Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

28
Mai 19

 

“O vento mudou e ela não voltou

as aves partiram, as folhas caíram

Ela quis viver e o mundo correr

prometeu voltar se o vento mudar.”

(Eduardo Nascimento – O Vento Mudou

Vencedor do Festival da Canção de 1967)

 

[Com Outros fazendo-o, tornando-se extintos, às mais diversas temperaturas.]

 

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Com cada um de nós a afirmar que “o Clima já não é o que era– provavelmente por nos depararmos com situações climáticas inesperadas (segundo os parâmetros normais, por vezes consideradas extremas) para as regiões onde desde sempre vivemos, adaptando-nos às mesmas e usufruindo da sua graciosa (no mínimo espetacular garantindo-nos a sobrevivência) oferta – é cada vez mais raro o ano, o mês e até o dia (dado o seu crescimento − das Alterações Climáticas − contínuo, monótono e de um modo cada vez mais afirmativo, sendo encaradas com indiferença e apresentadas como um facto normal) em que surpreendidos pela meteorologia logo à saída de casa (ou no momento de abrir a porta, ligando o nosso Mundo Interior ao Exterior e desse modo completando-nos), não sejamos confrontados no Verão com tempo típico de Inverno e no Inverno com tempo mais próprio de Verão, com as outras estações (Primavera e Outono) entaladas (posteriormente diluídas por perda das suas caraterísticas e propriedades) entre ambas, perdendo-se definitivamente e como que desaparecendo (pelo menos “tal como o eram antes”) ultrapassando constantemente os seus limites de parâmetros (considerados normais para a época), como será o caso aqui apresentado pela NASA – uma instituição (governamental e norte-americana) que para além de “ter os seus Olhos bem fixos no Espaço”, simultaneamente os tem observando atentamente e sempre com extrema profundidade (para isso servindo os satélites) a “nossa única Terra (até para estudar ao longo do tempo e do espaço – em cada ponto evolutivo disponibilizado − as condições oferecidas pelo nosso ecossistema), apresentando-nos aqui “o seu Caso” suportado nas “Temperaturas”: tal como um leigo português por memória e por experiência (aquisição/consolidação de conhecimentos, Cultura) apenas olhando e sentindo (e com outros órgãos sensoriais complementando-se, sendo nómada viajando) notou com o decorrer do seu tempo (aqui cronológico) a cada vez mais nítida diferença – de Norte (Viseu) a Sul do país (Faro) com tudo a ficar alterado, com o tempo de “pernas-para-o-ar (Será Inverno, será Verão?) e com o país “cada vez mais moderado (parecendo − é certo que cada vez mais quente e seco – a região turística do Mediterrânico) – com a NASA (e mais uma vez no decurso destes últimos anos, sempre com o mesmo tipo de registos) destacando de novo e certamente com motivo a “SUBIDA CONTÍNUA DA TEMPERATURA” na TERRA.

 

"NASA’s Long-Term Climate Predictions have Proven to be Very Accurate,

Within 1/20th of a Degree Celsius."

(Evan Gough/27.05.2019/Universe Today)

 

A partir de um trabalho da NASA e do seu Instituto Goddard (de Estudo de Ciências do Espaço) ou GISS (sigla) − um laboratório da agência espacial norte-americana tendo a própria “Terra como alvo e objetivo de investigação – decorrendo há mais de Cem Anos (com recurso a registos desde 1880) − medindo a temperatura à superfície da terra e dos seus oceanos com o seu instrumento (aparelho de deteção e medida) GISTEMP ou GISS – chegando-se ao diagnóstico final sobre a Evolução (importantíssima) deste parâmetro Climático, talvez considerado (entre os de maior impacto) como o Fundamental: tal como afirmado antes pelos cientistas (e confirmando-os a eles e às nossas sensações) registando-se uma subida generalizada de temperatura (nesse período e média) de 0,25°C (com as temperaturas do último ano/2018 a serem superiores ao do ano anterior/2017, tal como se tem vindo a repetir/sucessivamente nos últimos anos). E sabendo que as informações dadas pelos Números (os Valores) apesar de simples e básicas para a construção (e solidificação) de qualquer Estrutura serão sempre e por definição limitadas no Tempo/Espaço (não sendo os “Números Perfeitos” podem esconder atrás deles, algo ainda indetetável mas muito mais importante) – entre outros aspetos sendo utilizados e manipulados pelo Homem, muitas das vezes no seu único e exclusivo interesse (veja-se o caso flagrante da Estatística, revelando-nos “um certo passado” e tentando-o “projetar unilateralmente” para o Presente e para o Futuro) – tornando-se no entanto indesmentível serem estas informações fulcrais para o esclarecimento de muitas dúvidas (importantes) contribuindo positivamente para a preservação do nosso ecossistema (o nosso “Lar”), logo aí ficando-se a saber (ou talvez ainda não, tanta a politica e a intoxicação, reinante/doentia/asfixiante) se estaremos no presente já perante uma “Mudança” (Evento de menor intensidade/profundidade)  ou então e passado o Ciclo de um “Salto” (maior intensidade/profundidade e para muitas Espécies/dando lugar a outras, símbolo de Extinção). Levando a NASA a acrescentar:

 

“The measurements clearly show that Earth is warming in lockstep with our carbon emissions. Since 1880, the Earth’s temperature has risen just over one degree Celsius, or two degrees Fahrenheit. And the most recent years are some of the warmest on record. That makes sense, since our emissions continue to rise.”

(Evan Gough/27.05.2019/Universe Today)

 

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Um estudo da NASA complementado por outros organismos (colaborando no mesmo projeto) servindo-se dos seus satélites como por exemplo utilizando o AIRS (estudando/analisando a atmosfera terrestre recorrendo a infravermelhos) − e com esse mesmo instrumento de medida e seus dados recolhidos chegando-se à conclusão de, não só “a Temperatura Média à Superfície da Terra estar a aumentar”, como adicionalmente (e aí entrando o AIRS) com esse aumento “a ser mais acelerado (e assim mais rápido) no Hemisfério Norte (comparativamente com o do Sul, mais lento): “nos registos atmosféricos com a Região Polar do Ártico à Cabeça”. Um Hemisfério Norte por onde por sinal Portugal se encontra, estendendo-se entre os 41°/42° de latitude N e os 6°/8° de longitude W – e no entanto com o nosso país (“Altas-Autoridades” como a generalidade do Povo) parecendo completamente alheio e como que “desligado (e desinteressado, por Irresponsabilidade/criminosa e/ou Incompetência/exigindo-se responsabilidades) de tudo o que se passa tanto a nível Global (mesmo no nosso continente com as eleições Europeias) como a nível Local (falemos então do nosso “Portugal dos Pequeninos”), mesmo a nível de uma Região (do Algarve) no presente apenas semi-protegida (depois do assalto e construção da Muralha Marítima Imobiliária) e integralmente virada de uma forma errada e contraproducente (até para o desenvolvimento do próprio Turismo, não o expandindo em compreensão) para uma monocultura (sendo logo por mais uma vez, asfixiando todas as outras, a Indústria do Turismo) − e aproveitando igualmente para falar (só um poucochinho) da vítima logo adjacente, a recentemente criada e inundada (0000) “Zona Alentejana de Exploração do Alqueva” querendo ainda mais do mesmo (saído da terra ou do mar), desde que dê muito lucro ou para “lavar-dinheiro (se não for o Turismo o Petróleo) e mesmo que rebentando com tudo (agora que estamos próximos de uma potencial e nova falha tectónica) fazendo-nos (mesmo que andando “um pouco de lado”) de algum modo avançar (nem que seja em direção ao Fim).

 

“Tal como no Alentejo (ainda pior no Baixo-Alentejo) com mais de 200.000 hectares previstos de culturas intensivas no Alqueva (segundo o plano de expansão do seu perímetro de rega) colocando em risco não só o meio ambiente (águas subterrâneas e linhas de água) como as populações que aí vivem (farmacêuticos e pesticidas) − talvez mesmo a curto-prazo −  no Algarve com a situação a poder vir a tornar-se ainda mais grave, com os planos de perfuração aparentemente a manterem-se (nada surgindo nas informações em sentido contrário e como tal sendo um sinal) apesar das notícias sobre o possível formação (segundo os especialistas há em curso) de uma nova falha tectónica: na mesma região, localizada ao longo da costa sul de Portugal (e do ALGARVE) e estendendo-se do Atlântico (Açores) até à entrada do Mediterrânico e ultrapassando aí o Estreito (de Gibraltar). Marcado logo a sul pelas conhecidas Grutas de Hércules (litoral norte-atlântico de Marrocos). E podendo assinalar no futuro (neste caso a longo-prazo, mas se eventualmente acelerado/com as perfurações podendo ser a médio-prazo) um desastre catastrófico.”

 

E se no caso do Alentejo o projeto de irrigação do Guadiana (iniciado há duas décadas, com um investimento de 5 biliões de Euros) se transformou um ponto de referência Mundial (no Combate à Desertificação) tornando-se no 1º e Maior Lago Artificial (250Km²) a ser criado na Europa (mais precisamente na EU) – chamando até si produtores de Fruta variada, de Azeite, de Amêndoa e de Frutos Silvestres (entre tantos outros produtos agrícolas, mais ou menos naturais ou de estufa) e assim melhorando e aumentando o Emprego e a Produção/mas por outro lado importando e escondendo aspetos extremamente negativos deste enorme e internacional investimento (na esmagadora maioria das vezes não tendo a participação ativa, em princípio obrigatória e mínima da sua população) – para não nos estendermos muito ficando-nos por um caso (humorístico-perigoso) relatado em 2016 (deixando outros para trás de efeitos mais intensos/dolorosos) envolvendo um estrangeiro e uns subornos, com o primeiro a concretizar o seu sonho de criação de crocodilos num local excelente como o Alqueva/infeliz e posteriormente vindo a morrer e segundo algumas testemunhas locais (com provas e com registos) deixando para trás os bichos, sem controlo e em liberdade (total)”; já no caso da Região Turística do Algarve e afetando o concelho e a cidade onde resido (Albufeira a Capital do Turismo do Algarve), depois do turísticoAssalto do Betão(entre outros da coautoria de Cavaco Silva, durante o seu extenso reinado) podendo-se seguir o petrolíferoAtaque das Plataformas– nada mais se sabendo (pelo menos publicamente) de há uns meses para cá sobre o andamento do processo (para o início das perfurações em busca de jazigos minerais localizados ao longo da costa sul portuguesa) da instalação de diversas plataformas destinadas à Exploração (entre outras matérias-primas) de Petróleo (tudo apontado e como sempre em segredo, ainda indo em frente), mesmo depois do Alerta (de Perigo Eminente, avançando) indiretamente levantado (não com outro objetivo ou intenção) por cientistas portugueses (como geólogos/sismólogos/vulcanólogos) informando da mais que provável criação (no futuro ainda não se sabendo o prazo)  de mais uma falha tectónica agora ao largo (da mesma costa anterior) da costa sul portuguesa e indo dos Açores a Gibraltar.

 

“Não sendo conveniente (tendo juízo) furar na região de uma falha, junção de duas placas (tectónicas) e criando uma (forte, sensível, de reação e como resposta a uma ação, podendo ser mesmo extrema) zona de subdução (olhando-se para as placas, ficando-se por cima ou por baixo, para nós sendo importante para outros tanto faz).”

 

Uma questão de “Parar, Escutar e Olhar” mas (mesmo cumprindo as Regras) nunca podendo significar (Garantir) sairmos disto Ilesos (no presente não dependendo de Nós, nem d’Outros Nacionais, mas de Investidores − e pelo seu Capital, imenso e em Lavagem, seja legal/ilegal − preferencialmente Estrangeiros) ou até mesmo Vivos.

 

(imagens: NASA/Universe Today)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:40

17
Mar 11

Mapa

 

O Alqueva é uma antiga história portuguesa, que já vem do tempo da outra senhora.

Desde o tempo em que se falava em transformar o Alentejo no celeiro de Portugal, que muita gente se foi alimentar na manjedoura do situacionismo “evolutivo” – referenciando-me ao antes e ao depois da “revolução”.

 

A Barragem de Alqueva é a sétima maior barragem de portuguesa, situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da aldeia de Alqueva. A construção desta barragem permitiu a criação do maior reservatório artificial de água da Europa.

 

O povo português tem uma ideia inicial do Alqueva, como uma obra fundamental para o sucesso do regime de então e para o desenvolvimento do futuro do país, estruturalmente de bases essencialmente agrícolas e com a sua inevitável ligação pela opção do sucesso da prática intermédia, não reprodutiva, mas financeiramente desejável.

No entanto, durante dezenas de anos transformou-se num empreendimento fictício, através de todos os seus grupos de estudo, desenvolvimento e aplicação, regionais e nacionais, que nada produziram, senão emprego e dilatação sem termo, do seu tempo de utilização positiva.

 

 Barragem

 

Possui uma altura de 96 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 458 m. A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 260 MW. A albufeira atinge, à cota máxima, os 250 KM², sendo o maior lago artificial da Europa.

 

Hoje em dia espalha-se por uma grande área anteriormente explorada e agora submersa, sendo um dos nossos maiores espelhos de água comercializáveis, com um potencial muito interessante, na vertente do comércio turístico; e diversificando a sua aplicação, a diferentes escalões sociais.

Isso é bom em termos de oferta sem restrições, mas a sua massificação, poderá acelerar o fim previsto para qualquer tipo de investimento, não o rentabilizando.

 

Foi construída com o objectivo de regadio para toda a zona do Alentejo e produção de energia eléctrica, para além de outras actividades complementares. Diversas infra-estruturas do sistema global encontram-se já construídas (barragem de Pedrógão, infra-estrutura 12, Aldeia da Luz) e muitas outras em fase avançada de projecto.

 

O seu futuro está indefinido, apesar do betão, lá ir continuar. Pode ser um imóvel rentabilizado, em diferentes situações e tipos de investimentos – veja-se o da utilização das energias renováveis hídricas, em luta contra as energias renováveis solares, instaladas em locais muito próximos, mas não muito longe das energias renováveis eólicas, anteriormente na moda destes mesmos gestores do regime e que por pouco não iam morrendo – mesmo que o seja, em último caso, no desespero das populações locais pela sua sobrevivência, face à crise que após os marginalizar, já entrou na etapa de os ignorar!

 

 

Neste momento está em construção o reforço de potência da Barragem do Alqueva, sendo esta nova central constituída por dois grupos geradores reversíveis com 130MW de potência, cada um. Assim, a potência instalada da Barragem duplicará. A nova central estará funcional em Julho de 2012.

 

Paisagem

 

Cada dia que passa se assemelha mais ao anterior: parece que nada sucede, só temos que cumprir o nosso dever. À noite, retardamos o nosso descanso, de modo a prolongar a nossa vida e esquecer o tempo passado sem fazer nada, a não ser cumprir o que alguém nos ensinou um dia, ser o trabalho. Honestamente remunerado, sucessivamente elogiado. Então, só desejamos dormir: caímos no leito que nem uma pedra e já acordados, só queremos adormecer, estalando na nossa cabeça, o desejo de neste mundo nunca acordar. Sonho? Realidade?

 

Como o Alqueva!

 

Texto com a “colaboração” de Wikipédia

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:31

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