Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Out 19

A economia mundial está a abrandar de forma sincronizada e vai crescer apenas 3% este ano, o ritmo de crescimento mais baixo desde a crise financeira de há uma década.

(eco.sapo.pt)

 

Uma Crise, tal como a de há uma década?

 

Global_economy_cartoon_12.16.2014.png

Everything Good?

"Nowhere to run to, baby ... Nowhere to hide."

(llustração Martha and the Vandellas/hedgeye.com)

 

Com todo o Cenário Económico-Financeiro a apontar − cada vez mais suportado por uma contínua descida da Taxa de Crescimento anual do PIB e por todos os sinais (ainda por cima num mesmo espaço/tempo sendo contraditórios) vindos dos Estados Unidos América (os donos da moeda de referência − o DÓLAR − e de longe, a Maior Potência Militar Terrestre − com os seus mísseis apontados e cercando, por vezes mesmo junto às suas fronteiras, o território dos seus principais adversários, a CHINA e a RÚSSIA) − para um Novo Período de Recessão Internacional (Global), sendo interessante de verificar como o FMI interpreta (à sua maneira, de duas maneiras, conforme o destinatário) todo este Quadro emergente (certamente por alguém ou algo, agora montado), apresentando-o (ao público em geral) numa versão (virtual) SOFT, em vez de nos presentear com uma Realidade significativamente mais HARD: de uma forma mais suave afirmando que a “Economia mundial vai crescer ao ritmo mais fraco desde a crise financeira da última década (alerta o FMI) (eco.sapo.pt) − a portuguesa incluída em vez de (como o deveria fazer, para nos proteger) de uma forma mais dura nos preparar para um novo Ciclo Económico Negativo, no caso de Portugal, possivelmente em tudo idêntico (com este Governo para 2019/23, podendo os efeitos serem mais suavizados ou não, dependendo da evolução da crise internacional) ao tempo (de maior miséria) passado por todos nós durante o período de Governo de Passos Coelho (2011/2015).

 

Uma taxa de crescimento, descendo 50%!

 

Sem título.png

Economia Mundial

Taxa de Crescimento Anual (em %) − PIB 2009/19

(dados FMI/eco.sapo.pt)

 

Tudo estando dependente do que se passará nos EUA até às Eleições Presidenciais Norte-Americanas a realizar-se daqui a pouco mais de um ano (em 3 de novembro de 2020) – e a partir daí continuando o Mundo sob a batuta do Republicano TRUMP ou (única alternativa fornecida pela outra face da mesma moeda, o Dólar, dominando um Estado Bipolar) de um outro qualquer Democrata (tal a confusão aí instalada), o “Diabo (que não Putin) que escolha – apesar do período de incessante trabalho já imposto às impressoras (“Made In The USA”) espalhando pela Economia (não só norte-americana, como Mundial) Biliões e Biliões de Dólares, podendo a Nova Crise rebentar a médio (depois das Presidenciais dos EUA) ou mesmo a muito curto-prazo (antes das mesmas): talvez dependendo do IMPEACHEMENT, talvez do agravar da Crise Económica, talvez de uma nova Guerra Regional ou Mundial … ou muito simplesmente tratando-se dos primeiros sinais (mais visíveis) de claustrofobia e implosão do grande Império Norte-Americano, posto face à crescente asfixia provocada pelo erguer dos marcos (de referência) do Novo Bloco Político a Oriente (China e Rússia) – tendo matematicamente fortes probabilidades de se impor a médio-prazo como o Novo Império do Oriente, traduzindo o IMPÉRIO CHINÊS. Talvez ainda com a EUROPA a ver (e como tal Portugal) e sem saber bem o que fazer.

 

No primeiro grande evento de Kristalina Georgieva como diretora-geral,

o FMI deixou um dos alertas mais sérios da última década aos líderes mundiais:

não há margem de erro e os países têm de tomar medidas urgentemente

para estimular o crescimento.

(eco.sapo.pt)

 

Não confiando no mercado económico-financeiro (atual) (1º) mau sinal − com os Investidores aguardando (cheios de dinheiro) por um maior crescimento … e, entretanto (2º) péssimo sinal evoluindo do (1º) − não investindo?

 

Trump-trade-war-GDP.jpg

EUA vs. CHINA − Guerra Económica entre Blocos

Encaminhando-se para uma trégua na guerra das tarifas

(imagem: pymnts.com)

 

E entre alguns dos dados fornecidos pelo FMI, olhando apenas para o gráfico (da taxa de crescimento mundial e anual do PIB) e para a tabela de projeções (mundiais para 2020) − inseridas no artigo de Nuno André Martins (15.10.2019/eco.sapo.pt) – constatando-se e relevando-se entre eles o contínuo decrescer da taxa (mundial) de crescimento do PIB (de 5,4%/em 2010 para 3,6%/em 2018 e ainda/no decurso de 2019, continuando em descida, prevista no final do ano ser de 3%) − numa descida nas previsões para 2019, tendo que ser modificada “ainda mais para baixo” pela 5ª vez este ano – para além do agravamento mais acentuado das previsões Económicas (de crescimento) para o futuro próximo e global (relativamente à média geral para o resto do ano de 2019 e ano de 2020) − com a taxa de crescimento variando (2018/2020) de 3,6%/3,0%/3,4% – nos EUA fixando-se pelos 2,9%/2,4%/2,1% e na Europa (ainda mais baixa) pelos 1,9%/1,2%/1,4%. Se comparadas com as taxas de crescimento da Índia ou da China (e de outras nações asiáticas) nada tendo mesmo a ver (andando pelos 7%/6% respetivamente). E nem se falando aqui, das guerras e sansões (como Arma) declaradas − numa Guerra Económica em curso (total e entre dois Blocos) e sem fim claro à vista (enquanto Trump o quiser) … e “com a Europa à espera para ver”.

 

Aguardando-se para já o resultado

do “TRUMP vs. XI, MANO a MANO”

(washingtonexaminer.com)

 

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“Which of the two sovereigns is imbued with the Moral law?

Which of the two generals has most ability?” – The Art of War

(imagem/legenda: Tyler Grant/10.10.2019/washingtonexaminer.com)

 

“A year out from the U.S. presidential elections, escalation isn’t clearly preferable for either party. But as U.S. elections near, the Chinese bargaining position grows stronger — with a short-term position across the table from a desperate Trump or a long position against a new president saddled with a weak U.S. economy, negotiating against and apologizing for the trade war of his or her predecessor.” (Trump vs. Xi, mano a mano/Tyler Grant/October 10, 2019/washingtonexaminer.com)

 

E se quisermos associar o Ciclo do SOL (com cerca de 10/11 anos) com o Ciclo do PIB − ou não estivesse tudo correlacionado − se nesta última década a atividade do SOL se encontra num MÍNIMO − encaminhando-se de seguida para um novo MÁXIMO − ainda no mesmo período de tempo e quando a evolução do PIB se aproxima do seu respetivo MÍNIMO, encaminhando-se de seguida e como esperado (sabendo-se ler os “sinais”) o PIB e a CRISE, para um MÁXIMO. Sendo mais fácil de acreditar nesta teoria (associando e utilizando a experiência, SOL e PIB) do que na outra afirmando, estar maioritariamente nas mãos do Homem (sinal de um Mundo Homocêntrico de ilusões de grandeza do Homem, sentindo-se/desejando-se igualmente personificar o “Criador”) a preservação (tal e qual como ele é Hoje e como se tal fosse possível, num conjunto baseado na Energia e na Dinâmico) do nosso PLANETA.

 

[Em caso de desespero e não se sabendo o que fazer, devendo-se recorrer aos leigos bem-vividos e com EXPERIÊNCIA: como o será o caso dos nunca reconhecidos EMIGRANTES, em tempo de férias já antigos (e tal e qual os PIONEIROS) recorrendo ao OURIVES nas suas aplicações financeiras – investindo tal como as Grandes Potências (“a necessidade aguça o engenho” − e até a engenhoca, denominada “Geringonça”) em METAIS PRECIOSOS.]

 

Mind Matters!

 

(imagens: as indicadas)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:20

19
Jan 16

O Problema é lá Chegar!

 

Como durante uma crise económica e financeira tremenda 1% da população mundial aumenta a sua fortuna de 50% ou ainda mais (os mais ricos), enquanto os outros 99% perdem outro tanto ou ainda mais (os mais pobres).

 

2015-347--The-gap-between-the-rich-and-the-poor-to

 

Nasci na Ilha Pequena onde moravam 1.000 pessoas. Ilha que tinha uma irmã (a Ilha Grande) onde moravam apenas 10. Na Pequena moravam os pobres e na Grande moravam os ricos. Com rendimentos mensais iguais logo com o mesmo para gastar: R₁₀₀₀ = R₁₀ = 1.000 moedas. Logicamente que nas ilhas uns viviam (Ilha Grande = 1%) e outros não (Ilha Pequena = 99%). Mas a vida era assim e teriam de aguentar.

 

Um dia algo se deu e alguém veio cobrar. As ilhas parentes em si teriam as duas que pagar: e como gémeas que eram à chegada do cobrador só tiveram que pagar e na igualdade concordar. E assim de uma assentada de cada levou 500 (moedas) e apenas com uma braçada esganou outros 500 (pessoas). Mas como toda a gente sabe esse é o custo da manutenção da sociedade democrática onde hoje vivemos.

 

Assim as 1.000 pessoas da Ilha Pequena e as 10 pessoas da Ilha Grande viram os seus rendimentos drasticamente reduzidos em 50%: agora com cada pessoa da Ilha Pequena a ter 0.5 moedas/mês e da Ilha Grande a 5 moedas/mês. Num cenário notoriamente mais drástico e pesado para a Ilha Pequena (onde com 1 moeda/mês se sobrevive), mas sem grande impacto na Ilha Grande (ainda com 5 moedas/mês para gastar).

 

Mas será mesmo assim? É melhor recapitular. Temos duas ilhas e 1010 pessoas. Com rendimentos que foram reduzidos de 50% restando um total de 1.000 moedas. Num corte levado a cabo por um distinto cobrador vindo do lado de lá não se sabe bem donde. Mas conhecido por alguns como o intermediário, com papel de mandatário e até de empresário. Num estado de emergência sendo ele o Banco Central.

 

Recolhidos as 1.000 (moedas) o que irão agora fazer? Ajudar desde logo a gente, salvando sempre as ilhas. Como? Investindo nas forças vivas (residentes na Ilha Grande) e dando força aos restantes (residentes na Ilha Pequena): isto porque todos nós que professamos a doutrina cristã e ocidental, que acreditamos na superioridade de outras entidades mesmo que desconhecidas ou abstratas e que delegamos sem hesitar a nossa vida nuns poucos outros (e nas suas coisas) ainda achamos que sem chefes nunca haverá homens e a Terra parará.

 

E foi assim ao falar com um simples merceeiro (um ás nas contas e nos negócios) que cheguei à tradução que me deu a conclusão:

 

Parâmetro/Ilha

Ilha
Grande

(moedas)

Ilha
Pequena

(moedas)

Rendimento mensal anterior à crise 1000 1000
Nº de habitantes 10 1000
Rendimento mensal anterior à crise por habitante 100 1
Corte no rendimento mensal devido à crise 500 500
Rendimento mensal após corte 500 500
Rendimento mensal após corte por habitante 50 0.5
Redistribuição após corte 1000 0
Rendimento mensal após redistribuição 1500 500
Rendimento mensal após redistribuição por habitante 150 0.5

 

Ou seja durante este período de crise:

 

A evolução do rendimento mensal dos ricos foi 10050150 enquanto do lado dos pobres foi 1 0.50.5 (claramente uma distribuição equitativa de sacrifícios);

 

Nesse período a variação dos rendimentos registou um crescimento de 50% para os ricos e um decréscimo de 50% para os pobres (o dinheiro tinha que vir de algum lado);

 

E no parâmetro que mais nos interessa e que revela bem a equidade crescente do mundo onde hoje vivemos (seja ela verdade, seja ela mentira), enquanto anteriormente a relação de rendimentos entre ricos e entre pobres era de Ricos = 100 X Pobres agora ela fixa-se nuns aterradores Ricos = 300 X Pobres (no que à Europa diz respeito mais um prenúncio do fim do euro).

 

Pelo que não é de espantar que surjam títulos como este (achando eu que ainda por defeito):

 

“The wealth of the most affluent rose 44 percent since 2010 to $1.76 trillion, while the wealth of the bottom half fell 41 percent or just over $1 trillion.”
(swissinfo.ch)

 

Ainda-por-cima quando é necessário demostrar algum tipo de preocupação com os outros 7 biliões de habitantes do planeta Terra, agora que vem aí o fórum económico mundial com o seu encontro anual dos mais influentes do mundo (contando aqui e agora com mais de 60 multimilionários): entre 20 e 23 de Janeiro na famosa cidade suíça de Davos.

 

“The global inequality crisis is going from bad to worse. The global charity says inequality is worse than it has been in 100 years.”

(aljazeera.com)

 

(imagem: inkcinct.com.au)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:25

21
Ago 15

“The third bailout is the result of more than six months of turbulent negotiations, which pushed Greece back into recession, left its banks subject to stringent capital controls, while delaying any action to reduce Athens’s huge debt burden until the fall.”

(economonitor.com)

 

img0.jpg

Berlim – Parlamento Alemão

 

Qual será a estratégia da Alemanha face à crise económica grega, agora que o seu interlocutor privilegiado apresentou o seu pedido de demissão? Apesar de ter capitulado contrariado (oferecendo a Grécia à Alemanha) e de estar em rota de colisão com o seu eleitorado (pedindo-lhe um NÃO e oferecendo-lhe um SIM), TSIPRAS sempre era o rosto da Grécia e um representante credível para o início (imediato) das privatizações. Mas agora que a primeira tranche do empréstimo foi paga e se regularizaram pagamentos (a curto-prazo), eis que o interlocutor se afasta e a Alemanha fica sozinha (para a concretização dos seus negócios). Um risco que a Alemanha não se pode dar ao luxo correr, sendo como é uma das partes mais interessadas na rápida resolução do problema económico e financeiro grego (já que a Alemanha é de longe um dos maiores credores da Grécia) e apressada como está no início da privatização (aquisição e controlo) de todos os sectores produtivos e fundamentais deste Estado anteriormente soberano. Pelo menos até 20 de Setembro (mais um mês de interregno) tudo ficará pelo menos parcialmente em suspenso, o que certamente poderá dar origem ao aparecimento de novas convulsões internas e exteriores à Grécia e como consequência mergulhar de novo a EUROPA na crise em que já vive há tantos e tantos anos. Entretanto ficamos a aguardar por novos desenvolvimentos sobre todo este impenetrável e comprovadamente irresolúvel processo (diminuição do défice de um estado falido), com a certeza absoluta de que a oriente nada de novo surgirá (seja por parte da Alemanha, seja por parte da Grécia), que todos os outros países fazendo parte da EU se calarão por receio de contágio argumentativo (como a Espanha e Portugal) e que Wolfgang Schäuble lá estará para nos lembrar daquilo que pretendemos e de como teremos que lhe retribuir para o conseguir. Caso contrário a solução (provavelmente já encomendada) será a da porta de saída, da sempre presente e solidária Comunidade Económica Europeia.

 

“Greece crisis: Syriza rebels form new party.”
(bbc.com)

 

E agora com o problema da Grécia de novo à nossa perna (e de toda a EU), ainda mais se irão animar as outras duas eleições a realizar este ano noutros dois países pobres e do sul do continente, tal como a Grécia com a corda cada vez mais apertada ao seu pescoço: Portugal e Espanha.

 

(imagem – fosterandpartners.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:57

04
Jan 15

À procura da terra a todos os homens prometida – antes de nos esclarecerem (e já depois do jogo se ter iniciado) que existiam homens e homens, uns iguais outros diferentes

 

emigracao-1a70.jpg

Fugindo do Egipto
(atravessando o Mediterrâneo em direcção à ilha de Malta)

 

Entre as dezassete melhores fotos do ano de 2014 (Expresso/31.12.2014), sem dúvida a imagem que melhor retrata o mundo em que hoje vivemos. O que todos nós ainda não compreendemos é que aquele “barco sem as mínimas condições de segurança”, representa a estrutura que irá suportar o nosso trajecto rumo ao futuro, aqui utilizado por todos nós em busca duma “quimera”, já há muito ultrapassada e esquecida.

 

Se olharmos com mais atenção para esta imagem e esquecermos todos os constrangimentos socialmente impostos aos nossos órgãos dos sentidos, mais cedo ou mais tarde iremos reconhecer nesta imagem alguém que nos seja familiar: até que um dia e não acreditando no que estivermos a ver, nos descobriremos a nós próprios. E se só “este ano, o sonho levou mais de 200 mil pessoas a arriscarem tudo para tentarem entrar em território europeu, tendo a viagem custado a vida a mais de 3000”, poderemos com uma simples operação ficar a saber que também nós já vamos no mesmo barco.

 

Exemplos da selvajaria democrática e legal perpetrada pelos políticos eleitos, sobre aqueles que aparentemente os elegeram para os representarem e defenderem

 

baraa-al-halabi-c256.jpg

Inferno no Mar, Inferno em Terra
(cidade de Aleppo na Síria)

 

E se ainda não há muito tempo eram os superiores senhores da nobreza que impulsionados pelas imagens de tesouros e riquezas se deixavam levar pelos fascínios de aventuras propostas pelas suas estáticas realezas (contando já com uma grande e crescente percentagem de trabalho escravo e colorido) – deslocando-se em elaboradas CARAVELAS – actualmente vivemos novos tempos em que desaparecidas as bases de sustentação das estruturas essenciais à manutenção mínima de qualquer tipo de organização social, são os senhores inferiores (como subprodutos dos senhores da nobreza) que impulsionados pelas imagens de ganhos imediatos e indiscriminados (sejam objectos ou sujeitos, com tudo igual a mercadoria) de tudo e com todos fazem negócio, com o balanço final agora a fazer-se entre contabilizando-se o número de vivos e de mortos – deslocando-se em frágeis BARCOS DE BORRACHA.

 

“Um homem transporta nos braços uma criança ferida num ataque à bomba no distrito de Kallaseh, norte da cidade de Aleppo, Síria, dia 3 de junho de 2014. Cerca de 2000 civis, incluindo mais de 500 crianças, foram mortas em ataques aéreos do regime, em áreas controladas por rebeldes.” (imagem anterior)

 

Com a chegada da crise às suas fronteiras, a Bruxa Má assentou arraial sobre as ruínas dos povos de leste, oferecendo o fruto vermelho do pecado à ingénua virgem ocidental

 

anatoly-maltsev-afp-0f3d.jpg

Um Anti-Cristo ocidental
(num mundo cheio de sombras e onde apenas visualizamos máscaras)

 

E não poderia terminar este momento de escrita sem mencionar o nome de uma das principais figuras públicas mundiais do ano de 2014 (segundo uma grande percentagem do público alvo, das grandes empresas de media e de marketing globais) – criada com a intenção de disfarçar e ofuscar o crescente poder económico chinês e não tanto com o objectivo por alguns pensado (e talvez desejado) de destruir a Rússia: o presidente russo (a ocidente o ditador) Vladimir Putin.

 

Acusado de apoiar o presidente sírio (a ocidente o ditador) Bashar al-Assad no genocídio do seu povo (esquecendo-se que numa guerra existem sempre e no mínimo duas partes), de anexar ilegalmente e em desafio às directivas impostas pela NATO a sua antiga província da Crimeia, alguns anos atrás oferecida à Ucrânia (se calhar com o compromisso de aí manterem a sua única base militar de entrada no mar Mediterrâneo tentando equilibrar o poderio da NATO) e até de estar implicado no abate do avião das linhas aéreas da Malásia sobre a zona leste da Ucrânia (a parte controlada pelos rebeldes) matando deliberadamente todos os seus tripulantes e passageiros.

 

E assim se cria um novo bode expiatório, um novo Judas, um novo Lobo Mau, um novo Diabo, um novo Bin Laden, enfim, um novo culpado para todas as coisas de mau que também nós ajudamos a criar. A culpa é dele, já me livrei dela.

 

“Durante um comício de protesto contra as acções militares russas na Crimeia, em São Petersburgo, na Rússia, um activista utiliza uma máscara com a cara do Presidente russo Putin enquanto mostra uma maçã vermelha, numa analogia com a bruxa má do conto infantil Branca de Neve, como símbolo de um presente envenenado.” (imagem anterior)

 

E aí o predador agradece e para comemorar (afinal de contas está de novo em estado de graça) ainda come mais outra presa. Dêem-me muito tempo de vida e mesmo muita paciência. Por favor!

 

(texto em itálico e imagens – Expresso)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:22

13
Jun 14

A UE e o FMI apoiaram imediatamente a iniciativa, tendo já fornecido ao Governo português uma caixa especial de ferramentas, que este desde já triplicou – utilizando uma moderna impressora de última geração (made in Taiwan).

 

Considerando a crise económica e financeira que tem vindo a asfixiar Portugal e os seus cidadãos excedentários, o Governo comandado pelo compadre Coelho e pela comadre Portas – e apoiados incondicionalmente por todos os seus filhos ilegítimos e bastardos – decidiu atribuir ao ramo da construção civil a tarefa de reconstruir e solidificar o areal das nossas praias e de toda a restante costa litoral.

 

Trabalhadores reforçando a linha de costa

(1.º,2.º e 3º Nível)

 

Para o efeito foi já publicado em triplicado e devidamente selado um edital solicitando a contratação imediata de três trabalhadores ligados ao ramo da construção civil, que irão de imediato e sob a liderança de um engenheiro formado em instituições privadas reconhecidas pelo conceituado ME, começar a fixar pelo menos provisoriamente a linha da costa. Espera-se a colaboração entusiasmada da população, autorizada a fornecer pregos, parafusos e porcas.

 

Até ao momento o Ministro da Economia Pires (de tremoços) ainda não se pronunciou sob o assunto em questão, dado estar a terminar a sua querida e deliciosa bejeca.

 

(imagem – Andrei Popov/Rússia)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:01

05
Jun 14

“Apocalipse Zombie também entra nos planos de defesa do Pentágono”

(notícia Web)

 

 

O problema provocado pela crise que actualmente varre o país de norte a sul já ultrapassou há muito tempo o nível mínimo de Preocupação: com um país cada vez mais agarrado à ampliação exponencial de Serviços não reprodutivos e tendo já eliminado a Indústria e os elos fundamentais das ligações comerciais associadas – as PME – o limite imposto pela imaginária linha vermelha já foi há muito ultrapassado, com um número crescente de cidadãos a viverem em condições cada vez mais extremas, já mais para o lado de lá do que para o lado de cá. E todos nós sabemos que condicionando os comportamentos humanos a uma estrutura económica ilusória assente apenas no valor do dinheiro (desvalorizando tanto o sujeito como o próprio objecto de troca a ele proposto) poderemos estar a criar uma nova raça de humanos cada vez mais afastada do seu molde original, em linha com o objectivo do sistema da reprodução de contingentes de excedentários cada vez mais numerosos, que justifiquem futuramente e como medida fundamental de sobrevivência (dos melhores) a sua eliminação. De início destruindo-os psiquicamente e posteriormente aprofundando a sua intervenção decisiva e aniquilando-os fisicamente – duma forma definitiva e irreversível. Muitos de nós já vivemos na Terra do Morto-Vivo, só que já ninguém quer saber mais de nós.

 

(imagem – A Crise no Limite – Maria João Cunha – RR)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:34

15
Jan 14

Cansados de um quotidiano monótono e cada vez mais adverso que os têm vindo a rodear durante estes anos consecutivos de crise e de insegurança – agravado pela falta de credibilidade dos seus governantes e pelo fim da esperança no seu futuro – eis que os norte-americanos viram agora o seu foco de atenção e de protagonismo para mais Além: se sobre a Terra já não existe Futuro para o Homem, então Ele que se vire definitivamente para o seu interior e para o seu exterior.

 

  • Objectos como cometas e asteróides parecem ser atraídos pela Terra – assim pensamos nós apesar de sermos parte interessada!

Segundo a última loucura conspiracionista de origem norte-americana e centrada em fanáticos apologistas do “Fim do Mundo Já!” o novo apocalipse está aí à porta e virá do exterior sob a forma dum corpo celeste ainda não totalmente identificado

 

  • Ou não será o contrário ou nada os ligue a isso?

Desse modo os indivíduos ainda conscientes de que cada um deles terá sempre um papel a desempenhar neste mundo, poderão encontrar uma outra via alternativa e viável de o transformar, tendo no entanto e sem qualquer tipo de objecção de sentir o seu corpo interiorizando-se no planeta, sensibilizando simultaneamente os seus órgãos sensoriais externos para a percepção do exterior. E de olhos no chão – pregados num corpo amargurado e prematuramente decadente – ou de olhos no ar – colados a um espaço desconhecido, onde habitam Deuses e circula o Diabo – esperam a chegada do último Prometido.

 

(imagem – retirada da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:40

30
Dez 13

“E até agora só dissemos Ámen”

 

 

A Crise Acabou: a Irlanda já saiu, Portugal vai a caminho e a Grécia também já fez o seu anúncio.

 

Mas afinal o que terá acontecido nestes países para de um dia para o outro estarmos em crise e do outro para o seguinte esta ter terminado?

 

Um dia com dinheiro a sair-nos por todos os lados para fora da carteira, no outro dia com o dinheiro todo desaparecido entre os imensos buracos da mesma carteira e no dia seguinte apenas com o contentamento da carteira mesmo que vazia ainda nos pertencer.

 

Mas para mim a nossa desventura ainda não acabou: certamente chegará o dia em que a nossa sociedade se refundará definitivamente e em que revolucionariamente o nosso Governo tornará a decretar a guerra de classes.

 

Mas em primeiro lugar terá que ser efectuada a necessária e imprescindível selecção.

 

Categoria

Característica

%

Portugal

Indivíduos classe 1

Com carteira

01

100.000

Indivíduos classe 2

Com porta-moedas

10

1.000.000

Indivíduos classe 3

Desprovidos de ferramentas

39

3.900.000

Indivíduos sem classe

Inexistentes

50 (1)

5.000.000

 

(1)    A serem progressivamente exportados – no mais curto espaço de tempo possível (limite – Junho de 2014)

 

 

Entretanto o nosso prazo de validade terá acabado e já teremos sido substituídos pelos novos escravos globais – automáticos, substituíveis e como tal sem direito de existência.

 

Ámen.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:50

01
Abr 11

Sócrates vende Cristiano Ronaldo a Espanha

 

 

Sócrates e o Dia da Mentira

 

A edição de hoje do jornal inglês The Independent escolheu a crise financeira portuguesa para partida de 1 de Abril e “revela” que Portugal vai vender o futebolista Cristiano Ronaldo à Espanha por 160 milhões de euros.

 

O The Independent adianta que o primeiro-ministro, José Sócrates, decidiu vender o extremo luso como forma de «aliviar o défice das contas públicas» e dar um sinal da «determinação de Portugal em vencer a crise».

 

O jornal revela ainda que Cristiano Ronaldo decidiu ser «patriota» e aceitou ser vendido para Espanha.

 

Contudo, a transferência do jogador madeirense ainda não está garantida, já que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, poderá «meter-se» no negócio e oferecer 200 milhões de euros para Cristiano Ronaldo se mudar para o Reino Unido.

 

Sapo

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:35
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