Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

15
Abr 15

Esta é a Teoria Política que dirige actualmente o Futuro de todas as Pessoas e de todos os Recursos do nosso Planeta. E com o Sol do Algarve a bater-nos violentamente na Face, só mesmo a Terra poderá ser o Paraíso. Só que os apêndices das Corporações ainda não nos contaram a outra parte: Inferno na Terra se fores Vivo, Paraíso na Terra se fores Morto e Purgatório para a nova classe – a dos The Walking Dead.

 

Jovem ataca Presidente do BCE levando à interrupção do sinal EURONEWS-LIVE FEED
(Evento só comparável ao aparecimento de algum ET à volta da Terra e à interrupção do sinal ISS-LIVE FEED)

 

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Reacção do Presidente (à direita) e falta de reacção do Vice-Presidente (à esquerda)

 

Sendo a Terra o Centro do Universo as Entidades que dirigem o planeta têm que estar devidamente protegidas de todos aqueles que põe em causa a sua Doutrina Geocêntrica, pelo que o Secretismo e o Trabalho Subterrâneo desenvolvido dedicadamente e ao longo de milhares de anos pelas suas Sociedades Secretas, nunca poderá sob qualquer pretexto mostrar-se visível ou temporariamente presente, correndo o risco se tal acontecer de ser no mínimo interpelada e obrigada a responder: ora como todos nós já sabemos há muito e fazendo já parte profunda da construção do nosso edifício interior, “o Segredo é a alma do Negócio”. Essa a razão pela qual o Poder Actual já não está associado ao Poder do Estado, mas neste período de indefinição financeira e destruição das Sociedades, agrupando-se em torno de Corporações e Conglomerados vistos como Objectos de Intervenção e Solidariedade, que como tal sendo de caracterização indefinida (pois não intervêm, não são solidários, nem se expõem), acabam por passar incólumes às consequências dos seus actos nunca divulgando os nomes dos seus verdadeiros autores.

 

Como se já não bastasse vermos estas Entidades Religiosas (muitas vezes invocando Deus e afirmando serem os seus representantes nesta Terra Central) sobrevoando este Novo Poder centrado em torno do Objecto Primordial e Referencial (a Terra por Eles vista como o Foco Central da expansão colonizadora Humana e executada a partir dessa origem em todas as direcções do seu espaço próprio, exclusivo e envolvente), eis que no meio do Caos reinando deliberada e programaticamente na nossa Memória (sofrendo lobotomias constantes extremamente intrusivas, que a decompõem, formatam e reordenam) e na nossa Cultura (agora fatiada, decomposta e minoritariamente utilizada com o único fim de produção de mais-valia), ainda nos vêm ameaçar com regras e limites não naturais fazendo-nos crer que a Terra é efectivamente plana: ou os respeitamos ou estaremos condenados a cair.

 

É evidente que todos aqueles que se sujeitam conscientemente ao poder do dinheiro e da posse do objecto, tendo noção do importante lugar que ocupam e de como terão de colaborar com as Entidades Eclesiásticas no Poder para manterem o seu lugar, serão os primeiros a afirmar sob juramento e cientificamente que o Sol é o centro e que tal como ele tudo é redondo. Como assim é só desviar a atenção do Povo de 150.000.000Km o que nas distâncias cósmicas nada representa: no fundo a Família será sempre a mesma, seja a Terra seja o Sol.

 

Temos assim que nos convencer que mesmo que não pareça a Terra é plana, não sendo pois de admirar que muitas das maiores potências do planeta (como é o caso dos EUA) e na sequência dos seus Planos Futuros de Desenvolvimento e Expansão, a continuem consistente e consecutivamente a terraplanar, em nosso nome e de mais 7 biliões e de uma Guerra Santa contra os Agentes do Mal. E que a Teoria Heliocêntrica está errada (sendo claramente e para todos os crentes o Sol o símbolo do Inferno Ardente) por contestar a desejada realidade de alguns Terrestres ou até Extraterrestres de eles serem o centro (os caçadores) e tudo o resto apenas pontos (a caça). Não é por acaso que uns têm armas e outros nem sabem como isso é: só concretizando a sua aprendizagem quando se unem aos seus caçadores e levam com um tiro nos cornos.

 

Pertencemos a rebanhos doentes e não demonstrando já grande actividade cerebral, prontos a lançarem-se num precipício sem horizontes nem possibilidade de retorno, só porque um desconhecido apoiado num Objecto assim o disse aos Sujeitos. Hoje até já acredito e após campanhas ineficazes de sucessivos Governos a tentarem subliminarmente convencer-nos disso (pelos vistos e por mais incompetentes que sejam a insistência destas mentes iluminadas no fim acaba sempre por dar frutos), que se o meu carro salta na estrada a causa não estará nos buracos apresentados pela mesma, mas na realidade sempre escondida dos “pneus serem quadrados”.

 

(imagem – SIC)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:39

13
Out 13

Ficheiros da Desintegração

As Necessidades Extraordinárias do Gato Tobias

(sob critério SMALL)

 

Recolha de indícios, de lacunas e de outras descompensações, entre os mundos imaginados e a realidade dos humanos.

 

Caçador de Zombies

(p/ Mike Skram)

 

O grupo tinha revisto alguns pormenores sobre a missão que estava prestes a iniciar, verificando a funcionalidade de todo o seu equipamento e actualizando as informações que ia recebendo sobre a zona do túnel, onde dentro de momentos se iriam introduzir na tentativa de restabelecer a segurança no interior desta secção. Além do Albino e do Tobias que seguiriam na traseira do grupo, este seria liderado por três experientes batedores, protegidos pelos dois seres biomecânicos que tinham encontrado anteriormente e terminando no humano que apoiava as biomáquinas que seria responsável pela protecção à retaguarda.

 

Os Alias tinham aproveitado uma pequena derrocada verificada a grande profundidade, para se redistribuírem e acederem a novas áreas interiores até aí inacessíveis. Principalmente desde o momento em que tinham sido sujeitos (sem solicitação prévia) a uma profunda alteração genética, induzida através da aplicação contínua de radiações de baixa frequência que iriam afectar o seu sistema nervoso central – e como consequência e objectivo a sua capacidade de raciocínio, organização e movimentação – estes seres subterrâneos tinham revelado uma evolução contínua (apesar de relativamente baixa), capaz no entanto de os mobilizar para a constituição de grupos com mais indivíduos envolvidos e com um objectivo assumido, congregados num conjunto sempre aberto e em expansão – assumido unicamente para garantir o seu alimento e sobrevivência – em torno da execução e concretização da sua missão. Por trás estaria a mão dalguns grupos mais radicais de Deros participantes anteriormente em acções não autorizadas e violentas, que se teriam rebelado posterior e definitivamente das suas anteriores lideranças já na altura actuando ilegalmente, ao não aceitarem o recuo estratégico e consciente dalguns dos seus líderes revoltosos, ao retornarem ao seu seio familiar e à companhia dos seus irmãos de sangue Teros. Ao contrário da ideia habitual construída em torno da biologia e do comportamento associados aos zombies “iniciais”, estes grupos dispersos de Alis tinham começado a utilizar cada vez com maior frequência uma mentalidade militar de sobrevivência e de expansão, recorrendo a alguma organização mental mesmo que dirigida numa só direcção, superando a imposição desse limite psicológico com a criação de grupos com um número crescente de elementos, mais conscientes da sua organização e da sua capacidade de resposta: o seu objectivo prioritário seria o de intimidar e destruir todos os seres que se atravessassem no seu caminho, criando uma uniformidade ambiental num meio temporariamente ocupado pelos mesmos e sendo auto-suficiente (as vítimas destes predadores pertenceriam ao topo da sua cadeia alimentar) e proporcionando a continuação da ofensiva destes grupos de nómadas subterrâneos, construindo estes pela primeira vez, com uma finalidade e como um evento extraordinário para esta espécie, postos intermédios de contacto para acesso doutros grupos de Alis, mobilizando-os para a concretização dum mesmo e único projecto.

 

Arrancaram então para os cinco quilómetros finais que teriam de percorrer, até alcançarem a outra ponta do túnel já em Albufeira.

 

O Tobias seguia calmamente ao lado do Albino observando o trabalho de verificação dos batedores, protegidos nas suas costas pelas bio-máquinas contra certas intervenções imprevistas ou como confirmadores de que tudo estava OK e que o caminho estava completamente livre e desimpedido. O túnel apresentava-se deserto, não se vendo vestígios recentes da sua utilização. Até ao meio de todo o seu comprimento nada se passou, chegando o grupo a pensar que até poderia estar completamente livre. Mas o facto era que as primeiras análises recebidas mesmo antes da sua partida mencionavam a presença de seres não identificadas no interior da zona, num número ainda pouco definido mas que deveria envolver cerca de duas dezenas de elementos. E foi já muito perto do quilómetro três que o equipamento de detecção automático começou a registar movimentos assinaláveis nas proximidades do local onde se encontravam – com uma amplitude máxima de mil metros – fazendo com que de imediato os batedores e máquinas acompanhantes se reorganizassem e optassem pelo modo de combate. Poucos minutos decorridos sobre a detecção estavam já perante os primeiros elementos, que ao vê-los avançaram decididamente sobre o grupo, em clara disposição de ataque. Enquanto o Albino apontava em várias direcções, cerca de doze elementos hostis surgiram duma reentrância que anteriormente ali não estava, atacando de surpresa todo o grupo, rodeando-os e pondo todos numa situação muito delicada senão mesmo muito perigosa: a solução tomada de pronto colocou todo o grupo numa posição circular defensiva, com a activação imediata do escudo electromagnético de protecção – que impedia a transposição dos hostis para o seu interior – dando tempo ao grupo para se recolocar e retomar a sua iniciativa em nítida posição de vantagem. O escudo protegia-os apenas durante um máximo de cinco minutos, antes de suspender temporariamente o seu funcionamento, para se recarregar e levantar de novo a barreira. Nem de dois minutos precisaram antes de estarem aptos para actuar: o Albino apenas pediu mais uns quantos segundos para a identificação clara dos hostis, pois dada a última actuação destes nesta secção do túnel, algo não estava de acordo com os seus procedimentos usualmente utilizados por estes Caminhantes da Morte: o Albino tinha a certeza que a reentrância não estava ali antes e por outro lado sabia que as criaturas que deveriam encontrar tinham uma reduzida capacidade racional e intelectual, o que os impediria sempre e por limitação – até de capacidade de manipulação adequada – a acederem a qualquer tipo de tecnologia avançada. Logo nem todos poderiam ser Alis pelo que outros elementos estranhos se tinham introduzido e integrado no grupo: na realidade além das duas dezenas de elementos detectados inicialmente, os equipamentos assinalavam agora três outros elementos cujo sinal no detector era idêntico entre si, mas muito diferenciado do apresentado pelos Alis. E foi esta nova situação que fez repensar a estratégia adoptada pelo Albino: responderiam ao ataque em força e sem restrições, recuando umas centenas de metros até um dos abrigos de emergência de que o túnel dispunha, onde repensariam o que fazer e tentariam por todas as formas descobrir aquilo que estavam na realidade a defrontar: a segurança de todo o grupo era o fundamental a preservar. Mas a questão principal a resolver estava nos outros três elementos não identificados: quem seriam?

 

A pressão exercida pelos hostis fê-los recuar rapidamente até ao abrigo onde o humano os esperava ansioso e com a sua arma em punho: somente na limpeza anteriormente efectuada no local há anos atrás, é que o humano tinha notícias dalgum tipo de resistência inesperada e de maior intensidade interventiva, mas nunca a um nível de segurança tão instável como este e que poderia, num cenário possível de se concretizar, pôr em causa um conjunto de elementos que deveriam ter uma actuação com parâmetros garantidos de segurança e de pura intrusão negativa. Além da instituição da violência como forma preferencial de intervenção estar longe dos horizontes dos Albinos e dos seus aliados, nunca uma intervenção poderia ser levada a cabo pondo em risco desnecessário qualquer tipo de ser vivo racional ou irracional – isso era uma regra sagrada. Mas algo parecia no entanto ter feito perder momentaneamente a cabeça do Albino, posto perante um facto para ele impossível de ocorrer – por dever de ter sido anteriormente previsto e acautelado – acrescido duma advertência inadmissível feita à sua espécie (e a outras) por uma outra raça ou espécie que estaria a colaborar com os Alis, instrumentalizando-os activamente e certamente em nome particular e abusivo, o que ele nunca poderia admitir. No exterior e rodeando o abrigo onde se encontrava o Tobias, os elementos hostis procuravam desesperadamente uma entrada, com dois elementos mais recuados a observarem a cena e um terceiro que parecia estar a falar com alguém através do que parecia ser um comunicador ao mesmo tempo que transmitia alguns dados e imagens através do seu portátil. Apesar do sistema redundante que os protegia no interior do abrigo, o Albino reconhecia que a situação era cada vez mais insuportável e perigosa, pois um dos elementos de análise tinha contornos imprevistos e desconhecidos e de momento não viam forma de ultrapassar o problema: tinham que reagir de imediato se queriam reocupar a sua anterior posição dominante.


Centro de Dados

 

O humano que acompanhava o grupo do Tobias já tinha cumprido a sua vigésima regressão ou seja, mais de seiscentos anos de idade. Nascera por volta do ano de 1400 numa remota aldeia perto de Alcácer do Sal, sendo filho único duma família de humildes trabalhadores da terra vivendo do gado bovino e da cultura do arroz e que nesse ano distante do início do século XV se vira de um momento para o outro sem trabalho nem dinheiro, sendo expulsa do barracão onde vivia e lançada na mendicidade na periferia de Lisboa. A sorte dele residira na sua adopção por parte dum membro rebelde mas bem colocado do clero da altura, que vendo-o um dia completamente sub-nutrido e mal tratado perto da entrada da sua igreja, o introduzira sub-repticiamente nela, tratando-o e alimentando-o em segredo na sua habitação oficial. Aí recuperara o tempo suficiente para se curar e ambientar, sendo posteriormente entregue a um nobre bastante rico conhecido como o dono dos distantes e misteriosos territórios do Algarve – considerado em Lisboa e na má língua como meio excêntrico, senão louco e apologista de feitiçarias e de mulheres – que o levara consigo até aos confins de Portugal e no meio da sua vastidão e daquele doce clima mediterrânico, o educara e fizera crescer, preparando-o para “Aquele que Sempre Seria”. Um grupo de sábios dos mais eminentes agrupando terrestres e extraterrestres aliados numa Coligação de Interesses Comuns reunira-se no cume do mais alto monte da sagrada Serra de Monchique, para analisar entre outros casos “o que fazer do jovem humano” de modo a aproveitar ao máximo a sua juventude e o seu período de formação cumprido – como curiosidade com resultados excelentes em todos os parâmetros qualitativos e quantitativos analisados. Tinham decidido por unanimidade a sua imediata incorporação no contingente de humanos que estaria na base da ligação entre as chefias e todos os níveis existentes até à base da pirâmide: teriam como contrapartida a garantia de todas as condições previamente exigidas e o direito ilimitado ao acesso a novas e consecutivas regressões, grátis e sem efeitos secundários. Pelo menos enquanto durasse o acordo. E com as suas vinte regressões consecutivas a sua experiência era de facto extraordinária, não sendo por mero acaso que ali se encontrava: o sucesso da fuga de todo o grupo estava agora nas suas mãos e ele sabia-o.

 

O nome João tinha sido atribuído pelo seu nobre senhor no próprio dia em que o acolhera nas suas hostes muito restritas de amigos e de familiares, tendo sido logo escolhido e sem pensar em homenagem ao seu rei D. João I e à sua gloriosa vitória militar alcançada na batalha de Aljubarrota – contra os brutos e malditos espanhóis – rei esse que mais tarde se casaria como nos contos de fadas com uma bela Princesa estrangeira e que seria conhecido para sempre como aquele que deu origem ao grande período da história do mundo, com o início da Expansão portuguesa. Durante anos e anos a sua participação em muitos factos importantes do quotidiano diário e comum do seu reino, tinham-no enriquecido muitíssimo tanto a nível cultural como militar, aumentando cada vez intensamente o seu desejo por novas coisas e aventuras sem limites e proporcionando-lhe uma total abertura para o conhecimento de tudo aquilo que poderia estar para além do que se conhecia ou que se suspeitava conhecer ou existir. Desde a sua participação ainda muito novo na viagem de Circum-Navegação ao Mundo sob o comando de Fernão Magalhães, como anotador e relator particular de viagem e espadachim qualificado, até ao auxílio prestado às populações da Península Ibérica durante os períodos terríveis e violentos das duas Guerras Mundiais e da Guerra Civil de Espanha, muito o João vira, assimilara e memorizara: com a maior parte da sua vivência associada à experiência adquirida ao longo duma vida cheia de movimento e de peripécias, o humano não pode deixar de recordar os tristes tempos da ocupação Filipina e sobretudo o momento do terramoto de 1755 e a recordação de toda a destruição provocada e das multidões de mortos, de feridos e de mutilados, todos abandonados à sua sorte e desgraça entre os escombros da cidade de Lisboa e as vagas do maremoto que se lhe seguira. Mas o que mais o tocara fora negativamente a violência irracional e desmesurada praticada durante a II Guerra Mundial, que terminara com as duas bombas atómicas lançadas sobre o Japão, provocando em segundos centenas de milhares de mortos e positivamente a viagem do homem à Lua e a conquista dum outro mundo que não o nosso, como se o sonho se torna-se realidade e a imagem se pudesse sobrepor ao objecto. Actualmente o problema residia na sistemática destruição do estado levado a cabo por uma minoria de pretensas elites das mais variadas espécies e raças, interiores ou exteriores, aliadas estrategicamente na tentativa de usurpação do espaço ilimitado e a todos disponibilizado, estabelecendo artificialmente, sem qualquer tipo de critério e duma forma indevida e prepotente, um tecto máximo de indivíduos para cada espécie ou raça: nem que para se garantir o objectivo primordial desta missão se tivesse que organizar e aceitar um genocídio legal, por necessidade de sobrevivência dos melhores de cada grupo de modo a evitar a extinção dos mesmos.


Turritopsis Nutricula

Um ser vivo Imortal capaz de reverter indefinidamente o seu próprio envelhecimento

 

O plano elaborado mentalmente foi exposto sem mais demoras pelo João:

- A base do seu plano assentava na utilização do escudo electromagnético de protecção e no seu equipamento portátil de emergência. O primeiro dar-lhes-ia uns minutos de protecção adicional caso os hostis conseguissem penetrar no abrigo, enquanto o segundo proporcionar-lhes-ia uma hipótese de fuga com fortes possibilidades de sucesso. Só era necessário estabelecer um plano de execução sem falhas imprevistas, que permitisse a execução ao segundo da implementação do escudo protector e de segurança, seguido posteriormente por um período de espera que teria que ser milimetricamente calculado, em função das movimentações exteriores entretanto registadas e das previsíveis acções propostas pelos três seres não identificados que acompanhavam e comandavam os Alis;

- O grupo de oito elementos refugiar-se ia inicialmente atrás do escudo protector, enquanto proporcionava ao grupo hostil invasor a possibilidade de se introduzir no interior do seu abrigo; ao mesmo tempo que estes se iam introduzindo no abrigo, as bio-máquinas ficariam encarregues de observar ao momento a movimentação dos três elementos que os comandavam na retaguarda, com o objectivo de os informar da previsível aproximação destes ao exterior do mesmo e do instante em que os mesmos transporiam a linha vermelha; essa linha vermelha representava o instante em que os três elementos hostis se colocavam numa posição propícia para o grupo do Tobias abandonar o local, utilizando o seu equipamento de emergência para se teletransportarem para um ponto no exterior do abrigo, situado na retaguarda dos três elementos que comandavam os Alis; no preciso momento em que as bio-máquinas sinalizassem esse momento de transposição da linha vermelha, seria despoletado um mecanismo temporizado associado a uma bomba de neutrões, que lhes indicaria o momento escolhido para o seu teletransporte; trinta segundos antes da explosão o escudo seria temporariamente desactivado permitindo a entrada no seu interior dos elementos hostis e a concretização do seu ataque final, forçando o grupo atacado a alguns segundos de resistência enquanto se iam rapidamente concentrando na área de transporte; no momento escolhido para o teletransporte – após sinalização das bio-máquinas – o grupo iniciaria o respectivo processo de transporte, abandonando o abrigo e fechando do novo o escudo protector, que assim aprisionaria os hostis no seu interior na companhia da bomba, que ao explodir eliminaria definitivamente a ameaça mortal que eles personificavam; a explosão iria de certeza atrair ainda mais os três elementos de chefia às proximidades do abrigo, o que proporcionaria ao grupo do Tobias uma óptima ocasião para os apanhar de surpresa (pelas costas) eliminando-os de vez;

- E assim ocorreu. Apanhados de surpresa os três elementos hostis que comandavam o grupo de Alis foram logo ali abatidos, tombando definitivamente sobre a superfície do túnel enquanto demonstravam um largo esgar de surpresa, mas também duma raiva – por final e sem retorno – brutal e incontida.

 

Ao todo tinham sido eliminados vinte Alis pertencentes ao grupo de Z que infestavam ainda as profundezas da Terra, mas o que mais interessou o João (o humano) e o Albino foram os outros três elementos que os tinham acompanhado: à primeira vista pareciam outros Alis, mas estes apresentavam-se muito mais bem tratados e com excelente aspecto, além de anteriormente terem demonstrado capacidades nunca atingidas pelos Alis, mesmo antes da sua instrumentalização e manipulação genética imposta pelos Teros, sob ordens dos seus aliados e promotores deste evento – os ET´s oriundos de Sirius. Não demorou muito tempo até chegarem a uma constatação que logo os pôs em estado alerta, pois se por um lado este episódio fora apenas uma confirmação dalgumas informações já recebidas mas ainda não confirmadas, pelo outro lado colocara-os a pensar nos perigos que uma nova mutação poderia provocar: estes Z que comandavam os restantes já não pertenciam a uma evolução dos Alis iniciais – os Z-XL – mas a uma nova mutação muito mais perfeita e dotada duma boa capacidade intelectual, já muito semelhante à dos Humanos e Albinos e podendo mesmo em certas circunstâncias ser confundidas com estes, o que poderia constituir um perigo eminente para ambas as sociedades – à superfície e subterrânea – dadas as grandes possibilidades de infiltração e sua não identificação como falsos Humanos ou até falsos Albinos. Em princípio tratar-se-ia de ex-Alis agora directamente transformados em Z-XXL, uma hipótese já anteriormente lançada pelos cientistas que estudavam e viviam no interior da Terra, a partir dalgumas informações nunca confirmadas e mesmo consideradas alarmistas, transmitidas por alguns Z-XL sobreviventes de combates travados com os Índis e Albinos e agora aprisionados em centros de investigação e recomposição. Estes Z-XXL seriam o protótipo produzido e pensado pelos ET´s vindo de Sirius para serem a sua primeira fila militar de infiltração e de ataque, seres esses que teriam como função limpar o sistema e refazer a estrutura dominante terrestre, como preparação para a invasão e colonização final. Posteriormente substituiriam toda a cadeia de comando da Terra fosse à sua superfície ou estivesse situada no subsolo, criando o ambiente ideal para a sua entrada no sistema terrestre e o seu usufruto total incluindo todos os seus seres vivos e a sua matéria-prima mais preciosa: em particular a água, os animais (a alimentação) e todas as fontes de energia renováveis ou não.

 

Abandonaram o local após algumas operações de limpeza efectuadas pelas bio-máquinas, contando para tal com o auxílio e orientação dos batedores que as acompanhavam. Ainda faltavam cerca de dois a três quilómetros de túnel até alcançarem Albufeira e tinham que estar preparados para outras situações inesperadas que ainda podiam estar à espera deles, no restante percurso do túnel ainda por desvendar e por percorrer.

 

Fim da 6.ª parte de 8

 

(imagens – WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:56

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