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Atol de Bikini ─ 75 Anos sob a ação do Cogumelo Atómico

Quarta-feira, 07.04.21

Com a detonação da primeira bomba nuclear (com sucesso) a registar-se a 16 de julho de 1945 nos EUA (sudeste de Socorro, estado do Novo México) integrando o Projeto Manhattan,

 

─ Três semanas depois originando os bombardeamentos nucleares de Hiroshima

e de Nagasaqui (no mínimo vitimando mortalmente entre 130/230 mil pessoas)

 

Eis que terminada a II Guerra Mundial e iniciada a Guerra Fria, os EUA tentando impor a sua supremacia a nível global atualizando-se a nível do armamento (convencional ou não), se virou para os atóis do Pacífico de modo a poder continuar os seus testes (experimentais e de desenvolvimento):

 

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2º teste atómico no atol de Bikini com a bomba Baker

(25 de julho de 1946 UT)

 

No dia 16 de julho de 1946 fazendo explodir a primeira bomba nas ilhas Marshall, para de seguida se deslocar para o atol de Bikini prosseguindo aí as experiências/testes ─ uma com a bomba Able (30 de junho de 1946) a outra com a bomba Baker (24 de julho de 1946/25.07.1946 UT).

 

Desde 1946 com cerca de 315 testes nucleares a ocorrerem nesta zona do Oceano Pacífico (da responsabilidade dos EUA, do Reino Unido e da França),

 

Depois da prolongada colonização castigando ainda mais os colonizados (o povo indígena, nativo, local) agora com estas bombas radioativas se não matando logo matando ou deixando as suas consequências (cancros, leucemias, deformações) a curto-prazo:

 

Neste ano de 2021 comemorando-se 75 anos sobre mais esta barbaridade.

 

E se Donald Trump nada fez (veja-se o caso do atol de Enewetak, um depósito de lixo atómico em estado muito precário e largando produtos tóxicos para o mar afetando já os peixes) sendo a hora de Joe Biden até pelas indeminizações (devidas) a pagar:

 

Não chegando usar (segundo interesses particulares), não olhar (para não ter que justificar) e de seguida deitar fora (como se o vivo transformado num zombie já estivesse morto).

 

Atol de Bikini

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“Um atol é uma ilha oceânica em forma de anel com estrutura coralínea e de outros invertebra­dos, constituindo em seu in­terior uma lagoa, sem nenhuma aparente conexão com as rochas da Crosta (wikipedia.org)”. Típicos de aparecer (em mares tropicais) no Pacífico/Índico (como nas ilhas Marshall/Bikini), mas também no Atlântico (Brasil/Atol das Rocas/Rio Gr. Norte).

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Faz este ano no dia no dia 16 de julho 76 anos sobre o teste que levaria ao lançamento de “Little Boy” (sobre Hiroshima) e “Fat Man” (sobre Nagasaqui), provocando entre 130/230 mil mortos. Um genocídio desnecessário, derrotada já a Alemanha e prestes a render-se o Japão e sendo interpretado por muitos ─ acabada a II Guerra Mundial e iniciando-se a Guerra Fria ─ como uma mensagem dos EUA ao outro vencedor e rival (por sinal o país mais sacrificado/em nº de mortos e o mais decisivo na vitória dos Aliados/na fronteira oriental) a antiga e agora extinta URSS.

 

Os descendentes assim o exigem, tendo os seus ascendentes fugido (de medo ou sido expulsos) ou ficado para trás (avós/pais), aí morrendo e afetando gravemente a saúde dos seus queridos descendentes (filhos/netos).

 

Mortos por radiação por norte-americanos, britânicos e franceses votando contra a iniciativa da ONU para terminar com estes testes (até pela poluição radioativa) e surpreendentemente continuando a ser apoiados pela Austrália (mesmo com o desacordo da sua opinião pública, sendo logicamente e até pala proximidade contra):

 

Sabendo-se do medo das populações quando se fala em Guerras Nucleares ─ podendo significar como consequência e sendo levada em frente o fim-de-tudo ─ com as potências nucleares no seu conjunto podendo destruir não uma, mas muitas Terras.

 

No ano de 1946 e com o atol de Bikini tão próximo (5.000Km nada sendo), chegando-se a temer que a Terra se partisse (em duas), que ocorressem grandes terramotos (no mar/em terra), se formassem grandes tsunamis (atingindo a Austrália), devido ao teste da “bomba”.

 

E se provocando uma “mini-onda” do outro lado podendo-se originar uma “big-onda”, compreendendo-se que explodindo uma bomba podendo-se explodir o Mundo e vice-versa (sendo evidente que explodindo o Mundo, também se destruindo a bomba).

 

(imagens: AAP/AP e wikipedia.org em theconversation.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:21