Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

05
Set 19

A direita está tão à rasca

que acabou por agarrar-se às casas de banho

(Tiago Brandão Rodrigues − Ministro da Educação do XXI Governo Constitucional)

 

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Rainbow School Toilet

4971 students and teachers (in Henan, People's Republic of China)

are now (October 2, 2017) enjoying our newest Rainbow School Toilets (RST)

 

Talvez porque eles julguem (como muitos outros portugueses não sendo da direita PSD/CDS ou da outra PS) que controlando TBR o autoclismo, depois de enfiar (prosseguindo a mesma programação dos seus antecessores) a Educação na sanita, a qualquer momento e sem o mesmo se aperceber (como subalterno aguardando ordens para tal), carregue como reflexo condicionado no botão (ao grito do patrão), mandando tudo aquilo ainda de pé, imediatamente e pelo cano abaixo (de esgoto, em que se tornou a Educação − como preservação da nossa Cultura e da nossa Memória, ou seja da nossa Identidade e Soberania − deste país).

 

E como somos todos uns covardes (mesmo partilhando sanitas), ignorando tudo e seguindo em frente (habituados como estamos a “limpar as mãos na parede”) − nem lhe dando um rolo de papel higiénico, para nele limpar as mãos, em vez de lhe limpar o assento.

 

(imagem e legenda: worldtoilet.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:02

16
Fev 18

“Num Edifício em Ruínas (educativo) e construído aos Degraus (assente sobre cadáveres)

Agora Digitalizado (com as pessoas lá dentro) e com uma Escada Rolante (tornando tudo mais rápido).”

 

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Enquanto o edifício escolar estiver à completa disposição das chamadas Forças Vivas da terra (como serão entre outros os políticos, os empresários, as corporações e certas profissões liberais), será fácil de constatar que a primazia dada (aparentemente até hoje) à Cultura e à Memória (base fundamental para a formação de qualquer individuo), será inevitavelmente substituída por um único objetivo direcionado exclusivamente para o lucro: substituindo a Cultura e a Memória por Dinheiro e um Emprego. E como consequência ‒ sendo diferente ter um emprego (o que toda a gente quer) ou estar a trabalhar (do que toda a gente foge) ‒ criando uma massa acéfala (doutrinada e subserviente) incapaz de evoluir (não sendo resiliente, não sendo capaz de se transformar) apenas de replicar.

 

1

 

Numa publicação da responsabilidade da OCDE indicando quais os países Mais Educados do Mundo (numa lista integrando 36 países), Portugal surge na 28ª posição (com 23.8 pontos) numa tabela liderada pelo Canadá (com 56.3 pontos): ou seja com o nosso país a situar-se na liderança da parte inferior da 2ª divisão (18 na primeira e outros 18 na segunda) ‒ abaixo da média da OCDE (com 35.7 pontos) ‒ deste Campeonato Mundial da Educação. No global dos 36 países analisados sendo 27 Europeus, 5 Americanos, 2 Asiáticos e 2 da Oceânia (nenhum do continente Africano): com o Canadá pela América em 1º, com o Japão pela Ásia em 2º, com Israel pela Europa em 3º (Reino Unido em 4º) e finalmente com a Austrália pela Oceânia em 7º; e encerrando a tabela o México (com 16.8 pontos) no 36º lugar.

 

Significando através da utilização de uma fórmula leiga, rudimentar, mas provavelmente correta, que se classificássemos o coletivo português como sendo uma individualidade sob avaliação educativa, a nota que lhe seria atribuída (numa escala de 0 a 20) por associação ao seu nível educativo seria de 8.4: com o Canadá (no topo) com 20 valores, com o México (no fundo) com 6 e com 9 países (25%) com avaliação negativa (1 desses 9 sendo Portugal) ‒ sendo a avaliação média da OCDE de 12.7 (positiva). Numa análise levada a cabo entre adultos com a idade compreendida entre os 25 e os 64 anos de idade, de modo a determinar a percentagem (de 0 a 100%) de cidadãos de um determinado país com algum tipo de formação superior (ou equiparada).

 

2

 

Mas deixando o estudo (da OCDE) e as previsões estatísticas (como todos sabem fáceis de manipular), atirando para aqui a questão que já atravessa (de uma forma crescente) a comunidade académica (no topo formatando-se na universitária), dividindo-se (na dúvida) entre a missão de Educação (preservar a cultura e a memória e a partir daí fortalecer/desenvolver a comunidade) e o objetivo específico de Formação: num processo a decorrer (provavelmente irreversível) de subvalorização do Sujeito (e das suas Idiossincrasias Morais e Científicas) e da sua substituição progressiva ‒ pelo Objeto (sobrevalorizando a componente económica) ‒ apoiada pela Automação e pela Inteligência Artificial. Com as Universidades a verem-se perante a opção (inevitável) de Criarem (movimentando-se entre sujeitos/e ideias e assim evoluindo) ou de apenas Replicarem (utilizando um molde desgastado, apontando para o fim do modelo). Criando Cientistas (trabalhando e servindo as pessoas) ou então Contabilistas (empregados e servindo as empresas).

 

(imagem: The Audiopedia/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:26

07
Out 14

O resultado inevitável para uma política de abandono total por parte das autoridades dos Estados Unidos da América de sectores prioritários e fundamentais – necessários para a manutenção do bem-estar dos seus cidadãos e da garantia da identidade e da soberania do seu território – como o da Saúde e o da Educação.

 

Saúde Sexual Nos EUA

 

HIV – perto de um milhão de infectados

 

Num país com pouco mais de 300 milhões de habitantes os números apresentados pelo centro para o controlo e prevenção de doenças (CDC) – relativamente a doenças sexualmente transmissíveis – só pode ser considerado como simplesmente aterrador: 1/3 dos norte-americanos já estão infectados, com o seu número a crescer em cerca de 20 milhões/ano.

 

(imagem – livescience.com e CDC)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:13

06
Mar 14

Violência Juvenil

 

Miúdos com raiva de gente grande

 

O retrato oficial é de um país com escolas tranquilas mas, aqui e ali, contam-se histórias de agressões entre jovens com graus de violência que impressionam.

 

(visão.sapo.pt/retirado de artigo: Teresa Campos/Luísa Oliveira)

 

A Nova Geração (também importada para Portugal):

 

Os Nem-Nem – Nem estudam Nem trabalham

 

Liberdade

 

Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir

 

(letras.mus.br/letra da música: Liberdade/Sérgio Godinho)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:05

27
Dez 13

“O Mundo da Ovelha CHONÉ até que podia ser o Meu”

 

Posição demonstrativa de à vontade e de natural responsabilidade

 

A minha geração ainda foi educada por professores escolhidos não sei bem como pelo Ministério da Educação Nacional, tendo desde a minha infância escolar cumprida no Porto a minha instrução primária – ainda com turmas separadas de rapazes e raparigas – e o subsequente ciclo preparatório no liceu Alexandre Herculano (enquanto a minha irmã como rapariga o cumpria no liceu Rainha Santas Isabel). Com dezassete no exame nacional de matemática – perto de começar a ler o Tintim, alguns escritores portugueses e posteriormente a literatura cativante de ficção científica – emigrei para os subúrbios do Porto, indo frequentar o antigo sexto e sétimo ano da alínea f) do liceu no recentemente criado (e improvisado) liceu de Espinho: aí concluí o meu percurso no liceu e fui voluntário no então criado ano propedêutico. Dispensado do exame de aptidão à Universidade vi-me confrontado com a anulação do exame para os restantes alunos/candidatos (meus colegas) e face à verdadeira invasão registada no acesso ao curso de Medicina (médico = dinheiro) e à possibilidade da respectiva universidade não abrir nesse ano lectivo, fugi inconscientemente para Engenharia (engenharia = dinheiro). Mas nesse período relativamente jovem, ignorante e ingénuo da nossa história ainda recente, vacilamos de novo um pouco, comprometendo nesse instante tão abstracto como real a parte melhor da nossa geração: mas alguma coisa ficou no cenário e alguns mestres conseguiram decifrá-lo e ensiná-lo.

 

Isto tudo a propósito de quê?

 

Solidariedade cultural e com memória de grupo

 

A minha geração ainda teve a sorte e o engenho de apanhar certos eruditos da experimentação vindos das margens ignoradas mas férteis do antigo regime e de todos aqueles leigos ou eruditos que procuravam à sua maneira e com o sacrifício da sua própria vida a sua memória e a sua cultura por prazer e sem a tal serem obrigados, com o único objectivo conceptual e desígnio sagrado de vida de reforçar a sua esperança e o futuro da sociedade. No entanto a geração seguinte desperdiçou tudo o que lhe foi oferecido, talvez por facilitismo de acesso ou por incompreensão dos factos históricos verificados no passado. Tudo por culpa dum sistema que face à boa situação económica do sistema parou e estabilizou, em vez de evoluir para uma nova fase que pudesse sustentar no futuro todo o tipo de cenários possíveis até os mais imprevisíveis. A última geração é a Geração do Vazio e da Indiferença: ultrapassada a desculpa da Geração Rasca os jovens vêm-se hoje em dia na necessidade dramática e de sobrevivência de abandonarem o seu Grupo e de partirem para lá das suas fronteiras de dignidade, obrigados a esquecer por necessidade pessoal e salvaguarda financeira dos seus, as suas origens, os seus antepassados e as suas tradições.

 

Hoje em dia o sistema educativo já está completamente destruído, continuando apenas a cumprir o seu processo normal de decomposição e extinção definitivo, sendo entretanto e progressivamente substituído por um outro sistema de orientação psicológica de massas, menos selectivo e mais extensivo e necessariamente de menor qualidade e englobando democraticamente – por obrigatoriedade moral de cumprimento de serviços mínimos – a generalidade da população.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:12

19
Abr 11

O Massacre da Educação no Mundo à Mão dos Especialistas

 

A Escola como veículo educativo de qualquer sociedade tem na divulgação da cultura e da memória do seu povo, uma função fundamental para a sua sobrevivência, estabilização e evolução saudável. Sendo um local de confluência de diversas culturas e interesses, a escola funciona como um filtro para o estabelecimento de boas regras de convivência e até de solidariedade social, desde que ela reflicta o meio que a envolve e não uma cultura centralizada, apenas interessada no lucro e na representação desenfreada de uma mão-de-obra pretensamente especializada, mas apenas embrutecida por milhares de hábitos e rotinas. Pega-se no Homem, estabelecem-se regras, oferecemos-lhes um destino profissional, colocamo-lo na estrutura, sugamos-lhes todas as suas forças vitais, mutilamos-lhes o cérebro e transformando-os em anormais sedentários em fim de viagem, dispensamo-los e ignoramo-los, sem sequer olharmos para eles: e então, como estes já não existem como contrapoder, dado comportarem-se como animais com um cérebro de portas fechadas, sofregamente atiramo-nos aos mais novos e como o pior dos pedófilos em acção, ainda lhe chamamos “nomes e insultos rascas”.

 

A Escola foi morta às mãos do contabilista que mal sabia fazer as contas da mercearia mas que como filho pródigo e presente, foi à escola, conseguiu licença de porte de “arma” e arranjou um bom emprego. Nesta sociedade apodrecida, até as ovelhas negras podem ser aproveitadas, desde que respeitem a ética, a moral e o tempo de quem manda.

 

 

Os pais sem Estado e à rasca, assistem apáticos ao massacre dos seus filhos – Rio de Janeiro

 

O Estado entra em acção, para salvar as crianças “sem pais” e dar o exemplo – Rio de Janeiro

 

Tudo se resolve com violência e o estado é um especialista nessa estratégia, até numa escola, até com crianças – o exemplo baseia-se na promoção de imagens que nem precisam de ser reais, apenas susceptíveis de ser imitadas. E sem serem explicadas as consequências futuras para o desenvolvimento emocional de qualquer criança, o crime fica consumado, ainda por cima um crime perfeito, sem culpados: só falta mesmo fazer desaparecer as vítimas, marginalizando-as, tornando-as associais e marginais. Já chega?

 

1969 – A Culpa está no analfabetismo dos pais, reflectido nos filhos

2009 – A Culpa está no analfabetismo dos pais, reflectido nos professores

 

O meu percurso escolar começou ainda no tempo de Salazar.

 

Na escola primária do Campo 24 de Agosto, lembro-me bem da separação nos recreios entre meninos e meninas, ainda hoje não percebendo bem porquê, talvez porque eu habitava a cidade ou os seus dormitórios, ao contrário da nova burguesia florescente, que vinha emigrando da província interior para o litoral exterior, parcela de terreno livre, aberto ao mundo novo que agora se impunha.

 

Foi uma parte da minha vida, passada na Invicta cidade do Porto. Fui mais tarde para o Liceu Alexandre Herculano, após exames de transição para o ciclo educativo que se seguia, com o objectivo de continuar os meus estudos e continuar a minha formação. A minha irmã mais nova, como rapariga que era, foi encaminhada para o Carolina Michäelis. Tenho várias memórias do liceu: a sua grande e fornecida biblioteca e os fabulosos volumes de revistas TinTin e seus progenitores portugueses como o Mosquito, a hora de interrupção da manhã para a saborosa sandes de omeleta – o problema era o cheiro a podre quando se guardavam os restos –, as aulas de Francês com o apoio do projector às aulas e aventuras da banda desenhada e até, com o mesmo professor, as suas dúvidas face à minha sanidade mental de criança, com problemas mais que prováveis de auto-estima – só por afirmar que a minha mãe (note-se, “mulher” nessa época) era médica e divorciada, abandonara a família e ainda por cima, os avós maternos com quem vivia, eram novos-ricos na altura muito bem sucedidos, com prestígio e sobretudo dinheiro. Este professor prestigiado, até tinha os seus livros de Francês adoptados pelo regime!

 

Andei ainda por Espinho, onde completei o ensino secundário, apanhando aí com o 25 de Abril e a revolução, que rapidamente levantou a feira e partiu. Alguns feirantes como eu, ainda ficaram com a cabeça na Lua com saudades da convivência, mas rapidamente, os mais iluminados trocaram a tenda nómada pela loja sedentária e aí começaram a negociar os produtos, da nossa sobrevivência. No entanto o secundário já foi para mim, uma enorme desilusão, não passando de um mero prolongamento preparatório e sem evolução, do ciclo primário: com as mesmas regras, a mesma identidade e ingenuidade, agora com a presença reforçada do Estado e da Mocidade Portuguesa. A própria arquitectura da escola, a ocupação do espaço e a distribuição das suas zonas, hierárquicas e de género, faziam lembrar a estrutura militar, as suas casernas e espaços envolventes. Com os seus soldados em instrução!

 

A Pirâmide Social

 

Apanhei o 25 de Abril e dispensei da aptidão para a Faculdade, mas devido à confusão no meio da multidão, tudo acabou por passar de “degrau”, meteram-nos medo de permeio, fomos deslumbrados para outro curso e então, os difusores dos boatos persistentes, consistentes e com intenção, lá ocuparam o nosso lugar, sem querer, tirando cursos com cem anos de percurso ou passagens administrativas. E hoje, com merecimento por toda a burlice não descoberta, são santos e ministros.

 

Até pode ser que hoje em dia, ainda possas ser professor. Mas acredita que já não estás em posse de todas as tuas faculdades mentais pois, se tal acontecesse, já estarias reformado ou estarias a correr de novo à procura da tua infância. Nunca devemos levar a nossa cobardia ao ponto de, não fazendo nada para salvar alguém, ainda criticamos aquele que, por não ser capaz de deixar de ver, se lança de imediato na tentativa de salvação do nosso semelhante. Até porque é daí que deve vir a verdadeira definição de vida.

 

Não é por a nossa vida ser uma hipocrisia rica, que uma aventura alienada chega a ministra: ainda por cima acéfala, com uma ideologia de Leopoldina e na companhia duma boneca. Sendo marioneta de um mentiroso, do homem dos trocos e da sua bruxa mãe – grande descendente da paridade masculina, virgem educativa inspirada nas musas chilenas e discípula directa, do anarquista perfeito – não lhe devemos dar a outra face, mas acabar com este tipo de pessoas, que apenas pensando nelas, não reconhecem os nossos direitos. Acham que somos rascas!  

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:35

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