Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


A Negação da Política

Sábado, 07.03.15

Aqui se fala de indivíduos a quem toda a gente paga:

para que nos representem e também para que nos defendam.

(e não para cobrar numa porta e escapar-se logo pela outra)

 

2015-03-06-lb-passos-museu-agua-01-10-14-d4d6.jpg

Primeiro-Ministro

 

Nestes últimos anos sempre que não tive dinheiro ou ingenuamente me esqueci, posso jurar pela minha saúde que por seu lado o Estado nunca se esqueceu de mim: com multas a pagar, juros a crescer e processos sem fim.

 

• Ideias básicas de indivíduos prepotentes:

 

Luís Montenegro diz que "era o que faltava" que o primeiro-ministro se demitisse

 

• Reacções básicas de indivíduos colaborando e beneficiando com essas prepotências:

 

PR não quis comentar dívidas de Passos

 

• Esquecimentos básicos e necessários de indivíduos prepotentes:

 

Passo sabia que devia mais 26 meses do que pagou

 

• O que básico pode acontecer quando o nosso amigo é um indivíduo prepotente:

 

Dívida. Assessor de Passos denunciou Paulo Macedo

 

Como eu não pertenço ao grupo privilegiado de prepotentes, o que me poderia acontecer era ser-me instaurado um processo ou até vir a ser condenado: depois de requalificado e tornado excedentário, desse modo eliminavam-me de vez.

 

(títulos: Lusa e Expresso – imagem: Luís Barra/Expresso)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:42

A Guerra dos Mundos

Sábado, 26.11.11

Torre de Belém sob domínio estrangeiro

 

Lisboa acaba de ser ocupada por forças estrangeiras vindas dos mundos longínquos das Novas Fronteiras, que pretendem com esta acção completar a ocupação exemplar e pacífica de Portugal, como garantia para o pagamento dos juros e da dívida nacional, contraída em nome da estabilização do preço do espaço por metro quadrado.

 

Esta foto foi captada através da utilização cuidadosa de uma máquina fotográfica chinesa de marca conhecida – vinda directamente do terminal portuário de Sines – enquanto comia tranquilamente o meu primeiro e delicioso pastel de Belém, sentado nas margens do rio Tejo e com uma mini como companhia.

 

Após um último lampejo de sabor a creme e canela, só tive tempo de fugir a toda a velocidade em direcção ao Museu da Electricidade e refugiar-me no seu interior, logo à entrada, na zona do bar: com uma forte aguardente na mão e toda força do meu carácter, liguei o plasma que estava ali e pus-me a ver em directo. Foi quando lançaram o primeiro raio e tudo ficou decidido.

 

Na margem sul os camelos continuavam sem interesse e emoção a sua lide diária, não se apercebendo na sua lucidez mecanizada, do que se estava a passar do outro lado do rio. Deste lado do Tejo o mundo continuava um deserto, pouco valendo o metro quadrado, desde a infame suspensão da construção do transporte gravítico vinculativo, com o pretexto de que “sem dinheiro, ninguém oferece o traseiro”!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:21