21.283 vítimas mortais (41,45% do total).

 

Globalmente com o número de infetados (a 24.04.2020 pelas 16:55 TMG) perto dos 2,8 milhões (0,037% da população mundial), o número de vítimas mortais a caminho dos 200 mil (6,98% da amostra) e o número de casos graves/críticos próximo dos 59 mil (2,10% da amostra) ─ mais de 770 mil recuperados (27,66% da amostra) ─ em Portugal a situação do surto de Covid-19 mantem-se muito semelhante à do dia anterior: em relação ao dia de ontem diminuindo o número de vítimas mortais (-1) e o número de casos graves/críticos (-16) ─ e registando-se ainda 20.715 casos ativos (neles incluídos os casos graves/críticos, estando em UCI).

 

CV1.jpg

 

Algo de semelhante passando-se na Região do Algarve com os seus 320 infetados (+4) e as suas 11 vítimas mortais (=): com uma taxa de mortalidade (provisória) de 3,44% (no global de Portugal 3,75%). E num olhar geral por Portugal (continente e ilhas) e suas regiões (aqui subdividas em 7) registando-se 491 óbitos a Norte (57,49%) ─ o centro desta Pandemia  ─ 183 no Centro (21,43%), 160 em Lisboa e Vale do Tejo (18,74%) e 20 nas restantes regiões (2,34%). Relativamente aos grupos etários atingidos e segundo números da DGS, não se registando nenhuma vítima mortal entre os 0/39 anos e com essas vítimas (mortais) a concentrarem-se em idades iguais ou superiores aos 70 anos:

 

VC2.jpg

 

Uma brutalidade traduzida nos 87,59% (entre 70/79 com 20,38% e com 80 ou mais 67,21%) ─ atacando os mais velhos e eliminando muitos dos nossos primeiros professores, os nossos (insubstituíveis) avós. Nesta 1ª fase (não se iludam, não se deixem levar) com a luta a ter de continuar, se ainda quisermos mesmo usufruir da tão falada (e desejada) 2ª fase: depois de sobrevivermos (1ª fase) dedicando-nos então ao Regresso â Vida (2ª fase). No dia 3 de Maio e dependendo de nós se verá ─ mas ainda com o Algarve em grande sobressalto (ou não se praticasse por cá, “uma monocultura Turística”), não só a nível da Saúde como a nível da Economia, pois “podendo-se não morrer de doença, mas podendo-se morrer de fome”.

 

(imagem: Mike Segar/Reuters/theguardian.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:25

22
Abr 20

Com o Governo a não poder continuar (para decidir que rumo seguir)

apenas de dedo espetado (aguardando que alguém passe)

e à espera de uma boleia (ou seja, que o vejam).”

 

maxresdefault x.jpg

Já agora sugerindo ao Governo uma ajuda da Boleia.Net

(A plataforma de boleias em Portugal)

 

Passados 35 dias desde que a 18 de março o nosso Presidente declarou o Estado de Emergência ─ com os primeiros infetados a serem registados a 2 de março (2 casos), os primeiros doentes a entrarem nos UCI a 14 de março (10 casos) e as primeiras vítimas mortais  a 16 de março (1 óbito) ─ continua ainda a “Saga Covid-19” de facto iniciada a 2 de março, mas com implicações muito mais preocupantes a partir da declaração do Presidente: 35 dias consecutivos (já 5 semanas) com a maioria da nossa Economia paralisada, afetando o nosso PIB e a cada mês ultrapassado, agravando-o em 5% ─ e se 5% já é mau (em princípio já la estamos) e até 10% podendo-se aproximar de uma tragédia, nem se quer se querendo pensar se o mesmo se expressar em dois dígitos (10% ou mais). Algo que poderá acontecer mesmo aqui ao nosso lado, com a Espanha a apontar já para uns 6% a 13% ─ talvez com a nossa sorte a residir em pertencermos à periferia e em sermos simultaneamente um país com uma economia pequena, logo mais fácil de ajudar desde que sejamos (mais uma vez) “bons alunos” para o “Motor da Europa” a Alemanha (tal como da 1ª vez, ainda de Angela Merkel). E se antes  engolimos o “Irrevogável”, bastando agora engolir o “Repugnante”.

 

CV1.jpg

 

Olhando agora para o gráfico desta quarta-feira (22 de abril de 2020) e acreditando nos números fornecidos (podendo à vontade ser o dobro, aqui como no Resto do Mundo e nem se falando dos outros, esquecidos por não considerados Covid-19) ─ global e oficialmente (e pelas 18:50 TMG) nos 2.610.699 infetados (0,034% da população mundial), nas 182.270 vítimas mortais (7%), nos 56.657 em estado grave/crítico (2,2%) e com 714.230 recuperados (27,4%) ─ podendo-se afirmar estarmos pertos do fim desta 1ª fase (de confinamento em casa) esperando-se estarmos preparados para o início da 2ª fase: de “DESCONFINAMENTO” progressivo à procura da “Nova Normalidade, lá para o dia 3 de maio (terminada mais esta extensão do Estado de Emergência). Pensando na Região do Algarve (tal como o da Região da Madeira) tratando-se de um caso de “Emergência Regional”, não tanto pela ação do “bicho” como pelo “caos socioeconómico” que se poderá (aqui) instalar, fazendo toda este território a sul simplesmente “estoirar”dedicado exclusivamente à “Monocultura Turística” e caindo, levando atrás de si todo o resto (como as franjas de Lisboa/Tejo e do Porto/Douro, para não citar outros clones espalhados um pouco por todo o país) e consigo (advindo daí muito dinheiro e emprego) Portugal.

 

(imagem: Boleia.Net/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:31

21
Abr 20

Desconfinamento

 

Considerando a Alemanha o “Motor Económico-Financeiro  da Europa”, apenas subordinada a Ocidente ao “Superpoder dos Dólares e das Armas” − na posse dos Estados Unidos da América, não se autoproclamando por acaso como os “Excecionais” − achando por bem informar num  momento em que a Alemanha ainda luta contra o SARS-CoV-2 – hoje com mais 64 vítimas mortais (num total de 4.706 e com uma taxa de mortalidade/provisória de 3,2%), 2.889 infetados em estado grave/crítico e 91.500 recuperados (extraordinário, uma taxa de recuperação de 62,4%) – o início do regresso dos alemães e de todos os outros residentes no território à vida ativa (depois da Vida a Economia), no entanto e dado ser um processo ou “Missão de Alto-Risco”, de uma forma segura, lenta e progressiva: com o “Tiro de Partida” a ter sido dado hoje (segunda-feira, 20 de abril) no que poderá ser (resultando, até olhando para as últimas semanas e no que diz respeito à doença Covid-19) um bom exemplo a seguir por Portugal.

 

21333263.jpg

Alemanha

 

Assim e numa 1ª fase, depois do “confinamento” forçado em casa – apenas com os serviços ditos essenciais abertos e em funcionamento – seguindo-se agora uma 2ª fase inversa na ocupação de espaço (e antónimo do termo anterior), o “DESCONTINAMENTO”. E para usufruto imediato deste novo bocado de Liberdade agora posto à disponibilidade neste espaço alargado − até para se poder distrair e aliviar grandes tensões − abrindo esta segunda-feira muitos mais edifícios (já menores que 800m²), considerados espaços extras e como (de uma forma ou de outra, para todos) verdadeiros “balões de oxigénio”: num primeiro episódio desta saga (“Desconfinamento”, iniciada a 20 de abril), lojas de roupa, de sapatos e de múltiplos outros produtos (tão gratas, do pequeno comércio), livrarias e estabelecimentos/oficinas da mais variada manutenção e num segundo episódio (a iniciar-se a 4 de maio) arrancando finalmente as escolas com aulas (pelo menos algumas) presenciais sem pressa (gradualmente) e com muita cautela (mantendo-se algumas restrições/como a distância mínima e recomendações/como o uso de máscara); não se sabendo ainda qual a data do 3º episódio (e seguintes), continuando à espera muitos outros setores económicos, desde cafés e restaurantes até espetáculos culturais e competições desportivas.

 

Why-has-Portugal-been-badly-hit-by-COVID-19-as-Lad

Portugal

 

Deixando-nos aqui a pensar o que se irá passar no Algarve (assim como na Madeira), sujeito à monocultura turística – e com todos os outros sectores dependentes, por a essa monocultura associada − e arrastando-se o processo, arriscando-se a naufragar: pelo que no Turismo (e não me referindo a Lisboa/Tejo e ao Porto/Douro) e dirigindo-me ás suas duas grandes zonas que dão maior nome a Portugal – a Região de Turismo da Madeira e a Região do Turismo do Algarve – a intervenção terá que ser a  decisiva e a muito curto-prazo (e não como o Governo tem feito até agora, delegando dinheiro/aos Bancos e responsabilidades/esperando pela iniciativa de outros agentes internos/externos) caso contrário emergirá o desemprego (pelo abandono/pelas falências) e com ele a miséria (o que nem “ricos” nem pobres querem). Mas nem sequer necessitando de ser otimista – que se saiba não fomos bombardeados, mortos, destruídos, continuando lá as pessoas e as coisas, bem seguras e de pé – confiando mais uma vez no nosso pobre mas (quando necessário) grande Povo: o protagonista da “1ª Fase Covid-19” (e não nos políticos e governantes) e podendo clamar “Fomos Nós” (mesmo sabendo não ir ser mais ouvido) com toda a autoridade derivada da sua responsabilidade (e sacrifício). Portugal podendo até ser considerado (mais uma vez) um bom aluno pela Alemanha e daí tentar tirar benefícios.

 

(imagens: archyde.com − keyc.tv)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:22

19
Abr 20

Ponto de Situação na Região do Algarve

SARS-CoV-2 − Covid-19

19.04.2020

 

Screenshot_2020-04-19 Sul Informação Notícias d

(título/imagem: sulinformação.pt)

 

C

I

VM

R

%

%

%

Vila do Bispo

0

0

0

0

0

0

Aljezur

0

0

0

0

0

0

Lagos

4

1,3

0

0

1

5,3

Monchique

1

0,3

0

0

0

0

Portimão

33

10,8

1

10

13

68,4

Lagoa

7

2,3

2

20

0

0

Silves

21

6,9

0

0

2

10,5

Albufeira

63

20,7

2

20

0

0

Loulé

53

17,4

2

20

1

5,3

Faro

56

18,4

0

0

0

0

S B de Alportel

2

0,6

1

10

0

0

Olhão

14

4,6

0

0

0

0

Tavira

33

10,8

0

0

2

10,5

Castro Marim

3

1

0

0

0

0

Alcoutim

0

0

0

0

0

0

VRSA

15

4,9

2

20

0

0

Total

305

100

10

100

19

100

Covid-19 na Região do Algarve

(16 Concelhos do Barlavento para o Sotavento)

 

(imagem: sulinformacao.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:24

12
Abr 20

[E Boris Johnson & Um Português.]

 

Quero dar um cumprimento especial a dois enfermeiros que se mantiveram junto a mim durante 48 horas, quando tudo poderia ter acontecido. Assim, agradeço à Jenny, da Nova Zelândia, e ao Luís, de Portugal, mais concretamente de uma localidade perto do Porto. (1º Ministro Britânico Boris Johnson − Em: José Carlos Lourinho/Jornal Económico/Sapo)

 

B.jpg

30 dias de Covid-19

 

Nem sequer me dando ao trabalho de ver o relatório diário da DGS (desde que os mapas da ARS Algarve desapareceram, segundo a Ministra e pelo que entendi, para que a sua responsável se “concentrasse”) − algo que também faço com o “Não Ministro da Educação” – e voltando ao que verdadeiramente interessa (nem que seja para assim poder continuar com o meu cérebro a trabalhar, entre outras funções, através do exercício e cálculo mental), constando que neste “Domingo de Páscoa” dia em que se comemora a “Ressurreição de Cristo”, os números a nível global apontam (pelas 13:39 TMG) já para 1,8 milhões de infetados e 110.000 vítimas mortais (de momento com uma taxa de mortalidade de mais de 6%).

 

original.jpg

Albufeira

 

E em Portugal com os seus 16.585 infetados e 504 mortos até agora registados (acreditando-se na DGS) – 280 no Norte (56% do total), 120 no Centro,  91 em Lisboa e Vale do Tejo, 9 no Algarve e 4 nos Açores (Alentejo e Madeira para já a zeros) − com a sua taxa de mortalidade (provisória) a andar pelos 3% (metade da Taxa Global, sendo um bom sinal) − graças ao Povo Trabalhador (não aos que têm um emprego) e não ao Governo e à Ministra da Saúde – registando-se infelizmente mais 34 mortes e com 228 infetados encontrando-se em estado grave ou crítico nos UCI’S.

 

A.jpg

30 dias  de Covid-19

 

Mantendo-se o Norte de Portugal como a região mais atingida com mais de metade dos óbitos, e a nível geral do país sendo bem evidente até pelos números – 435 óbitos num total de 504 − qual o grupo etário mais (brutalmente) atingido: mais de 86% das mortes pertencendo ao grupo etário dos indivíduos com mais de 70 anos e desses sendo as mais afetadas as mulheres (perto de 51%).

 

original2.jpg

Albufeira

 

E para finalizar e falando-se da Região do Algarve (vivendo eu em Albufeira) entre os 279 infetados registando-se 9 vítimas mortais, ou seja, com uma taxa de mortalidade de 3,2% (mais ou menos na linha da média nacional): e com Albufeira a liderar (na região) no número de infetados hoje nos 54 (outros mencionando 56).

 

(fotos: postal.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:02

08
Abr 20

[E consequências por cá.]

 

Agora que a Região do Algarve atinge um número certamente nunca visto de desempregados no ramo da Hotelaria/Restauração (assim como entre muitos outros sectores dos serviços − e não só − esmagadoramente associados a esse ramo) – a consequência trágica e extrema (e previsível) de se apostar num único sector – a “Monocultura Turística” –, a visão que poucas semanas antes consideraríamos um cenário imaginário de um filme apresentando-nos a imagem de um Mundo pós-apocalíptico – com ruas desertas de carros, pessoas e qualquer outro sinal de movimento ou de vida, aqui e ali pontuadas por grupos de indivíduos colocados em fila, na busca desesperada de alguém ou de algo porventura inacessível – mas que agora através de um  Evento Extraordinário repentino e inesperado e sem que ninguém estivesse minimamente preparado, nos dá a usufruir ao vivo, em direto, de uma forma PRESENCIAL e certamente com muita dor, uma cidade de Albufeira praticamente abandonada, com uma data de mortos-vivos não na rua mas em casa, logicamente quase encerrada e com a Noite UK desmarcada. E na ausência dos britânicos deixando de existir Albufeira. E daqui a alguns dias encerrada (no interior das fronteiras do concelho) esperando-se esta não entrar em coma, morrendo de “Morte Matada” (definitiva, irrecuperável): virando-se e olhando de frente, certamente que não (a essa morte-matada) podendo-se talvez porque não, viver-se (sentir-se) ainda o Verão.

 

21079.jpeg

 

Britânicos vivendo no presente um dos piores tempos da sua história, lutando contra “um inimigo infiltrado, invisível e mortal”, logo quando deixando a Europa e olhando para a América (O Amigo Norte-Americano), perdendo um amigo e o outro, isolando-se brutalmente e à força (e com uma “grande pancada”) da Europa e do Mundo.  Na passada segunda-feira com mais de 5.000 vítimas mortais numa taxa de mortalidade superior a 10% (podendo-se comparar com a China/4,1% e com a Coreia do Sul/1,9%) e com o epicentro da crise a centrar-se na capital Londres (e nos seus populosos arredores) o coração de Inglaterra. E já no início de quarta-feira com os dados atualizados, estando nas 6.159 vítimas mortais numa taxa de mortalidade superior de 11,1% (num cenário assustador de 1.559 em estado crítico/grave). Com o 1º Ministro Boris Johnson declarado positivo, inicialmente e como prevenção/tratamento retido e isolado em casa, para logo de seguida não havendo evolução, ser hospitalizado certamente como ajuda e precaução. Com os britânicos em casa, com as fonteiras encerradas e como seria natural, por cá nem eles (nem os ver) nem outros (só mesmo uns poucos fugitivos, vindos todos de lá de cima).

 

(imagem: statista.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:04

07
Abr 20

[Com atraso de quase 24 horas, talvez depois de mais uma intragável conferência DGS, de qualquer forma desculpem lá.]

 

“E depois de varrido quase todo o Hemisfério Norte,

seguindo-se ainda a América do Norte e todo o Hemisfério Sul.”

 

arton139106.jpg

Porque será que na Coreia do Sul a 25 de fevereiro e em plena Pandemia, as autoridades do país ainda permitiam o aparecimento de incontáveis filas quilométricas de pessoas (aqui para obterem máscaras) − e no entanto, sendo um “Grande Exemplo para o Mundo”

 

Esta segunda-feira (6 de abril) com a Europa apesar dos números elevadíssimos de vítimas mortais registados na Itália (16.523) e na Espanha (13.169) parecendo estar globalmente a querer desacelerar ultrapassando a fronteira − o Pico Máximo − e começando finalmente a descer a caminho de uma necessária e obrigatória estabilização (depois da Sanitária seguindo-se a Económica), verificando-se que entre os 1.330.497 infetados e os 73.875 óbitos ocorridos globalmente (até às 19:37) se mantem uma taxa de mortalidade elevada na ordem dos 5,6%: quando a China aponta para os 4,1% (e no extremo a Itália para os 12,5%, sendo logo acompanhada pela Espanha para os 9,8%).

 

Universo

(População)

10.204.104

Infetados

(Amostra)

11.730

Óbitos

311

Graves/Críticos

270

Ativos

11.279

Recuperados

140

Mortes/1 Milhão

31

Sendo a partir da razão Amostra/Óbito

que se calcula a taxa de mortalidade do vírus

 

No caso de Portugal e num Universo de mais de 10 milhões de pessoas registando-se até ao momento quase 12.000 infetados e mais de 300 mortes, representando uma taxa de mortalidade de 2,7%, menor que a da China  (4,1%) mas maior do que a da Coreia do Sul (1,8%). Quanto às regiões com o Norte a apresentar 168 vítimas mortais (VT), o centro 76 VT, Lisboa e Vale do Tejo 60 VM e Algarve 7 VM.

 

Concelho

Infetados

Óbitos

%

%

Mortalidade

Vila Bispo

0/2

0,0/3,1

0

0

0

Aljezur

0/2

0,0/3,1

0

0

0

Lagos

3

1,3

0

0

0

Monchique

0/2

0,0/3,1

0

0

0

Portimão

24

17,0

1

14,2

4,2%

Lagoa

3

1,3

2

28,6

66,7%

Silves

11

4,8

0

0

0

Albufeira

44

19,2

2

28,6

4,5%

Loulé

39

17,0

0

0

0

Faro

39

17,0

0

0

0

S. B. Alportel

0/2

0,0/3,1

0

0

0

Olhão

9

3,9

0

0

0

Tavira

24

10,5

0

0

0

Alcoutim

0/2

0,0/3,1

0

0

0

V. R. S.A.

15

6,5

2

28,6

13,3%

Castro Marim

0/2

0,0/3,1

0

0

0

Total

229

100,0

7

100,0

22,2%

Com a DGS a não indicar o número de Infetados sendo eles < 3

(e o último valor indicado na coluna Mortalidade sendo uma Média)

 

Já no que diz respeito ao Algarve despachada a ARS Algarve e perdida toda a confiança nas conferências de imprensa da DGS − e constando-se o país estar como que dividido em 4 zonas, o Norte em Alerta Vermelho, o Centro em Alerta Laranja, Lisboa e Vale do Tejo em Alerta Amarelo e Alentejo/Algarve e Ilhas em Alerta mas ainda Meio-Esverdeado (mesmo com as 7 mortes no continente mas mais a Sul) – e mesmo com a maioria da população sem acesso a EPI’S (Equipamentos de Proteção Individuais), exceção feita a alguns priveligiados fugindo a tempo das suas grandes e desenvolvidas cidades e aparecendo por vezes como protegidos dentro de “escafandros” e olhando de lado desconfiados para os “indígenas primitivos locais – apresentando uma taxa de mortalidade de 3,1%, tendo como justificação (uma entre tantas outras opções válidas e credíveis) o menor número de testes realizados, com a preciosa colaboração dos mais pobres, ainda dos mais idosos e até dos seus jovens descendentes, todos eles trabalhando nos sectores básicos e fundamentais do nosso país para desse modo ainda termos algumas coisas abertas até para comermos (e assim sobrevivermos) – ainda-por-cima despedidos em massa da restauração/hotelaria (direta/indiretamente talvez noventa e tal por cento dos empregos) da base (limpeza) quase até ao topo (diretores) e tendo agora que se sujeitar a “filas de espera” sem futuro apenas porque o “Estado os Ignora” , veja-se a fila nos CTT de Albufeira, verifique-se quem são eles e se por acaso os Correios (tal como os e-mail sem acesso ao “Cartão Dourado” a Senha de Acesso ao Serviço − para quem o tem, seja qual for a razão, exclusivo) – a Região se tem mantido mais-ou-menos em condições minimamente aceitáveis, pelo menos ainda escondidas (dentro de casa) e sem nenhuma explosão (vantagens de estarmos longe das “crateras do vulcão”), mas com as “contas obrigatórias a não pararem de cair”.

 

(imagem: asemana.publ.cv)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:55

03
Abr 20

No dia em que o número de óbitos

− De um dia para o outro

Duplicar,

Entraremos definitivamente na

Zona Vermelha”.

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O dia em que o Covid-19 chegou a um Lar de Idosos de Boliqueime

(Algarve, concelho de Loulé e terra natal do ex-1º Ministro Cavaco Silva)

 

Mapa indicativo do número de “óbitos + casos críticos ou graves” registados diariamente em Portugal, desde 2 de março até 3 de abril de 2020.

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Numa contagem iniciada a 16 de março − 1º óbito registado – e registando o primeiro valor de casos graves/críticos a 20 de março. Hoje (abril, 3) indicando um total acumulado de 246 óbitos e 245 em estado grave/crítico.

 

Num Universo de mais de 10.000.000 pessoas (10.276.617) e numa amostra de quase 10.000 contaminados (9.886) – 0,01% da população de Portugal − com 246 óbitos (taxa de mortalidade = 2,5%) e com 245 em estado grave/crítico (2,5%).

 

Ou seja, amanhã (abril, 4) até se podendo atingir (um cenário trágico) as 491 vítimas mortais, praticamente duplicando o número de óbitos e aí sim, tornando-se uma verdadeira preocupação lançados como estaremos a caminho do tão falado Pico Máximo.

 

(dados: wikipedia.org − imagem: regiao-sul.pt/TVI)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:02

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