Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

27
Dez 13

“France is the second-most taxed European country after Belgium – risks ‘social explosion’ over high taxes”

 

França – um país à deriva

 

Com a França entalada entre a satisfação dos interesses retalhistas da Grã-Bretanha e as aplicações financeiras do Banco Central Europeu comandado pela Alemanha – e com os ricos países nórdicos a assistirem de bancada – tudo parece indicar que de acordo com esta atitude insana e situacionista do presidente francês, a França parece caminhar irremediavelmente para uma situação de emergência económico-financeira, muito semelhante à já vivida por outros parceiros da CEE.

 

E se tal crise extremamente dramática – dada a dimensão global da França no actual contexto europeu – se vier a concretizar, qual será a reacção da Alemanha? Estarei cá para ver se Portugal ainda existir (de facto) – provavelmente se entretanto algum dos líderes europeus (não vejo qual a não ser a França) se dignar reconhecer finalmente a existência dos pobres países do sul (como Portugal).

 

Sonhemos.

 

(imagem e introdução – france24.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:55

05
Mar 11

Torre de Belém

 

Portugal é um dos países europeus pertencentes à CEE, que atravessa uma crise transversal a todas as instituições e estratos sociais, que o compõem e sustentam. Em termos gerais a produção é inferior aos pedidos dos consumidores e isso reflecte-se na relação entre as exportações (mínimas) e as importações (máximas); problema ainda mais agravado por sermos infantilmente um país Lego, em que montamos as peças que nos dão e muito contentes as vamos mostrar ao nosso dono. A crise sente-se no nosso bolso porque o dinheiro não estica e se o estado continuar a penalizar os que já nada têm e verificar que daí já nada vem, só lhe restará virar-se para a nossa chamada classe média e exigir-lhe o que os outros já não podem pagar, esgotando deste modo os recursos, da dita classe média. Ora isso já está a acontecer e as respostas da sociedade civil, não se vêm no horizonte mais próximo. Até mesmo as miseráveis manifestações dos chamados políticos e fazedores de opinião, gritando ao contrário que o momento ainda não chegou, têm mais força e impacto nas pessoas, torcendo-nos cada vez mais o cérebro, de modo a secar mais depressa e sem grande despesa: é só cobrar sem parar, para assim baixar o défice e continuar a pedir dinheiro emprestado, para sustentar a máquina que nos sustenta a vida, através deles. Aquela Máquina!

Sem Memória e Cultura nunca poderá existir Educação. E sem esta última, todo o processo evolutivo a nível Científico e Tecnológico, não terá espaço para se desenvolver e expandir – sem livros e pensadores livres presentes, não existe um fim a atingir, porque não encontramos o seu centro, a sua origem. E a partir daí qual será o interesse em nos debruçarmos sobre áreas como os da organização social e económica, se já ninguém se preocupa com nada de nada e o medo nos leva a esconder no interior mais remoto da nossa toca.

A Torre de Belém é um símbolo actual do nosso país – um lugar belo, circundado por uma ausência que parece parada no tempo, todo iluminado no seu interior, que se pressente grandioso e glorioso, mas onde ninguém se avista, nem se detectam movimentos ou sombras. Parece um mundo após o Apocalipse, onde apenas a chuva no piso húmido, nos diz que ainda pode ter restado alguma coisa.

 

Foto do “National Geographic”

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:51

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