Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

18
Jan 12

Portugal Capital Europeia Da Hipocrisia E Do Analfabetismo

 

Acabado de ser condenado a pena suspensa pelas bárbaras agressões a uma rapariga, em Lisboa, que filmou e cujo vídeo colocou no Facebook, Rudolfo Santos, de 18 anos, saiu ontem em liberdade da sala de audiências, onde em julgamento dissera estar "arrependido". "Não volto a fazer aquilo". Mas, mal chegou à rua, à porta das Varas Criminais, no Campus de Justiça, às 14h30, agrediu uma jornalista do CM com um violento pontapé na zona da virilha.

 

“O meu país revê-se neste gesto directo e carinhoso de mãe”

 

“O filho reagirá indirectamente a pontapé, mas ainda envergonhado”

 

O poder em Portugal é controlado pelo dinheiro e pela violência a ele associado.

 

A Escola Portuguesa – deliberadamente destruída por sucessivos prestadores de serviços apenas interessados num bom curriculum individual – é já hoje um deserto de ideias e de alternativas de futuro neste país incompreensível e de novo no caminho da redentora miséria física e intelectual: adeus cultura, adeus memória, adeus país – nunca mais te iremos ver, sentir ou amar.

 

Vamo-nos transformar em meras peças descartáveis de uma máquina descontrolada e em queda livre no buraco em que nos enfiaram, com uma nova nobreza e clero refugiados em respeitáveis sociedades secretas, comandando um povo alienado, decrépito e putrefacto, com esta avalanche constante de prepotência e violência sobre os direitos mínimos de qualquer tipo de animal à face da Terra.

 

E o que dizer de uma Justiça como a nossa que protege a violência e os violentos da acção dos agredidos? E de uma central sindical que sempre na sua e na nossa história se pôs debaixo do corpo do patrão em troca de um cálice de Vinho do Porto? E de um ministro contratado pelo facebook, que nos olha com a tolerância de um prodigioso doutor americano, sorrindo mecanicamente para as suas futuras e obedientes cobaias, rabiando desnorteadas do outro lado do Atlântico?

 

Onde está o sonho que desde pequeno perseguimos – e que íamos alcançando e usufruindo aos bocadinhos ao partilharmos a nossa felicidade com a felicidade dos outros – que tinha como único e simples objectivo natural, o de viver a vida em tudo o que ela nos ia proporcionando e embelezando o ambiente.

 

Uns poucos mandam com poder absoluto, acusando a esmagadora maioria restante da população, de impedir criminosamente o desenvolvimento e o progresso por estes instituídos para usufruto particular.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:03

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