Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

29
Jan 18

Hillary Clinton!

 

[Na cerimónia conduzida por James Corden e transmitida pela CBS a partir do Madison Square Garden (em Nova Iorque), com o apresentador (misturando política e humor e a partir da leitura do livro Fogo & Fúria) tentando eleger o seu melhor narrador atribuindo-lhe um Grammy Award ‒ neste caso Hillary Clinton e tal como diria Donald Trump Jr “Getting to read a fakenews book excerpt at the Grammys seems like a great consolation prize for losing the presidency.” (@DonaldTrumpJr/twitter.com/GrammyAwards)]

 

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Falando-se de Donald Trump

 

Com a realização no passado domingo da 60ª edição do GRAMMY AWARDS e quando toda a gente já pensava que o grande vencedor teria sido BRUNO MARS (ganhando todos os prémios para o qual estava nomeado),

 

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Esperando-se o veredicto

 

Eis que concluído o evento e quando todos esperavam a consagração do músico havaiano outro elemento assume todo o Protagonismo (mesmo não sendo músico, nem sequer tendo estado presente) ofuscando-o (e exibindo todo o seu aparente poder como Agente Infiltrado) nos Média:

 

Hillary Clinton Brings The Heat In ‘Fire And Fury’ Reading During Grammys

Cardi B, John Legend, Snoop Dogg, DJ Khaled and Cher also read from Michael Wolff’s book in the political sketch.

(Jenna Amatulli/huffingtonpost.com)

 

Acompanhado pela sua banda (Cardy B, Cher, DJ Khaled, John Legend e Snoop Dogg) e (certamente) por um dos seus promotores (James Corden), uma artista claramente com um objetivo/político (de um hipotético sucesso individual, mesmo que assente em sucessivas derrotas coletivas), oriunda do Mundo (subliminar e manipulativo) do Espetáculo (com alguns dos seus atores estranhamente comprometidos) e de nome HILLARY CLINTON ‒

 

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James Corden

 

Antes tornada mundialmente famosa pelas mãos (uma forma figurada de apresentar a questão) do seu marido (e do seu pretenso escândalo sexual numa América bipolar) agora transformada num ícone pelas suas próprias mãos.

 

In a sketch during the award show, host gathered music greats to audition to narrate Michael Wolff’s best-selling account of President Donald Trump’s White House, “Fire & Fury: Inside the Trump White House”, in an effort to get nominated for the Best Spoken Word Album category. But there was one not-so-musically inclined reader in the mix too: Hillary Clinton.

(Jenna Amatulli/huffingtonpost.com)

 

Sendo capaz (mesmo que perdendo mais de 60.000 votos) de transformar uma campanha presidencial vencedora e suportada pela manutenção dos 65 milhões de apoiantes de Obama em 2012, numa inesperada senão mesmo inqualificável derrota eleitoral (sobretudo político-ideológica e com fortes implicações no futuro dos EUA, da Europa e do Mundo),

 

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Cher

 

Ao conseguir lançar mais de 2.000.000 de Deploráveis nas mãos de TRUMP dando-lhe a vitória de bandeja (mesmo com mais 3.000.000 de votos no total) no decisivo Colégio Eleitoral (esmagando-a por 304-227). Inacreditável!

 

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Bruno Mars

 

Mas nunca esquecendo Bruno Mars (o último acessório de Hillary Clinton).

 

Apêndice

 

Mas como tudo é política com ou sem música de ambiente, surgindo de imediato a resposta por parte dos Republicanos (neste caso de Nikki Haley embaixadora dos EUA na ONU): “I have always loved the Grammys but to have artists read the Fire and Fury book killed it. Don’t ruin great music with trash. Some of us love music without the politics thrown in it” (@nikkihaley/twitter.com) ‒ com o lixo a ser o livro (de Michael Wolff) e a presença de Hillary (como narradora).

 

Vindo de alguém sem estatuto moral para se insurgir contra tal desaforro (ainda por cima maioritariamente oriundos não de Estrelas/com cultura e memória, mas muito provavelmente de Cometas ou de Asteroides/só relevando o impacto) depois de muito recentemente ter ameaçado (à sua maneira) as nações Não Apoiantes de uma resolução unilateral norte-americana (como mediador do conflito israelo-palestiniano, colocando-se do lado de Israel e reconhecendo Jerusalém como a capital do Estado Judaico) igualmente com Fogo & Fúria.

 

Com os dois únicos partidos do Bloco Governamental Norte-Americano (Republicanos e Democratas) a confundirem-se na teoria e na prática, em nome de Algo+ que não o povo norte-americano (e não sendo um Sujeito/como no passado um ditador, podendo ser já um Objeto/personificado numa Corporação).

 

(imagens: CBS e GETTY)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:56

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