ALBUFEIRA
Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)
O SOL "faz hoje" 4,6 BA
Comemorando-se no espaço-tempo os 4,6 biliões anos (de idade) da nossa estrela ─ o SOL (uma estrela da classe espectral G2V) ─ aproveitando-se para recuperar duas primeiras imagens do Astro-Rei, (1) uma o seu mais antigo registo, (2) a outra o primeiro (registo) no interior da sua COROA SOLAR.

O Sol em 1845
Podendo-se observar a presença de manchas solares
(Louis Fizeau e Leon Foucault)
Na imagem (1) apresentando-nos o SOL, com o registo fotográfico a ser obtido (note-se) com uma exposição de apenas 1/60, tendo como seus autores os físicos Louis Fizeau e Leon Foucault: sendo (que se conheça) o 1º retrato do Sol datado de 1845 (já lá vão 176 anos).
Na imagem (2) e avançando sobre a imagem (1) no mínimo umas seis gerações, com a mesma a não se resumir a um registo distante e global da nossa estrela, mas dada a sua grande proximidade (do Sol), a oferecer-nos (em pormenor) a “atmosfera” eletromagnética que a rodeia.

A Coroa Solar em 2018
Numa viagem às regiões adjacentes ao Sol de uma sonda automática
(Solar Parker Prove/NASA)
No “1º retrato” do SOL com o mesmo a ser feito a partir da superfície da Terra a uma distância de 150 milhões de Km e já no “2º retrato” da sua COROA SOLAR com o mesmo a ser obtido a partir da SONDA SOLAR PARKER (NASA) quando a mesma se encontrava a pouco mais de 27 milhões de Km do Sol (pouco mais de 1/6 da distância Terra/Sol).
[BA: Biliões de Anos]
(consulta e imagens: mymodernmet.com)
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Parker a Caminho do Assador
Com o Sol no seu núcleo central podendo atingir temperaturas ultrapassando os 15.000.000⁰C para na sua coroa solar poder variar (de uma forma incrível/surpreendente) entre os 1.000.000⁰C e os 10.000.000⁰C (mesmo que na fotosfera e em torno das manchas solares se registem temperaturas muito mais baixas na ordem dos 4.000⁰C/5.000⁰C).
Desde 17 de Abril de 1976 com a sonda HELIOS 2 a ter sido a nave espacial terrestre a atingir um ponto de maior aproximação ao SOL
– Atingindo o seu periélio a cerca de 43.400.000Km de distância –

A primeira imagem do Sol
(emissão oriunda da coroa solar e passagem do planeta Mercúrio)
Obtida a partir da sonda solar PARKER
(Em 8 de Novembro de 2018)
Chegou a vez de uma outra sonda passar ainda mais perto do Sol:
Com a sonda solar PARKER no passado dia 19 de Outubro (de 2018) a passar a pouco mais de 41.800.000Km de distância da nossa estrela (menor que a distância Sol/Mercúrio), numa das suas 24 passagens (planeadas)
– Orbitando o Sol –
E contando com a colaboração (da força gravitacional para se propulsionar) do planeta VÉNUS (localizado a aproximadamente 108.000.000Km do Sol).
Nas suas órbitas em torno do Sol com a sonda solar PARKER atingindo no ano de 2024 o seu ponto de maior aproximação de sempre, passando a pouco mais de 3.800.000Km do Sol.

Parker Solar Probe
(sonda batendo o recorde de aproximação ao Sol)
Lançada da base de Cabo Canaveral
(Em 12 de Agosto de 2018)
Juntando-se assim a outros artefactos espaciais terrestres tendo como missão observar e estudar o SOL
– SOHO, SDO, STEREO-A –
Mas tendo sobre estes a grande vantagem de se situar muito mais perto da estrela e de se movimentar ao seu encontro; numa região nunca antes visitada pelo Homem tal a Temperatura e tal a Radioatividade.
E ainda sendo visto como um recorde de viagem tendo como referência o Sol (para além da proximidade), estando igualmente previsto a sonda solar PARKER bater o recorde da velocidade até hoje (por outra sonda) atingido:
Pela atrás referida HELIOS 2 em 2 de Abril de 1976 com os seus 68,6 Km/s.
(imagens: NASA)
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Coroa Solar
“O Sol é novo a cada dia”
(Heráclito)
Coroa solar durante um eclipse
Imagem obtida durante um eclipse do Sol, observando-se claramente o plasma que se encontra à sua superfície, podendo este atingir temperaturas de 2.000.000 ° C. Esta coroa que envolve o Sol (corona solar) tem dimensões e forma variável conforme o ciclo que o Sol atravessa – de maior ou menor actividade – originando a emissão de partículas para o espaço exterior (ventos solares) e o aparecimento à sua superfície das conhecidas manchas solares.
(imagem – Miroslav Druckmüller/BUT – spaceweather.com)
