Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Abr 16

Na próxima semana a Republica Popular da China lançara no mercado a sua nova moeda o NOVO YUAN. Já tendo criado no ano passado um banco de desenvolvimento (AIIB) em alternativa ao BANCO MUNDIAL fortemente influenciado pelos EUA, eis que o lançamento da sua nova moeda inicia uma nova fase do seu ataque ao poderio financeiro norte-americano: proibindo todas as transações de serem feitas com a intervenção do dólar norte-americano e avisando desde logo que MERCADO CHINÊS e NOVO YUAN só mesmo com OURO ou relativos.

 

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Desde que os estrategas da Republica Popular da China (neste momento a maior potência económica global) descobriram a importância de no interior do seu vasto território (o terceiro estado do mundo em superfície) habitar quase 20% da população mundial (caminhando para os 1,5 biliões) e de o mesmo se integrar num imenso continente no total representando uns impressionantes 60% (a Ásia o maior continente da Terra), a decisão dos seus líderes, empresários e intelectuais na altura no poder, certamente que deverá ter sido clara e imediata: intrometer-se progressivamente (de início em pequena escala) nos esquemas comerciais do sistema de mercado global (aprendendo com todos os seus erros cometidos mas por outro lado aproveitando posteriormente todas as falhas aí instaladas), para a partir daí alargar ainda mais as suas rotas comerciais, estabelecer novos acordos mais dinâmicos (e intrusivos), aumentar a dimensão das suas trocas comerciais e com o alargamento à cooperação mais extensiva e tecnológica (com o seu cliente, país, parceiro e amigo de negócios) e no final poder combater lado-a-lado e de igual-para-igual com os seus principais rivais comerciais, derrotando-os implacavelmente (sem possibilidade de retorno) e como quem não quer a coisa (como resposta ao gozo em torno da afirmação ocidental de que os chineses só produzirem produtos de fraca qualidade, baixo preço, no fundo inúteis chinesice) transformar-se em tão poucos anos a maior potência económica mundial ultrapassando os próprios EUA (ainda e de longe a maior potência militar global).

 

Mas esta era apenas uma das três etapas do maior objetivo final a concretizar: tal como o fez os Estados Unidos da América ao saber aproveitar o exato Momento (a II Guerra Mundial) para se transformar num Monstro Económico Global (como o foi até há pouco tempo), pondo desde logo as cartas em cima da mesa e afirmando a todo o mundo a Superioridade Económica da China – mas no caso chinês não utilizando a sua supremacia atual para a partir daí se armar e coagir os outros a aceitarem a sua pretensa Excecionalidade, optando em alternativa por conquistar o mercado diretamente associado ao económico, dele dependente e ainda sobrevivente: o mercado Financeiro. Num trabalho levado a cabo por especialistas (como disse anteriormente) com um Maior Objetivo a Concretizar e que ao mesmo tempo que se tornavam na maior potência económica já se iam preparando antecipadamente para a sua nova e decisiva campanha: lançando as infraestruturas de um Novo Banco Mundial não controlado pelos EUA e ao tendo como moeda de troca universal o dólar. No caso da Republica Popular da China com a intenção do lançamento num futuro próximo da sua própria moeda (em cronologia variável por prevista antecipação), sendo esta suportada pela enorme quantidade de Ouro até agora aprovisionado pelo país – ao contrário dos EUA em que o dólar é suportado em nada (a não ser na sua Reserva Federal privada, esmagadoramente de origem externa) a não ser na capacidade impressionante das suas impressoras em fabricarem notas e em inundarem o mercado. O que deixará qualquer investidor deste mundo a pensar, se não será melhor ter garantias em OURO (um metal precioso) em vez de ser em PAPEL (que todos nós temos em casa). Nem sequer necessitando de alterar/acelerar muito o seu programa de desenvolvimento militar, já que contará certamente com o apoio incondicional do seu maior aliado – a Confederação Russa – já com estreitas ligações económicas (do lado russo com a GAZPROM) e financeiras (do lado chinês com o banco AIIB) com a R. P. China.

 

Com os EUA entretidos internamente com as suas eleições presidenciais (que na prática e para o desenvolvimento do Mundo nada significam seja qual for o vencedor Democrata ou Republicano), enquanto externamente agentes norte-americanos trabalhando em agências diferentes (CIA, Pentágono), se entretêm a ver (tal como se tratasse de um jogo) qual deles sairá vencedor, combatendo mesmo entre eles e apelidando-se de Bons e Maus. Mas se mesmo assim estão à espera, então esperem sentados.

 

O que se ninguém fizer nada, poderá ser uma tragédia para todos nós – e com a EUROPA como um dos tentáculos do Polvo Norte-Americano.

 

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CHINA SAYS "NO DOLLARS" FOR NEW YUAN

(www.superstation95.com – 13 Abril 2016)

 

In a shocking move likely to crush the US economy overnight, China is refusing to make its new gold-backed Yuan, convertible from or to US Dollars. The new Yuan will be introduced next Tuesday, April 19.

 

When the International Monetary Fund (IMF) agreed to add the Yuan to the basket of world currencies used for Global Reserves and International Trade, they wanted China to make the Yuan more reliable as a currency. Since then, China has almost un-pegged its Yuan from the Dollar, allowing its value to fluctuate on world markets.  

 

But for years, China has been amassing huge amounts of gold bullion; some have said their appetite for bullion has been "staggering." And with a new gold-backed Yuan to be issued next Tuesday, the entire world will have a choice of a new currency to use for international trade: The old US Dollar which is backed by nothing, or the new Chinese Yuan, which is backed by gold. Which currency would YOU use?

 

When this new currency is issued, countries that have been forced to use US Dollars for decades, and have had to keep billions of dollars in their foreign currency reserves, will be free to dump those dollars. But they won't be able to dump them to China for the new gold-backed, Yuan!

 

China has reportedly decided "there can be no conversion of gold-backed Yuan to or from US dollars." What China fears is that many countries around the world will want to trade their reserve US dollars for the new Yuan, leaving China with mountains of worthless US dollars. China already has several trillion in US dollar reserves and does not want or need more.

 

If news of this decision by China is correct, then countries around the world may just have to decide whether or not they wish to continue trading with the USA at all?

 

The upheaval this could cause as early as next week, would be staggering.

 

(1ªimagem: vanityfair.com – 2ªimagem e texto/inglês: superstation95.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:04

12
Jan 15

Aqui se pode constatar o poder esmagador do DÓLAR na economia global:

 

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Influência norte-americana (AZUL)

 

Adoptando alegremente a sua intermediação obrigatória (do dólar) todo o mundo tem que produzir, enquanto para eles (norte-americanos) basta imprimir.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:50

17
Dez 14

O Sistema Monetário Internacional está morto: quando não existe concorrência e uma única moeda controla o mercado, não vale a pena transaccionar nada em troca de um objecto banal (neste caso o dólar).

 

Nenhum Estado na Terra conseguirá resistir ao poder de um Outro Estado, que para dominar quem quer que seja só necessite de imprimir mais moeda.

 

Por mais moedas que o Estado tenha, o Outro Estado só terá que inundar o mercado com mais moedas, desvalorizando-a e aumentando ainda mais o seu défice, mas destruindo por outro lado e de vez as moedas de troca resistentes.

 

E a partir daí é só controlar a impressão e não dar troco a ninguém.

 

Por isso os chineses se mexem enquanto a Europa espera – vendo a Rússia a inclinar-se para a Ásia a convite da grande China.

 

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Guerra à Rússia – 2014
A brutal queda do rublo

 

Os resultados do último ataque dos EUA sobre a Rússia (a pretexto do conflito envolvendo a Ucrânia) são cada vez mais evidentes na evolução da moeda russa face ao dólar.

 

Aproveitando a aproximação que se fazia sentir nos últimos anos da economia russa à economia europeia – e a sua maior abertura (e dependência) à produção oriunda da CEE – os EUA viram nesse factor uma excelente possibilidade de intervenção e de pressão sobre o mercado financeiro russo, condicionando-lhe o seu desenvolvimento económico através do seu isolamento forçado do mercado europeu, até aí num ciclo de expansão e de forte investimento estrangeiro.

 

Como assim e sendo actualmente a maior potência militar mundial e o único país no globo a ter apenas de imprimir mais dinheiro para suprir (ano após ano) o seu défice exponencial e brutal, os EUA ainda controlam o banco apesar da caixa forte estar sempre vazia: a circunstância é que o símbolo do dinheiro ainda está associado a uma imagem virtual adoptada por facilidade e conveniência como modelo único de moeda de troca (o dólar) e tal como se estivéssemos a tratar de um indivíduo viciado em drogas duras consumidas pelo próprio ao longo de toda a sua vida, muito dificilmente se poderá recuperar o indivíduo se não eliminarmos e substituirmos as suas referências anteriores.

 

Neste caso o dólar e provavelmente por iniciativa da China.

 

Deste modo não será de espantar que a Rússia pressionada pelo dólar e pela subserviência Europeia aos interesses hegemónicos dos EUA (com a Alemanha à cabeça e o seu dançarino a habitar agora a maior ilha europeia) – e ao olhar para a evolução fortemente descendente da sua moeda o rublo – se vire de vez para oriente, se livre temporariamente da Europa e se una ao novo gigante económico (em produção e trocas comerciais) a China.

 

E o que lucraremos nós com a deslocação do Eixo Económico Mundial para a Ásia, com os próprios norte-americanos a deslocarem todos os seus grandes recursos para a área agora e no futuro de controlo fundamental, abandonando a deficitária, decrépita e parasita Europa e deixando-a de mãos a abanar.

 

Mas pelo andar da carruagem num futuro talvez próximo será o Banco da China a imprimir o Novo Dólar (Chinês).

 

(imagem – Banco Central da Rússia)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:10
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17
Nov 14

Dólar vs. Rublo

 

A 17 de Julho de 2014 um avião de passageiros oriundo de Amesterdão e viajando em direcção a Kuala Lumpur foi atingido quando sobrevoava o território da Ucrânia acabando por despenhar-se. Morreram todas as pessoas entre tripulantes e passageiros. Trágico Acontecimento que coincide com outro Evento Importante: o início da queda (face ao dólar) da moeda russa (o rublo).

 

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Moeda – Relação entre o dólar e o rublo

 

No seguimento da sua estratégia de controlo de todas as matérias-primas consideradas essenciais (para a continuação da sua supremacia global), de protecção de todas as suas corporações e associadas (instaladas em todos os continentes) e da utilização desregrada da mão-de-obra mundial (com o único objectivo da obtenção de um máximo de mais-valia), os Estados Unidos da América começaram desde há já algum tempo a desenhar um novo cenário de intervenção geopolítica, escolhendo para o seu elenco e como artista principal (para o papel de Vilão) o presidente da Rússia Vladimir Putin.

 

Só que o adversário escolhido pelos norte-americanos é apenas o maior e mais poderoso país Europeu, agora ignorado (no ocidente) e desprezado (no oriente) pelo resto do continente – a que pelo menos e por enquanto ainda pertence. Mas com a crescente pressão exercida pelo seu vizinho asiático (a Rússia também se estende por este continente) e as constantes provocações dos norte-americanos (que tentam de todas as formas infiltrar-se no mercado russo para o controlar e dominar), não será de admirar que amanhã a Rússia redefina a sua estratégia e as suas orientações: por exemplo juntando-se à China para destruir o dólar.

 

E como se pode facilmente constatar até agora nem foi necessário acrescentar algo de importante a este tema (Cold War Reloaded) vindo de políticos e líderes da Europa. Estes têm-se limitado a ser instrumentalizados (e pessoalmente bem recompensados) pelos EUA, limitando-se a obedecer a ordens vindas de políticos e corporações de um outro continente (e do outro lado do mar), sabendo estes estrangeiros e de antemão que as repercussões negativas (se existissem) estariam do outro lado (escuro) do mundo. Merkel, Cameron e Hollande não passam de artistas secundários neste pobre elenco Made in Hollywood (com feridos, mortos, guerras, massacres, bons, maus e mais ou menos), à espera de uma ajudinha para ganharem um Óscar.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:58
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30
Jul 14

Pensem apenas que no dia a seguir a uma determinada assinatura entre cinco compinchas, uma outra entidade se sentiu directamente atingida e de imediato respondeu à letra – abatendo um voador ocasional (por mera coincidência também da Malásia) e acusando um desses compinchas (por acaso o que fica na Europa).

 

Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul

 

   

Reunião Anual dos BRICS – 2014 – Fortaleza – Ceará – Brasil

(com uma nova moeda no pensamento)

 

A futura criação de um Banco Mundial constituído por estas cinco grandes potências económicas emergentes, tem como objectivo fulcral pôr em causa a hegemonia económica e financeira dos Estados Unidos da América sobre toda a extensão do mercado global: baseando a sua força esmagadora na sua eterna e divina moeda de referência o dólar.

 

(Lá se ia o Euro de Vela!)

 

E com uma Reserva Federal Norte-Americana emitindo constantemente nova moeda, o mercado é garantidamente seu, mesmo que no fundo o dinheiro não o seja.

 

Nunca os Estados Unidos da América permitiriam que a sua moeda pudesse vir a ser posta em causa, ainda por cima agora que os níveis de corrupção e de default na sua economia e dos seus aliados (comerciais), têm atingido valores verdadeiramente impressionantes e nunca imaginados de dívida acumulada.

 

Os BRICS são agora os novos inimigos dos USA e Vladimir Putin a face visível desse Monstro.

 

Daí a Ucrânia, a queda do avião, a terraplanagem da Síria e do Iraque e até o genocídio concentrado e ainda a decorrer na Faixa de Gaza.

 

Será que a Europa estará disposta a auto-destruir-se para salvar o poder hegemónico mundial dos Estados Unidos da América – em queda vertiginosa há mais de uma década e com a China a tornar-se brevemente na maior potência económica mundial – ou a assumir-se como um Continente com história, memória e cultura própria?

 

É que cada dia que passa temos menos tempo para nos salvar e a Ucrânia está mesmo ali ao fundo – com a Rússia à sua frente e a China do outro lado!

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:22
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27
Jul 14

"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões." (Bertrand Russell)

 

Depois da brutal crise imobiliária registada nos USA e aplicada em consequência e por substituição de causa ao mercado Europeu – o que provocou a flutuação no valor do dólar e a aniquilação definitiva do euro – eis que os norte-americanas decidem percorrer um novo caminho financeiro, mas agora ainda mais rápido e irremediavelmente em direcção ao nosso abismo.

 

The Second USA Bubble:

 

Ainda vivemos no interior da 1.ª e já nos avisam da chegada da 2.ª

(bolha = crise bancária com evidências de corrupção importada dos USA)

 

- After Houses Now Cars!

 

Esfumadas as miragens idealistas e humanitárias projectando um futuro risonho e feliz sob o poder protector do Super-Homem, vivemos agora um momento deveras particular do retransformado sonho americano, em que sem direitos de opção nos transformamos em meros e potenciais Sem-Abrigo, num mundo Sem-Terra e sem perspectivas válidas de futuro. Com ou sem métodos contraceptivos a estrutura (e não os humanos) já se esgotou.

 

Esperemos que a Europa ainda possa retomar o seu próprio trajecto como um dos cinco continentes independentes e autónomos do planeta Terra, não se deixando colonizar e possuir por uma potência alienígena sem qualquer tipo de valores éticos ou morais, mas apenas interessada na sua estratégia de conquista e de supremacia definitiva e absoluta: e incontestavelmente válida se consentida!

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:20
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02
Jul 14

A razão pela qual os Estados Unidos da América (ainda) são a Maior Potência Mundial:

 

Dólar USA

 

- Deus (GOD) abriu-lhe as portas do Paraíso (DEBT).

 

(imagem – Survivalbased.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:09

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