Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

07
Jun 15

Reaching consensus can require sacrifice
(Cartoon Movement – There is more than one truth)

 

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Consensus
(Marian Kamensky)

 

Marian Kamensky was born on 1st April 1957 in Levoca, Slovakia. When he was 12, they moved to the village of Hrachovo, where he began drawing. (extracto inicial da sua biografia)

 

(texto e imagem – cartoonmovement.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:27

01
Nov 14

Na passagem da noite de Halloween (de sexta para sábado) estava eu sentado muito tranquilamente na minha cadeira em frente do monitor do PC, quando me vi de repente frente a frente com um cartoon publicado num diário de Israel. Como informação adicional o site que estava a visitar não sendo o originário da publicação do cartoon (o diário Haaretz), também era de nacionalidade israelita (se não me engano o Times de Israel). E o que se passou a seguir foi muito interessante: sempre que tentava aceder ao referido cartoon ampliando-o ou ligando-o a outro link associado à notícia, logo o meu antivírus começava a dar sinal de alarme bloqueando o invasor; e como se não bastasse todas as ligações ao referido jornal onde Amos Biderman usualmente publicava os seus cartoons, estavam em baixo ou seja Mortos. Hoje já parece ter ressuscitado!

 

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O cartoon da polémica
(com Netanyahu aos comandos)

 

Este texto começa com a leitura de uma notícia relacionada e originada nos meios de comunicação social israelita, mencionando o aparecimento num diário de Israel dum cartoon polémico da autoria de Amos Biderman. Ainda por cima sem nenhuma explicação sobre o conteúdo que supostamente pretenderia transmitir (o que como todos sabemos expõe o mensageiro a todos os perigos, contidos e associados a essa mensagem).

 

No seu cartoon diário publicado no jornal hebreu Haaretz, Amos Biderman apresenta-nos uma imagem do actual Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu pilotando um avião (com a bandeira de Israel) e dirigindo-se em rota de colisão em direcção às torres do World Trade Center (exibindo uma bandeira dos EUA). Que como todos nós ainda recordamos foram atacadas no dia 11 de Setembro de 2001 pelos terroristas da al-Qaeda, acabando por se desmoronar e provocando mais de 5.000 mortos.

 

Naturalmente que a publicação deste cartoon em Israel não poderia passar impune (e sem consequências) pelas mãos das autoridades e responsáveis do país, não só pela controvérsia que imediatamente provocou na sociedade israelita (fortemente condicionada na formação da sua opinião pela forte presença dos militares na estrutura e organização da sociedade civil, considerada como aparentemente normal num país assumidamente em guerra), como também pela mensagem verdadeiramente inadmissível que parecia desejar transmitir para generalidade da opinião pública.

 

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Outro cartoon de Amos Biderman
(ainda com a presença de Netanyahu)

 

Para uma melhor compreensão do objectivo que o cartoon de Amos Biderman pretendia alcançar, convém não esquecer que a gestão da política internacional levada a cabo pelo actual Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu, tem vindo a ser fortemente atacada tanto fora como no interior do seu país: essencialmente pela continuação da sua estratégia de destruição criminosa dum estado ainda jovem e em formação como o da Palestina, através de intervenções militares violentas e brutais por desproporcionadas (vai tudo à frente incluindo mulheres, crianças e idosos, todos considerados potenciais terroristas) e ao mesmo tempo e provocatoriamente pela continuação da expansão dos colonatos (exercício ilegal segundo dezenas de declarações da ONU e sistematicamente ignoradas ao longo dos anos pelo estado de Israel). Netanyahu é acusado pela comunidade internacional (e alguma nacional) de arrogante e prepotente, continuando com a sua política de colonatos como uma acção vingativa e de retaliação – contra os terroristas palestinianos e diplomacia a eles associada.

 

Podendo levar a interpretações diferentes e até mesmo de sentidos opostos (mas qual é o mal disso, quando muitas das vezes são as hipóteses de explicação mais improváveis e consideradas ridículas, aquelas que representam na realidade a verdade) Biderman foi no entanto bastante claro ao afirmar (posteriormente) que apenas pretendia com o seu cartoon transmitir a ideia de que o Primeiro-Ministro de Israel estava a levar a cabo uma política desastrosa nas suas relações com os EUA – só comparável na sua escala de catástrofes (que poderiam ter sido evitadas) ao Evento de 9/11.

 

Mas como sempre faz quem detém o Poder, as actuais autoridades israelitas rapidamente ripostaram: e assim utilizando o twitter, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel afirmou tratar-se de um mero e insignificante caso de “imprensa sensacionalista”.

 

(imagens – Diário Haaretz/Amos Biderman)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:00

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