Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

29
Jul 16

“Promovendo-se a ditador ERDOGAN está a construir à sua volta o BUNKER que o irá esmagar.”

 

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ERDOGAN – de Democrata a Ditador

 

Após o pretenso e fracassado Golpe Militar levado a cabo no passado dia 15 de Julho na TURQUIA, o que se pode concluir deste Evento (desde as primeiras e poucas horas que o golpe durou) é que se o objetivo era mesmo derrubar ERDOGAN o que na realidade aconteceu foi precisamente o contrário: a vítima indicada saiu vencedora e os golpistas obliterados (no sentido em que até os neutros – contra o golpe mas opondo-se ao regime – ou foram presos, despedidos ou mortos).

 

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POLÍCIA – os novos Heróis da Turquia

 

Duas semanas após o Golpe ter sido executado (sem líderes e sem sucesso), com mais de 100.000 pessoas despedidas, presas, ou em fuga (já não contando com o número de vítimas no decorrer e após o alegado golpe militar), com milhares de escolas e outras instituições encerradas e sem saberem o que fazer (com os seus jovens estudantes e famílias), com verdadeiras purgas a estenderem-se de uma forma crescente por todas as classes da sociedade turca e até com alegações de tortura e um projeto do Governo para a reintrodução da pena de morte.

 

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MILITARES – os mais recentes traidores da Pátria

 

Um caso intrigante de sucessão (numa Democracia Europeia) no qual uma estrutura querendo reforçar o poder do seu líder se ausenta por momentos do cenário representando-o simbolicamente (mas não as suas verdadeiras armas e todos os restantes ativos) – como por exemplo indo de férias – virtualmente deixando-a sem comando e nas mãos de potenciais intrusos, sem visão e oportunistas (muito semelhante à estratégia da aranha): terminando no final com a morte do artista (o rebelde e ingénuo inseto) como mais uma das vítimas às mãos do opressor (a poderosa aranha).

 

(imagens: jaagtv.com/express.co.uk/abc7ny.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:16

26
Jul 16

E talvez seja essa a rasão orquestrada pela paranoia dos Vencedores (rodeando o seu ícone Erdogan) pela qual os renovados líderes da TURQUIA fecharam o espaço aéreo em torno da base norte-americana instalada em INCIRLIK (definitivamente com medo dos helicópteros).

 

“Members of special units, backed by three helicopters, stormed the hotel where the President was on vacation to take or assassinate him, about 15 minutes after he left. By that time, the President was flying to Istanbul with his family. The presidential guard clashed with the pro-group faction before several of them fled through the mountains.” (yenisafak.com)

 

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General John F. Campbell

 

Segundo as últimas informações recolhidas e agora divulgadas pelo diário turco YENISAFAK (diário online pró-governamental de ideologia islâmica-conservadora), o pretenso GOLPE de Estado Militar levado a cabo no passado dia 15 de Julho na TURQUIA, terá tido como uma das figuras principais o ex-Comandante das Forças Armadas dos Estados Unidos da América: o General JOHN F. CAMPBELL. Terá sido este prestigiado militar norte-americano ainda há pouco tempo ao serviço numa operação levado a cabo pela NATO no Afeganistão, que terá organizado e feito a gestão dos militares, posteriormente mandando-os para o terreno e pondo o Golpe em curso – para além da sua participação financeira na sua preparação e execução, distribuindo dinheiro por todos os apoiantes do golpe militar: 2 BILIÕES de dólares recebidos via CIA.

 

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Soldados alegadamente envolvidos na tentativa de assassinato de Erdogan

 

Assim, depois da seleção e escolha dos candidatos mais visíveis e mais bem colocados no momento (situação que curiosamente o tal golpe lhe proporcionou), ERDOGAN designou como símbolos dos seus maiores inimigos: internamente o clérigo oposicionista islâmico FETHULLAH GULEN (exilado nos EUA) e externamente via comandante John Campbell os EUA. Entretanto não param as prisões, os despedimentos, os encerramentos, a suspensão dos direitos e todas as outras formas de coações e opressões, julgadas ainda há pouco impossíveis e mesmo inimagináveis: como se uma espessa e pesada camada de nuvens se tivesse despenhado na Turquia cobrindo todo o mal e escondendo todos os crimes. Num país onde ainda há poucos dias os seus líderes políticos insistiam em entrar com plenos direitos no espaço da União Europeia (e com o apoio de alguns desses países já integrados na UE) e onde agora reina um regime não democrático dirigido pelo antes democrata e agora ditador ERDOGAN.

 

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Presidente do Bundestag Norbert Lammert

 

Enquanto tudo isto se passa pondo mais uma vez em causa a segurança interna e externa de toda a EUROPA, os países súbditos da ALEMANHA aguardam impacientemente que ANGELA MERKEL se pronuncie sobre a sucessão inquietante de incidentes – já no seu próprio país e com tendência para alastrar. Ou não fossem estas as preocupações de NORBERT LAMMERT presidente do Parlamento Alemão, aqui referidas no diário online DW sob o título Alarm in Germany over Turkey: “Turkey is distancing itself ever more from Europe through mass arrests and official sackings, says German parliament speaker Norbert Lammert. A German historian says events in Turkey echo Hitler's 1933 seizure of power.”

 

(imagens: yenisafak.com e dw.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:47

22
Jul 16

“E enquanto o presidente turco ERDOGAN endurece o seu regime (ditatorial), os EUA de OBAMA esperam (para gerir) e a EUROPA de MERKEL morre de medo (até de falar).”

 

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O BOM

Presidente da Turquia – Recep Tayyip Erdogan

(no poder há 13 anos como 1ºMinistro e Presidente)

 

Quando na noite de sexta-feira dia 15 as televisões de todo o mundo começaram a falar de um Golpe Militar em curso na Turquia, a maioria das pessoas minimamente informadas sobre os acontecimentos a decorrer nesta zona do globo, acharam desde logo que algo de estranho se passava: como era possível um regime construído em torno de uma figura carismática e todo-poderosa dominando atualmente e em absoluto toda a estrutura do poder no interior do seu território, distrair-se de tal forma pondo a sua vida em causa. Ainda-por-cima num período de aparente viragem de direção e estratégia política do intocável presidente Erdogan e no preciso momento em que a Turquia se reaproximava da Rússia, tentando de algum modo afastar-se do problema da Guerra Civil a decorrer na Síria.

 

“Um Golpe em que o vencedor se confunde com a vítima e estrategicamente apresentando um plano extremamente brilhante e ainda-por-cima sem grandes chefes para culpar.”

 

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OS PORCOS

Jovens militares pertencentes ao Exército da Turquia a serem atirados deliberadamente, sem qualquer tipo de preparação e como bodes expiatórios, às feras da política turca atualmente no poder

(ou seja Erdogan e os súbditos do seu partido AKP)

 

Um golpe que (dadas as circunstâncias e factos comuns a muitos destes acontecimentos) só poderia ter sido levado-a-cabo pelos apoiantes do Governo, pelos apoiantes da Oposição ou então pelos militares (com uma possível quarta hipótese a poder muito bem ser a de um golpe conjunto Governo e ISIS, necessária e minimamente com o conhecimento dos EUA). E que na sua apresentação às ideias que pretendia difundir, pediu ao povo já tanto sofrido e que desejava sobretudo servir (o pretexto de todos os golpistas), para não se expor outra vez ficando protegido em casa (exclusivamente com esta atitude cometendo Haraquíri). Tendo nas consequências à vista, a resposta para todas as dúvidas (ainda hoje sem se conhecerem os cabecilhas do golpe): um Contra Golpe Ilusório como segunda fase do Golpe.

 

“Numa estratégia dúplice pós-golpe em que Erdogan chega a acusar o piloto que abateu o caça russo de ser simpatizante do ISIS (para satisfazer a Rússia), ao mesmo tempo que manda prender todos os militares anti-ISIS (para satisfazer os terroristas).”

 

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O MAU

Clérigo líder da Comunidade Islâmica na Turquia – Fethullah Gulen

(exilado nos EUA)

 

Excluindo como autores do Golpe os Opositores e alguns Militares. Uns porque mesmo críticos (do regime) se opuseram ao golpe, outros porque dos militares só vimos jovens a levar (sem se poder identificar a hierarquia golpista). E se não fosse mais nada pelo início da caça-às-bruxas com milhares de demissões, fugas, mortes ou prisões – neste momento de loucura a caminho dos 100.000. Com a declaração por três meses do estado de emergência e com a suspensão da convenção (europeia) dos direitos do Gomem na Turquia. Num tempo alucinante da História da Turquia (que a poderá lançar por contaminação num clima de Guerra Civil) em que um ditador aproveita para seu benefício a situação periclitante de uma sociedade por si próprio manipulada, dividida e sobretudo asfixiada, socorrendo-se de uma situação pelo mesmo propiciada (senão mesmo oferecida) de modo a assim se reforçar, eternizar e eliminar os seus inimigos.

 

“Restando ficar à espera da reação ao golpe por parte da hierarquia militar turca – agora que a sua credibilidade é mais uma vez posta em causa (militares esses mais utilizados do que participantes no golpe do último fim-de-semana); e da atitude a tomar face à evolução futura deste golpe por parte dos EUA (devido à presença do clérigo turco Gulen em território norte-americano, um exilado político e suposto líder do golpe).”

 

(imagens: theguardian.com/telegraph.co.uk e AP/GETTY IMAGES/REUTERS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:18

16
Jul 16

Um Golpe Militar com um único objetivo: mudar de direção salvaguardando Erdogan.”

 

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E a Vitória esmagadora foi para a Vítima do Golpe

Recep Tayyip Erdoğan

 

Num cenário global pré-apocalíptico onde o rácio população/matéria-prima se tornará obrigatoriamente no único parâmetro de sobrevivência da nossa espécie – neste momento tendo já ultrapassado os 7 biliões de indivíduos – e tendo em consideração que os EUA ainda são de longe a maior potência militar existente à face da Terra (apesar de estarem agora a ser ultrapassados a nível económico pela China), é do seu interesse exclusivo como suprema entidade mundial e no sentido de manter indefinidamente a sua supremacia global, tratar de todos os pormenores e antecipar certos problemas.

 

Como parece confirmar este filme de origem turca – que há apenas 24h não passaria para a esmagadora maioria dos críticos de um filme de antecipação/ficção científica – mas que na verdade retrata uma realidade pré-fabricada pelos insuspeitos do costume de modo a reforçar poderes (os seus) e eliminar (de vez) obstáculos (os outros). Pelo que o Golpe Militar de 15 de Julho na Turquia tendo como objetivo aparente derrubar o regime e o seu presidente Erdogan – e analisando toda a evolução do golpe, os seus vencedores e os derrotados – só poderia ter mesmo uma parte interessada: o próprio regime e o seu Presidente.

 

Razão pela qual toda esta encenação montada em torno de um pretenso golpe militar onde são alguns milhares de militares mais novos que são atirados para o terreno e entregues sem qualquer tipo de preparação às feras – ainda agora não se conhecendo nenhum dos seus principais cabecilhas – não convence ninguém, parecendo mais o início de mais uma fase de implementação e consolidação do poder do regime atual centrado no seu presidente, agora que Erdogan acabara de reconhecer alguns dos seus maiores erros e queria mudar radicalmente (mas sem se contradizer e sair).

 

“E assim em menos de 12 horas se descobrem soluções – há custa de mais umas centenas de mortos (a caminho dos 300), mais uns milhares de feridos (a caminho dos 1500) e muitos outros milhares de prisioneiros.”

 

Ficando-se agora a aguardar pela chegada de novas notícias, para desse modo se prever o futuro da Turquia – de toda a região, da Europa e do Mundo. Mas nunca desta maneira: “Erdogan prometeu limpeza e ela já começou” (rr.sapo.pt)

 

(imagem: ft.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:02

15
Jul 16

"The power in the country has been seized in its entirety."

 

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Istambul

(foto: AFP)

 

Aparentemente na sequência do atentado do 14 de Julho em NICE (que provocou mais de 80 mortos e de 100 feridos) e como consequência logica dos sucessivos atentados extremamente sangrentos registados nos últimos tempos na TURQUIA (pelos extremistas curdos e pelos terroristas do Estado Islâmico), o Exército Turco está neste momento a levar a cabo um Golpe de Estado Militar de modo a derrubar o regime atualmente no poder sob a direção do Presidente (e ditador) ERDOGAN.

 

No preciso momento em que o Secretário de Estado dos EUA JOHN KERRY se encontra numa visita de dois dias a MOSCOVO para pretensamente discutir com o Ministro dos Estrangeiros da Rússia SERGEY LAVROV a situação atual na SÍRIA e novas e decisivas formas de cooperação conjunta para o fim da GUERRA CIVIL e o início da pacificação do MÉDIO ORIENTE. Uma nova porta de esperança para todo o Mundo especialmente para a EUROPA, caso os militares cumpram a promessa enunciada desde os primeiros momentos do golpe:

 

"In order to ensure and restore constitutional order, democracy, human rights and freedoms and let the supremacy law in the country prevail, to restore order which was disrupted."

 

(texto/negrito e imagem: jamaicaobserver.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:14

10
Jun 16

E Sem a presença do Guionista

 

A crise de crédito de alto risco (subprime crisis), que começou no setor de compra e venda de títulos hipotecários de imóveis residenciais nos EUA, acabou se transformando numa grave crise financeira de grande proporção para toda economia norte-americana. Ocorre que, devido os laços da economia norte-americana com o resto do mundo, a escalada da crise financeira ganhou uma dimensão mundial contaminando os países desenvolvidos e em desenvolvimento.” (David Terreira Carvalho – www.ppge.ufrgs.br)

 

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Erdogan e Assad

Para o Povo as duas faces da mesma Moeda

(à chegada ao aeroporto de Damascos em 17 Jan 2011)

 

No início do ano de 2011 o presidente da Síria BASHAR AL-ASSAD recebia no aeroporto da capital do seu país Damascos o então Primeiro-Ministro da Turquia RECEPT TAYYIP ERDOGAN. Num clima de aparente solidariedade e compreensão entre vizinhos e amigos.

 

Nessa altura já com a Síria em grande convulsão política interna (pelo menos desde 2009) e com a chegada das célebres Primaveras Árabes (em 2010), com o cenário socioeconómico degradando-se cada vez mais rapidamente e sem sinais visíveis de recuperação.

 

Uma onda revolucionária que atravessou toda a zona do Médio Oriente desde finais de 2010 e que se nalguns países deu apenas origem a manifestações, protestos e quedas de governo (na maioria temporários, regressando a vida quotidiana ao que já era antes), noutros lançou países no caos, na guerra civil e mesmo em cenários de genocídio.

 

Como são casos de destaque o regresso do regime militar e ditatorial instalado de novo no Egipto (através de um golpe militar derrubando o poder político eleito em eleições livres) e as Guerras Civis na Líbia, na Síria e no Iémen (provocando milhares de mortos e feridos, com outros milhares em fuga desesperada pela vida e sobretudo com muitas das suas infraestruturas básicas completamente destruídas).

 

Nesse ano de 2011 e provavelmente com a estratégia já completamente definida e em ampla concretização no terreno (com as ambições norte-americanas para a região já bem presentes em todas as ações de apoio ou rejeição local), com os dois políticos sírio e turco a manterem ainda as aparências de um bom relacionamento, apesar do problema dos CURDOS (inimigos de ERDOGAN) e da guerra interna na Síria (contra o regime de ASSAD).

 

O que só vem demonstrar (ainda mais uma vez) – aos que fazem da incredibilidade sobre factos reais e quotidianos uma forma de sobreviver não querendo saber – que o poder corrompe sempre, com sucesso e seja em que contexto for, quando o dinheiro e os interesses em comum são muito maiores que os valores que certos homens (sem memória, sem cultura, mas certificados) transportam.

 

Pelo que é sempre bom para aqueles que por qualquer motivo perderam a memória e/ou foram vítimas de lacunas culturais, que alguns atrasados mentais sem saberem o que fazerem e ainda com tempo para perderem (ou não fosse verdade que “tempo é dinheiro), se dediquem a recordar o passado para melhor se construir o futuro.

 

As pessoas só se têm de convencer que se ainda querem ter alguma esperança no futuro – respeitando a luta dos seus ascendentes e as aspirações dos seus descendentes – a única coisa que terão de fazer será pensar, dialogar e acordar (escolher) e em consenso com os seus valores e os da Natureza que os recebe e protege, querer viver e partilhar mas sem a presença de instrumentos de guerra, de doença e de morte.

 

Aproveitando Homens & Ideias incompreensivelmente perdidos no Tempo, mas felizmente não perdidos no Espaço Livre do Homem.

 

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal.”

(Martin Luther King, Jr.)

 

[discurso de 28.08.1963 – realizado no Lincoln Memorial em Washington, D.C.]

 

(imagem: al-monitor.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:04

02
Jun 16

Recep Tayyip Erdogan já deve ir em mais de 2.000 processos contra os cidadãos que diz representar, levantados pelo próprio como se fossem seus inimigos – esmagadoramente condenados e marginalizados socialmente, apenas por se exprimirem (livremente) quando postos a pensar (sem limites coercivos).

 

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Agora tentando colocar a turca Merve Buyuksarac na posição horizontal

 

Num dos gestos espontâneos com que por tantas vezes nos exprimimos, a utilização da tecnologia para imediata comunicação, torna-se muitas vezes num periférico transmissor de emoções – sendo reais ou virtuais, mas necessariamente expressivas (caso contrário nunca tendo impacto e condenadas ao esquecimento).

 

E na base foi o que fez Merve Buyuksarac conhecida no seu país por ter sido a Miss Turquia de 2006. Que pelos vistos num momento de aberração e de loucura – e excedendo tudo o que de normal se pudesse esperar dela – extravasou competências (físicas e certificadas) utilizando mais qualidades (sem habilitação para as praticar e ainda por cima mentais).

 

Pretensamente partilhando numa página do seu Instagram um poema intitulado The Master´s Poem, considerado insultuoso por associação paralela de ideias (que como todos nós sabemos nem sempre são coincidentes) para o atual Presidente turco: no seu passado como 1ºMinistro (o seu momento de entrada na hierarquia política dominante) tendo sido acusado de ser passivo no combate à corrupção, de que terá beneficiado assim como familiares e amigos.

 

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O verticalíssimo presidente turco Recep Tayyip Erdogan

 

Mas à tentativa desta simples Mulher respondeu logo o Super-Homem ERDOGAN: colocando esta Mulher no seu devido lugar – já que a função dela é apenas para se ver (tal e qual como uma escrava-sexual) – e indicando-o a Ele como o Homem a servir. Esclarecendo logo de vez o nome do predador e da presa e se necessário estendendo-o a outros grupos pensantes.

 

[contando com a conivência de Merkel → e logicamente da Alemanha e do seu Governo,

enquanto chantageia a Europa → com novos refugiados e atentados terroristas]

 

Simultaneamente indicando à Europa a sua Soberania futura (vaporizada em poucos segundos com a sua crise financeira), entalada entre o Atlântico (resguardando os norte-americanos) e a Turquia de Erdogan (impulsionado pelos sauditas): um território a curto-prazo abandonado à sua sorte e destino, com a Rússia mais a leste pensando no que (com ela) fazer e com todo o eixo estratégico (mundial) a fixar-se agora na Ásia (ou não fosse no presente o continente em ascensão, logo agora e por coincidência o vizinho-rico dos EUA).

 

(imagens: independent.ie)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:55

13
Mai 16

“A total of 30 Syrian refugee children, aged between 8 and 12, have been sexually assaulted over a period of three months by a cleaning worker in Turkey’s Nizip refugee camp located in the southeastern province of Gaziantep and administered by the country’s Disaster and Emergency Management Authority (AFAD).”

(GAZİANTEP/hurriyetdailynews.com)

 

[AFAD é uma organização ligada ao gabinete do 1ºMinistro da Turquia Erdogan]

 

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UM LADO FEIO (E VERDADEIRO) DA GUERRA

Destruição de um campo de refugiados instalado na Síria, nas proximidades da fronteira com a Turquia

 

Num momento em que a Guerra no Oriente parece nunca mais terminar e durante o qual por mais que os escondam os contingentes de refugiados continuam irreversivelmente a aumentar, a EUROPA em vez de tomar uma posição individual e decisiva sobre o assunto (que tão profundamente a tem vindo a afetar, num cenário económico de crise profunda e prolongada) resolve indiferente e covardemente nada continuar a fazer (como se nada tivesse com o assunto), colocando-se mais uma vez debaixo dos interesses e das ordens dos norte-americanas (como se este fosse um manto protetor). Apesar de todos já termos percebido o que foram as diversas Primaveras Árabes, quem e a razão de quem as promoveu e as reais consequências para todos os países da região: desde o SOFT retorno dos militares ao poder no Egito através de mais um golpe ilegal (mantendo este grande país africano sob o jugo de outros ditadores) até às situações HARD vividas na Síria e no Iémen (com o genocídio de milhares de civis, a destruição total de infraestruturas básicas e a invasão do seu território por multinacionais de mercenários colocados sobre a ordem de organizações terroristas como a AL-QAEDA e o ESTDO ISLÂMICO). Na área referida com a maioria dos Estados do Golfo liderados pela Arábia Saudita a serem a grande potência militar da região, demonstrando em conjunto capacidade de intervenção imediata e direta no terreno, naturalmente apoiados na retaguarda pelos seus grandes aliados globais (e grandes fornecedores logísticos) os EUA. Nunca esquecendo a terraplanagem da Líbia e a contínua destruição do Iraque.

 

Uma EUROPA que se sujeita agora e por uma mera aplicação de mais uma estratégia norte-americana (num país localizado do lado de lá do Atlântico) a ter que aceitar as pressões inadmissíveis de mais um ditador, ameaçando com retaliações unilaterais da sua parte caso não os aceitem na União Europeia nas condições por eles impostas: com um político como ERDOGAN que permite que o seu país se transforme em mais uma fonte dinamizadora do terrorismo global – bombardeando populações do seu próprio território e país por serem descendentes curdos logo equiparados a terroristas e por outro lado apoiando verdadeiros terroristas atuando na Síria aqui considerados combatentes da liberdade – enquanto vai aterrorizando a EUROPA com mais Guerra e Refugiados (caso não o aceitemos sem condições). Afinal de contas é a Turquia que vai ficar com aqueles que ninguém quer (nem mesmo os seus protetores) – o podre visível da guerra (mas vivos) os tais refugiados (ainda em movimento). E o que faz a EUROPA e a sua consciência política centrada na Alemanha por esta multidão desesperada (apesar dos constantes protestos por parte dos ingleses querendo protagonismo, apenas por serem um grande entreposto de lavagem de dinheiro)? Para os refugiados, personificada na figura da mãe alemã Ângela Merkel.

 

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UM LADO RETOCADO (E HIPÓCRITA) DA GUERRA

Merkel e Erdogan em visita a um dos campos de refugiados instalados na Turquia e localizado em Nizip

 

Que se saiba para os lados do Entreposto dos EUA sediado na EUROPA – a Grã-Bretanha – David Cameron e a sua Rainha continuam entretidos com Chineses e Nigerianos: chamando malcriados a uns e corruptos aos outos. Com a acusação de corrupção à Nigéria a ser por coincidência lançada num país conhecido por nele serem constantes as lavagens de dinheiro incluindo com interesses nigerianos (com petróleo pelo meio) e por outro lado sendo dita pelo seu 1ºMinistro David Cameron líder de um país promotor, financiador e explorador do maior exemplo de convivência de ética e de dinheiro os OFFSHORE. E com a sua Rainha ainda não tendo percebido de onde hoje vêm os dólares (chineses certificados por ouro e não americano certificado por papel): da R. P. China. Mas centremo-nos na Alemanha e deixemos então a Ilha.

O que tem feito a Alemanha para travar Erdogan? Pelos vistos nada – pelo menos no que diz respeito à outra EUROPA, da profunda crise económica, do desregulamento total dos direitos dos seus cidadãos e do brutal desinvestimento público, asfixiando lentamente toda e qualquer hipótese de recuperação desta sociedade doente e extremamente desprotegida, absolutamente dependente do que possa dar o mundo reinante da especulação financeira. Precisamente aquilo que a Alemanha impõe aos outros países da UE e que no entanto recusa aplicar a si própria desafiando todas as diretivas e o próprio FMI – negando a indicação dada pelo FMI para iniciar desde já reformas económicas internas (despedimentos, descida de salários, maior desregulação no mundo laboral e tudo aquilo que todos os portugueses já conhecem) e optando por um forte investimento no consumo interno com subidas em salários, pensões e outros benefícios sociais de modo a dinamizar a economia (que tem demonstrado ultimamente um maior crescimento, apesar do logico aumento das importações) e contrabalançar a queda no mercado exportador (como é o caso das importantíssimas e estratégicas exportações para a Rússia – tanto para a Alemanha como para toda a Europa – agora suspensas até ordem em contrário – dos EUA).

 

Num cenário global em que uma grande potência agora em queda (os EUA ainda com o maior poderio militar) e tendo já outra mais poderosa para a substituir (a R. P. CHINA atualmente o maior poder económico e reconheçam ou não financeiro), ainda pensa poder reconquistar o Mundo à base de impressoras, de dólares e de guerras totais (e ameaçadoramente mortais): não hesitando em coligar-se com ditaduras das mais ferozes a nível global (desde que tenham matéria-prima a condizer) para combater outras mais moderadas mas não tão obedientes e por vezes contestatárias como o pretendido. Que o digam todos os países produtores de petróleo até pelas guerras brutais de que são testemunhas e vítimas (Iraque, Síria, Líbia); nunca esquecendo os outros que apesar de não estarem em guerra já caminham para o caos (Venezuela, Brasil); e ainda aqueles que sabendo resistir e não estando obcecados eternamente pelo dólar (como qualquer moeda tendo o seu ciclo de vida) e podendo pela sua força económica resistir ainda perduram (como a Rússia aliando-se à China na criação do Novo Banco Mundial o AIIB já com adesão a nível global, contrapondo ao outro Banco Mundial Norte-americano uma moeda certificada em OURO – e não em mero papel, por mais carismático e mentalmente obsessivo que este seja, nada valendo face ao peso do metal precioso). Uma tarefa com dificuldades mas na realidade inevitável: em relação a todas as dificuldades de trajetória económica e financeira a seguir que o comprovem os BRICKS com três países a resistirem – China, Rússia e Índia – e outros dois em alto risco – África do Sul e Brasil – tendo sempre por trás e como parte interessada as mãos do dono do Outro Banco Mundial (os EUA). Uma estratégia que até ao momento só tem fortalecido ainda mais o poderio da China e da Rússia no Mundo e que por outro lado tem transportado toda a EUROPA a caminho de um mundo e de uma sociedade que nunca nenhum de nós desejou – mais um palco de guerra e de intervenção entre dois blocos poderosos, julgando-se cada um deles o mais forte e vencedor final e como tal aniquilando-se mutuamente na aplicação da sua obsessão ideológica e como sempre até à morte e extinção (levando-nos com eles).

 

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UM INSTRUMENTO (E REAL) DE GUERRA

Devido à sua intervenção na Guerra Civil Síria apoiando o Estado Islâmico (na luta destes contra as forças do presidente sírio ASSAD), arriscando-se a envolver-se integral e diretamente nessa guerra sangrenta alastrando-se desde o Iraque

 

E enquanto ERDOGAN vai sendo entronizado na Turquia com líder carismático de mais uma oligarquia ditatorial assente no seu poder militar (aplicado internamente sobre os seus cidadãos ditos curdos e externamente no apoio a organizações terroristas como o Estado Islâmico contra os sírios), na Alemanha as suas exigências são imediatamente escutadas e de uma forma ou de outra (direta ou indiretamente) instantaneamente cumpridas: assim se perseguindo um comediante (um cidadão alemão) e aceitando ameaças sobre uma Hamburgueria (uma empresa alemã) – como se disséssemos mal de todos os crimes de HITLER e fossemos presos ou ameaçados.

 

Mas reconheçamos que a continuar tudo assim (num status quo completamente obsessivo, apático e indiferente) a EUROPA não terá mais futuro e a própria ALEMANHA (com MERKEL à cabeça) se afundará – recorrendo-se aí e em desespero à estratégia da Madrasta!

 

(imagens: tribuneindia.com/undercoverinfo.wordpress.com/globalriskinsights.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:17

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