Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

30
Nov 15

A luta pela preservação do planeta nunca existiu. E no entanto até hoje o Homem nunca se superiorizou à Natureza: só de uma forma artificial e temporária. Mas quem precisa de quem?

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Barack Obama

 

Quando Barack Obama apresentou neste fim-de-semana em Paris (durante a Cimeira Mundial sobre o Clima) a Luta travada contra as Alterações Climáticas e o Aquecimento Global como uma grande vitória (futura) na Luta contra o Terrorismo Global, só podia estar mesmo a brincar.

 

Primeiro porque a contribuição dos EUA para o acelerar destas alterações climáticas de consequências extremamente negativas e globais (e que já se verificam) tem sido inequívoca (a par do outro estado altamente poluidor como a China) e determinante (para o resultado final) por parte dos norte-americanos. E pelo que têm feito até hoje – de consistente e credível – bem que poderemos esperar sentados e morrer anestesiados (asfixiados).

 

Segundo porque (e tal como no caso das Alterações Climáticas) a posição dos EUA quanto ao tema da Luta contra o Terrorismo Global é na sua essência e na prática dúplice: na sequência da sua campanha de exploração extrema do território e da progressiva e deliberada desertificação humana de certas regiões do nosso planeta, a zona do Médio Oriente tornou-se pela omnipresença do petróleo e pela sua baixa densidade populacional, um ponto de grande cobiça propício para diferentes tipos (e estatutos) de mercenários. Apoiando na retaguarda os mais diversos grupos terroristas (alguns deles como as suas criações Al-Qaeda e Estado Islâmico), através do fornecimento de armamento sendo transacionado por sua vez por outros poderosos patrocinadores e financiadores do Terrorismo Global, como os Estados do Golfo (Arábia Saudita à cabeça) e agora (por ser mais visível desde o abate provocatório/deliberado do bombardeiro russo) a Turquia (um parceiro da NATO): deixando os terroristas serem armados através de fronteiras porosas como as da Turquia e recebendo este país em troca os benefícios do tráfico ilegal de petróleo oriundo do Estado Islâmico (e mais uma promessa de entrada na CEE). Além do enorme fluxo de refugiados fugindo das diferentes zonas de guerra e agora rumando em direção ao coração da Europa com muitos lobos disfarçados de ovelhas num imenso rebanho perdido.

 

Se o tratamento que os EUA têm programado para a resolução positiva do problema das Alterações Climáticas for semelhante ao tratamento que as autoridades norte-americanas têm dado até agora à questão do Terrorismo Global, então a única coisa que poderemos fazer para nos entretermos e divertir-nos até encontrarmos a solução para estes dois grandes dramas existenciais (já que até agora ninguém fez nada para os resolver) será apostar e ver quem ganha primeiro: o Homem ou a Natureza.

 

(imagem: c-span.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:26

04
Out 14

Com o degelo do Árctico já são bem visíveis as primeiras consequências provocadas – tanto no clima como nas espécies. E sabendo as consequências globais que tais alterações podem provocar, o que pensar se esse degelo se estender à Antárctida (processo que provavelmente já se terá iniciado)?

 

 

Se queriam mais uma prova da realidade dramática das alterações climáticas (provocadas pelo degelo a decorrer no Árctico) olhem agora para o que fazem as morsas: elas já sabem que o ambiente está a mudar rapidamente (sentem-no na pele) e que até agora ninguém fez nada para o evitar (nem que fosse a espécie reconhecida como dominante, o Homem).

 

 

Neste mundo cronologicamente atravessando uma era pré-apocalíptica, já tínhamos ouvido falar repetidamente do degelo acelerado (e talvez irreversível) do Árctico e da fuga de algumas das suas espécies animais (endémicas), na procura desesperada de outros ambientes semelhantes aqueles que desde sempre tinham usufruído e que desde sempre nos lembrávamos. Como foi o caso duma espécie indígena dessa região – os ursos polares – abandonando definitivamente as suas tradicionais áreas ambientais de acção e de subsistência, face ao derretimento do gelo e à alteração radical registada no seu habitat.

 

 

Agora é a vez das morsas: cerca de 35.000 morsas foram observadas a abandonar as águas do Árctico – cada vez mais quentes e sem gelo visível à sua superfície – entrando pelo Alasca adentro. Procuravam um lugar sólido e seguro onde pudessem descansar, só possível de conseguir em terra firme – neste caso na praia. Este evento foi registado nas proximidades da aldeia esquimó de Point Lay. Ao contrário dos pinguins as morsas não conseguem manter-se durante muito tempo a nadar no oceano, pelo procuram sempre encontrar locais onde possam repousar: e como já não há gelo há superfície das águas, resta apenas a hipótese de encontrar um lugar em terra.

 

(imagens: Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:13

16
Abr 12

Parque Nacional situado nos EUA e inaugurado em 1872 Considerado o mais antigo do mundo

 

      

 

Muito antes de haver presença humana em Yellowstone, uma grande erupção vulcânica ejetou um volume imenso de cinza vulcânica que cobriu todo o oeste dos Estados Unidos da América, a maioria do centro/oeste, o norte do México e algumas áreas da costa leste do Oceano Pacífico. Esta erupção foi muito maior que a famosa erupção do Monte Santa Helena, em 1980.

 

      

 

Deixou uma enorme caldeira vulcânica (70 km por 30 km) assentada sobre uma câmara magmática. Yellowstone registou três grandes eventos eruptivos nos últimos 2,2 milhões de anos, o último dos quais ocorreu há 640 000 anos. Estas erupções são as de maiores proporções ocorridas na Terra durante esse período de tempo, provocando alterações no clima nos períodos posteriores à sua ocorrência.

 

 

(texto/imagem – wikipédia/ngm)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:47

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