Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Set 17

Olhando para o que se passa no MUNDO um pouco por todo o lado, podemos facilmente constatar que uma das regiões da Terra mais citada nos Média nos últimos tempos ‒ a nível de METEOROLOGIA e de ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ‒ tem sido o continente AMERICANO: abstendo-nos de comentar os acontecimentos de carater ARTIFICIAL criados pelo Homem e podendo-nos transportar a curto-prazo para cenários catastróficos (como aquele inserindo como protagonistas KIM e DONALD e até provocando ondas sísmicas), tendo a América nestes últimos dias a maior quota-parte dos desastres NATURAIS (provavelmente por intensamente espremidos ‒ pelos média ‒ face a outras regiões do Mundo não associado aos EUA) sendo submetida a FURACÕES (EUA, México e região das Caraíbas), SISMOS, TSUNAMIS e até ERUPÇÕES (México).

 

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 Cidade do México

Sismo M7.1 a 1 Km ESE de Ayutla

19 Setembro 2017

(Um desastre natural com epicentro a 50Km de profundidade, colapsando edifícios e com as vítimas mortais a poderem ultrapassar as 300)

 

Na costa oriental (oceano ATLÂNTICO) atravessando-se neste momento a ÉPOCA dos FURACÕES (de 1 de Junho a 30 de Novembro com o seu pico máximo a registar-se entre meio de Agosto e os finais de Outubro), com uns sucedendo-se aos outros nem sequer dando tempo para respirar e apontando sempre o seu rumo (e alvo) para as mesmas regiões já tão destruídas e terraplanadas (pelas rajadas de VENTO ultrapassando os 250Km/h assim como pela violenta e intensa precipitação) ‒ tendo à frente o furacão HARVEY (atingindo o TEXAS) e o furacão IRMA (atingindo a FLÓRIDA).

 

Já no caso da costa ocidental (oceano PACÍFICO) e de novo submetendo o MÉXICO, com outros Eventos tão graves como os registados a este (mais destruição do que mortes) mas agora com outros fenómenos (naturais) mas a nível geológico: com SISMOS (TSUNAMIS e outras deslocações de águas) e até com VULCÕES (e já agora recordando ainda do lado oriental o furacão atingindo o México neste caso o KATIA). Ainda hoje sábado (dia 23) com o número de vítima mortais como consequência do último sismo atingindo o México com uma intensidade de M7.1 a atingir praticamente as TRÊS CENTENAS (> 300 e podendo ainda aumentar), mas felizmente sem mais nenhum acontecimento de relevo a reportar e com o vulcão (POPOCATEPETL) para já mais sossegado.

 

Mas por outro lado, um pouco mais a leste e a Sul e de novo no Atlântico, com outras notícias interessantes a chegarem ao conhecimento público, como a da barragem de PORTO RICO (e o perigo de COLAPSAR) e da recessão de águas (oceânica e temporária) no BRASIL ‒ talvez como uma consequência de todas as TEMPESTADES (meteorológicas e geológicas e já agora solares) e do AQUECIMENTO GLOBAL (Natural e Artificial):

 

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 Porto Rico

Barragem de Guajataca

22 Setembro 2017

(com a albufeira em riscos de extravasar os seus limites físicos de armazenamento e com o volume do caudal de água erodindo violentamente as suas margens)

 

No caso de PORTO RICO (um território dos EUA) e na sequência da passagem dos 2 furacões originados no Atlântico (inicialmente o Irma e de seguida o Maria) ‒ com rajadas de vento fortíssimas e precipitação extremamente elevada ‒ com um alerta de nível máximo para uma possível catástrofe (nos municípios de ISABELA e de QUEBRADILHAS) dada a possibilidade eminente do colapso de uma barragem: provocando uma grande inundação para todos os níveis inferiores, em volta de GUAJATACA (o nome do lugar da barragem);

 

Tendo como consequência para já e devido ao extravasamento indesejado das águas sustidas na albufeira ‒ rapidamente erodindo alicerces laterais, enfraquecendo-os e podendo colapsar os terrenos em redor e em cadeia ‒ o aumento abrupto do caudal do rio (Guajataca), inundações ao longo das suas margens (até à foz) e caso se dê o COLAPSO FINAL (das infraestruturas da barragem) uma torrente incontrolada de água (de lama e de outros detritos) correndo rápido para a costa e percorrendo o trajeto em menos de 12 horas. Aconselhando-se a FUGA (de pessoas e animais) para lugares de topografia ELEVADA;

 

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 Brasil

Guaratuba ‒ estado do Paranã

21 Setembro 2017

(com a recessão temporária das águas do oceano Atlântico a ser explicada

 

Já no que diz respeito ao BRASIL e à RECESSÃO das águas verificadas recentemente na sua costa (tendo o Atlântico como vizinho e como companhia) com o fenómeno a ser explicado por uma conjugação de vários fatores, entre eles incluindo (os mais importantes) VENTOS intensos (impulsionando as ondas para longe da costa), a persistente presença de um ANTICICLONE no Brasil (o ASAS) mantendo as pressões (atmosféricas) elevadas (lembram-se do anticiclone dos Açores no cálculo das previsões meteorológicas?) e as FASES da LUA influenciando as marés ‒ e denominada como a “MARÉ SECA”; no nosso país irmão localizado do outro lado do mar com a observação a ser feita e testemunhada (vendo-se os seus efeitos) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Paranã, Santa Catarina e São Paulo. Com as águas a IREM e a REGRESSAREM.

 

Como sempre e só para alguns com estas explicações a não serem suficientes, com teorias (ALTERNATIVAS) sobre o desaparecimento das águas (do oceano) a apontarem para CONSPIRAÇÕES e eventos APOCALÍPTICOS (ou pelo menos sinais e avisos) e naturalmente causando o PÂNICO (na população local) entre tantos rumores e boatos explorados até à exaustão: chegando-se ao ponto de transformar um fenómeno natural sem qualquer tipo de consequências negativas (a recessão inicial da água do mar) num outro mas GRAVE EVENTO, causado por um TSUNAMI (na sequência de um tremor de terra) e indo atingir a costa ‒ um rumor pondo todo o mundo a FUGIR (de pânico) incluindo TURISTAS e respetivas carteiras (e lá se vai o turismo).

 

(imagens: independente.co.uk e watchers.news)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:37

07
Mar 17

Tudo se passou em Fevereiro no lago Oroville localizado nos EUA (estado da Califórnia).

 

"This is not a drill. This is not a drill. Repeat, this is not a drill."

(National Weather Service)

 

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Barragem de Oroville em risco de colapso

E inundando todas as áreas situadas a níveis inferiores (12 Fevereiro 2017)

(imagem: Sting Flight/youtube.com)

 

Thousands evacuated as California dam threatens to break

 

Almost 200,000 people from several California towns have been ordered to evacuate late Sunday, February 12, due to fears of a dam failure. A hole was discovered at the emergency spillway of Oroville Dam, located in northern California, leading authorities to open up an auxiliary spillway to alleviate pressure on the 50-year-old dam. However, the increasing amount of water in the dam is threatening to flood downstream areas. The 770-foot dam itself was not in danger of collapse, but the emergency spillway was causing major concern due to erosion damage on its concrete top. "Immediate evacuation" of areas downstream from the Oroville Dam has been ordered by the Butte County Sheriff's office on Sunday. On Monday the danger had subsided for the moment as water levels at the dam, 120 kilometers north of Sacramento, had eased. But people were still being told to stay away. (rappler.com)

 

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Escoadouro da barragem do lago Oroville

Já danificado e na altura com um caudal aproximado de 1000m³/s (7 Fevereiro 2017)

Com um volume de caudal superior a 1500m³/s (11 Fevereiro 2017)

 

Todos nós ainda nos recordamos de como no início do mês de Fevereiro e na sequência de chuvas intensas e persistentes verificadas no estado norte-americano da Califórnia, uma das suas barragens instalada nas margens do lago Oroville correu o sério risco de (a qualquer momento) poder colapsar: tudo porque o seu escoadouro cujo funcionamento é importantíssimo em situações de emergência como esta (em que a barragem estava no seu limite máximo de armazenamento) cedeu face à pressão exercida pelas toneladas de água que lá circulavam – com os seus alicerces a nunca serem devidamente consolidados depois de anos contínuos de seca extrema, com a observação do enfraquecimento progressivo e alarmante dos terrenos de suporte sem ninguém se incomodar e sem nada se fazer e até com a ausência de prevenção para a possível, mais que previsível e até previamente anunciada e confirmada, época das chuvas.

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Escoadouro da barragem de Oroville

Ainda com o mesmo danificado e escoando água do seu reservatório (13 Fevereiro 2017)

Com uma visão global da estrutura a partir da ISS (22 Fevereiro 2017)

 

Um incidente claramente evitável e que certamente não terá nenhuma justificação (aceitável), a não ser (se continuarmos tolerantes no meio da prepotência) a óbvia poupança de dinheiro (um corte no investimento através de um corte na manutenção) ou então a completa irresponsabilidade e incompetência: colocando não só em risco toda uma infraestrutura fundamental para a região (como acontece em todos os lugares do mundo quando se fala de água) – não só para a agricultura, como para a indústria e até para a saúde de todos os cidadãos – como pondo em causa a vida de milhares de pessoas, toda a natureza à sua volta, as suas casas e o seu local de trabalho. Com os terrenos em volta do escoadouro a poderem ceder, seguindo-se um efeito idêntico em torno do mesmo terreno e em última instância podendo-se mesmo originar um maior deslizamento e o colapso total de toda a estrutura associada à barragem: o que levaria de imediato ao aparecimento de uma muralha de água com alguns metros de altura, avançando sobre os terrenos a um nível mais baixo e levando tudo à sua frente.

 

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Escoadouro da barragem de Oroville

Apesar do colapso parcial escoando as águas e evitando o desastre

(7 Fevereiro 2017)

 

Na altura com as autoridades responsáveis pela proteção civil a não terem outro remédio senão apelar a todos os residentes na área circundando a barragem de Oroville para abandonarem de imediato as suas residências e locais de trabalho, colocando em fuga centenas de milhares de pessoas e pondo em sobressalto as suas vidas, a de familiares e amigos e logicamente os seus pertences (as recordações de muitas vidas). Por um simples acaso do destino não tendo tudo acabado em tragédia, porque a chuva finalmente parou, o caudal diminui e desceu e especialmente, porque apesar de tudo o que de mau lhe fazemos a Natureza ainda nos deu mais uma das suas ajudinhas: com uma camada rochosa mais profunda (e forte) suportando o impacto da queda (da água e outros detritos) na zona danificada do escoadouro.

 

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Escoadouro da barragem de Oroville

A destruição provocada, os detritos depositados e a erosão de terrenos bem evidente

(27 de Fevereiro)

 

Um incidente registado numa das mais elevadas barragens do estado da Califórnia, suportando no seu reservatório o resultado das chuvas intensas registadas em toda a região circundante durante um período de várias semanas e que deixou o seu escoamento de emergência inutilizado quando o mesmo era mais necessário – no entanto obrigado a continuar a desempenhar a sua função (mesmo parcialmente colapsado) não fosse a barragem extravasar (os seus limites) e provocar uma enorme catástrofe inundando e destruindo tudo à sua volta. Com as causas para o mesmo incidente a ainda não estarem em nada esclarecidas, já que se por um lado a barragem já tinha uns bons 50 anos de idade, por outro lado a mesma começou logo a levantar problemas quando por altura do incidente o caudal ainda se fixava nos 340m³/s – e sabendo-se que o escoadouro colapsado deveria suportar um caudal na ordem dos 7000m³/s.

 

[As bases de sustentação (com a carga e a vibração) cederam: fora de prazo ou falta de manutenção. Tão simples como isto: o problema é descobrir os responsáveis – pois eles só os sabem encontrar, à mão e à medida, depois de cometido o crime.]

 

BO: Barragem de Oroville

 

(alguns dados e imagens: livescience.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:37

17
Fev 17

Devido à necessidade urgente de se desviar as águas que deveriam sair pelo vertedouro danificado da barragem do lago Oroville, parte desse caudal foi transferido para o rio Feather, acabando este por inundar (devido ao excesso de água transportada) os locais mais próximos das suas margens: no caso do Cemitério de Marysville (a fazer 167 anos) com este a ficar completamente alagado e com algumas sepulturas a entrarem em colapso.

 

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Cemitério inundado de Marysville

 

“Levando à evacuação de muitos milhares de pessoas,

Muitas deixando atrás delas grande parte da sua vida.”

 

Na continuação da Saga forçada de cerca de 200.000 pessoas obrigadas a abandonar à pressa a sua área de residência (habitual ou de trabalho) – dado o perigo de colapso de uma barragem, dando origem ao aparecimento de uma muralha de água, avançando e destruindo tudo à sua passagem – os responsáveis do Serviço Nacional de Meteorologia instalados na cidade californiana de Sacramento (a capital do estado) e mandatados para tratarem deste incidente, emitiram um comunicado à população informando que dada a situação se encontrar de momento suficientemente estabilizada, tinham decidido levantar a mandatória sobre as ordens de evacuação. Mantendo no entanto todas as informações necessárias para evacuações voluntárias – caso haja uma desestabilização ou grande precipitação.

 

“Sendo culpa da barragem (por esta já ser velha) e do suspeito do costume:

Aquele que está sempre por perto e não fala como nós (a Natureza).”

 

Um comunicado emitido esta quinta-feira (dia 16) pelas 02.30 PM PST, tendo como protagonista o incidente ocorrido num dos vertedouros da barragem (semicentenária) instalada no Lago Oroville: que certamente por falta de manutenção e sendo simultaneamente sujeito a caudais extremamente elevados provocados por intensa e prolongada precipitação, acabou por abrir uma grande fenda, deixando sair grandes quantidades de água, caindo sobre o terreno de suporte e destruindo progressivamente os seus próprios alicerces (no terreno) – estendendo e replicando os seus efeitos e podendo até levar a um colapso total. Num país considerado o Maior e no entanto onde muitas das suas infraestruturas básicas e fundamentais para o funcionamento num mínimo aceitável da sua civilização e sociedade (de modo a termos um quotidiano aceitável e não miserável) ou deixaram de ser construídas ou deixaram de ser reparadas: sendo a barragem do Lago Oroville apenas uma amostra.

 

“Ficando-se sempre a aguardar que aquele muitas das vezes se autonomeou para o cargo, venha agora justificar as razões para tal escolha.”

 

Continuando por uma questão de precaução e de segurança a vigilância sobre a barragem, ao mesmo tempo que se tenta arranjar uma solução para a reparação da área em torno do vertedouro danificado – esperando-se que não chova. E que não se verifiquem outras situações inesperadas e sempre preocupantes – esperando-se que as condições de vida sem ameaças externas regresse de novo.

 

(imagem: abc10.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:05

14
Fev 17

Officials Prepare For The Worst In Oroville Dam Crisis

Nearly 200,000 people have been evacuated.

02/13/2017

03:21 PM ET

(huffingtonpost.com)

 

No estado da Califórnia uma barragem com quase 50 anos de vida ativa – a barragem do Lago Orville – arrisca-se a entrar em colapso, afetando uma área de 400Km² e 200000 pessoas.

 

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Barragem de Oroville antes e depois do início do longo período de seca

 

A Vida tem destas coisas: ainda há cerca de dois anos e meio sendo notícia nos órgãos de informação norte-americanos pelos baixíssimos níveis de água aí armazenados – e sabendo-se de antemão ser este um dos depósitos fundamentais para o fornecimento de água para o estado da Califórnia (que como se sabe sofre de uma seca prolongada que já dura há vários anos) – eis que neste mês de Fevereiro e na sequência de várias semanas de precipitação bastante intensa, os mesmos órgãos de informação vêm agora avisar (alertando a população em risco) que a barragem instalada no Lago Oroville poderá correr o risco de colapsar: tudo dependendo da solução temporária adotada para a área rodeando o vertedouro danificado (tendo-se partido e aberto uma fenda por onde grandes volumes de água se vão escoando destruindo progressivamente os alicerces e as bases onde os mesmos se encontram inseridos) e das condições climatéricas que se registarem nos próximos dias na região (segundo as previsões com a chuva a regressar já quarta-feira e a continuar por vários dias).

 

Colocando em perigo de vida cerca de 200000 pessoas residindo em redor do Lago Oroville (localizado no norte da Califórnia), postos perante a possibilidade da barragem poder colapsar e de repentinamente se poderem ver diante de uma muralha de água, com 10 metros de altura, levando tudo à sua frente e avançando sobre eles. E com um professor universitário de Engenharia Civil da Universidade de Berkeley (também na Califórnia) finalmente a fazer as contas e a partir da área do reservatório da barragem (40Km²) a chegar à área total que um colapso da barragem poderia vir a afetar: 10X A depósito = 400Km². Levando-o inevitavelmente a afirmar: “That is how much water is going to come out. That is a huge volume of water”. (Nicholas sitar/sacbee.com)

 

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Barragem do lago Oroville

 

Até ao momento com as autoridades responsáveis a terem para já tomado três atitudes significativas – duas depois, uma no momento e declaradamente nenhuma antes: em sentido inverso ao anteriormente mencionado e tal e qual como essas mesmas autoridades procederam (efetivamente no terreno), nada fazendo para prevenir e tudo tentando fazer para remediar – e no meio soando o alerta e pondo 200000 em fuga (apenas pela sua vida já que de resto nada a fazer). E assim:

 

Não tendo aproveitado o prolongado período de seca que a região tem atravessando ao longo destes últimos anos para atividades de observação, manutenção e consolidação das estruturas da barragem e sabendo que um período prolongado e intenso de precipitação (que mais cedo ou mais tarde ocorreria) poderia levar ao enfraquecimento dos materiais básicos de suporte (o próprio tereno),ficando estáticos e nada fazendo mesmo com semanas e semanas de precipitação intensa e de verem os níveis da água no reservatório constantemente a subir; e tendo como reação por parte da estrutura (da barragem) o início da sua rutura e o sinal de partida da corrida louca estilo contrarrelógio de todos os responsáveis mais-ou-menos envolvidos (na questão) públicos ou privados, com uns atirando pedras para a zona em colapso e com outros a desviarem a água para outros cursos ou depósitos – de modo a diminuir o nível nuns 16/17 metros; no fundo e no fim ignorando as pessoas e na realidade nada fazendo, senão dando-lhes ordens para fugir e fazerem pela vida.

 

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O vertedouro de emergência da barragem do lago Oroville

 

Uma barragem prestes a ser semicentenária cuja construção se iniciou em 1961 tendo sido inaugurada no dia 4 de Maio de 1968 – já lá vão mais de 48 anos. E que devido à incúria, irresponsabilidade e incompetência de uma determinada cadeia hierárquica que perante a realidade e os factos (dela decorrente) parece nunca ter funcionado ou sequer existido – pelos vistos são nomeados e pagos para nada fazerem e assim pouparem dinheiro – levaram à fuga em pânico de milhares de pessoas, abandonando as suas casas, os seus lugares de trabalho, as suas escolas e igrejas e toda uma comunidade (pessoas, objetos e restante natureza) onde viviam e estavam integradas. Prejudicando pessoas e bens – e devendo ser considerado um crime (com a justa reparação). E como a região tem sido fustigada desde o início deste ano por fortes tempestades acompanhadas de grande precipitação (o que tem aumentado drasticamente o volume do caudal de águas que chegam ao reservatório da barragem), o mais acertado será estar atento (para os habitantes da região), esperar que não chova e que finalmente os técnicos ainda façam qualquer coisinha. Com estes para já a informarem que estão a conseguir que saia mais água do que a que entra (no reservatório), tendo para já conseguido uma baixa no nível da água de mais de 1.5 metros – para o que pretendiam faltando agora mais 15 metros. Se também rezarem e deixar de chover.

 

(imagens: dailymail.co.uk – sacbee.com – nbcnews.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:59

13
Fev 17

Made in USA

 

EMERGENCY EVACUATION

Auxiliary spillway at Oroville Dam predicted to fail within the next hour. Oroville residents evacuate northward.

— CA - DWR (@CA_DWR)

February 13, 2017

 

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Barragem do lago Oriville

(USA)

 

Numa demonstração prática e cabal envolvendo milhares e milhares de pessoas simultaneamente aqui expostas como testemunhas e como vítimas de um acontecimento apenas provocado pela incúria e abandono progressivo de certas tarefas que deveriam ser da exclusiva e obrigatória competência do Estado (primeiro responsável pela proteção e segurança de todos os seus cidadãos) – e referindo-nos à maior potência a nível global os EUA (o que prova que não é apenas por se dizer que se é o mais avançado que tal signifique ser o melhor) – no estado da Califórnia as entidades oficiais competentes (só aparentemente e no papel) depois de nada terem feito (prevenirem) e de já nada poderem fazer (remediar) limitaram-se a ordenar a cerca de 200000 residentes para evacuarem o mais rapidamente possível as áreas em perigo (eminente): colocados perante um cenário de eminente tragédia material mas sobretudo humana, dado a barragem de Oroville (quase semicentenária) poder entrar de um momento para o outro em colapso – fragilizada como já há muito tempo se encontrava e com a água passando por cima desta desde o passado fim-de-semana (dia 11.02), uma das suas últimas barreiras de proteção (localizada nos seus canais de aprovisionamento e escoamento da albufeira) para as coisas, animais e as pessoas.

 

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O troço de escoamento de águas da barragem do lago Orville (visivelmente danificado) e que entrando em desagregação poderá levar por arrasto ao colapso da própria barragem

(invadindo toda a área circundante a níveis mais baixos e podendo destruir todas as infraestruturas aí existentes – e obrigando à sua evacuação)

 

Uma obrigação alargada a todos os residentes num nível inferior ao Lago Oroville (onde se situa a barragem) forçados a abandonar de imediato as suas residências e locais de trabalho (habituais e permanentes) face ao risco eminente de colapso da estrutura e da libertação de grandes massas de água destruindo tudo à sua passagem – e provocando um grande engarrafamento na autoestrada (99) de noite e durante a fuga. E num ato desesperado (demonstrativo da incapacidade/incompetência dos serviços), após várias semanas de elevada precipitação e quando a barragem já dava sinais de poder originar graves problemas (como o colapso de algumas barreiras de sustentação das águas aí depositadas), eis que as autoridades se lembraram de usar uns tantos helicópteros para atirar uns quantos calhaus para uma grande fissura que se abrira (perigosamente), ao mesmo tempo que lembrando-se do Princípio de Arquimedes abriram um outro buraco para o escoamento das águas para zonas próximas, mais baixas e seguras.

 

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O vertedouro danificado da barragem do lago de Oroville

(o que significa que se não se reparar a fenda – o que parece difícil – ou se diminuir o volume do caudal de água aí circulando o desenlace será inevitável, levando ao colapso de todo o troço; e podendo como consequência levar a uma tragédia pelo colapso da barragem)

 

No entanto com a situação a evoluir favoravelmente e acabando (aparentemente tudo o indicando) tudo bem: com as autoridades com mais um peso fora das suas consciências e demonstrando estar felizes – nesse pormenor tendo sido invertido o sentido e sendo agora verdade que “mais vale remediar do que prevenir” (no fundo o Estado poupa dinheiro) – anunciando “terem tido efeito os seus esforços”, com a água a parar de correr e a deixar de ameaçar as populações. Mas acrescentando ainda ser tudo um pouco imprevisível (ou seja se algo agora correr mal, será culpa da Natureza): até porque nada é eterno e todas as estruturas se danificam e no caso da barragem podendo ter consequências catastróficas. E mantendo por agora as ordens de evacuação (há pouco para 100000). Será que finalmente tiraram a conclusão?

 

(introdução/inglês e imagens: superstation95.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44

17
Mar 11

Mapa

 

O Alqueva é uma antiga história portuguesa, que já vem do tempo da outra senhora.

Desde o tempo em que se falava em transformar o Alentejo no celeiro de Portugal, que muita gente se foi alimentar na manjedoura do situacionismo “evolutivo” – referenciando-me ao antes e ao depois da “revolução”.

 

A Barragem de Alqueva é a sétima maior barragem de portuguesa, situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da aldeia de Alqueva. A construção desta barragem permitiu a criação do maior reservatório artificial de água da Europa.

 

O povo português tem uma ideia inicial do Alqueva, como uma obra fundamental para o sucesso do regime de então e para o desenvolvimento do futuro do país, estruturalmente de bases essencialmente agrícolas e com a sua inevitável ligação pela opção do sucesso da prática intermédia, não reprodutiva, mas financeiramente desejável.

No entanto, durante dezenas de anos transformou-se num empreendimento fictício, através de todos os seus grupos de estudo, desenvolvimento e aplicação, regionais e nacionais, que nada produziram, senão emprego e dilatação sem termo, do seu tempo de utilização positiva.

 

 Barragem

 

Possui uma altura de 96 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 458 m. A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 260 MW. A albufeira atinge, à cota máxima, os 250 KM², sendo o maior lago artificial da Europa.

 

Hoje em dia espalha-se por uma grande área anteriormente explorada e agora submersa, sendo um dos nossos maiores espelhos de água comercializáveis, com um potencial muito interessante, na vertente do comércio turístico; e diversificando a sua aplicação, a diferentes escalões sociais.

Isso é bom em termos de oferta sem restrições, mas a sua massificação, poderá acelerar o fim previsto para qualquer tipo de investimento, não o rentabilizando.

 

Foi construída com o objectivo de regadio para toda a zona do Alentejo e produção de energia eléctrica, para além de outras actividades complementares. Diversas infra-estruturas do sistema global encontram-se já construídas (barragem de Pedrógão, infra-estrutura 12, Aldeia da Luz) e muitas outras em fase avançada de projecto.

 

O seu futuro está indefinido, apesar do betão, lá ir continuar. Pode ser um imóvel rentabilizado, em diferentes situações e tipos de investimentos – veja-se o da utilização das energias renováveis hídricas, em luta contra as energias renováveis solares, instaladas em locais muito próximos, mas não muito longe das energias renováveis eólicas, anteriormente na moda destes mesmos gestores do regime e que por pouco não iam morrendo – mesmo que o seja, em último caso, no desespero das populações locais pela sua sobrevivência, face à crise que após os marginalizar, já entrou na etapa de os ignorar!

 

 

Neste momento está em construção o reforço de potência da Barragem do Alqueva, sendo esta nova central constituída por dois grupos geradores reversíveis com 130MW de potência, cada um. Assim, a potência instalada da Barragem duplicará. A nova central estará funcional em Julho de 2012.

 

Paisagem

 

Cada dia que passa se assemelha mais ao anterior: parece que nada sucede, só temos que cumprir o nosso dever. À noite, retardamos o nosso descanso, de modo a prolongar a nossa vida e esquecer o tempo passado sem fazer nada, a não ser cumprir o que alguém nos ensinou um dia, ser o trabalho. Honestamente remunerado, sucessivamente elogiado. Então, só desejamos dormir: caímos no leito que nem uma pedra e já acordados, só queremos adormecer, estalando na nossa cabeça, o desejo de neste mundo nunca acordar. Sonho? Realidade?

 

Como o Alqueva!

 

Texto com a “colaboração” de Wikipédia

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:31

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