Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

04
Dez 12

Ficheiros Secretos – Albufeira

Entrevista com o Alienígena

 

 

“A Informação terá sido manipulada com alteração deliberada dos fatos ocorridos”

 

Tal como agora se passa com a luta dos Estados contra o Terrorismo – tema já em decadência, senão mesmo na sua fase terminal – transformando criações próprias como a de Bin Laden em agentes renegados conquistados pelos agentes do mal e colocados diabolicamente ao seu serviço, no decorrer do tempo após o finalizar da II Guerra Mundial, o poder mundial sentiu logo a necessidade de aí e o mais rapidamente possível, criar um novo inimigo que o protegesse de “novas e revolucionárias ideias” que pudessem surgir entretanto – daí os comunistas na Terra e os alienígenas no Espaço

 

I

Reunião:

 

Com a cumplicidade de simpatizantes da causa dos Alienígenas Anónimos introduzidos na estrutura hierárquica dos funcionários da nossa Câmara Municipal, realizou-se numa das primeiras semanas do mês de Novembro no Espaço Multiusos da cidade uma reunião secreta de profissionais da Comunicação e Informação Mundial, com a finalidade de divulgar uma entrevista exclusiva realizada recentemente a um ser alienígena chegado há dias atrás a uma localidade situada perto do litoral algarvio. A nave que tripulava – conjuntamente com mais quatro colegas seus – acabou por se despenhar perto do litoral ao ser afetada gravemente pelos efeitos imprevisíveis e devastadores de um Tornado que passava então pela região, efeitos esses que lhe provocaram de uma forma inesperada e final o aparecimento de inúmeras anomalias técnicas irreparáveis. A reunião contou com a presença na mesa de três elementos cobertos por uma indumentária bastante estranha e exótica e que os envolvia completamente da cabeça até aos pés, deixando-nos a adivinhar que debaixo disto tudo algo de muito diferente se poderia ocultar. E a grande surpresa que deixou a assistência espantada foi a revelação de que na mesa já se encontrava o próprio alienígena entrevistado, um ser de baixa estatura e do sexo feminino.

 

Uma das pretensas entrevistas realizadas a alienígenas capturados nos EUA

 

II

Entrevista:

(aqui constituída por 35 questões)

 

P-01: Está ferido?

R-01: Não.

P-02: Precisa de comida, de água ou de outra coisa qualquer?

R-02: Não.

P-03: Sente alguma dificuldade em se adaptar à temperatura, composição e pressão atmosférica ou então sente alguma necessidade fisiológica?

R-03: Eu não sou um ser biológico.

P-04: Não transportará o seu corpo ou até a sua nave um qualquer tipo de germe ou contaminante, que possa ser prejudicial para a vida na Terra?

R-04: No espaço não existem germes.

P-05: O seu governo sabe que está aqui?

R-05: Neste momento não.

P-06: Virão outros seres da sua espécie à sua procura?

R-06: Sim.

P-07: Qual a capacidade militar a nível de armamento do seu povo?

R-07: Muito elevada e destrutiva.

P-08: Porque se despenhou a sua nave?

R-08: Foi apanhada por uma inesperada e violenta tempestade, que nos fez perder o seu controlo.

P-09: Qual o motivo para a sua nave se encontrar nesta área?

R-09: Para investigar e tentar compreender alguns factos preocupantes ocorridos por estes lados da Terra.

P-10: Como é que voa a sua nave?

R-10: É controlada mentalmente, respondendo através de comandos mentais, a ela ligados por uma espécie de sistema nervoso.

P-11: Como é que o seu povo se comunica entre ele?

R-11: Através da mente, do pensamento.

P-12: Utilizam linguagem escrita ou simbólica para se comunicarem?

R-12: Sim.

 

Pretensa nave alienígena despenhada em Roswell no ano de 1947

 

P-13: De que planeta vem?

R-13: Do Grande Império.

P-14: Será que o seu governo estará interessado em enviar representantes para se encontrarem com os nossos líderes?

R-14: Não.

P-15: Quais são as vossas intenções em relação à Terra?

R-15: Preservar e proteger como parte integrante da área de influência do Grande Império.

P-16: O que é que conhece sobre os governos e instalações militares terrestres?

R-16: Pobres e de pouca dimensão mas capazes de se autodestruírem.

P-17: Por que razão o seu povo, não se deu a conhecer ao povo da Terra?

R-17: A nossa missão restringe-se exclusivamente a ver e a observar, sem existência (obrigatória) de qualquer tipo de contacto.

P-18: O seu povo já visitou a Terra anteriormente?

R-18: Periodicamente e repetindo as observações.

P-19: Há quanto tempo conhecem a Terra?

R-19: Muito antes do aparecimento dos humanos.

P-20: O que é que sabem sobre a história da civilização terrestre?

R-20: Muito pouco – dada a mínima atenção e interesse prestado até agora – por se tratar de um período de tempo na história da humanidade, ainda muito pequeno.

P-21: Como descreve o seu mundo?

R-21: É um local de encontro de civilizações, cultura e história. É um grande planeta, saudável e com bastantes recursos, tendo como lemas a ordem, o poder, o conhecimento e a sabedoria. Tem associado duas estrelas e três luas.

P-22: Qual o estado de desenvolvimento da sua civilização?

R-22: É uma civilização muito antiga de triliões de anos, com um nível superior a muitas das outras e com ideias e objetivos bem definidos.

P-23: Acredita em Deus?

R-23: Não compreendo.

 

Tristeza por constatação de procedimento inadequado – um dos alienígenas já cadáver

 

P-24: Em que tipo de sociedade vivem?

R-24: Ordeira e poderosa.

P-25: Existem outras formas de vida inteligentes além da vossa no Universo?

R-25: Em todo o lado. Mas nós somos os maiores de todos.

P-26: Porque interrompeu as comunicações com os seres da sua espécie?

R-26: Por motivos de segurança.

P-27: Consegue ler ou escrever nalguma língua terrestre?

R-27: Não.

P-28: Compreende os números ou a matemática?

R-28: Sim. Sou um oficial-piloto e engenheiro.

P-29: Existem outros métodos de comunicação que possam usar para nos ajudar a compreender mais claramente os vossos pensamentos?

R-29: Não.

P-30: Consegue-nos mostrar no mapa das estrelas qual a estrela do vosso planeta natal?

R-30: Não estou autorizado a revelar.

P-31: Quanto tempo demorará o seu povo a localiza-lo?

R-31: Não sei bem ao certo.

P-32: Quanto tempo levaria o seu povo para viajar até aqui para o salvar?

R-32: Minutos ou horas.

P-33: Como é que podemos fazer com que compreendam que não temos nenhuma intenção de vos prejudicar?

R-33: As vossas intenções são claras como espelhos, vêm-se nos vossos pensamentos, nas vossas imagens e nos vossos sentimentos.

P-34: Se não é uma entidade biológica, porque é que se refere a si como sendo do sexo feminino?

R-34: Porque eu sou um Criador, uma Mãe, uma Fonte.

P-35: Que garantias ou provas são necessárias da nossa parte para se sentir suficientemente seguro para responder às nossas questões?

R-35: O que nos interessa no meio disto não são garantias nem provas, é o Grande Império e nada mais. É sempre necessário – isso sim – aprender, conhecer e compreender.

 

A investigação ao incidente de Roswell só pretendeu iludir a opinião pública norte-americana

 

III

Encerramento:

 

Encerrada a sessão sobre a divulgação da Entrevista ao Alienígena, seguiu-se um pequeno intervalo durante o qual a assistência se concentrou em pequenos grupos sussurrando entre si alguns dos espantos suscitados, por algumas das improbabilidades teóricas apresentadas neste relato. Os convidados foram então dirigidos para um pequeno beberete e alguns aperitivos, onde acabaram por expor informalmente os seus diferentes pontos de vista e libertar-se um pouco da tensão vivida momentos antes, com a projeção integral da entrevista. Pouco tempo passado os convidados regressaram de novo à parte central do auditório, tendo aí assistido à parte final da reunião, onde – num dos momentos mais altos e que mais tocou profundamente a assistência – o Alienígena Entrevistado se pronunciou sobre o célebre incidente ocorrido no ano de 1947 na localidade norte-americana de Roswell, envolvendo outros alienígenas numa situação muito semelhante à sua. Deixou ficar ao tradutor – para divulgação posterior entre os presentes – um conjunto de fotografias obtidas na altura desse incidente por outros colegas extraterrestres, que tinham vindo indagar propositadamente sobre o sucedido com a obrigação de nunca nos revelarem a sua presença. O choque dos alienígenas foi ainda mais brutal do que imaginavam, face ao historial da todo o percurso improvisado de receção oficial a eles aplicados pelos humanos, terminando este repugnante episódio na morte miserável de outros seres – o que para o seu estado de entendimento do mundo os colocava em níveis superiores de entendimento das Entidades e Transformações Universais, justificando mais uma vez o perigo inerente ao contato com espécies incultas, brutais, imediatistas e logicamente inferiores.

 

O mundo onde hoje vivem os humanos só lhes permite a observação: qualquer tipo de contato – como em qualquer mercado – tem o seu preço.

 

(imagem: Google – texto adaptado: a parte II assenta na pretensa entrevista realizada por Matilde MacElroy, a um ser alienígena capturado pelo exército norte-americano)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:52

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