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Covid-19 ─ E ninguém “diz” nada?

Quarta-feira, 31.03.21

[Diz: Algum responsável ─ nem que seja só um ─ tendo poder (e sabendo-o) para ser ouvido e talvez podendo-nos salvar de todo este caos.]

 

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Aristóteles

 

“Portugal está prestes a dar um novo passo no processo de desconfinamento, quando a ameaça da terceira vaga da pandemia de COVID-19 assola a Europa Central e o grau de imunização da população é uma incógnita, avisam especialistas consultados pela Lusa.” (31.03.2021/Lusa/sapo.pt)

 

Não existindo na maioria dos países europeus imunidade populacional (60%/70% do grupo), estando países em contraciclo (como por ex. Portugal, Espanha e Reino Unido de um lado e Itália, Alemanha e França do outro), deparando-nos com o problema de falta de vacinas (problemas com a vacina AstraZeneca) e sabendo-se ainda da imprevisibilidade do vírus (original e suas mutações) e de alguns erros podendo ser praticados (como o do Natal).

 

Para já não falar da grave crise socioeconómica global que tem aproximado o Mundo cada vez mais do abismo (quase como o “relógio nuclear aproximando-se mais ou menos da meia-noite”, hora fatal) e de que de um momento para o outro a vacina pela qual tanto esperamos (e que pelos vistos tudo resolverá) poderá brevemente perder o efeito desejado (face à sua evolução, estirpes/variantes): perdida a validade (da vacina inicial) tal como noutra doença crónica (periódica) ─ como a gripe (sazonal) ─ tendo esta que ser atualizada para voltar a fazer efeito.

 

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Marcelo e Costa

 

Pelos vistos e segundo os nossos Governantes e Especialistas (que querem a toda a força abrir, mesmo podendo estar em contraciclo, com a atividade do coronavírus) ─ os oficiais (os autorizados, dando-se-lhes um microfone) ─ podendo-se esperar o regresso do “Verão do Nosso Contentamento”. Veremos, mas que seria um Milagre para o Algarve e para o regresso do Turismo (a sua monocultura) à região ─ seria.

 

Isto tudo, no final e entrando de novo em cena as vacinas (a nossa salvação) se, entretanto, as cobaias não se ressentirem: afinal de contas e encurtado todo o processo de produção das mesmas (vacinas, saltando fases) sendo o Homem em grandes aglomerados e em diferentes condições de vida, a “cobaia perfeita”. Faltando-se conhecer (num processo de anos, apesar de dito impraticável, reduzido a meses) os efeitos secundários.

 

[E se não há ninguém que diga (um, alguém, parte dele), porque não haverá ─ entre uns 40 mil (em Albufeira), entre uns 750 milhões (na Europa), entre uns 8 biliões (no Mundo) ─ um coletivo que o faça? Aí e a essa TASK FORCE (Útil/Necessária) não faltarão voluntários.]

 

(imagem: sermonquotes.com ─ vestnikkavkaza.net ─ ominho.pt)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:53

O Rato de Marte

Sábado, 08.06.13

Um Alienígena Como Nós

 

I

 

Passados mais de cinquenta anos sobre o início da exploração do espaço – com Yuri Gagarin em 1961 a orbitar a Terra a bordo da nave soviética Vostok 1 – foi finalmente descoberto o primeiro ser vivo habitando o planeta Marte, apresentando uma fisionomia muito semelhante à do rato terrestre.


Rato Alienígena

 

Este rato estava sozinho e abandonado no meio da aridez seca e desértica da superfície do antigo e provavelmente vivo planeta Marte. Nada de vivo ou em movimento se avistava em seu redor, nem um único sinal de vegetação oscilando sob a acção dos elementos paisagísticos marcianos, nem sequer um contra-sinal (nem que fosse oficial) na textura das suas rochas e das suas areias, que veiculassem a ideia da anterior existência de água. O que não deixava de contribuir para o crescimento e desenvolvimento dos mistérios que envolviam este grande planeta vizinho da Terra, em tantos aspectos parecido com ela e com paisagens que constantemente nos confundiam a mente, por tão parecidas que eram com paisagens terrestres tão comuns e familiares para todos nós: como é o caso das grandes áreas desérticas existentes na Terra, misteriosos espaços sem fim guardando milhões e milhões de segredos de miríades de almas libertadas, indubitavelmente reconhecidos pela nossa consciência infinita, como espaços profundos de cultura e de memória de toda a nossa História e dos nossos trilhos a percorrer no futuro.


Rato-Naves

 

Vivemos num Universo múltiplo com diferentes opções evolutivas e diferentes fases de execução, em que tudo é sempre possível de o ser ou não ser (sendo-o sempre por ocupação de espaço, considerando a conjugação entre matéria, movimento e energia), desde a nossa existência monótona e sequencial (actualmente maioritária) até à existência de mundos paralelos e alternativos ainda por explorar e reconhecer, talvez pelo perigo real e não desprezível de nos tentarmos a eliminar alternativas estrategicamente consideradas como excedentes, para assim acedermos ao poder ditatorial e egocêntrico da opção zero e dos fanáticos do caminho único. Será Marte o passo evolutivo registado anteriormente, responsável pelo aparecimento e desenvolvimento da vida nesta parte do Universo e neste canto perdido da Via Láctea – dando origem ao aparecimento do Homem – e que terá terminado em épocas já há muito esquecidas e por diversos motivos perdidos no tempo, num grande êxodo interplanetário, provocando uma emigração maciça para uma nova e próxima etapa agora a ser executada no planeta Terra? E não será o rato de Marte um sobrevivente, uma prova, um artefacto (natural ou artificial) da mossa passagem por lá? Ser vivo ou calhau, verdade ou simulação, a História vai dar sempre ao mesmo lugar – ao Universo Vivo.

 

II

 

Quem não se lembra ainda da série juvenil Os Motoqueiros de Marte, em que três jovens ratos oriundos do planeta Marte e daí expulsos por gordos humanóides em busca dos seus preciosos recursos naturais, acabam na sequência da sua fuga aos seus inimigos invasores, por se despenhar no planeta Terra. Aí ir-se-ão aliar aos terrestres na sua luta contra estes estrangeiros impiedosos, derrotando-os sistematicamente em todas as acções criminosas por eles praticadas.


Descendente de Rato Alienígena

 

O rato que me olhava do interior da gaiola estava assustado e nem se mexia. Tinha-o atraído propositadamente – após várias tentativas fracassadas – com um bocadinho de miolo de amêndoa e face à escassez de comida, a fome tinha-o levado à perdição: caído na armadilha, comido o miolo de amêndoa, o rato provavelmente pusera-se a pensar na sua triste sina, encomendando a Deus a sua alma irracional e de ser vivo de segunda. O mais certo era o Criador nem se lembrar dele e na ilusão da sua simulada obra-prima – o Homem – acabar no fim por lhe dar um pontapé bem no meio do lombo, arquivando-o de seguida como simulação de cobaia (talvez num frasco de formol e pronto a ser dissecado).

 

O rato devia ser um bom pai de família, além de revelar um QI muito aceitável e demonstrar um empreendedorismo muito eficaz. Aproveitando o permanente estado de guerra-fria registado entre os humanos – uns tristes duns ladrões tinham estroncado recentemente a porta da casa dos homens, assaltando-a sem respeito e deixando-a temporariamente aberta e exposta aos elementos vindos do exterior – o rato chamara de imediato a sua adorada mulher já grávida e bem despachada e sem aviso introduzira-a na calada da noite no seu novo lar, uma fantástica moradia campestre, muito acolhedora e bem recheada de comida, tal e qual um verdadeiro paraíso de roedores. E numa orgia organizada de sexo e de manjares ininterruptos lá criara cerca de vinte rebentos, todos apanhados um a um – incluindo a mulher – pelo senhorio meio humano e meio medonho, um velhote tipo seco e ressentido e promotor da emigração e do retorno dos malditos exilados: postos todos na rua sem recurso a tribunais ou outros eventos bizarros ou contingentes especiais.


Familiar de Rato Alienígena

 

Durante o seu longo período de espera e de reflexão, que se estendeu por noites e noites estreladas até ao momento de regresso de toda a sua família ao exterior do estranho e preocupante mundo dos humanos, o rato teve o tempo suficiente para analisar racionalmente todos os parâmetros fundamentais da existência e da filosofia humana, apenas pela simples análise do movimento das estrelas, dos planetas e dos restantes astros visíveis. Quanto ao resto o Universo seria somente um dos pontos de impacto inicial e projecção exterior e os roedores, um subproduto importante para a sequência normal de uma simulação de nível energético muito superior.

 

(imagens – space.com, geralforum.com e dreamstime.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:05