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Cocaína

Sexta-feira, 26.11.21

Neste território de brandos costumes, bem sentado na cadeira do meu jardim e estrategicamente à beira do mar plantado ─ aproveitando o calor do Sol do meio-dia com uma amarguinha e uma aguardente de medronho, ali expetantes à minha espera ─ sem nada que o fizesse prever e deslocando simplesmente o meu dedo sobre o visor do telemóvel, sendo surpreendido por uma notícia sobre tráfico de droga, aqui envolvendo cocaína e ainda o meu país.

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Bélgica

Na Europa

A “Capital das Capitais” no Tráfico de Cocaína

 

Um país em que muitos vivem o seu quotidiano repetitivo e monótono (dia-a-dia) virados para eles próprios ─ nenhuma nova motivação exterior lhe sendo dado para seu usufruto (a imaginação subsequente, podendo tornar-se muito perigosa) ─ não reconhecendo sequer o seu próprio espaço-limitado de sobrevivência (permitindo-lhe trabalhar/reproduzir/dormir, nos mínimos de sobrevivência), tendo vergonha do que vêm à sua frente (refletido no espelho) nus ou bem-vestidos.

Apesar de se saber que as aparências iludem, que o que se diz nem sempre é verdade e que os ricos já tendo dinheiro nem sempre querem (ainda) mais, sendo conveniente recordar que se o que Luís de Camões escreve mesmo no final dos Lusíadas for verdade ─ afirmando como uma das características fundamentais que nos define (os portugueses) sendo a “Inveja” (a droga que nos faz funcionar) ─

Então “as coisas” poderão não ser (de interpretação) tão claras como pensávamos (como nos disseram e repetiram), sendo legais ou não: num país tão perfeito e seguro como Portugal, em que a Economia apesar da subida nos serviços e da descida (vertiginosa) de todo o setor realmente produtivo (sendo de norte a sul invadido por armazéns de intermediários, não-produtores, mas distribuidores) ainda não implodiu,

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Portugal

No 5º lugar

Entre as “Capitais” da Europa no tráfico de cocaína

 

Não existindo milagres e tendo-se acesso (livre/ilimitado) a todos os nossos órgãos dos sentidos e respetivo cérebro (processador), só existindo uma única hipótese para a explicação deste fenómeno colocando-nos perante um caso grave de tráfico de drogas-duras ─ com o nome de Portugal lá colocado ─ como o é a cocaína. E não sendo o nosso 5º lugar (dados de 2019) na rota europeia das capitais da cocaína, motivo de grande espanto (para não dizer nenhum).

Tendo a costa marítima que temos, os excecionais negócios de alguns (em paralelo e/ou em exclusivo) e a força-nenhuma da justiça portuguesa ─ para quem demonstra mais força e poder (ou não vivessem os outros/o povo e ainda, no eterno “Portugal dos Pequeninos”) ─ tendo-se consciência e nada se fazendo “só se podendo mesmo estar à espera” (mas de quê?), tais as evidências de eventuais atos e enriquecimentos ilícitos. Infelizmente presentes (tal como a corrupção) em múltiplos setores e áreas.

No entanto faltando no gráfico até pela grande contribuição desse país no tráfico de drogas-duras ─ na Europa e tal como Portugal, como “porta-de-entrada” ─ aqui não sendo mencionada talvez por ser cocaína: a Espanha, nosso companheiro de península (Ibérica), nosso mestre e sócio nestas lides (como serão a norte, os galegos) ilegais (criminosas), mas criando e/ou mantendo muitos negócios/fortuna. Funcionando tendo-se “crédito na praça”, mesmo que ambos sejam de “fachada”.

(imagens: theguardian.com ─ statista.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:14