Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Jul 17

Com os efeitos do Aquecimento Global (sejam as suas causas naturais e/ou humanas) a começarem a sentir-se em todos os níveis e em todos os Continentes (oceanos e atmosfera), nem a região mais isolada e preservada do Mundo ‒ a Antártida ‒ escapa às suas nefastas consequências.

 

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Antártida ‒ Pólo Sul

O Novo Icebergue

(A68)

 

Uma placa de gelo localizada na Antártida (Pólo Sul) com mais de 6% da área de Portugal e com cerca de 1 trilião de toneladas acaba de se desprender do mesmo continente no início desta semana na zona da plataforma de Larsen C (com o maior icebergue até hoje registado a ter o dobro dessa área).

 

Segundo os cientistas a acompanhar o fenómeno com este extraordinário bloco de gelo (um dos dez maiores registados neste continente) a continuar pelas proximidades pelos próximos tempos ou a médio prazo a poder fragmentar-se dirigindo-se mais para norte e alcançando águas mais quentes derretendo (e assim contribuindo para a subida global do nível da água dos oceanos).

 

Uma fratura na plataforma de Larsen C reduzindo-a em mais de 10% (na sua área total) e apresentando uma espessura entre os 200/600 metros.

 

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Antártida ‒ Larsen C

Fratura na plataforma de gelo

(12 Julho 2017)

 

Num futuro muito próximo afetando certamente a geografia do continente da Antártida, não só pela própria evolução da fratura (e seu afastamento) como também pelos fenómenos subsequentes a tal despreendimento e associados ao degelo: como o sucedido em casos anteriores com maiores volumes de água a acabarem por ser introduzidos nos oceanos aumentando o seu nível.

 

E com todo o processo iniciado anteriormente a acelerar-se (degelo na Antártida como já sucede no Ártico) inicialmente pouco afetando o Sistema (o Ecossistema Terrestre) nem mesmo a navegação (sobretudo a sul em rotas pouco frequentadas), mas talvez mesmo a médio prazo a sobrelotar os oceanos fazendo-os extravasar as suas margens e inundando continentes (com um dos candidatos a ser Portugal).

 

(imagens: NASA e ESA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:21

16
Fev 17

As imagens documentam a perda de mais uns blocos de gelo pertencentes ao glaciar de Pine Island, num fenómeno ocorrido sobre as águas do oceano Atlântico há cerca de três semanas.

 

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Glaciar de Pine Island

24 Janeiro 2017

(antes)

 

Para muitos de nós mais uma das muitas evidências sobre os efeitos provocados pelo Aquecimento Global e que tem levado ao progressivo e significativo degelo das calotes polares. Mostrando-nos a fragilidade desta afinal tão fina camada de gelo.

 

Neste caso com a placa de gelo constituindo a frente do glaciar localizado na Antártida e considerado na região como aquele que mais rapidamente se derrete, a fraturar-se em várias partes acabando por cair no mar – e com o seu grande volume de água (derretida e entrando no mar) tornando-se responsável por 1/4 das perdas totais do gelo deste continente do Pólo Sul.

 

Um grande glaciar perto do qual (e debaixo de várias camadas de gelo) se encontra um antigo vulcão (hoje aparentemente inativo e com a sua última erupção a ser reportada a mais de 2000 anos no passado), mas que no futuro poderá ter um papel importante (se não mesmo fulcral) a desempenhar no aceleramento do processo da perda de gelo no continente da Antártida.

 

No caso aqui retratado do glaciar de Pine Island – e por ser um dos maiores e um dos mais rápidos a derreter sendo não só responsável pelo progressivo desaparecimento do gelo no continente da Antártida como pelo aumento generalizado do nível da água do mar – e face às cada vez mais comuns fissuras, fraturas e colapsos ocorridos nas várias camadas de gelo (desde há milhares e milhares de anos sendo sobrepostas) que cobrem e escondem o seu continente rochoso, com estas imagens a mostrarem-nos a frente do glaciar a quebrar (parcialmente), as placas a entrarem em colapso caindo na água, formando pequenos icebergues flutuando suavemente e posteriormente, no prosseguimento do seu inevitável processo de transformação físico-química (passando do estado sólido para o estado líquido) desaparecendo progressivamente no oceano e finalmente no horizonte.

 

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Glaciar de Pine Island

26 Janeiro 2017

(depois)

 

Segundo os especialistas apenas mais uma réplica de outros acontecimentos semelhantes – mas mais intensos – ocorridos anteriormente naquela zona mas que infelizmente se repetem cada vez mais nas regiões em torno das duas calotes polares: e para o comprovar utilizando mais imagens fornecidas pelo instrumento OLI (registo de imagem) instalado no satélite Landsat 8 (um satélite norte-americano de observação terrestre) – mostrando-nos mais fraturas aparecendo na superfície da camada de gelo (mesmo a vários Km da frente do glaciar) e sugerindo por alguns sinais já visíveis (à superfície) que outras poderão estar prestes a surgir mas vindas de níveis mais baixos.

 

Toda esta tragédia causada pela erosão provocada nas zonas mais baixas da camada de gelo cobrindo o continente submerso da Antártida, ao serem invadidas na sua própria base pelas águas mais quentes provenientes do oceano – destruindo a camada de gelo e logo pelo seu interior.

 

(imagens: earthobservatory.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:54

20
Jul 16

Confirmando mais uma vez a realidade do Aquecimento Global os cientistas da organização norte-americano para o Ambiente NOAA vêm agora informar que as temperaturas médias do nosso planeta continuam a bater recordes comparativamente com as do passado século XX. Colocando-nos no mês anterior no 14ºmês consecutivo em que as temperaturas superam a de períodos idênticos no passado, com temperaturas a equipararem-se aos recordes registados no longínquo ano de 1880 (há apenas 137 anos).

 

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Um mês de Junho em que pela 14ªvez consecutiva se atingem recordes mensais de temperaturas médias tanto em terra como no mar

 

Relativamente às temperaturas em terra e no mar e no que diz respeito ao nosso país (Portugal) – uma faixa à beira-mar plantada e com o oceano Atlântico como seu vizinho – com as temperaturas em terra a serem mais altas do que é normal (e com as temperaturas do mar ligeiramente mais altas); e com as águas do Atlântico Norte mais frias do que o normal. Talvez mais uma justificação para um Verão (este ano) ainda mais quente em terra (um convite para os turistas) mas talvez mais frio no mar (uma ameaça para as sardinhas).

 

Dados que serão divulgados e analisados na próxima quinta-feira pelos especialistas na área das alterações climáticas em mais uma reunião organizada pela NOAA: “On Thursday, July 21, climate and weather experts will discuss key findings from NOAA's June U.S. and global climate analyses, as well as the latest forecast for La Niña and how that may influence temperature and precipitation through October. In addition, an expert will discuss the record-breaking heat across the Southwest in June and the current monsoon season.” (noaa-gov)

 

(imagem: noaa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:41

02
Jan 14

Poderão as alterações climáticas – globais porque se têm registado um pouco por todo o mundo – indiciar para a humanidade que esta terá de conviver no futuro com condições climatéricas perigosas?

 

Os sinais já aí estão mas as ordens são continuar a ignorá-los

 

Não!

Segundo um artigo publicado recentemente na revista NATURE o aquecimento global que se tem registado no nosso planeta é o dobro do valor que as próprias entidades governamentais afirmam como sendo a linha vermelha.

 

Daí a conclusão inicial (parcial e fictícia) e a subsequente correcção final (total e real): as consequências das alterações climáticas não serão perigosas mas inequivocamente catastróficas.

Sim!

 

(ideia e imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:40

30
Out 11

Aquecimento Global?

 

Água

Matéria-prima produzida naturalmente e desregulada artificialmente

 

FUSÃO

=

PASSAGEM DO ESTADO SÓLIDO AO ESTADO LÍQUIDO, ATRAVÉS DO FORNECIMENTO DE ENERGIA

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:03

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