Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

21
Jul 18

[Aqui graças a um Cubano, assim como Alentejano, de nome David Maltez]

 

Relembrando uma verdadeira Aventura (tal como a imaginamos enquanto jovens) iniciada a 31 de Outubro de 2016 (com o jovem já nos quarenta) pelo Alentejano (de Cuba) e ciclista (amador) David Maltez,

 

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David Maltez no dia da partida da cidade de Chaves rumo a Faro

A uma média (incluindo as paragens) de mais de 27Km/h

(manhã cedo e algo fria típica de um dia de Outono)

 

A TVI demonstrou-nos hoje (só recordando o Evento) como em 27 horas e a pedalar de bicicleta (e com umas horas de descanso) foi possível percorrer 738Km pela EN2 (segundo David Maltez a terceira maior estrada do Mundo) tendo como ponto de partida Chaves e de chegada Faro: atravessando de lés a lés Portugal (do seu extremo norte ao seu extremo sul) pela Estrada Nacional 2 (a mais extensa do nosso país) “um percurso vertiginoso pela espinha dorsal do país, a travessia da mítica Estrada Nacional 2” (David Maltez).

 

“Esta aventura teve e tem como objetivo a divulgação de hábitos e métodos de vida saudáveis, assim como a superação pessoal, procurando sensibilizar todos para o facto de que o impossível não existe”.

 

“Os únicos limites que temos são aqueles em que acreditamos”.

 

Uma estrada passando por 11 (dos 18) distritos de Portugal (e já agora para o viajante por 4 serras e 11 rios), “sendo que muitos segmentos já eram as principais vias romanas que atravessavam a Lusitânia” (wikipedia.org) e que no ano de 2016 foi recuperada para a concretização de um projeto turístico (pela então criada Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2) ligando as suas extremidades (da EN 2) a cidade de Chaves (em Trás-os-Montes) e a cidade de Faro (no Algarve): e desse modo unindo-se às outras duas maiores estradas (do Mundo e em extensão) a Route 76 (quase 4.000Km localizada nos EUA) e a Ruta 40 (mais de 5.000Km localizada na Argentina). Num novo desafio para David Maltez superada que foi a EN 2 (não chegando aos 1.000Km) ‒ a 3ª Maior Estrada do Mundo.

 

“Conquistada que está a terceira maior estrada do mundo, novos desafios se preveem! Até porque já só faltam duas”.

 

Com David Maltez a apresentar-nos o consumo (para alimentar a Máquina durante as 27 horas) ‒ transformando Energia Química entre outras em Cinética (e pondo as pernas a mexer) ‒ incluindo 24 litros de água, 8 sandes de presunto, mais de uma dúzia de bebidas, croissants e algumas outras coisinhas ‒ sendo esta a parte Física ‒ e do outro Lado do Corpo e sendo-o Muito Mais Relevante, revelando que para além do que se vê (exteriormente) muito mais (de importante) se esconde, sendo um crime esconder do Mundo estas Grandes Pessoas (que a todos ‒ exceto os mortos ‒ sensibilizam) até pelo que nos contam sem nada querer cobrar: bastando-lhes (para viver) usufruir (cada momento). E sendo este o Lado Mental (Psíquico) o alimento da Alma (Espiritual e/ou Eletromagnética).

 

(dados e imagem: diariodetrasosmontes.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:51

31
Mai 15

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(tomo A/31.5)

 

Dia Um
1.ª Etapa da Viagem
(Albufeira – Paderne)

 

bruxa,witches,brujas,halloween,paranormal (Copy).j

 

Estávamos os três preparados para iniciarmos a nossa aventura. De mochilas às costas partiríamos a pé, em direcção à vila de Paderne: mais de uma dúzia de quilómetros em estrada asfaltada e nas calmas, umas três horas de caminhada. Saímos logo a seguir a termos efectuado uma leve refeição, esperando chegar ao nosso destino por volta da hora do jantar. Por volta das cinco da tarde passávamos já pelo centro de saúde e chegávamos à estrada que nos conduziria ao nosso primeiro destino: o castelo da vila de Paderne.

 

A passo acelerado (o tempo fresco ajudava) rapidamente chegamos ao cruzamento das Ferreiras. Sentamo-nos por momentos, felicitamo-nos pela chegada (a este posto intermédio) e deixamo-nos ficar a ver os carros passarem. E ainda vimos um acidente. Um objecto vindo não se sabe bem de onde caíra no meio da estrada muito perto de nós, quase atingindo um motociclista que assustado se despistara: mesmo escapando praticamente ileso ao acidente, a sua mota continuara em frente, por muito pouco não atropelando uma velhinha. Furiosa dirigira-se em direcção ao motociclista e quase que lhe acertara com a bengala.

 

Ainda nos rimos um pouco. Bebemos mais um pouco de água e então arrancamos de novo. Durante o percurso ao longo da estrada o movimento era diminuto: víamos um ou outro veículo passar e poucas pessoas presentes à nossa volta. Dos campos vinha o seu típico (mas sentido) silêncio, entrecortado aqui e ali pelo som originado pelo vento (nas folhas das árvores) e pelos sons (como os das vozes) de alguns animais. De resto a tarde estava excelente, com uma ligeira brisa a refrescar-nos o corpo e o céu claro e sem uma única nuvem. E ainda era de dia quando chegamos ao Purgatório.

 

Paramos no ZIPZIP fazendo aí o nosso segundo período de descanso. Atrevemo-nos então a pecar e bebemos uma imperial. Estava verdadeiramente deliciosa (ainda por cima numa altura, em que o dinheiro era pouco). Deixamo-nos ficar por ali uma verdadeira meia hora, que apesar de ser tempo perdido se revelou (no mínimo) muito interessante. Enquanto olhávamos em redor verificamos que numa das paredes do café estava afixado um (velho e talvez fantasioso) aviso: segundo o que lá se dizia pedia-se extrema cautela a todos os que circulassem em redor e no interior da zona onde estavam implantadas as ruínas do castelo de Paderne, dado existirem informações obtidas através de testemunhas presenciais da presença no local de um animal desconhecido mas potencialmente perigoso (falava-se mesmo em perseguições e fugas). Ainda perguntamos à única pessoa presente o que aquilo seria, mas talvez por já estar um pouco tocado riu-se, tentou com a cara fazer uma expressão medonha e ainda lhes montou (com as mãos e na cabeça) um bom par de cornos.

 

Rimo-nos todos e ele ainda nos pagou mais uma rodada. E já com algum tempo de atraso ao previamente pensado, atravessamos a ponte sobre o rio, chegamos à vila de Paderne, viramos mais à frente à direita e fomos até ao castelo. Ao passarmos nas fontes lavamo-nos e abastecemo-nos, partindo finalmente para o nosso derradeiro percurso (relativo ao 1.ºdia). Às oito da noite estávamos no cimo do monte e aí montamos a nossa tenda: mesmo ao lado do castelo e de uma grande alfarrobeira. Antes de partirmos tínhamos combinado mantermos uma ligação mínima ao nosso mundo quotidiano (o que até nem era difícil, dado estarmos todos desempregados), transportando connosco e como carga excedentária um telemóvel, cem euros em dinheiro e em cartão multibanco. O restante era o extremamente necessário e um ou outro equipamento suplementar de emergência (como o estojo de primeiros socorros) ou de orientação (como uma bússola). Às nove da noite tínhamos tudo montado e podíamos finalmente começar a comer: a fome provocada pela grande caminhada desde Albufeira e a tranquilidade amena daquela noite passada no barrocal algarvio (ainda por cima junto às ruínas de um velho e misterioso castelo), só nos convidava a comer e a beber, enquanto usufruíamos em deleite total de tudo o que a Natureza graciosamente nos oferecia.

 

Já mergulhados na escuridão dos territórios interiores, observamos o céu limpo e bem fornecido de estrelas. Lá longe outros mundos nos observavam enquanto aqui nós os procurávamos nas estrelas: talvez nalgum corpo celeste do nosso sistema alguém se preocupasse connosco e conjuntamente sonhasse o Universo. Os mistérios ainda eram das poucas coisas que faziam mexer a Humanidade e a necessidade de aventura era o veículo escolhido: ou não fosse o morto o único que não se mexia. E algo então se mexeu um pouco lá para o fundo. A pouco mais de cem metros do local onde estavam instalados tinham ouvido um ruído de alguma coisa a estalar e ao olharem de imediato pareceu-lhes ver alguns ramos a abanarem. Fizeram silêncio e puseram-se atentamente a olhar. Nada. Por precaução aumentaram a intensidade da sua pequena fogueira e juntaram-se em seu redor. Do interior do castelo veio então um som bastante estranho (como se alguém ou alguma coisa estivesse a saltar), quando inesperadamente viram um animal de meio porte saltar do interior da muralha e fugir em direcção à escuridão, desaparecendo de imediato. E então viram nitidamente as folhas a mexerem-se de novo no local de origem do primeiro ruído e para espanto de todos foram surpreendidos por uma aparição que no momento não conseguiram interiorizar e assimilar: se não fosse o Diabo andaria lá por perto.

 

Serenados os ânimos e já muito mais calmos pusemo-nos os três a olhar (uns para os outros e sem querer imaginar): aquilo só poderia ser uma brincadeira de alguém. Como nada mais se passou (tudo se manteve num profundo silêncio) resolvemos ir dar uma olhadela pelas redondezas, enquanto um de nós ficava junto da tenda. Mas nada vimos nem ouvimos. E quando era meia-noite resolvemos esquecer o estranho incidente connosco ocorrido e talvez ajudados pelo fim da garrafa de medronho, caímos a dormir que nem pedras pesadas. Nem um de nós ficou de guarda. Por esse motivo o estrondo escutado ainda de noite mas já muito perto do nascer do sol, nos tenha feito saltar num segundo para fora do saco cama e sair de imediato para fora da tenda. O que vimos deixou-nos pensativos (por ser uma nova percepção) e prevendo as sensações do futuro (que esta grande oportunidade nos proporcionava): um feixe de luz descida verticalmente de um ponto no céu, incidindo a sua base (não visível) no terreno situado no interior das muralhas. Só viram por segundos um feixe luminoso como que ondulando entre dois pontos, alternando sucessivamente as projecções luminosas com a apresentação na sua constituição de diversas cores e que repentinamente interrompendo os (seus) aparentes movimentos de descida e subida, simplesmente terminou e desapareceu (com um ligeiro e curto silvo). A partir daí não mais conseguimos dormir.

 

Dia Dois
2.ª Etapa da Viagem
(No Castelo de Paderne)

 

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Mal o Sol começou a nascer dirigimo-nos para as muralhas do castelo e tentamos encontrar entre as ruínas das mesmas, uma entrada ou algum ponto de onde se pudesse vislumbrar o que se encontrava no seu interior. Com alguma dificuldade conseguimos encontrar uma hipótese de lá entrar, num local próximo à capela do castelo: subimos uma pedra, percorremos um pequeno caminho junto à capela e saindo pelo local onde em tempos se situaria a sua porta principal, atingimos finalmente o grande e aberto espaço pertencente ao pátio interior. E quando o Sol já começava a aquecer e tudo se tornava mais claro e brilhante, olhamos em redor e para nossa grande admiração nada vimos. Tudo estava como estaria um terreno qualquer situado em pleno campo e abandonado à sua sorte, neste caso aqui e ali interrompido por vestígios de algumas (poucas) antigas escavações, começadas em anos passados e agora talvez interrompidas. À primeira vista nada mais. Mas não abandonamos as buscas. Toda a manhã andamos a espreitar em todos os cantos e buracos interiores às muralhas do castelo e só paramos quando a fome apertou e o cansaço (físico mas também mental) se começou a apoderar de nós. Saímos pelo mesmo lugar e fomos até à nossa tenda. Não tinha sido mexida. Ainda bem.

 

Estávamos a planear o que faríamos durante o resto do dia, quando ouvimos o som do motor de um veículo provavelmente circulando cerro acima e dirigindo-se pela estrada de terra batida até ao lugar onde nos encontrávamos. O ruído tornou-se bem audível quando vimos um indivíduo montado na sua motorizada desfazendo a última curva do caminho e deslocando-se pelo mesmo na direcção da porta de entrada do castelo. Passou diante de nós, cumprimentou-nos educadamente e parou a sua motorizada um pouco mais à frente. Fomos logo ter com ele. Numa estranha coincidência (ou talvez não, já que tudo aqui estava em causa), o indivíduo que nos olhava sorridente com a cabeça ainda dentro duma espécie de penico que era na realidade o seu capacete, parecia mesmo o velhote que anteriormente viramos no café ZIPZIP, mas agora um pouco mais novo, sem barba e aparentemente com menos rugas. Talvez tivesse rejuvenescido e o feixe luminoso anteriormente por eles observado (na madrugada anterior) tivesse alguma relação com a evolução observada neste indivíduo. Mas logo no início da nossa conversa este (nosso estranho e bizarro) pormenor foi de imediato esclarecido: o senhor era simplesmente o filho mais velho do Sr. Zé O Alienado. Pelos vistos pelas Aparições e pelo gosto pela bebida.

 

Vinha apenas verificar se tudo estava conforme. Deixou-nos entrar e ainda nos levou numa visita guiada. Ficamos a perceber que os trabalhos de escavação tinham sido temporariamente interrompidos e que entre a suspensão e o reinício ele era um dos responsáveis (no local). Mas como o temporário já se arrastava há vários e vários anos, o povo começara a falar e não havendo mais nada para dizer, tinham-se então virado para os espíritos. E como ele e o pai eram os seus maiores frequentadores, entre a monotonia, o calor e a bebida em grandes quantidades consumidas, muitas histórias se tinham inventado e cenários construídos. A esmagadora maioria das histórias sendo falsas, mas com algumas podendo ser mesmo reais. Avisou-nos entretanto que teria de ir trabalhar, mas talvez interessado em partilhar um pouco mais da nossa companhia (e sabe-se lá contar alguns dos seus segredos) combinou encontrar-se connosco lá para o fim do dia. Ainda lhe pedimos para trazer umas coisinhas e lá o convidamos para jantar. Aceitou. Estaria cá mal a noite chegasse.

 

Sem o sabermos ou sequer suspeitarmos tínhamos iniciado ai a nossa primeira aventura. Já estávamos a ficar um pouco impacientes quando o filho do Sr. Zé apareceu na sua motorizada, surpreendentemente acompanhado pelo pai. Vinham os dois já bem aviados, trazendo consigo um garrafão já aberto (contendo medronho), um queijo, pão caseiro e um bom naco de presunto. Com a fome nem falamos e fomos todos comer. E beber. Já era quase meia-noite quando sem se prever o Sr. Zé se levantou e nos convidou para um passei nocturno. Começou logo a andar com o filho a acompanhá-lo. A seguir fomos os três e se alguém estivesse por aquela altura a observar-nos, certamente que teria uma reacção muito semelhante à nossa na noite anterior, ao deparar-se com cinco silhuetas vagueando em plena noite, cambaleando entre árvores por um caminho dificilmente perceptível, movimentando-se aos esses sem rumo aparente e por vezes gesticulando como um louco enquanto ia emitindo uma espécie de grunhidos de origem (animal) desconhecida. Mas ao contrário do que qualquer um de nós esperaria chegamos a um ponto específico já no interior do castelo e sem sabermos por que motivo (ou outra coisa qualquer) paramos. À nossa volta nada se via, no céu eram só estrelas e aos nossos pés apenas terra. Então o Sr. Zé pegou na sua pequena mala, abriu-a delicadamente e dela retirou uma pequena vassoura e o que parecia uma velha chave de ferro. E enquanto olhávamos o trabalho dedicado (pelo menos para nós) de pai e de filho, lá fomos vendo a aparecer o que seria uma entrada cada vez mais bem delineada e aplicada no solo exposto diante de nós, onde acabaria por aparecer uma porta (horizontal) com uma fechadura visível. Com a chave o Sr. Zé abriu a fechadura da porta e ainda de boca aberta e não querendo acreditar no que víamos (diante de nós), surgiu-nos uma inesperada escadaria descendo em caracol. Ainda sob o efeito dos vapores alcoólicos do medronho nem prensamos e sem hesitar entramos todos: descemos durante um bom par de minutos e de repente vimo-nos à entrada de uma grande abóbada subterrânea. Ao centro ouvia-se o som da água a correr, com todo o cenário a começar a iluminar-se tornando-se mais claro, à medida que os materiais que nos rodeavam iam absorvendo a energia oriunda das nossas lanternas. Simplesmente espectacular o que observávamos e o que simultaneamente íamos descobrindo com o aumento desta iluminação natural: um cenário irreal talvez nem sequer tendo sido imaginado (mas nalgum local concretizado) e que nos fazia recordar os nossos conhecidos e vizinhos mouros e os seus cenários idílicos e de prazer sensitivo das suas Mil e Uma Noites.

 

Estávamos numa sala enorme localizada bem na base do cerro que sustentava o castelo, toda decorada com espectaculares azulejos retratando outras vidas, com coordenadas noutros tempos e talvez noutros espaços e apresentando na grande área disponibilizada belos e coloridos jardins atravessados por vários canais de água fornecedores de energia. Pelo meio disponibilizando espaços pessoais para o exercício de múltiplas tarefas e com várias portas fechadas (pelo menos contei seis, como que formando um hexágono) rodeando todo o recinto. Dessas o Sr. Zé nunca tivera as chaves. E afirmava que aquele local não passava de um mero ponto de passagem (obrigatório mas como se fosse um apeadeiro) para quem “ansiava ir muito mais além”. E que se quiséssemos experimentar teríamos que ir ao que ele chamava o confessionário. Pelo menos fora o que sempre afirmara o seu querido e saudoso pai, considerado um famoso e temido mestre, no difícil ramo da feitiçaria. O confessionário situava-se junto a um dos vértices da sala mesmo ao lado de uma das portas fechadas. Segundo se sabia nunca teria sido utilizado (pelo menos desde que este sítio fora acidentalmente descoberto). Dispunha de um terminal informático que numa primeira fase se limitava a identificar a pessoa que se apresentava diante dele. Então solicitava um novo acesso a nível psíquico (segunda fase), apenas por questões de protecção e segurança de ambas as partes. Se tudo estivesse OK então entrar-se-ia na terceira e penúltima fase: nela o presente seria confrontado com os seus objectivos e a partir daí ser-lhe-ia entrega uma senha e a respectiva guia de marcha. A quarta fase desenvolver-se-ia durante a execução pelo presente da guia a ele entregue. E tendo os três passado pela máquina o Sr. Zé convidou-nos a regressar, deixando para trás e definitivamente aquele local e regressando de imediato à superfície. Ainda era de noite, parecia termos sonhado, mas ainda estávamos acordados.

 

Fim da parte 1/4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:45

13
Nov 14

A Aventura da Europa para Lá da Terra
Em direcção à Descoberta dos Territórios Sem Fim do Espaço profundo e dos Mistérios escondidos para Além Dele

 

ESA have reported that the Philae Lander bounced twice on Comet 67P’s surface before coming to rest around 1km from its intended landing site. This site is partially in shadow which means it will only be able to gather light for one and a half hours per twelve hour period which is less than the predicted six. (livecometdata.com)

 

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O módulo Philae
(já sobre a superfície de 67P/C-G)

 

O módulo PHILAE chegou ontem à superfície do cometa 67P/C-G (a mais de 500 milhões de quilómetros da Terra) e apesar de alguns percalços durante o seu processo de aterragem, alcançou com sucesso o seu objectivo final: fixar-se sobre a superfície do cometa e iniciar o seu trabalho de pesquisa – e de transmissão de informações para o seu planeta de origem.

 

O módulo PHILAE irá trabalhar sobre a superfície do cometa, analisando o solo (aspiração e perfuração) e enviando de volta o resultado das suas experiências sobre o terreno. As suas baterias terão uma carga suficiente para 60 horas de trabalho, com os técnicos responsáveis pela execução destas manobras a deixarem para o fim as operações de perfuração – as mais arriscadas de todas dado a ausência de gravidade no cometa e as dúvidas sobre a eficácia dos pés que sustentam (e fixam) o módulo PHILAE.

 

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Posição actual da sonda Rosetta
(do módulo Philae e do cometa 65P/C-G)

 

O cometa 67P/C-G desloca-se neste momento a uma velocidade de mais de 18km/s, encontrando-se a mais de 511 milhões de quilómetros da Terra e a mais de 411 milhões de quilómetros do Sol. Tem cerca de 4.5km de comprimento e um período orbital de 6.5 anos. Atingirá o seu periélio a 13 de Agosto de 2015 quando estiver a 186 milhões de quilómetros do Sol.

 

PHILAE como que aterrou aos trambolhões
Acabando por se fixar num buraco mesmo junto a uma elevação

 

Segundo as últimas informações fornecidas pelos técnicos da ESA que acompanham a sonda PHILAE na sua missão ao cometa 67P/C-G, os arpões que fixariam o módulo no local inicialmente previsto na superfície do cometa, não terão disparado: o módulo terá tocado o solo uma primeira vez, mas como os arpões não funcionaram, ter-se-á de novo deslocado e tocado o solo uma segunda vez, indo finalmente alojar-se numa pequena depressão mesmo junto a uma escarpa – tocando aí o solo pela terceira vez e deixando-se ficar. Ter-se-á deslocado 1km do local inicialmente previsto, o que poderá trazer implicações para a concretização dos objectivos da missão: nas primeiras imagens de PHILAE em 67P/C-G é bem visível a existência de uma zona de sombra o que irá decerto afectar a chegada de luz e o carregamento das suas baterias. Para além de com os movimentos do próprio cometa e devido à elevada velocidade com que se desloca, nada garante que o módulo não se mova de novo sendo mais uma vez arrastado (deslocado e danificado).

 

Já agora ainda se lembram das sondas VOYAGER 1 e VOTAGER 2?
Trinta e sete anos após o seu lançamento (1977) ainda vivem!

 

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Sonda Voyager 2
(uma das lendas ainda vivas da Conquista do Espaço pelo Homem)

 

Voyager 1's Speed: 17,02km/s
Voyager 1's Distance from the Sun: 19.424.127.207km
Distance from Earth: 19.543.957.170km
Voyager 2's Speed: 15,41km/s
Voyager 2's Distance from the Sun: 15.958.762.494km
Distance from Earth: 16.066.263.807km

 Data from NASA’s Jet Propulsion Laboratory
(13.11.2014)

 

A 20 de Agosto de 1977 a NASA lançou a partir de CABO CANAVERAL a sonda VOYAGER 2. Duas semanas depois e do mesmo local foi lançada a VOYAGER 1. Apesar de ter sido a primeira a ser lançada para o espaço, a sonda Voyager 2 foi a última a abandonar a heliosfera (no ano de 2007, quando a Voyager 1 o fizera três anos antes).

 

(dados: livecometdata.com e jpl.nasa.gov – imagens: esa.int e livecometdata.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:12

22
Out 13

Galáxia em formação


Um Universo colorido

 

Quando regressamos a casa após mais uma aventura do conhecimento, sentimos que no nosso percurso de viagem algo de fundamental ficou para trás, fazendo-nos sentir nos momentos iniciais de repouso e de reflexão, um vazio enorme e profundo que os nossos sentidos não conseguem de imediato ultrapassar. Isto porque a energia que nos envolve e que proporciona toda a actividade dos nossos órgãos sensoriais, só o é e se materializa se existir movimento.

 

Mas o regresso ao acolhedor ventre do lar deste ser prodigioso e conquistador, logo o leva a aceitar tranquilamente o seu quotidiano sedentário e repetitivo, acabando por abandonar progressivamente os seus valores fundamentais e profundamente enraizados no seu ADN, delegando a sua energia nos outros e a responsabilidade do seu movimento nas crenças destes: expectante e denunciando velocidade nula, eles apenas confirmam um dos limites da teoria. O vazio.

 

Mas felizmente o Universo no seu todo não será apenas um, sendo muito provavelmente constituído por um conjunto de Multi-Universos sobrepostos e concorrenciais, dispondo de frequências coloridas e de amplitudes variáveis de movimento, que na sua diversidade energética e material o confirmarão como um facto e o homem como uma das suas criações. Apenas temos que o receber e usufruir de tudo o que ele nos proporciona: a aventura é uma das formas. 

 

(imagem – Herschel Space Telescope)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:06

15
Out 13

Ficheiros da Desintegração

As Necessidades Extraordinárias do Gato Tobias

(sob critério SMALL)

 

Recolha de indícios, de lacunas e de outras descompensações, entre os mundos imaginados e a realidade dos humanos.

 

Era como se as nuvens do céu tivessem caído sobre o mar

(e avançassem decididas em direcção a terra)

 

As despedidas foram rápidas tendo todos optado por um até logo em vez das tradicionais cenas de desgosto e de pesar: a vida era demasiado curta e os amigos não se perdiam apenas porque estavam distantes – o que interessava era aquilo que por pouco que fosse, cada um deles transportasse dentro de si, sendo também e por patilha uma parte do outro e também de todos os restantes, conhecidos ou ausentes. Desse modo nunca nenhum deles seria esquecido, nem mesmo morreria.

 

O momento da chegada do Tobias a casa foi duma alegria sem fim para o seu amigo cão: não o largava nem por um segundo e foram mesmo as duas irmãs que o vieram salvar, quando o viram pela janela que dava para o jardim a chegar calmamente e a saltar por cima do portão, já com toda a família reunida à mesa e a começar a comer. Tinha estado ausente demasiado tempo e se por um lado as saudades da aventura já eram imensas, o sentimento de dever cumprido e de estar no meio do seu grupo de amigos e de companheiros, tudo fez esquecer, ficando ainda com mais fome do que a que já tinha anteriormente, mas agora não só de comida mas de companhia também. Mais tarde quando todos já se tinham ido deitar, lá se encontraram os dois amigos na parte mais alta do telhado, mesmo em cima da chaminé e enquanto olhavam para oeste onde a Lua se punha e à hora combinada, lá viram um relâmpago muito curto e uma luz que instantaneamente atravessou o céu nocturno e desapareceu.

 

Na cidade o silêncio era absoluto, enquanto que a verdadeira parede de nuvens que se instalara ao fim do dia cobrindo tudo e não deixando ver um palmo à frente, parecia querer finalmente começar a dissipar-se.

 

A realidade de dependência e de miséria que hoje em dia nos é imposta pelo Estado e seus discípulos, sob as ordens das grandes Corporações que os formam e nomeiam – completando assim um Ciclo Infernal de controlo e de domínio absoluto, duma minoria invisível sobre toda a população mundial – utiliza determinados artefactos repescados da tradicional memória e cultura popular para, invertendo o sentido de orientação espacial do povo o confundir e como consequência, poder enquanto este se encontra paralisado e sem saber bem o que fazer introduzir-se nele, com o objectivo deliberado de misturar realidade e ficção, servindo-se desta imagem fabricada e distorcida para substituir o objecto. Um desses artefactos é o Espelho: representando um objecto real num mundo virtual o espelho é utilizado para fazer reverter nessa realidade algumas virtudes da sua imagem, construindo à volta dela uma realidade artificial que tudo arrasta à sua frente, não só pela pressão com que nos é imposta esta imagem tratada por esta sociedade sedenta de espectáculo e violência, como também porque ela até pode ser bela e aceitável se convenientemente maquilhada e elogiada. Além do mais o espelho apesar de nos oferecer apenas a nossa imagem, permite-nos alargar os nossos horizontes visuais e confirmar definitivamente a nossa existência: só nos vemos nesse período ignorando-nos antes e depois.


As Ilusões também se abatem

 

A desintegração não resulta assim de nenhum conflito existente entre aquilo que para nós é a realidade e aquilo que imaginamos: as duas fazem parte do mesmo e são um só objecto, tal como os sonhos fazem parte da nossa vida, correndo ao lado dela como dois mundos paralelos que muitas vezes se sobrepõem e comunicam. É a manutenção dessa comunicação que o Homem tem que impor e exigir, se quiser manter alguma seriedade e noção do mundo em que vive e está inserido ou então o seu futuro será unidireccional e com um único dever sem direitos, o de servir – tal como o cavalo ao qual o dono coloca uma pala para melhor o controlar, protegendo-o na sua função deste mundo real e hostil. A desintegração resulta sim duma utilização desproporcionada duma imagem idealizada para o Homem – proposta por poucos homens, que a pretendem utilizar sobre os restantes – que acaba por distorcer a própria realidade, por alteração da imagem original num cenário que nem sequer existe: um dia a película reflectora irá partir e para lá dela não mais nos veremos, perdendo-nos no resto do espaço existente para além dele. Talvez aí olhemos para o que o corpo nos oferece e que somos e vejamos também nos outros, tudo aquilo que já fomos: se a Bruxa estivesse do lado de lá o que diria ela de nós?

 

Em Albufeira a manhã nascera clara e cheia de Sol. Na praia os turistas já passeavam pelo areal e alguns mais destemidos já tinham mergulhado no mar, saboreando a tranquilidade das águas e a beleza das casas brancas que cobriam as falésias. Na praia do Peneco o buraco já fora todo tapado e a máquina já se tinha retirado. Enquanto isso no porto de abrigo os poucos pescadores que ainda sobreviviam da arte rodeavam algo caído no chão, pretensamente descoberto por um colega durante a sua faina nocturna e que ficara preso nas suas redes, quase que fazendo virar o seu pequeno barco a motor: retiradas as redes que se tinham emaranhado à sua volta, os presentes reconheceram logo que deveria ser um corpo humano já em adiantado estado de decomposição, apresentando ferimentos profundos e um ou outro pormenor que poderia indicar ter estado sujeito a actos de violência. Só com uma mais atenta observação é que os pescadores repararam nuns pormenores que os espantaram e assustaram: a forma e a estrutura do cadáver apesar de semelhante não era humana, sendo o seu corpo mais baixo e estreito que a média humana e os seus membros muito mais musculosos, com os seus dedos a terminarem em fortes garras que faziam lembrar a de certos roedores de maiores dimensões. Mas fora o olhar e os seus fortes maxilares bem preenchidos por grandes e fortes caninos, aquilo que mais os tinha impressionado. Até o miúdo se assustou quando os pescadores lhe abriram a boca e correndo até ao avô que ao fundo reparava as redes, gritou assustado que tinham apanhado um zombie.

 

Fim da 8.ª parte de 8

 

(imagens – WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:39

13
Abr 13

Nascida em 1 de Outubro de 1958 a NASA anunciou no ano seguinte o nome dos seus sete primeiros astronautas associados ao lançamento do Projecto Mercúrio.


O Início da Aventura Espacial

(foto – 09.04.1959)

 

1ªFila (→):

Walter H. Schirra, Jr. – 3.º Norte-americano em orbita – 1962

Donald K. Slayton – Afastado do projecto alegadamente por problemas cardíacos

John H. Glenn, Jr. – 1.º Norte-americano em orbita – 1962

Scott Carpenter – 2.º Norte-americano em orbita – 1962

 

2ªFila (→):

Alan B. Shepard, Jr. – 1.º Norte-americano num voo suborbital – 1961

Virgil I. Gus Grissom – 2.º Norte-americano num voo suborbital – 1961

L. Gordon Cooper – 4.º Norte-americano em orbita – 1963

 

Destinos diferentes tiveram estes sete astronautas pioneiros da exploração espacial: de Slayton afastado do projecto por problemas de saúde, passando por Grissom uma das vítimas da fracassada missão Apollo 1, até Shepard um dos privilegiados a pisar o solo lunar na missão Apollo 14.

 

(imagem – space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:02

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