Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

18
Mai 16

Ainda não acabou passados mais de 15 dias!

 

'Beastly' Alberta wildfire just won't die, complicating Fort McMurray re-entry

(lfpress.com – 18/05/16)

 

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Autoestrada 63 nas imediações de Fort McMurray

(5 de Maio de 2016)

 

Ainda se lembram do enorme incêndio que deflagrou logo no início de Maio na região canadiana de ALBERTA e que levou à sua frente a localidade de FORT MCMURRAY? Provocando um verdadeiro holocausto incendiário numa zona rica em árvores e areias oleosas (com a sua principal fonte de receitas estando ligado à Indústria Petrolífera), a fuga em desespero de mais de 100.000 pessoas e a destruição de milhares de casas e de outras infraestruturas fundamentais. Começando numa área não maior que 10.000 hectares, alastrando repentinamente para 100.000 hectares e rapidamente atingindo os 200.000 hectares. E deixando atrás de si uma região completamente de rastos e basicamente destruída, com incêndios como que alimentados pelo seu solo (com estreitas ligações ao fracking) e com a meteorologia a não ajudar nada (com tempo seco e vento).

 

Pois pelos vistos continua – incrível e surpreendentemente sem nenhum relevo a ser dado nos órgãos de comunicação mundial – mais de quinze dias depois do mesmo se ter iniciado. Aproveitando essa mistura tão propícia para manter qualquer incêndio: areias oleosas, tempo de seca e sem chuva e para ajudar muito vento! E tendo já ultrapassado os 400.000 hectares (tal como os bombeiros afirmaram num incêndio totalmente descontrolado e sem qualquer tipo de hipótese de combate por terra) numa área já mais de 40X maior do que a área inicial. Continuando tudo à espera que interrompida temporariamente a intervenção e disputa do Homem sobre a Natureza (numa região onde reina a Industria Petrolífera e a atual crise económica a ela associada), esta reconsidere e nos proteja mais uma vez e com a ajuda dos seus amigos ligados à meteorologia, crie as condições básicas e necessárias para a sua definitiva extinção (do incêndio). Prevendo-se agora temperaturas máximas de 24⁰C e 60% de hipóteses de chuva.

 

(imagem: reuters.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:10

09
Mai 16

Ainda ontem com esperança:

"Is Alberta Seeing a Refinery Renaissance"?

(albertaoilmagazine.com)

 

Pelo menos dois portugueses terão sido evacuados da zona onde decorre o grande incêndio de Fort McMurray, uma localidade ligada à indústria do petróleo situada na região canadiana de Alberta.

 

Um incêndio de grandes proporções com uma semana de vida

Que já reivindicou para si a localidade de Fort McMurray

(na imagem seguinte na zona de mais intensa emissão de CO)

 

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Poluição atmosférica por emissão de enormes quantidades de monóxido de carbono lançados na atmosfera terrestre a partir dos incêndios ainda a decorrer na região canadiana de Alberta

(satélite)

 

Enquanto um gigantesco incêndio prossegue bastante ativo na região canadiana de ALBERTA (faz uma semana que o mesmo teve início) – estendendo-se por uma área já superior a 200.000 hectares (a área identificada inicialmente era de apenas 10.000 hectares) e não se observando para já nenhum sinal de abrandamento da sua violência destruidora – as populações aí residentes continuam a sua fuga desesperada (por vezes arriscando-se a ficar encurraladas) estimando-se que ultrapassem para já as 90.000 pessoas. Isto tudo apesar do auxílio que tem vindo progressivamente a chegar à região afetada (a mais atingida sendo a zona onde se localiza a localidade Fort McMurray), desde máquinas pesadas, helicópteros de apoio, aviões de combate a incêndios, organizações de socorro e salvamento e ainda o apoio de muitas centenas de socorristas (muitos deles voluntários).

 

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Um enorme incêndio que dura desde o dia 1 de Maio e já provocou a evacuação de mais de 100.000 pessoas, aqui nas imediações da autoestrada 63 passando em FortMcMurray

De enormes proporções, completamente fora de controlo, com um solo colaborante e sem ajuda meteorológica

 

Com o principal foco de incêndio a destruir a localidade de Fort McMurray (e todas as áreas adjacentes), sendo acompanhado por outros dois focos adicionais, um mais a oeste também de grande intensidade e outro a este (um pouco mais distante mas ocorrendo na mesma altura) já na região de Ontário: com todos eles a atingirem níveis de toxicidade atmosférica (em % de monóxido de carbono) muitas vezes superior aos valores normalmente aceites – mais de 20X superior no oeste, quase 45X superior no Ontário e quase 100X superior em Fort McMurray. O que numa fuga descontrolada da morte eminente provocada pelo fogo (arrastada e dolorosa), acresce agora a forte possibilidade de nessa corrida se morrer intoxicado (de uma forma lenta mas indolor).

 

Já hoje com desespero:

“Oil Sands Operators Reduce Personnel,

Cut Production As Fort McMurray Fire Rages”.

(albertaoilmagazine.com)

 

(imagens & alguns dados: superstation95.com e discovery.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:22

06
Mai 16

Um incêndio de grandes proporções consome há já mais de 5 dias a região de Alberta no Canadá. Uma região ligada à indústria petrolífera e a atravessar atualmente uma grave crise económica – agora também assolada por um dos fenómenos mais brutais da Natureza (e certamente contando com uma grande contribuição por parte do Homem) que poderá duplicar rapidamente a sua área se as condições meteorológicas não ajudarem.

 

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Como se já não bastasse tudo o que de Mau se passa hoje em dia em todo o Mundo em acontecimentos artificiais exclusiva e deliberadamente criados pelo Homem,

 

Veja-se a característica que nos distingue das outras espécies, ao sermos capaz de matar e sem motivo visível, a nossa própria espécie

 

Eis que até a própria Natureza certamente revoltada contra todos os atos criminosos contra ela dirigidos e perpetrados (e com covardia e indiferença por todos nós aceites e absorvidos), se revolta e se exprime violentamente com todo o poderio brutal que detêm.

 

Ao Homem não chega auto exterminar-se, satisfazendo-se unicamente na sua plenitude existencial no momento que levar consigo Aquele que o recebeu e criou – a Natureza, a Vida e com ela a Terra e a Memória (de que alguma vez por aqui andamos).

 

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Mas será que isso importa?

 

Pela prática dos nossos Mestres, ou já nem sequer o são, ou certamente que dirão sim – para sua única segurança e pela sua prática quotidiana.

 

Como o sucedido no passado dia 1 de Maio (Domingo) com o deflagrar de um grande incêndio na região canadiana de Alberta, que dias depois de uma forma repentina e até agora considerada inexplicável, se tornou incontrolável alastrando por toda a região:

 

- Entrando no interior dos limites da cidade de Fort McMurray e estendendo-se rapidamente por outras localidades situadas em seu redor – inicialmente afetando uma área aproximada de 10.000 hectares e na passagem do dia 4 para o dia 5 disparando para mais de 80.000 hectares (e tendo já ultrapassado os 100.000 hectares).

 

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Numa verdadeira tragédia natural,

 

Para já – pois em casos como este existe sempre uma componente humana atuando por via direta e/ou indireta

 

Que já levou à fuga de cerca de 80.000 pessoas e à destruição de mais de 1.500 casas (felizmente sem notícias de vítimas mortais):

 

- Colocando milhares de pessoas sem ter onde ficar nem saber quando regressar (se ainda tiverem algo de pé quando voltarem a casa),

 

- Perdidos no caos de fogo e sem qualquer instrumento básico de sobrevivência em casos tão graves como este (que muitos responsáveis afirmam não esperar e como tal não sendo necessário prevenir e assim podendo poupar)

 

- E simultaneamente destruindo todas as infraestruturas da região, agrícolas, indústrias, ou de outro tipo qualquer.

 

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Contando já com um verdadeiro contingente de socorro a caminho da região – mais de 1.000 bombeiros, mais de 100 helicópteros, mais de 300 máquinas pesadas, mais de 30 aviões; e ainda

 

Esperando que chova este fim-de-semana.

 

Numa zona já muito afetada social e economicamente pela queda do preço do petróleo e que agora se vê com um incêndio destas proporções capaz de pôr em fuga muitos milhares dos seus residentes.

 

(imagens: calgaryherald.com/jamaicaobserver.com/abruzzo.tv/989theanswer.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:50

25
Dez 11

INTRODUÇÃO:

 

Ministro deseja que portugueses tenham acesso a um serviço de saúde universal

 

Nos seus momentos lúdicos (ou será lúcidos?), um gosta de ir ao futebol e o outro de ir à missa. Em tempo de trabalho, os dois têm a mania que sabem fazer contas e esse é o nosso fado.

 

A HISTÓRIA (uma):

 

Paulo Macedo esteve hoje com o presidente do grupo Controlinveste Media, Joaquim Oliveira, que ofereceu aos hospitais públicos portugueses a possibilidade de passarem a ver gratuitamente a SportTV.

 

OS INTERVENIENTES (dois):

 

"A partir de agora, todos os hospitais públicos podem oferecer aos seus doentes – se assim o quiserem e se se dotarem dos requisitos técnicos necessários – a programação da SportTV sem qualquer custo para o Estado".

(Joaquim Oliveira)

 

“A oferta vai tornar melhor a estadia dos doentes" nos hospitais, proporcionando-lhes momentos lúdicos ".

(Paulo Macedo)

 

OS UTENTES (milhões):

 

Ao princípio pensei que era uma partida ou brincadeira que nos estavam a pregar – tipo humor negro do 1.º de Abril – mas verifiquei que afinal era a véspera de Natal e que as prendas nem sequer ainda tinham chegado.

(José)

 

 

Hoje de manhã ao acordar, o meu marido já estava vestido e até já me tinha feito o café. Fiquei espantada quando ele satisfeito me disse que a partir do próximo ano me acompanharia sempre às consultas no hospital e que estava disposto a fazer a operação que sempre adiara. Só tinha que compatibilizar as datas, com as do Europeu de futebol.

(Maria)

 

 

Eu era um frequentador assíduo do café nas horas do futebol. A minha mulher ficava muito chateada por estar sempre a sair de casa, mas a realidade é que só lá, é que dava o jogo. Agora vou sempre até à sala de espera do hospital, nos intervalos divirto-me a conversar com alguns compinchas que lá estão e ainda bebo um cafezinho quentinho oferecido pelos voluntários.

(António)

 

Pensei que com as subidas de preços decretadas pelo ministro, as salas de espera ficassem vazias de doentes e acompanhantes; mas não. Com os centros de saúde sem condições, os utentes vêm todos a horas determinadas e acompanhados sempre pelos chefes de família e seus respectivos filhos e sentam-se frente à televisão em filas cerradas, enquanto esperam pelo fim dos jogos. Protestam por não puderem fumar um cigarrito e beber um bagacito para aquecer a alma e o corpo.

(Paula)

 

Hoje, ao saber que ia ser operado, fiz saber à minha equipa médica as minhas exigências, antes de assinar o termo de responsabilidade: ter um quarto individual com cadeiras para visitas e ligação directa à tvcabo. Só existe um problema – sou assinante da Zon e não sei como resolver a situação. Será que me podem ajudar ou terei de mudar de hospital, mesmo que seja para um privado?

(João)

 

Finalmente e após meses de rezas a Nossa Senhora tenho a certeza que a minha vida vai mudar – com missa ao domingo na igreja e futebol toda a semana nos hospitais, o que mais podemos desejar para termos uma vida melhor? Talvez mais umas revistinhas VIP nos consultórios e já agora, canais XXX para entreter os maridos.

(Ana)

 

OS PROTESTOS:

 

Milhares de homens irão convocar uma manifestação à porta dos hospitais das suas terras, reclamando a transmissão de canais pornográficos.

(Homens)

 

Repudiando a falta de democracia vigente e a falta de paridade na programação dos canais de TV, as mulheres exigirão em contrapartida, o reforço das revistas VIP, nas salas de espera dos consultórios.

(Mulheres)

 

As crianças por sua vez – e fartas de ver os tradicionais filmes de natal, que já nem os seus pais suportam – irão exigir a descodificação do canal Panda. 

(Crianças)

 

FINAL:

 

E chega de disparates, porque ainda me exigem direitos de autor.

Bom Natal!

 

APÊNDICE 1:

 

Governo reafirma determinação em cumprir limites do défice

 

O que é que eu posso pensar de uma pessoa que fala com tranquilidade aos meus ouvidos, deixando-me aconchegadinho e quentinho a dormir no meu sofá e que de repente ao acordar, sem perceber como nem porquê, vê a sua caixa de correio cheio de dívidas ao estado?

 

Poucas horas antes do nascimento do menino Jesus, Gaspar confirma antecipadamente que continuará por cá no ano seguinte, reafirmando ao mesmo tempo a sua determinação em cumprir os limites do seu défice. Só não nos diz directamente como solucionar o problema que nós representámos para ele, apesar de subliminarmente nos dar a entender – se traduzirmos o seu português técnico utilizado – que será feito e mais uma vez à nossa custa, que ele sabe ser o elo mais fraco e que ele sabe ser o único, que ele ainda pode quebrar. Este é um exemplo real de um produto manufacturado e comercializado entre nós, com o único objectivo de ter lucro.

 

APÊNDICE 2:

 

Canadá decreta deportação de família portuguesa de dez pessoas

 

A culpa é do Canadá (ou da família)

 

Se por um lado a posição do Canadá face à situação desta família, está a um nível inqualificável de suprema incompetência e ignorância, este facto não deixa de ser indirectamente um forte estalo na cara deste governo, que age como se não existissem pessoas e em vez de surgir rapidamente a defendê-las nestes casos, ainda aparece de vez em quando cá na terra, a convidar-nos à emigração – se cá dentro é assim, o que será dos outros lá fora!

 

Paciência, mas não resisti a mais uma. Perdão, duas! É que eles não param de demonstrar a sua incompetência comunicacional.

 

Bom Natal!

(mais uma vez)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:54

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