Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

03
Jun 17

Ao entrar na Caça às Bruxas a comediante norte-americana Kathy Griffin (ainda por cima sendo uma mulher num mundo dominado pelos Homens e sendo minoria facilmente descartável ‒ como sucede com os negros) deveria ter a obrigação de saber que ao fazer o que fez (ultrapassando a linha vermelha que o jogo e as regras impõe, previamente aceites como válidas) corria o sério risco de acabar a Arder na Fogueira do Poder: e no Calvário por si escolhido nem sequer distinguindo entre as camadas ondulantes de ar quente subindo pelo seu corpo queimado os seus carrascos, assistentes e traidores ‒ tão parecidos eles eram, inseridos num mesmo cenário e todos com o mesmo guião.

 

Kathy Griffin Slams Trump Family For ‘Trying To Ruin My Life’

(HuffPost)

 

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(imagem: BenGarrison Cartoons/@GrrrGraphics)

 

“I’m not afraid of Donald Trump. He’s a bully. I’ve dealt with older white guys trying to keep me down my whole career.”

(Kathy Griffin)

 

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In the emotional press conference, the nervous comic stated that the Trumps “are personally trying to ruin my life forever.”

(HuffPost)

 

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“This is a woman thing. I’m sorry if you don’t agree with me, but I live it. I’m 56 years old. Everywhere I go, there’s a male promoter. The people who sign my checks are white guys, usually older white guys.”

(Kathy Griffin)

 

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“You shouldn’t have to die for this. I went way too far. It wasn’t funny. I get it.”

(Kathy Griffin)

 

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“I don’t think I’m going to have a career after this. He broke me.You know what, I’m going to make fun of him more now.”

(Kathy Griffin)

 

Provavelmente e no que diz respeito ao seu Futuro profissional (pelo menos a curto-prazo), com Kathy Griffin a ter que sumir rapidamente (o que não fez desculpando-se e pelo contrário, cortando de novo a sua cabeça ao ripostar como presa) e esperar como muitos outros dos seus meios já o fizeram (o que hoje é, amanhã já pode não o ser e vice-versa), o momento certo para o regresso e para a respetiva vingança ‒ pratica e efetiva. Um período que poderá ser curto mas que também poderá ser bem prolongado (podendo-se estender a no mínimo 4 e no máximo 8 anos ‒ ou sabe-se lá muito menos, se alguém levar à letra as pretensões de KG). Mas como o Espetáculo continua esperemos pelas próximas cenas.

 

(imagens: huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:25

12
Ago 15

Como é possível vermos o nosso país a arder e acharmos tudo natural?

 

Apenas para usufruirmos de uns míseros dias sem emprego e de 1/12 de purgatório? Sobretudo deixando todos os outros no Inferno e antes de nós próprios a ele regressarmos.

 

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Num Verão cheio de calor em que todas as loucuras são permitidas, ter o país a arder e em período de seca extrema, é mais um sinal habitual e com traços de normalidade. E assim lá vamos assistindo á nossa casa a arder, julgando ser a do vizinho.

 

O problema será entretanto resolvido no Outono, com a chegada das eleições legislativas: terminada a orgia de Agosto, concluída a lobotomia do povo, o mesmo será informado que para o ano ainda há mais.

 

E enquanto o país vai ardendo (pelos vistos esmagadoramente) a norte do rio Tejo (última grande constatação dos nossos grandes especialistas) e numa taxa que deve andar muito perto dos 80/90%; sem os necessários apoios terrestres e especialmente aéreos (ou ainda não repararam e raciocinaram?); com os bombeiros completamente extenuados e com a população sem saber para onde se virar (não os vêm aos gritos e a chorarem de desespero?); entretemo-nos sob proposta dos iluminados e subsidiados dependentes do estado, em campanhas de cartazes no mínimo imbecis e insultuosos, assentes exclusivamente no oportunismo daqueles que nos pretendem apenas extorquir o nosso voto em troca do agora tornado icónico Absolutamente Nada. Para Eles o Lucro Supremo e não envolvendo trabalho pessoal (apenas exploração e violência).

 

Quando é que chegará o dia em que qualquer um de nós poderá concluir e constatar sem a ajuda de ninguém mas apenas por experiência pessoal e factual, que a máxima que hoje em dia nos comanda e dirige todo este quotidiano excelentemente integrado (não foi por acaso que optamos pela segurança, secundarizando a liberdade), se baseia exclusivamente na inevitabilidade do nosso destino pontual e na preservação do tempo como instrumento de morte: herdando e reciclando o grito dos revoltosos, deslocando-o do seu contexto e transformando-a em resignação e suicídio.

 

(imagem – lusoamericano.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:02
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04
Ago 15

“Iran city hits suffocating heat index of 165 degrees (Fahrenheit),

near world record.”
(washingtonpost.com)

 

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Mahshahr – Irão
Aqui com temperaturas ainda na ordem dos 40/45⁰C

 

Para aqueles que acham que as temperaturas registadas em Portugal têm estado elevadas atingindo valores na ordem dos 35/40⁰C (afinal de contas estamos no Verão), convido-vos a conhecerem a cidade iraniana de MAHSHAHR onde há poucos dias os termómetros atingiram os 74⁰C. Temperaturas que terão deixado certamente os seus 100.000 habitantes muito próximos dos seus limites de resistência e de asfixia respiratória (tal o valor de temperatura atingido), criando um ambiente praticamente insustentável ao ser conjugado com uma taxa de humidade elevadíssima (devido à proximidade do Golfo Pérsico). Deixando os seus habitantes suando como uns porcos e a água corrente a temperaturas acima dos 30⁰C. Não batendo no entanto o record mundial registado em DAHRAN há cerca de doze anos, com esta cidade da Arábia Saudita a atingir um máximo de 81⁰C.

 

Em Albufeira (17:45) a temperatura atual anda pelos 27⁰C

 

(imagem – independent.co.uk)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:47

17
Jul 15

Athens fire
Greek capital smothered in smoke as mountainside blaze threatens homes

 

“A huge wildfire has broken out near Athens, spreading over mountainsides overlooking the Greek capital and blanketing it in thick smoke. The blaze was moving fast this morning, fanned by strong winds and devouring parts of hillsides popular with walkers and tourists. At least 45 firefighters with 18 engines, a water-dropping plane and two helicopters were battling the blaze, along with volunteers, the fire department said in a statement.” (Lizzie Dearden/17 de Julho)

 

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Atenas

 

Condenada por toda a Europa Civilizada a viver num moderno (e pelos vistos modelar) campo de concentração (minimamente) organizado, destruída por sucessivos governos oriundos dos mais diversos quadrantes políticos apenas interessados em manter os bancos vivos e a circulação interna de dinheiro (para eles também) e finalmente enganada por um partido que há seis meses atrás a jurou defender e num relâmpago transformou um NÃO num SIM traindo a vontade expressa pela maioria do seu povo (permitindo a invasão dos novos panzers alemães), a GRÉCIA como país integrante dos EUE (Estados Unidos da Europa) é simplesmente abandonada e entregue ao ostracismo social, apenas por estarem falidos e pelos seus cidadãos serem uma cambada de malandros. Será essa uma razão (que seja eticamente válida), ou uma condenação (previamente preparada)?

 

Enquanto que a Alemanha vai desde já avisando o Governo Grego actualmente no poder de que está por sua própria iniciativa e benefício a fazer um inventário de todo o Património da Grécia (de modo a totalizar para já 50 mil milhões de euros – certamente que cobrará o serviço), não se incomodando minimamente com as condições básicas e humanitárias de vida da generalidade desse povo, os políticos desse país sob ataque e perigo extremo de invasão (os gregos), vão por um lado justificando a actual situação do seu país como mais uma inevitabilidade (a mesma treta da direita) esquecendo por outro lado (o mais importante para a manutenção da soberania) a sua vergonhosa capitulação (e colaboracionismo, no consentimento da ocupação do seu território por parte dos invasores).

 

(texto inglês/imagem – independent.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:55

01
Jun 15

“Como se estivesse a olhar para a lareira – vendo o carvão e outras coisas a arder.”

 

Esta imagem do Sol deriva de uma fotografia tirada pelo astrónomo amador francês Christian Viladrich no passado dia 29 de Maio. Num registo fotográfico de maior aproximação à nossa estrela, a primeira impressão que esta imagem nos deixa na nossa memória, é a de que poderemos estar a olhar para um conjunto de pequenas pedras como que encaixadas umas nas outras e como se fossem as peças constituintes de um determinado puzzle.

 

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Superfície do Sol

 

Na verdade o que acontece é que a superfície do Sol atinge temperaturas de tal modo elevadas, que a mesma se comporta perante os nossos olhos como se estivesse a ferver: tal como se tivéssemos colocado água a aquecer numa panela e verificarmos no momento da mesma entrar em ebulição ao aparecimento à sua superfície de muitas bolhas gasosas. No caso da água tratando-se de bolhas pequeninas, no caso do Sol de pedras imensas.

 

(dados e imagem – spaceweather.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:55
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03
Mai 14

Se um dia estiveres a viajar de avião e reparares que uma das suas asas está a arder, deves calmamente levantares-te do teu lugar e sem movimentos bruscos que possam provocar o alarme aos restantes passageiros, procurar imediatamente a hospedeira do ar e sinalizar-lhe o perigo. Tomando conhecimento da ocorrência a hospedeira assumirá as decisões mais adequadas para estas situações, confirmando visualmente (e previamente) a versão do passageiro e comunicando de imediato ao seu comandante. Alertado pelo aviso de fogo numa das asas do seu avião, o comandante completará o círculo de segurança tomando em mãos o controlo total do acontecimento.

 

Perth – Austrália – Abril 2014

 

Todos nós sabemos que no Universo toda a matéria está em movimento, com uma infinidade de partículas circulando com os mais diferentes parâmetros e nas mais variadas dimensões, acabando mais cedo ou mais tarde por se encontrarem e interagirem entre si, provocando aquilo a que nós chamamos como eruditos incidentes ou como simples leigos acidentes. Sempre envolvendo a transformação e a troca de energia, estes incidentes confluem sempre num choque envolvendo fenómenos de acção e de reacção, que no nosso caso particular e dependendo das cargas e das forças utilizadas, será certamente definitivo e fatal.

 

Nunca andei de avião e tenho as minhas vertigens. Além disso no caso de avaria mecânica em pleno voo, sem pára-quedas ou outra qualquer possibilidade de fuga, só nos resta gritar e ir morrendo aos poucos no meio do maior sofrimento e do mais profundo terror. Situação ainda mais agravada – desde o dia em que um avião desapareceu misteriosamente nos céus da Ásia – pela hipótese sempre presente de ao levantarmos voo da terra em direcção ao céu, não sermos mais vistos nem achados cá por baixo.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:29

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