Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Jan 16

O dilema é natural: devo cumprir com eficácia o meu papel de Polícia do Mundo arriscando-me ao desemprego e à inutilidade final (o burro que só quer ajudar) ou apenas representar o meu papel e viver bem na sua sombra (o esperto que só quer investir)? É que se escolher o primeiro nunca irei a lado nenhum (e disso temos experiência na prática do dia-a-dia)!

 

beghazi1.jpg

Líbia – Cidade de Benghazi

 

E agora senhoras e senhores:

 

A nossa decisiva e pragmática organização de avaliação, análise e intervenção global, têm a honra e o prazer de vos apresentar no futurístico CIRCO REAL o novo mundo.

 

Um mundo de criação, de produção e de liberdade modelo/tipo ocidental:

 

Deste modo expressando todo o seu apoio e solidariedade social para com os mais necessitados espalhados por todo o mundo e tendo como protagonistas nesta visão e reconstrução extraordinária (entre muitos outros talentos consagrados nestas artes da guerra e da usurpação) artistas talentosos e sem limites como David Cameron, Nicolas Sarkozy e até Barack Obama.

 

Uma dessas criações?

 

A Líbia, um dos últimos protótipos concessionados ao Terror (os outros mais conhecidos foram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, a Síria e agora o Iémen).

 

Tendo todos eles (em comum) como financiadores e produtores do guião, sempre os mesmos atores (principais):

 

Os EUA e a Arábia Saudita (com a Europa servil, solícita e logo atrás).

E com os atores secundários (a maioria esmagadora) a serem Bons (se disserem Sim) ou a serem Maus (se disserem Não) – assim justificando a guerra e colocando-nos no Inferno.

 

Um fenómeno:

 

Que não surge entre nós como um caso solto e isolado, mas apenas como um simples reflexo da não-sociedade onde vivemos – e do nosso (mau) comportamento constantemente induzido (e no entanto aceite).

 

(imagem: Salvadore Ritchie/disinfo.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:58

28
Jun 13

“Alguém tem que nos explicar rapidamente para que serve o nosso cérebro. Caso contrário não sabendo que o temos, ainda nos arriscamos a perdê-lo. E assim lá se vai a nossa memória, a nossa cultura e no fim o nosso país”.

 

Rotina

 

Um dia o Presidente resolveu colocar um dilema aos portugueses: queriam estes continuar com um original desgastado e como tal cruel, ou com uma cópia ainda virgem e como tal virtuosa?

Os portugueses preferiram a cópia ao original, pensando que esta não teria os defeitos da primeira. O que eu não percebo é porque todos pensaram assim!


Sócrates versus Passos Coelho – TVI – 20/05/2011

(2013, Portugal: há já dois anos de luto e ainda com a Agência Funerária impiedosamente atrás de nós – ainda por cima com excelentes brindes e risonhas promoções)

 

Logicamente o que aconteceu foi que a réplica quis ser mais eficaz que o original, mas como esta última não sabia fazer nada de novo, apenas repetiu mais uma vez os gestos do primeiro, tornando-os insuportavelmente obscenos e intencionalmente vingativos.

Quanto ao interventivo Presidente e de acordo com a mais simplória interpretação de funcionário público, resolveu dedicar-se a assinar documentos e a despachá-los sem olhar.

 

Subrotina

 

Ao correr de novo a rotina no simulador e tomando mais atenção a todas as unidades de software utilizadas no seu programa, deparamo-nos após chamada, com subrotinas aparentemente sem argumento, mas que se iam progressivamente activando desvirtuando intencionalmente todo o processo e criando novos programas por replicação. Por esse motivo a dúvida levantada por muitos especialistas nesta área – ainda não lobotomizados por esse parâmetro abstracto conhecido como tempo, apenas utilizado com a finalidade de justificar o apagamento da memória – pondo em causa a originalidade do Original, dado este já ter colaborado em anteriores acções de replicação, mesmo que ilusórias.


José Sócrates e Santana Lopes

 

O dito Original referenciado na rotina anterior terá participado enquanto jovem animal político no programa da SIC “A Cadeira do Poder”, tentando replicar-se através da adopção doutro Original como referência fundamental, de modo a poder substituí-lo integralmente e por simples substituição superá-lo. A única questão pertinente aqui colocada, usada como principal elemento de defesa por muitos fanáticos virais do Original, assenta na seguinte dúvida: será que a estabilidade da relação Original/Réplica poderá ser afectada, se ao contrário do inicialmente projectado, a sua integração tiver decorrido num mundo ilusório? Os fanáticos rejeitam a dúvida dizendo que não, desvalorizando a dúvida como mero cenário e sobrevalorizando o indivíduo projectado, como sua imagem interior.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:42

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