Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

21
Mai 18

[Fantásticos Norte-Americano Vs. Russos (& Chineses)]

 

I

 

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Axis of Evil

The phrase axis of evil was first used by U.S. President George W. Bush in his State of the Union address on January 29, 2002, and often repeated throughout his presidency, to describe foreign governments that, during his administration, sponsored terrorism and sought weapons of mass destruction. The notion of such an axis was used to pinpoint these common enemies of the United States and rally the American populace in support of the War on Terror

(wikipedia.org)

 

Sabendo-se como Cultura & Memória podem ser rapidamente readaptadas e transformadas,

 

- Conforme os interesses e objetivos Ideológicos a alcançar (aparentemente condicionados de forma a proporcionarem um usufruto controlado e aplicado por etapas ao Homem);

 

- E de acordo com as regras inscritas no Manual de Instrução da Máquina Divina (assim definida por a servirmos e dela dependermos) fazendo funcionar essa mesma Estrutura;

 

Convém aqui recordar ao falarmos da CRIMEIA que esta região do Globo Terrestre,

 

- Desde a Antiguidade (e até ao século XV) invadida e colonizada por vários povos oriundos das mais variadas origens (como entre muitos outros, gregos, romanos e otomanos a norte e cimérios, hunos e mongóis a sul);

 

- E entre os séculos XV/XVIII unindo-se (com outros territórios vizinhos) constituindo um Estado Tártaro (Canato da Crimeia);

 

A partir do fim do séc. XVIII acabou anexada ao Império Russo (em 1783) tornando-se mais tarde (1917) numa região autónoma da futura URSS.

 

Para finalmente (em 1954) por ordem do então Presidente da antiga URSS Nikita Khrushchev,

 

‒ Num gesto de amizade e de modo a reforçar as relações Rússia/Ucrânia ‒

 

Dar-lhe autonomia e entrega-la (como Republica Autónoma) à agora Independente Ucrânia.

 

Depois da passagem do Presidente ucraniano Viktor Yanukovich,

 

‒ Apoiado pelos russos, abrindo as portas ao Ocidente, coorganizando o Europeu de Futebol (de 2012) e fugindo após a Revolução Ucraniana (financiada por esse mesmo ocidente) derrubando-o com um Golpe de Estado

 

Sendo este país o que hoje todos bem conhecemos, bem retratado na imagem dos seus grandes (e novos) estádios completamente arrasados (obliterados como muitas estruturas básicas),

 

E nos criminosos em que assenta toda a base da sua classe política que ideologicamente (ideologia de extrema-direita) e de uma forma prepotente o controlam (com a total complacência da Europa e do Ocidente, aceitando reescrever a sua História para a melhoria da História apresentada por outros).

 

II

 

Ukraine should blow up Putin's Crimea bridge

(Tom Rogan/washingtonexaminer.com/15.05.2018)

 

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Segundo o colunista norte-americano Tom Rogan um bom objetivo para ser bombardeado

A nova ponte unindo a Rússia à Crimeia

De modo a reacender a Guerra Civil na Ucrânia espalhando-a então à Europa

(e assim substituindo um possível falhanço ‒ optando-se pela Paz ‒  nos casos norte-coreanos e iranianos)

 

Numa resposta à recente abertura de uma ponte rodoviária (com cerca de 18Km de extensão) ligando a Península de Krasnodar (Confederação Russa) à Península da Crimeia (Ex Ucrânia e atualmente anexada à Confederação Russa),

 

‒ Localizada sobre a fronteira marítima entre o Mar Negro (a sul) e o Mar de Azov (a norte)

 

Um colunista norte-americano já anteriormente famoso por em contextos semelhantes (Guerra do Iraque) se ter deixado levar por oportunas provas falsas (família das FAKE NEWS),

 

‒ Apresentadas antes como agora pelo mesmo tipo de protagonistas (sob tutela dos EUA)

 

Tentando aproveitar o período de indefinição política (geográfica e estratégica) por que passa os EUA (Donald Trump e os seus estrategas militares) entre uma possível Intervenção Militar no Irão ou em alternativa na Coreia do Norte (tentando ultrapassar o duplo impacto provocado pelo pesadelo da intervenção russa na Síria e a intervenção saudita no Iémen),

 

Introduz no possível trajeto desta Máquina de Guerra uma pequena Nuance (de momento atravessando um período de aparente hibernação),

 

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Russian President Vladimir Putin opened the Kerch Strait Bridge connecting Crimea, Ukraine, with mainland Russia on Tuesday. Putin did so by in a typical show of bravado by leading a column of transport vehicles across the bridge. Ukraine should now destroy elements of the bridge.

(Tom Rogan/washingtonexaminer.com/15.05.2018)

 

Para além da representante dos Negócios Estrangeiros da EU e do representante do Irão com três representantes da Europa (e do Conselho Permanente de Segurança da ONU) tentando salvar o Acordo Nuclear Iraniano depois dos norte-americanos lhes terem unilateralmente retirado o tapete desrespeitando o compromisso assumido e ainda ameaçando suplementarmente ainda com mais sansões ‒ ao Irão e se necessário à Europa

 

- Seja para que o tema da Guerra Civil na Ucrânia volte à ribalta (dada a presença dos russos na Crimeia e do lado de lá fronteira),

 

 - Ou para que o mesmo se projete desde já e antecipando o que aí vem (A invasão Russa),

 

Como uma alternativa (Plano C) a um possível recuo (em A/Coreia do Norte e em B/Irão):

 

Demonstrando a quem ainda tinha dúvidas o respeito que os norte-americanos têm pelos seus Aliados Europeus, falhando a Ásia (Coreia do Norte) e o Médio-Oriente (Irão) ainda lhes restando a Europa (Ucrânia).

 

E neste contexto propondo a destruição desta nova ponte unindo dois territórios anteriormente já ligados (e integrando a ex-URSS),

 

‒ Partilhando elementos de ambos os lados, constituindo famílias e comunidades unidas (na defesa da sua terra ancestral e na concretização dos seus objetivos comuns)

 

Considerando a inauguração da ponte do ditador, vermelho e invasor Vladimir Putin como mais um atentado à Democracia Europeia ao Mundo e obviamente aos EUA: não permitindo à Rússia o reconhecimento desta apropriação ilegal mesmo que provocando mais Guerra e ainda mais mortes (na EUROPA).

 

Bombing the bridge would thus be a very personal rebuke to Putin's ambitions and his propaganda narrative.

(Tom Rogan/washingtonexaminer.com/15.05.2018)

 

(imagens: HERITAGE ‒ SPUTNIK ‒ REUTERS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:04

03
Abr 14

Bases

 

A Potência (dos Pontinhos Azuis)

 

Como se pode ver pelo mapa anterior é mais do que evidente para todas as pessoas percebendo minimamente de geoestratégica, a grande ameaça que a Rússia representa para a Europa e para o resto Mundo. Apesar das bases assinaladas com pontinhos azuis – e como se vê espalhadas por toda a Europa – não serem propriamente russas, é fácil de entender o perigo que representaria para a potência associada aos pontinhos azuis, se permitisse sem contrapartidas consideradas superiores que a Rússia continuasse instalada na Crimeia, por acaso – e para a sua frota naval – localizada na única saída disponível para o mar Mediterrâneo. Uma fenda na Muralha de Pontinhos Azuis podia ser a oferta ingénua e inconsciente dum corredor aberto, para a invasão russa da Europa. Irredutível na sua posição paternalista de defesa dos seus protegidos europeus, a potência dos pontinhos azuis reclama desde logo uma contrapartida devida à sua ajuda desinteressada, propondo um boicote imediato aos russos e porque não ao seu gás. Nos EUA estes azuis já se preparam para atacar o dinheiro estrangeiro colocado na Reserva Federal Norte-Americana – a maioria do dinheiro aí depositado – começando como ameaça e depois como exemplo, pelos dólares russos aí guardados (com a J.P. Morgan a tomar a iniciativa). Mas o que pensarão disso (por exemplo) os Chineses, talvez os maiores detentores de dólares a nível mundial e os maiores “accionistas” da Reserva? Quanto à Europa a sugestão do boicote ao gás russo até que poderia ir adiante, mas convém relembrar que 1/3 do gás que o continente utiliza vem desse lado; e que os EUA têm gás, mas que como sugeriu Obama ao ser questionado sobre o assunto, naturalmente é para ele (e para a manutenção das suas reservas estratégicas). Se quisessem teriam que pagar e lá estourava o preço do gás. Já agora não custa nada em dar mais uma olhadela muito pequenina no mapa esclarecedor e verificar como a Rússia e China estão limpinhas e cada vez mais cercadas pelos tais Pontinhos Azuis.

 

Boeing 777

 

O Avião Azul (Branco e Vermelho)

 

Quando vamos a caminho da quarta semana desde que o Boeing 777 das Linhas Aéreas da Malásia desapareceu misteriosamente dos radares na sua viagem entre Kuala Lumpur e Pequim, ainda ninguém conseguiu explicar aos familiares dos tripulantes e passageiros do voo MH 370 o que na realidade se passou. Apesar de algumas entidades oficiais terem desde já decretado “a queda do avião no mar e a morte de todos os seus ocupantes”. A versão oficial resume-se ao seguinte: com intervenção exterior ou não – o piloto poderá mesmo ter cometido suicídio – o avião alterou a sua rota original, dirigindo-se então para o oceano Índico e aí se despenhando. Esta versão é estranha e um pouco difícil de engolir, parecendo mesmo um caso de encobrimento duma outra realidade muito mais dura (por prepotente e criminosa) e que poderia ter consequências políticas muito graves na opinião pública mundial – que o poder ainda não se pode dar ao luxo para já de perder. No entanto se não nos deixarmos levar por esta onda generalizada de adormecimento e aceitação definitiva (por cansaço repetitivo), poderemos tentar ligar alguns pontos que por aí continuam soltos e que por acaso ninguém lhes pega e tente compreender e enquadrar. E se por acaso estivéssemos em presença dum caso típico de sequestro de um avião por parte dalgum tipo de organização terrorista – privada ou de estado – que o teria tentado desviar com um determinado objectivo, acabando no fim por ser bem ou mal sucedida nas suas reais pretensões? Poderia ter aterrado nalguma pista ou até ter sido abatido em pleno ar. O primeiro caso é pouco credível pois mesmo que afirmem o contrário muito dificilmente qualquer objecto daquele tamanho fugiria a todos os “olhos e espiões” instalados naquela sensível região do sul asiático, permanecendo até hoje e pelo menos segundo todos os canais oficiais totalmente indetectável. Por isso achar que racionalmente – e dado a luta travada pela supremacia na zona entre duas grandes potências como a China e os EUA – a última hipótese será a mais fácil e natural de aceitar: é que são muitos os interesses económicos em jogo e tudo roda à volta da subjugação do sujeito (o homem) relativamente ao objecto (a mercadoria). Só que ficaríamos apenas em mãos com duas alternativas possíveis: ou o Boeing 777 tinha sido abatido pelos chineses ou então pelos norte-americanos (ainda agora o diário online espanhol ABC se referia a uma possibilidade que começava a tomar forma e consistência nalguma comunicação social sob o desaparecimento do voo MH 370, afirmando que este poderia ter sido mesmo abatido aparentemente após ter sido sequestrado, de forma a evitar um ataque semelhante e com o mesmo impacto ao ocorrido nos EUA na tragédia do 11 de Setembro em torno das torres do WTC). Apesar do aparelho voador branco ser atravessado por linhas e outras figuras azuis e vermelhas, não podemos aqui e mais uma vez de reparar na presença do agente Azul, não como uma certeza duma ideia talvez como uma mera e oportunista coincidência – pelo menos mais uma oportunidade de confirmar que nem tudo é conspiração e que com várias cores se constroem realidades, umas diferentes das outras conforme a supremacia da cor. Se não foram os chineses então foram os Russos! Já agora onde fica Diego Garcia?

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:52

01
Mar 14

Esta imagem – de 29 de Agosto de 2011 – reporta-se à fase intermédia de controlo do poder por parte de Vladimir Putin à frente da ressuscitada Rússia como nova potência mundial emergente (era ele então Primeiro-Ministro), entre dois períodos como Presidente (o anterior e o actual) deste país estendendo-se da moribunda e prestadora de serviços Europa, até à economia explosiva e expansionista Asiática – com a China a liderar o pelotão e sendo com largo avanço a portadora da camisola amarela.

 

Vladimir Putin e os Lobos da Noite

                                                             

Relembre-se desde já que a Crimeia sempre teve uma forte ligação com a Rússia – sendo ainda hoje uma republica autónoma da Ucrânia por opção, dado ter declarado anteriormente a sua independência em 1992 – continuando a ser nos dias de hoje um símbolo do próprio país na luta de libertação soviética contra a ocupação nazi, não se podendo esquecer no entanto – e simultaneamente – das profundas ligações deste antigo território sob administração russa à fundação e à história da família Imperial Russa e do seu vasto e imenso Império.

 

E de Novorossiysk – localidade situada nas margens do Mar Negro no sul da Rússia – o Presidente Vladimir Putin e os seus Lobos da Noite (integrando o seu líder Alexander Zaldostanov conhecido como “O Cirurgião) poderão facilmente olhar para ocidente e ver lá ao fundo a Crimeia com a sua protegida e simbólica Sebastopol – enquanto assistem a mais um festival motard.

 

Dispondo dum amplo mercado a Leste e demonstrando à Europa Ocidental todo o seu poderio financeiro e tecnológico utilizando uma imagem e um modelo inspirado nesse mesmo sistema capitalista e (agora) selvagem – como o foram os Jogos Olímpicos de Inverno realizados em Sochi – a Rússia não se pode permitir aos jogos desestabilizadores dos norte-americanos e à atitude senil e degenerativa da Alemanha: jamais a Rússia de Putin permitirá que alguém pretenda equiparar e transformar o futuro da Crimeia (para a Rússia) com o futuro do Kosovo (para Sérvia).

 

No meio disto tudo e como sempre os povos vão assistindo e sendo castigados: que o digam os tártaros.

 

Nunca esquecendo que o mundo evolui constantemente e que muito provavelmente com o desenvolvimento económico mais acelerado na Rússia, tal facto lhe proporcionará futuramente a absorção das suas ex-republicas e a sua expansão pelo moribundo território da União Europeia (EU) – tornando-se no gigante económico europeu. Equiparando-se nessa altura (em aproximação por excesso) à China e a todo o seu território e mercado asiático e aos EUA, com a fiel Grã-Bretanha como a resistente da Europa talvez acompanhada pelos países ricos do norte; e ainda com os países da Oceânia oscilando entre o Bloco Chinês e o Bloco Norte-Americano, com a América do Sul atrás do poderoso Brasil na expectativa e com a África a ser constantemente transaccionada, avançando e recuando mas nunca tomando o controlo – já hoje em dia sob domínio maioritário chinês.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:38

OBAMA WARNS RUSSIA: BACK OFF

(huffingtonpost.com)

 

 

ASSUSTADOS COM A AMEAÇA RUSSOS FOGEM EM DIRECÇÃO À CRIMEIA

(albufeira2011.blogs.sapo.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:33

28
Fev 14

Os EUA empurram, a Alemanha deixa-se empurrar, a Ucrânia é empurrada...e depois vem a Rússia e empurra ao contrário. De que é que estavam à espera? E é por coisas como esta que a Europa está a morrer às mãos da Alemanha, com a Rússia a controlar, os EUA a ver e o resto do mundo sem ligar: para eles a morte da Europa, já há muito foi declarada.

 

Sebastopol

 

Com a crise política na vizinha Ucrânia a atingir o seu clímax – o Presidente fugiu da Ucrânia para a Rússia talvez através da Crimeia, entregando virtualmente todo o poder nas mãos dos rebeldes pró-ocidentais – a Rússia viu-se obrigada a defender de imediato os seus interesses nesta importante região fronteiriça tal e qual como o fez na Geórgia.

 

Desse modo não causa nenhuma admiração para qualquer indivíduo minimamente informado, que a Rússia na defesa dos seus interesses e da forte comunidade russa vivendo na Crimeia, tenha aparentemente iniciado a invasão da Ucrânia: primeiro duma forma não declarada, mas rapidamente se podendo traduzir numa invasão efectiva.

 

O que não se compreende no meio disto tudo é a estratégia adoptada pelos Estados Unidos da América e pela Alemanha com os acontecimentos que têm afectado a Ucrânia e que poderão levar a mais uma espécie de balcanização. Com que objectivo? Provocar a Rússia?

 

E se tudo se passasse por exemplo no México ou no Canadá – países fronteiriços com ligações históricas aos EUA – e os interesses e cidadãos norte-americanos começassem a ser perseguidos e agredidos – o que faria a América?

 

(imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:52

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