Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

08
Jun 12

“Pareceres jurídicos antecipadamente pagos por uma das partes, nunca deveriam ser aceites pela justiça. É que assim arriscamos a que os únicos presos sejam os miseráveis sem-dinheiro ou mesmo os anjos caídos em desgraça.”

 

Anjo Caído em Desgraça

 

Uma ideia de justiça lá por ser defendida em tese por um dos penalistas mais iluminados (e em voga) da altura, não significa que esteja correta e que reflita o interesse de justiça de toda uma sociedade.

 

Mais uma vez e como consequência da aplicação das ideias, muitas delas previamente remuneradas destes especialistas – e porque será que eles só pensam em grande, quando querem raciocinar e impor as suas ideias – a parte mais forte não só ganha o negócio como nos coloca a todos juntinhos e caladinhos como pertencentes felizes e para sempre da grande argola lusitana, popularmente mais conhecida, como sendo o elo mais fraco.

 

Só assim se compreende:

- Que a palavra e a imagem gravadas sem autorização judicial nem consentimento do visado, mesmo que retratem a prática de um crime, são meios de prova proibidos e fazem os seus autores incorrer em gravação ilícita;

- Que o condenado por suborno recorra, ganhe o recurso por prescrição (ou de outra forma previsível) e ainda por cima consiga condenar a parte queixosa por gravar uma oferta de suborno sem autorização superior.

 

O Dinheiro dos Miseráveis

 

Nem todos têm dinheiro para emitir pareceres!

 

(após leitura de um texto do blogue “Porta da Loja” não pude resistir a emitir uma ideia; apenas isso)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:14

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