Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Jun 19

Entretenimentos de Verão

[Com Código de Impacto de 0 a 9]

 

No Hemisfério Norte (no qual se incluiu Portugal) e à porta de entrada (já aberta) das Férias Grandes de Verão – com o início oficial e meteorológico marcado para a próxima sexta-feira 21 de Junho – há falta de um aperitivo interno (antigamente recorrendo-se a eletrochoques) que nos liberte de mais este quotidiano repetitivo e de miséria (de tão artificial como banal) − sobressaltando-nos e colocando em dúvida o nosso rumo e existência – como o poderia ser o ainda possível mas cada vez menos potencial (cada dia que passa sendo menor) despoletar de uma Nova Guerra Energética (no Médio-Oriente, envolvendo o Irão),

 

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Com o aproximar da Chuva de Meteoros das Táuridas e dada a sua maior proximidade este ano (de 2019) com a Terra, com os fragmentos (de maior ou menor dimensão) do cometa Encke (que as mesmas “chuvas” transportam), podendo originar uma “pequena surpresa” este ano durante a abertura das duas janelas de oportunidade: uma já no início de Julho no Hemisfério Sul (5 Julho/11 julho) seguindo-se de imediato no Hemisfério Norte – de 21 de Julho a 10 de Agosto com as nossas Estrelas-Cadentes-de-Verão.

 

Com os nossos cientistas aproveitando a oportunidade e o seu conhecimento (mesmo religioso) de saberem de que para além de haver Terra também haverá para Todo-o-Sempre e como companhia o seu complemento unificador (e no futuro Refundador) o Céu – e desse modo lançando (mesmo que sem plena consciência) mais uma pedra nos alicerces da construção dessa inovadora ponte revolucionária e nunca antes imaginada (pela sua Ligação, mesmo que sentida, na nossa morte física não sendo percecionada) unindo Alma e Eletromagnetismo – para além da aproximação das Festividades das Táuridas acompanhadas como sempre pelo seu habitual  e por vezes espetacular Fogo-de-Artifício (quem é que no Verão e olhando para o Céu escuro e noturno nunca viu passando por breves instantes uma brilhante estrela-cadente), este ano de 2019 com a aproximação (orbital) a verificar-se entre ambos (a zona mais “densamente povoada” das Taúridas e o planeta Terra) a atingir um ponto de grande aproximação de apenas 9 milhões de quilómetros.

 

Nos cálculos podendo-se concluir estarmos num ponto duma cronologia com mais de meio século (iniciada em 1975 e podendo estender-se até 2030), em que devido à sua maior aproximação o Fenómeno (de Verão) − resultante de fragmentos deixados para trás pelo cometa Encke − será mais intenso do que é costume (com velocidades de entrada perto dos 30Km/s), iniciando-se como é hábito na segunda semana de Setembro e atingindo o seu pico lá para meados de Outubro.

 

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Com os incontáveis fragmentos oriundos de material deixado para trás pelo cometa Encke − periodicamente passando nas proximidades do nosso planeta (em Portugal estando no Hemisfério Norte durante o período do Verão) − este ano e devido à sua maior proximidade (nem 9 milhões de Km da Terra) podendo provocar uma Chuva de Estrelas mais intensa e até mais Impactante (tal como poderá ter sucedido há cerca de 111 anos em Tunguska na Rússia com a explosão de um objeto em plena atmosfera provocando uma onda de choque devastadora.

 

Podendo entre esses fragmentos (maioritariamente insignificantes, apenas vistos como fogo-de-artifício) periodicamente passando nas nossas proximidades mas este ano – por o fazerem muito mais perto do que antes registado (talvez nunca) e devido a muitos outros fatores como o da proximidade e da possível influência gravitacional das forças magnéticas colossais originadas no Gigante Gasoso e maior planeta do sistema Solar Júpiter – surgir inesperadamente um outro nunca antes tendo sido revelado (escondido no seu interior), talvez inicialmente dendo visto/desvalorizado como um elemento estranho e na sua trajetória (existindo sequer tempo para se pensar nela) podendo acarretar consequências diretas e/ou indiretas para o nosso planeta a Terra: e até com janelas já pré-estabelecidas − para um possível e potencial Impacto − no Hemisfério Sul de 5 a 11 de Julho e no (nosso) Hemisfério Norte de fins de Julho a meados de Agosto.

 

Até terem sido as Táuridas − e as suas Chuvas-de-Estrelas −a causa do Evento de Tunguska.

 

(imagens: Western University/youtube.com e thesun.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:56

01
Jun 19

[Cefeu: Na mitologia grega pai de Andrômeda,

marido de Cassiopeia e rei da Etiópia.]

(wikipedia.org)

 

Imagem − obtida pelo telescópio SPITZER – daquilo que poderá ser − segundo a NASA − uma NEBULOSA ou então uma NUVEM de GÁS e POEIRA, formada numa região muito mais vasta do Espaço, pelas radiações provenientes das estrelas aí localizadas ou estando próximas.

 

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1

PIA 23126

Telescópio Spitzer

(Instrumento: IRAC/MIPS)

 

Com a zona mais brilhante no topo da imagem apresentando-nos a “Nebulosa (na figura 1 a Vermelho), a ser constituída por Poeirasaquecidas” (ao serem atravessadas) pelas radiações emitidas pelas estrelas e por esse motivo adquirindo a tonalidade (e brilho) Avermelhada.

 

E com a cor-branca aparecendo nas proximidades (dessas “poeiras aquecidas”), a resultar de uma combinação de várias cores (segundo os cientistas 4) cada uma delas representando um diferente comprimento de onda (de Luz), de raios infravermelhos invisíveis para o “olho humano”.

 

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2

PIA 23127

Telescópio Spitzer

(Instrumento: IRAC)

 

E com todo este Cenário a ser Iluminado por um poderoso Emissor de Radiações situado para lá da parte da zona (de cor) Vermelho/Branco (figura 1), atingindo e colorindo com os seus raios (emitidos) toda a Região do Espaço em volta: tratando-se de um conjunto Maciço de Estrelas pertencendo a um CLUSTER de ESTRELAS (ou Aglomerado Estelar) − como por exemplo o será (visível “a Olho Nu) o Cluster das PLÊIADES.

 

Sendo visível nessa “Nebulosa ou Nuvem(figura 2/interior dos círculos) algumas particularidades por relevantes, sendo (aqui) interessantes de destacar − num registo apresentando-nos duas nebulosas, uma (localizada a grande distância) ocupando a grande parte da imagem (dando-lhe o tom avermelhado), a outra (uma nebulosa mais nova) situada no canto inferior direito (da mesma imagem):

 

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3

NASA/IPAC Teacher

Archive Research Program To provide educators with an authentic research experience in astronomy using data housed at NASA’s Infrared Processing and Analysis Center (IPAC) at the California Institute of Technology in Pasadena, California.

(nitarp.ipac.caltech.edu)

 

Estrutura

Imagem

Características

I/D/L

Star Cluster & Pillar

-

-

-

Cepheus B

On the right side.

-

About 4 million to 5 million years old slightly older than those in Cepheus C; Sits within a few thousand light-years of our Sun.

Cepheus C

On the left side.

The area is a particularly dense concentration of gas and dust where infant stars form;

A dark filament runs horizontally through the green cloud;

A smattering of baby stars (the red and yellow dots) appear inside it.

Constellation Cepheus;

Near the constellation Cassiopeia;

6 light-years long.

Runaway Star

On the right side

A blue star crowned by a small, red arc of light, included in a smaller nebula; Plowing through the gas and dust at a rapid clip, creating a shock wave or "bow shock" in front of itself.

(Features only in the multi-instrument version.)

V374 Ceph

-

-

(Features only in the multi-instrument version.)

Young Nebula

Appears as a bright teal splash.

Small cluster of newborn stars that illuminates the dense cloud of gas and dust where they formed.

-

(legendas: I/D/L = Idade/Distância/Localização − dados: photojournal.jpl.nasa.gov)

 

Num trabalho levado a cabo durante dois anos (2016/17) por estudantes e respetivos professores de uma Escola Superior dos EUA (figura 3) − ao abrigo de um programa científico e astronómico juntando NASA/Professores & Estudantes – utilizando o telescópio Spitzer na procura e identificação de “jovens objetos estelares”, com estes “jovens cientistas” a identificarem mais de uma centena destes objetos (não tendo sido registados anteriormente) e dessa forma, acrescentando novos conhecimentos sobre esses conjuntos estelares e contribuindo para a compreensão de alguns deles: como (entre outros) Cepheus B e Cepheus C.

 

[IRAC: Infrared Array Camera − MIPS: Multiband Imaging Photometer]

 

[Cefeu: na Astronomia e seguindo a Mitologia Grega e os filhos de Cefeu (diz-se que uns vinte) com Cepheus B e Cephhus C – como duas Nebulosas que são – sendo semelhantes e irmãs, uma mais velha (B) do que a outra (C).]

 

(imagens: photojournal.jpl.nasa.gov e nitarp.ipac.caltech.edu)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44

21
Mar 19

[Notícias da Ciência]

 

Recordando o lançamento do quinto álbum de DAVID BOWIE

(1947/2016)

 

“The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”

 

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The creation of the Ziggy Stardust persona would live on well after Bowie shed the alien skin, marking the first rock concept album by a sexually ambiguous, artistically bent musician who confounded critics at every turn.

(amazon.com)

 

A história de Ziggy Stardust

Uma estrela de rock enviada ao planeta Terra

Como mensageiro de seres alienígenas

 

No presente ano de 2019

perto da comemoração do seu 47º aniversário

(16 Junho 1972)

 

E tomando em consideração até pela associação (de palavra como rise, fall, Ziggy, star e dust) a curiosidade e a coincidência da notícia publicada (fazendo disparar as ligações nos nossos arquivos de memória), no passado dia 19 de Março na Science Daily, focando

 

“The rise and fall of Ziggy star formation and the rich dust from ancient stars”

 

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Based on the observations with ALMA and HST, researchers assume that this galaxy contains stellar clusters with a mix of old and young stars.

The clouds of gas and dust are illuminated by stellar light.

(sciencedaily.com/NAOJ)

 

Destacando como relevante não só a premonição (brilhante) de DB (antecipando-se a todos os outros) sobre um possível e imaginário futuro fora das leis, das regras, das atitudes e dos comportamentos inerentes a todas as sociedades em que o Homem tem sucessivamente vivido (monótonas, cruéis, racistas, situacionistas) – projetando-nos e dando-nos a usufruir um cenário de verdadeira SCI-FI – dando ainda alguma credibilidade ao Homem e restabelecendo a Esperança (na sua sobrevivência), como a certeza de mais um facto (fenómeno astronómico) cientificamente investigado e compreendido, deixando de ser considerado um mistério (por incompreensão) ou acontecimento (deixando de ser tratado como um intruso):

 

“Researchers have detected a radio signal from abundant interstellar dust in MACS0416_Y1, a galaxy 13.2 billion light-years away in the constellation Eridanus. Standard models can't explain this much dust in a galaxy this young, forcing us to rethink the history of star formation. Researchers now think MACS0416_Y1 experienced staggered star formation with two intense starburst periods 300 million and 600 million years after the Big Bang with a quiet phase in between.”

(National Institutes of Natural Sciences − March 19, 2019 − sciencedaily.com/releases/2019/03)

 

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Big Bang is the cosmological model of the universe whose primary assertion is that the universe has expanded into its current state from a primordial condition of enormous density and temperature.

(sciencedaily.com/Wikipedia)

 

Uma investigação levada a cabo por astrónomos utilizando o ALMA (radio-observatório localizado em Atacama/Chile) – num processo de observação complementado através da utilização de outros instrumentos como o telescópio espacial HUBBLE, o telescópio espacial SPITZER (utilizado para a deteção de radiação infravermelha e tal como o Hubble instalado num satélite artificial) e o Observatório VLT do Sul da Europa (instalação utilizando no mesmo local não um mas vários telescópios) – e visando o estudo de antigas estrelas ou conjuntos dos mesmos tipo de astros (como o Sol e outros seus semelhantes) localizados nos confins do nosso Universo a mais de 13 biliões de anos de distância: e então durante essa mesma investigação detetando um sinal de rádio (fraco) emitido por partículas de poeiras a partir da galáxia MACS0416_Y1, criada pouco depois do BIG BANG (ao qual atualmente ainda reportamos as nossas origens) e subsequentemente esclarecendo-nos um pouco mais sobre o que aí (nesse tempo, nesse espaço) se terá passado (antes, durante e depois desse Big Bang). Até porque dessas grandes extensões de poeiras cósmicas estendendo-se desde a (nossa) Origem (planetária) até ao Infinito, muitas delas terão certamente contribuído para a construção de vários objetos celestes entre eles (e como não poderia deixar de ser) planetas como a TERRA (ou outros entre a Grande Diversidade).

 

"Dust is a crucial material for planets like Earth. Our result is an important step forward for understanding the early history of the Universe and the origin of dust."

(Yoichi Tamura/ALMA)

 

(texto/legendas: os/as indicados/as − imagens: amazon.com – sciemcedaily.com – satélite WMAP/NASA/wkipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:04

18
Nov 18

E podendo existir uma outra SUPERNOVA bem perto de nós:

“The supernova catalogued as SN 2017ein

Appeared near the center of the nearby spiral galaxy

NGC 3938

Located roughly 65 million light-years away.”

(eurekalert.org/15.11.2018)

 

Segundo os cientistas com a distância mínima de segurança (tendo como centro a TERRA e o HOMEM) para com o aparecimento de uma SUPERNOVA, a estar entre os 50 e os 100 anos-luz de distância. No caso da SUPERNOVA G54.1+0.3 (com uma extensão de cerca de 17 anos-luz) com a mesma distando cerca de 20.000 anos-luz da Terra, logo não havendo problema.

 

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SUPERNOVA G54

(Telescópio SPITZER – PIA 22569)

Editado em 16.11.2018

 

Uma imagem (aqui registada pelo telescópio SPITZER da NASA) do remanescente da SUPERNOVA G54.1+0.3 (um EVENTO ASTRONÓMICO resultando da EXPLOSÃO de uma ESTRELA aquando dos seus últimos momentos de vida) apresentando no seu centro (na mesma região do Espaço) e como resultado dessa explosão uma ESTRELA de NEUTRÕES: por vezes e durante a evolução da mesma (e não conseguindo manter o seu núcleo central estável) com a Estrela (de neutrões) a colapsar dando origem a um BURACO NEGRO.

 

Cor

Interpretação

Vermelho

 

Ondas de rádio

Verde

Raios infravermelhos

(comprimento de onda 70 µm)

Azul

Raios infravermelhos

(comprimento de onda 24 µm)

Amarelo

 

Raios-X

 

Incluindo nessa imagem – da SUPERNOVA G54 – e por ela emitida (e posteriormente interpretados), ondas de rádio, raios infravermelhos e raios-X: no centro da mesma com uma intensa fonte de RAIOS-X (a AMARELO) e com as outras emissões a serem reportadas à presença de POEIRAS (a AZUL e a VERDE) – incluindo SÍLICA (dióxido de silício ou SiO₂). E no caso desta SUPERNOVA (tal como o afirma a NASA): “G54.1+0.3 contains a special type of neutron star called a pulsar, which emits particularly bright radio and X-ray emissions”.

 

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SUPERNOVA G54

(Telescópios SPITZER e CHANDRA – PIA 12982)

Editado em 29.03.2010

 

Uma SUPERNOVA já anteriormente estudada e fotografada pela NASA – através da utilização dos seus telescópios CHANDRA e SPITZER – desde há vários anos debruçando-se sobre o colapso da anterior Estrela (dando origem à SUPERNOVA) e da expansão dos materiais daí resultantes pelo Espaço envolvendo-a, engolindo tudo – mesmo outras estrelas vizinhas – no seu caminho. Como já o afirmava (a dita NASA) em 2010: “Scientists think the stars in the image are part of a stellar cluster in which a supernova exploded. The material ejected in the explosion is now blowing past these stars at high velocities”.

 

E com a maior candidato a explodir mais perto de nós no período mais curto de tempo a ser o Sistema Binário de Estrelas denominado IK PEGASI (um sistema com duas estrelas), distando de 150 anos-luz da Terra – em princípio Fora da Zona de Perigo – e explodindo (segundo as previsões) dentro de 5 milhões de anos: talvez já não contando (por bons ou maus motivos) com a Terra e com o Homem (pelo menos por estas Dimensões, assim como por estes Parâmetros).

 

(fonte e imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:29

04
Nov 18

Com a monotonia do nosso quotidiano, a cada dia que passa no calendário, a entranhar-se cada vez mais intensamente no nosso corpo, já tão falto de oportunidades e de soluções, é muito natural que periodicamente, mesmo que de uma forma aleatória por incompreendida, nos vejamos estranhamente a repetir afirmações, que antecipadamente se sabe não levar a lado nenhum: como o será a existência de um outro corpo celeste, integrando o nosso Sistema Planetário – o Sistema Solar – podendo este ser um Planeta (por exemplo o Planeta X) ou então uma outra Estrela, neste último caso Gémea do SOL.

 

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Sistema Binário de Estrelas

Região IC 348/Perseus

(Telescópio Hubble/Infravermelho)

 

Agora com uma equipa de investigadores e físicos ligados às Universidades de Harvard e de Berkeley – e utilizando Imagens de Radio (radioastrónomos) – a afirmarem que TODAS AS ESTRELAS NASCEM AOS PARES: uma conclusão baseada num estudo efetuado num Sistema de Estrelas jovens com menos de 1 milhão de anos de idade, localizado na Nuvem Molecular de Perseus (a cerca de 600 anos-luz de distância) e em que todas as Estrelas (criadas) aparecem aos Pares (ou em grupos superiores). Significando que tal como por lá, por cá O SOL TERIA A SUA IRMÃ GÉMEA (e com 4,6 biliões de anos) – a que muitos (há muito) chamam NEMESIS.

 

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Sistema Binário de Estrelas

 Nuvem Molecular de Perseus

(distância entre as estrelas gémeas

 

E pela sua proximidade sendo lógico recordar algumas dessas estrelas (já agora bem conhecidas), como será o SISTEMA TRIPLO – vizinho e englobando três estrelas – de ALPHA CENTAURI: o Sistema Estelar mais próximo do Sistema Solar (situado a mais de 4 anos-luz do Sol) formado por duas estrelas unidas (Alpha Centauri A e Alpha Centauri B) e uma outra mais afastada (Proxima Centauri) e tendo cerca de uns 7 biliões de anos de idade – mais velhas que o nosso Sol e a sua hipotética irmã (gémea) Nemesis. Sendo que neste caso (substituindo Centauri pelo Sol) “A wide binary companion to our sun would have been 17 times farther from the sun than its most distant planet today, Neptune.” (berkeley.edu)

 

(dados e imagens: berkeley.edu)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:22

14
Jan 16

Galaxy Cluster IDCS J1426
(distância: 10 biliões anos-luz)

 

Na extensa ausência de cor que é a vasta imensidão do espaço – no entanto sempre cheio de energia (e de movimento) e preenchido de matéria (mesmo que no seu estado neutro) – surge sempre um farol que nos diz que ali não há limite: como o maciço aglomerado de galáxias IDCS J1426 localizado a uns incomensuráveis 10 biliões de anos-luz da Terra (cerca de 10 triliões de quilómetros). Uma imagem obtida através da conjugação de esforços do Observatório de Raios-X Chandra, do telescópio espacial Hubble e do telescópio espacial Spitzer, muito importante para o estudo e compreensão destas imensas estruturas formadas no início do Universo (em mundos cheios de estrelas).

 

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Galaxy Cluster IDCS J1426
(PIA20063)

 

IDCS J1426 um imenso mar de matéria e de energia ainda palpável por visível (recorrendo a instrumentos de observação auxiliares) apesar da sua longa idade (estima-se que a idade do Universo ande entre 13/14 biliões de anos) contendo no seu interior (tão maciço como 500 triliões de sóis) com imensos aglomerados de estrelas (muitas delas ainda jovens): e cuja luz-própria que hoje nos chega e ao planeta foi emitida quando o Universo ainda só tinha 3,8 biliões de anos – ou seja há 10 biliões de anos (a Terra tem cerca de 4,5 biliões de anos). Um aglomerado de estrelas constituído em 90% por matéria-negra, essa misteriosa substância que (com a matéria) preenche o Universo. E de cuja imagem usufruímos numa micro fração de segundos (se quisermos comparar o Homem com o todo do Universo).

 

Star Eta Carinae
(distância: 7500 anos-luz)

 

No caso de Star Eta Carinae não estamos perante outro aglomerado de galáxias mas de uma única estrela. No entanto tratando-se de uma estrela muito especial, enorme (estimativas afirmam que o seu raio poderá andar num máximo de 0,9UA uma brutalidade se comparada com o Sol), com cerca de 90X a massa do Sol e apenas 5 milhões de vezes mais brilhante do que ele. Fazendo parte de um sistema binário (Eta Carinae) e sendo acompanhada por uma estrela irmã (de menor dimensão).

 

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Star Eta Carinae
(PIA20294)

 

Uma estrela que quando foi descoberta (1667) tinha uma magnitude de -4 (tendo como referência de escala a estrela Vega de magnitude zero), mas que no entanto e à medida que os anos iam passando foi mudando a intensidade do seu brilho: como terá acontecido 66 anos depois da sua descoberta, com uma grande erupção a registar-se em Eta Carinae tornando a estrela e todo o espaço que a envolvia muito mais luminoso e brilhante (e com a intensidade a continuar a variar de tempos a tempos). Considerada devido a este facto como uma estrela variável de alta luminosidade e que tal como todas as estrelas de grandes dimensões (gastam muito combustível devido à alta luminosidade) se esgotará rapidamente talvez explodindo finalmente em mais uma Supernova. Mas que para já nos presenteia com mais uma imagem enviada pelo telescópio espacial Hubble.

 

(dados: NASA – imagem: photojournal.jpl.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:21

01
Jun 15

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(tomo A/31.5)

 

Dia 5
5.ª Etapa da Viagem
(Na serra de Monchique)

 

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O veículo parou. Acabáramos de chegar ao fim do nosso trajecto e encontrávamo-nos inseridos num terminal individual: como se tivéssemos chegado à nossa plataforma privada e individual de transporte mesmo junta à nossa propriedade privada. E na realidade foi só percorrer a passagem que nos separava do exterior e entrarmos directamente num novo módulo adjacente: diante de nós um elevador de transporte horizontal e um outro de transporte vertical apontavam-nos as possíveis saídas. Nesse momento estávamos completamente às escuras, não fazendo a mínima ideia da zona de Monchique onde poderíamos estar – isto se fosse mesmo este o local e não um outro qualquer. Tentamos compreender o painel de comando dos elevadores, mas para além de podermos (quase de certeza) ter identificado o botão de arranque, os símbolos do menu exposto no visor eram para nós incompreensíveis: uma mistura de letras com algumas delas muito parecidas às do nosso alfabeto, combinada com uns desenhos estranhos fazendo-nos lembrar por aproximação os hieróglifos egípcios. Enquanto reflectíamos sobre o que iríamos fazer a seguir, aproveitamos para fazer uma leve refeição e descansar por algum tempo: como assim já andavam nisto há mais de sete horas consecutivas. Teríamos que nos decidir entre os dois elevadores (horizontal ou vertical) e entre a oferta de destinos propostos por cada um deles escolher aquele que deveria ser o nosso. O horizontal seria a mais provável opção, a dúvida estava em qual das opções: um menu dispondo de três categorias (verde, amarela e vermelha), cada uma delas com três níveis (superior, médio e inferior) e que nos conduzia para uma possibilidade de êxito total na nossa escolha, nuns reduzidos e preocupantes 11%. Muito pouco para as nossas ambições de concretização da nossa aventura. Mas a Vida seria sempre um risco a correr, se dela quiséssemos tirar o máximo possível (ou seja Tudo).

 

Eliminamos desde logo a categoria vermelha (uma intuição muito forte transportada por esta cor quente, que apesar de indicar protecção também poderia significar outros perigos, como hierarquização e protecção contra intrusões); ficavam ainda duas. E ao lembrar-nos dos semáforos e talvez infantilmente influenciados pelo significado dessa cor, eliminamos de seguida o amarelo e o aviso de perigo a ele associado (simbólico mas muitas vezes real) evitando assim sermos apanhados sem protecção e defesa (e de uma forma inesperada) por algo insuperável e particularmente perigoso. Restava a categoria Verde e a opção por um dos três níveis. 1/3 Sempre era melhor que 1/9.

 

Entramos no elevador de acesso ao nível superior. Talvez por ser aquele que em princípio nos colocaria nalgum ponto mais próximo da superfície. Os meus companheiros achavam que um dos símbolos poderia referir-se ao local onde estaria localizada as Termas de Monchique, já que o desenho lhe fazia lembrar uma fonte. Eu achava que era uma interpretação demasiado simplista do que víamos (ou desejávamos). Mas como não tinha escolha deixei-me levar pelos dois. Uns segundos depois o elevador parava, a porta abria-se e introduzíamos no que parecia ser uma sala intermédia de acesso. Uma das duas portas existentes dava para o que seria um compartimento de apoio técnico, enquanto a outra aparentemente seria um possível acesso para o exterior: era pelo menos o que o símbolo impresso na mesma parecia querer significar, ao vermos uma paisagem estilizada com o mar no horizonte. Fez-nos logo pensar na espectacular vista que todos já apreciáramos a partir de um dos mirantes situados já no interior da serra do Monchique, com uma vasta extensão da costa algarvia a poder ser observada e profundamente apreciada em dias claros, bonitos e sem nuvens. E passados alguns minutos já estávamos a por as nossas cabeças finalmente fora do buraco. E pelas 10:00 da manhã já olhávamos para a costa de Portimão, ainda meio escondidos entre as árvores, da proximidade de algumas pessoas que por ali circulavam. Reparamos então que estávamos um pouco acima da cidade de Monchique, mais precisamente em plena estrada de montanha (que ia dar à Foia) e muito próximo de uma das fontes onde os locais iam recolher habitualmente água para seu consumo. Até se viam dali algumas filas de garrafões de plástico. O nosso plano seria neste momento pensar no que fazer a seguir: para isso teríamos de ter alguma forte intuição ou esperar que algo ou alguém nos desse um significativo sinal. Voltamos então ao interior do buraco de onde saíramos e aí fomos à procura de algum tipo de ajuda.

 

Encontramos apenas um pequeno mapa em evidente mau estado (e que parecia ter sido para ali atirado apressadamente e sem cuidado), juntamente com uma (mais bem conservada) caneta e o que parecia ser um conjunto de agrafos. E com estes três artefactos teríamos que decidir os passos seguintes. Abrimos com muito cuidado o já muito deteriorado mapa, estendemo-lo sobre a única mesa existente e tentamos fixa-lo nas suas extremidades: as nossas três lanternas e a bússola que possuíamos serviram muito bem para o efeito pretendido. O que observávamos era uma carta da zona do barlavento algarvio: tinha como fronteira uma linha vertical que passava muito perto de Albufeira, estendendo-se até ao promontório de Sagres. Nessa carta representava-se a topografia de toda esta região do Algarve, além da representação de algumas estruturas subterrâneas que provavelmente seriam túneis. Que pelo traçado e profundidade tanto poderiam ser de origem natural (antigos canais vulcânicos) como até de origem artificial (como já tínhamos constatado na nossa aventura). Com a ajuda da caneta ainda tentamos registar alguns dos pontos da carta que julgávamos mais interessantes para guardar, mas a mesma não escrevia. O que era um pouco estranho para nós, pois até que a caneta parecia mesmo nova. E já agora para que raio serviriam os agrafos? Acabamos por tentar fixar mentalmente alguns dos locais situados mais próximos de nós e que julgávamos importantes para podermos continuar pelo menos provisoriamente com a nossa viagem e voltamos a sair para o exterior. Por desconfiança na compreensão do verdadeiro papel a desempenhar por estes dois objectos, no contexto não completamente normal onde actualmente nos encontrávamos, decidimos levar connosco a caneta e os agrafos. O que como veríamos seria uma decisão por nós assumida talvez que acidentalmente (apesar do acaso poder estar intimamente ligado à necessidade), mas que se revelaria extremamente importante poucos minutos depois.

 

Sem sabermos muito bem que decisão tomar, optamos inicialmente por atravessar a encosta onde nos encontrávamos, em direcção a zonas mais a ocidente. Se entretanto lhes surgisse algum contratempo, logo decidiriam como o contornar. Quando caminhávamos pela encosta tentando cortar caminho entre árvores e alguma vegetação rasteira um pouco mais densa, uma criança viu-nos e com um grito bem audível chamou a atenção dos seus familiares aí presentes. Assustados com o grito emitido pela jovem apareceram logo dois elementos adultos, que face aos gestos da criança logo se puseram a olhar um pouco alarmados na nossa direcção. Mas quando nos viram e nos identificaram como elementos inofensivos, lá acalmaram a criança e ainda se riram e gesticularam para nós. A criança é que não ficou lá muito convencida e já com os familiares mais descansados e afastados começou a fazer-nos caretas e como nós respondemos então evoluiu e até nos atirou umas pedras. Peguei no que estava no bolso e em tons de ameaça simulei que iria responder ao ataque e atirar também umas coisas: aí a jovem assustou-se de verdade e aos gritos fugiu e foi ter com o seu grupo. Ainda nos rimos ao ouvirmos como que transportado pelo vento a resposta de alguém: “Bem feito, é para aprenderes”! Divertido e vencedor apertei as minhas armas entre os dedos e senti uma estranha (mas incomodativa) impressão: larguei logo o que tinha entre dedos. A caneta era uma agenda digital com um pequeno projector capaz de disponibilizar hologramas informativos; só entrava em funcionamento quando o circuito de alimentação era ligado; e para tal eram utilizados os diferentes agrafos, os quais fechariam um determinado circuito conforme a aplicação solicitada. E agora estava activa. Só faltava tirar dela o que necessitávamos. O que até foi fácil percebido o seu método de funcionamento: a caneta adaptava-se ao seu operador e era este através da sua capacidade cerebral de funcionamento que projectava virtualmente num ponto não existente do espaço (mas materializado como se fosse uma tela) as informações desejadas. Pensei no trajecto que deveria tomar de seguida e logo toda a descrição me apareceu instantaneamente, apontando agora para um novo local no interior da região do barlavento algarvio cercando a cidade de Lagos. Socorrendo-me da bússola tentei pelas coordenadas identificar visualmente o local e feito isso chamei os meus companheiros e partimos.

 

Dia 6
6.ª Etapa da Viagem
(Um Salto até Lagos a Caminho de Sagres)

 

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Era meia-noite, estávamos muito cansados e até tínhamos algumas bolhas nos pés. Ao abandonarmos a serra de Monchique, sabíamos de antemão que teríamos à nossa frente pelo menos uns bons 40km (ou mais) de caminhada dura e por vezes bastante suada, até atingirmos o nosso próximo destino no concelho de centro em Lagos. O que poderia significar nesta nova etapa da nossa aventura e tendo em atenção todo o cansaço por nós acumulado nestes últimos cinco dias, umas doze horas de viagem. Não foi por isso grande a nossa admiração quando ao fim de quase doze horas de caminhada, pouco mais tivéssemos percorrido do que metade dos quilómetros previstos: tínhamos chegado a uma das extremidades da albufeira da barragem de Odiáxere situada muito perto de Guena (na margem oposta). Estaríamos a uns seis quilómetros da barragem da Bravura e aí resolvemos pernoitar. Acendemos uma pequena fogueira e fizemos um chá de um limão que encontráramos pelo caminho. Enquanto esperávamos deleitamo-nos com uns quantos frutos de medronho apanhados na descida de Monchique, entrecortados por figos secos que trouxéramos nas nossas provisões. E um gole de medronho (que um de nós transportava num pequeno cantil pendurado no pescoço) apenas para recarregar.

 

A noite estava uma verdadeira maravilha. O céu estava límpido e cintilante, a Lua a crescer iluminava suavemente a escuridão nocturna do momento e os contornos da albufeira de Odiáxere, eram aos nossos olhos delineadas por uma linha virtual, contrastando fortemente com o brilho calmo daquelas águas. Verdadeiramente era um tipo de paraíso nocturno: naturalmente silencioso, com pontos de luz sobre a terra e outros a iluminarem o céu. Apenas na distante serra (de Monchique) com um pequeno grupo de nuvens. Enquanto observávamos a albufeira fomos contando as luzinhas: em redor das águas calmas e amenas da albufeira e aproveitando esta perfeita noite de Verão, alguns grupos de pessoas teriam vindo aproveitar esta oportunidade retemperadora (e a chegada do fim-de-semana) para conviverem e usufruírem da noite. Só dentro do nosso campo visual contamos perto de uma dezena. No céu só a Lua, um ou outro planeta e muitas estrelas. Um de nós vira uma estrela cadente. E também se ouvia o ruído (da vida) da noite, algumas ondinhas a bater e o som de uma ou outra ave. Nada mais. E então vimos uma luz vinda de sul a atravessar a albufeira longitudinalmente e em menos de cinco segundos desaparecendo. Mas tudo tinha sempre uma simples explicação. Um pequeno clarão deu-se então atrás de nós. Viramo-nos de novo na direcção da serra (de onde viéramos) e apanhamos bem de frente a pequena onda de choque provocado pelo trovão: já quase em cima de nós um grupo de nuvens escuras com aparência bastante ameaçadora mostrava desde já a frente da muralha de água que dentro de segundos e com grande intensidade nos atingiria, levando-nos de imediato a fugir e a procurar abrigo junto do velho moinho de vento, já há muito tempo abandonado e onde pensáramos (se tal fosse necessário) dormir. De repente chovendo intensamente e sem qualquer momento de interrupção (durante quase dez minutos), deixando grandes parcelas de terrenos todos alagados e fazendo no final com que todas as luzes em torno da albufeira se apagassem. Provocando até uma descarga num posto de transformação e colocando tudo às escuras. Agora é que era de noite. Três horas da madrugada.

 

“Uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz, mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Parámos surpreendidos pela aparição. Estávamos tão perto, que ficávamos dentro da luz que A cercava ou que Ela espargia, talvez a metro e meio de distância, mais ou menos.”

 

“Abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos.”

 

“Em seguida, começou-Se a elevar serenamente, subindo em direcção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância. A luz que A circundava ia como que abrindo um caminho no cerrado dos astros, motivo por que alguma vez dissemos que vimos abrir-se o Céu.”

 

“Os relâmpagos também não eram propriamente relâmpagos, mas sim o reflexo duma luz que se aproximava. Por vermos esta luz, é que dizíamos, às vezes, que víamos vir Nossa Senhora; mas, propriamente, Nossa Senhora só A distinguiamos nessa luz, quando já estava sobre a azinheira.”

 

(extractos: fatima.pt)

 

O espectáculo num âmbito aparentemente pirotécnico começou logo a seguir. Aquecêramos o chã e resolvêramos ficar mais um bocadinho a apreciar o cenário que envolvia a albufeira. A electricidade tinha sido reposta (como o demonstrava a iluminação da barragem da Bravura) e lá ao longe (uns pontinhos ali e outros acolá) a iluminação estava de regresso. À volta da albufeira é que já não havia sinais da presença e actividade de outras pessoas. A passagem das nuvens e a intensa precipitação tinha-as afugentado da zona, trazendo-as de regresso às suas terras e à protecção dos seus lares. Em torno da barragem deveríamos ser os únicos que por ali permaneciam, aproveitando ao máximo todas as sensações que esta linda noite nos propunha (apesar da anterior chuvada) e preparando-nos debaixo deste maravilhoso cenário para umas horinhas bem dormidas: já era muito tarde e se queríamos atingir o mais cedo possível a cidade de Lagos, não nos poderíamos esquecer que ainda teríamos pela frente (no mínimo) uma boa dúzia de quilómetros. E foi aí que diante dos nossos olhos o céu se começou a alterar.

 

Inicialmente assemelhava-se a um avião. Vinha de norte e movimentava-se lentamente. Repentinamente pareceu aumentar de velocidade, desceu nitidamente de altitude e pareceu apontar o seu rumo na nossa direcção. Ficamos um pouco assustados. Teria o avião algum problema? Estaríamos nós sugestionados por algo e imaginando casos onde nada se passava? Na verdade não ouvíamos qualquer ruído e até poderia ser outra coisa qualquer (um meteorito?). Mas a luz não se foi embora e rapidamente atingiu um ponto situado no lado oposto da albufeira. E surpreendentemente parou e aí pareceu ficar como que suspensa no ar e a aguardar (durante cinco minutos não vimos um único movimento nem sequer alterações sonoras ou luminosas). Nunca na vida tínhamos estado presentes num acontecimento deste tipo, enfrentando provavelmente um objecto voador desconhecido tripulado por seres vivos e inteligentes, de quem talvez ninguém conhecesse a sua existência. Fossem eles terrestres ou extraterrestres. Apesar de tudo o que víramos nestes últimos dias e do que tal testemunho poderia significar para todos (existência de outros seres vivos inteligentes e mais avançados tecnologicamente), ainda sentimos um arrepio percorrer a espinha, postos frente a frente com algo de desconhecido e inexplicável. O objecto mexeu-se um pouco mais emitindo então durante alguns segundos um jogo complexo de luzes: pelos vistos estariam a emitir sinais (entre eles) já que pouco tempo depois quase que uma dezena de outros pontos luminosos surgiram no céu dirigindo-se na nossa direcção. Assustados refugiamo-nos de novo no interior do moinho e do piso superior (ainda intacto apesar do tempo) ficamos a assistir. Oito objectos aparentando ter a mesma forma e dimensão estavam agora perfeitamente agrupados em volta do objecto que chegara em primeiro lugar: e sem mais começaram a alterar a sua cor numa sequência que parecia planeada e propositada.

 

Primeiro os objectos luminosos iniciaram um bailado sem objectivo visível e completamente caótico, que na mistura incrível de cores e projecções laterais que nos ia proporcionando, acabava por nos oferecer um espectáculo verdadeiramente fantástico, nunca visto e do outro mundo e que nos fazia sentir como se estivéssemos a assistir a um processo transformativo ainda indefinido e oscilando entre esse belo caos e um determinado tipo de fluidez organizativa (e dinâmica pela acção e movimento). Organizaram-se depois segundo um determinado esquema ainda incompreensível para nós e subitamente sentimo-nos como se estivéssemos a olhar para o interior de um caleidoscópio, como uma verdadeira criança não formatada e nunca tendo ocupado um determinado armário certificado e dito evolutivo: provavelmente a orientação destes objectos era um tema livre e aberto. E este bailado durou ainda uns largos minutos (ou horas?) deixando-nos como que hipnotizados e susceptíveis a teorias e práticas que nos esmagavam agora com esta realidade, como se fossemos vítimas presentes de uma avalanche (sentindo os seus efeitos no corpo) que antes consideraríamos idealística, irresponsável e infantil e sobretudo uma característica de utópicos ultrapassados e sem futuro. Quase que nos deixáramos levar mas não era esse o objectivo deles. Então espalharam-se de novo sobre a barragem e a partir de um foco central montaram uma projecção a múltiplas dimensões: visuais mas também com efeitos sonoros ainda mais impactantes, apesar de por nós não audíveis mas profundamente intrusivos e actuantes. E sobre uma tela fictícia mas real vimos a mensagem reconstruída e transportada pelas sondas Pioneer: no início dos anos setenta as sondas Pioneer 10 e 11 levavam consigo (impressa numa das suas placas) uma mensagem com figuras e símbolos utilizados pelos terrestres e destinada aos nossos possíveis colegas extraterrestres. Que pelos vistos de uma forma ou de outra a tinham recebido.

 

Fim da parte 3/4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:49

31
Mai 15

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(tomo A/31.5)

 

Dia Um
1.ª Etapa da Viagem
(Albufeira – Paderne)

 

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Estávamos os três preparados para iniciarmos a nossa aventura. De mochilas às costas partiríamos a pé, em direcção à vila de Paderne: mais de uma dúzia de quilómetros em estrada asfaltada e nas calmas, umas três horas de caminhada. Saímos logo a seguir a termos efectuado uma leve refeição, esperando chegar ao nosso destino por volta da hora do jantar. Por volta das cinco da tarde passávamos já pelo centro de saúde e chegávamos à estrada que nos conduziria ao nosso primeiro destino: o castelo da vila de Paderne.

 

A passo acelerado (o tempo fresco ajudava) rapidamente chegamos ao cruzamento das Ferreiras. Sentamo-nos por momentos, felicitamo-nos pela chegada (a este posto intermédio) e deixamo-nos ficar a ver os carros passarem. E ainda vimos um acidente. Um objecto vindo não se sabe bem de onde caíra no meio da estrada muito perto de nós, quase atingindo um motociclista que assustado se despistara: mesmo escapando praticamente ileso ao acidente, a sua mota continuara em frente, por muito pouco não atropelando uma velhinha. Furiosa dirigira-se em direcção ao motociclista e quase que lhe acertara com a bengala.

 

Ainda nos rimos um pouco. Bebemos mais um pouco de água e então arrancamos de novo. Durante o percurso ao longo da estrada o movimento era diminuto: víamos um ou outro veículo passar e poucas pessoas presentes à nossa volta. Dos campos vinha o seu típico (mas sentido) silêncio, entrecortado aqui e ali pelo som originado pelo vento (nas folhas das árvores) e pelos sons (como os das vozes) de alguns animais. De resto a tarde estava excelente, com uma ligeira brisa a refrescar-nos o corpo e o céu claro e sem uma única nuvem. E ainda era de dia quando chegamos ao Purgatório.

 

Paramos no ZIPZIP fazendo aí o nosso segundo período de descanso. Atrevemo-nos então a pecar e bebemos uma imperial. Estava verdadeiramente deliciosa (ainda por cima numa altura, em que o dinheiro era pouco). Deixamo-nos ficar por ali uma verdadeira meia hora, que apesar de ser tempo perdido se revelou (no mínimo) muito interessante. Enquanto olhávamos em redor verificamos que numa das paredes do café estava afixado um (velho e talvez fantasioso) aviso: segundo o que lá se dizia pedia-se extrema cautela a todos os que circulassem em redor e no interior da zona onde estavam implantadas as ruínas do castelo de Paderne, dado existirem informações obtidas através de testemunhas presenciais da presença no local de um animal desconhecido mas potencialmente perigoso (falava-se mesmo em perseguições e fugas). Ainda perguntamos à única pessoa presente o que aquilo seria, mas talvez por já estar um pouco tocado riu-se, tentou com a cara fazer uma expressão medonha e ainda lhes montou (com as mãos e na cabeça) um bom par de cornos.

 

Rimo-nos todos e ele ainda nos pagou mais uma rodada. E já com algum tempo de atraso ao previamente pensado, atravessamos a ponte sobre o rio, chegamos à vila de Paderne, viramos mais à frente à direita e fomos até ao castelo. Ao passarmos nas fontes lavamo-nos e abastecemo-nos, partindo finalmente para o nosso derradeiro percurso (relativo ao 1.ºdia). Às oito da noite estávamos no cimo do monte e aí montamos a nossa tenda: mesmo ao lado do castelo e de uma grande alfarrobeira. Antes de partirmos tínhamos combinado mantermos uma ligação mínima ao nosso mundo quotidiano (o que até nem era difícil, dado estarmos todos desempregados), transportando connosco e como carga excedentária um telemóvel, cem euros em dinheiro e em cartão multibanco. O restante era o extremamente necessário e um ou outro equipamento suplementar de emergência (como o estojo de primeiros socorros) ou de orientação (como uma bússola). Às nove da noite tínhamos tudo montado e podíamos finalmente começar a comer: a fome provocada pela grande caminhada desde Albufeira e a tranquilidade amena daquela noite passada no barrocal algarvio (ainda por cima junto às ruínas de um velho e misterioso castelo), só nos convidava a comer e a beber, enquanto usufruíamos em deleite total de tudo o que a Natureza graciosamente nos oferecia.

 

Já mergulhados na escuridão dos territórios interiores, observamos o céu limpo e bem fornecido de estrelas. Lá longe outros mundos nos observavam enquanto aqui nós os procurávamos nas estrelas: talvez nalgum corpo celeste do nosso sistema alguém se preocupasse connosco e conjuntamente sonhasse o Universo. Os mistérios ainda eram das poucas coisas que faziam mexer a Humanidade e a necessidade de aventura era o veículo escolhido: ou não fosse o morto o único que não se mexia. E algo então se mexeu um pouco lá para o fundo. A pouco mais de cem metros do local onde estavam instalados tinham ouvido um ruído de alguma coisa a estalar e ao olharem de imediato pareceu-lhes ver alguns ramos a abanarem. Fizeram silêncio e puseram-se atentamente a olhar. Nada. Por precaução aumentaram a intensidade da sua pequena fogueira e juntaram-se em seu redor. Do interior do castelo veio então um som bastante estranho (como se alguém ou alguma coisa estivesse a saltar), quando inesperadamente viram um animal de meio porte saltar do interior da muralha e fugir em direcção à escuridão, desaparecendo de imediato. E então viram nitidamente as folhas a mexerem-se de novo no local de origem do primeiro ruído e para espanto de todos foram surpreendidos por uma aparição que no momento não conseguiram interiorizar e assimilar: se não fosse o Diabo andaria lá por perto.

 

Serenados os ânimos e já muito mais calmos pusemo-nos os três a olhar (uns para os outros e sem querer imaginar): aquilo só poderia ser uma brincadeira de alguém. Como nada mais se passou (tudo se manteve num profundo silêncio) resolvemos ir dar uma olhadela pelas redondezas, enquanto um de nós ficava junto da tenda. Mas nada vimos nem ouvimos. E quando era meia-noite resolvemos esquecer o estranho incidente connosco ocorrido e talvez ajudados pelo fim da garrafa de medronho, caímos a dormir que nem pedras pesadas. Nem um de nós ficou de guarda. Por esse motivo o estrondo escutado ainda de noite mas já muito perto do nascer do sol, nos tenha feito saltar num segundo para fora do saco cama e sair de imediato para fora da tenda. O que vimos deixou-nos pensativos (por ser uma nova percepção) e prevendo as sensações do futuro (que esta grande oportunidade nos proporcionava): um feixe de luz descida verticalmente de um ponto no céu, incidindo a sua base (não visível) no terreno situado no interior das muralhas. Só viram por segundos um feixe luminoso como que ondulando entre dois pontos, alternando sucessivamente as projecções luminosas com a apresentação na sua constituição de diversas cores e que repentinamente interrompendo os (seus) aparentes movimentos de descida e subida, simplesmente terminou e desapareceu (com um ligeiro e curto silvo). A partir daí não mais conseguimos dormir.

 

Dia Dois
2.ª Etapa da Viagem
(No Castelo de Paderne)

 

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Mal o Sol começou a nascer dirigimo-nos para as muralhas do castelo e tentamos encontrar entre as ruínas das mesmas, uma entrada ou algum ponto de onde se pudesse vislumbrar o que se encontrava no seu interior. Com alguma dificuldade conseguimos encontrar uma hipótese de lá entrar, num local próximo à capela do castelo: subimos uma pedra, percorremos um pequeno caminho junto à capela e saindo pelo local onde em tempos se situaria a sua porta principal, atingimos finalmente o grande e aberto espaço pertencente ao pátio interior. E quando o Sol já começava a aquecer e tudo se tornava mais claro e brilhante, olhamos em redor e para nossa grande admiração nada vimos. Tudo estava como estaria um terreno qualquer situado em pleno campo e abandonado à sua sorte, neste caso aqui e ali interrompido por vestígios de algumas (poucas) antigas escavações, começadas em anos passados e agora talvez interrompidas. À primeira vista nada mais. Mas não abandonamos as buscas. Toda a manhã andamos a espreitar em todos os cantos e buracos interiores às muralhas do castelo e só paramos quando a fome apertou e o cansaço (físico mas também mental) se começou a apoderar de nós. Saímos pelo mesmo lugar e fomos até à nossa tenda. Não tinha sido mexida. Ainda bem.

 

Estávamos a planear o que faríamos durante o resto do dia, quando ouvimos o som do motor de um veículo provavelmente circulando cerro acima e dirigindo-se pela estrada de terra batida até ao lugar onde nos encontrávamos. O ruído tornou-se bem audível quando vimos um indivíduo montado na sua motorizada desfazendo a última curva do caminho e deslocando-se pelo mesmo na direcção da porta de entrada do castelo. Passou diante de nós, cumprimentou-nos educadamente e parou a sua motorizada um pouco mais à frente. Fomos logo ter com ele. Numa estranha coincidência (ou talvez não, já que tudo aqui estava em causa), o indivíduo que nos olhava sorridente com a cabeça ainda dentro duma espécie de penico que era na realidade o seu capacete, parecia mesmo o velhote que anteriormente viramos no café ZIPZIP, mas agora um pouco mais novo, sem barba e aparentemente com menos rugas. Talvez tivesse rejuvenescido e o feixe luminoso anteriormente por eles observado (na madrugada anterior) tivesse alguma relação com a evolução observada neste indivíduo. Mas logo no início da nossa conversa este (nosso estranho e bizarro) pormenor foi de imediato esclarecido: o senhor era simplesmente o filho mais velho do Sr. Zé O Alienado. Pelos vistos pelas Aparições e pelo gosto pela bebida.

 

Vinha apenas verificar se tudo estava conforme. Deixou-nos entrar e ainda nos levou numa visita guiada. Ficamos a perceber que os trabalhos de escavação tinham sido temporariamente interrompidos e que entre a suspensão e o reinício ele era um dos responsáveis (no local). Mas como o temporário já se arrastava há vários e vários anos, o povo começara a falar e não havendo mais nada para dizer, tinham-se então virado para os espíritos. E como ele e o pai eram os seus maiores frequentadores, entre a monotonia, o calor e a bebida em grandes quantidades consumidas, muitas histórias se tinham inventado e cenários construídos. A esmagadora maioria das histórias sendo falsas, mas com algumas podendo ser mesmo reais. Avisou-nos entretanto que teria de ir trabalhar, mas talvez interessado em partilhar um pouco mais da nossa companhia (e sabe-se lá contar alguns dos seus segredos) combinou encontrar-se connosco lá para o fim do dia. Ainda lhe pedimos para trazer umas coisinhas e lá o convidamos para jantar. Aceitou. Estaria cá mal a noite chegasse.

 

Sem o sabermos ou sequer suspeitarmos tínhamos iniciado ai a nossa primeira aventura. Já estávamos a ficar um pouco impacientes quando o filho do Sr. Zé apareceu na sua motorizada, surpreendentemente acompanhado pelo pai. Vinham os dois já bem aviados, trazendo consigo um garrafão já aberto (contendo medronho), um queijo, pão caseiro e um bom naco de presunto. Com a fome nem falamos e fomos todos comer. E beber. Já era quase meia-noite quando sem se prever o Sr. Zé se levantou e nos convidou para um passei nocturno. Começou logo a andar com o filho a acompanhá-lo. A seguir fomos os três e se alguém estivesse por aquela altura a observar-nos, certamente que teria uma reacção muito semelhante à nossa na noite anterior, ao deparar-se com cinco silhuetas vagueando em plena noite, cambaleando entre árvores por um caminho dificilmente perceptível, movimentando-se aos esses sem rumo aparente e por vezes gesticulando como um louco enquanto ia emitindo uma espécie de grunhidos de origem (animal) desconhecida. Mas ao contrário do que qualquer um de nós esperaria chegamos a um ponto específico já no interior do castelo e sem sabermos por que motivo (ou outra coisa qualquer) paramos. À nossa volta nada se via, no céu eram só estrelas e aos nossos pés apenas terra. Então o Sr. Zé pegou na sua pequena mala, abriu-a delicadamente e dela retirou uma pequena vassoura e o que parecia uma velha chave de ferro. E enquanto olhávamos o trabalho dedicado (pelo menos para nós) de pai e de filho, lá fomos vendo a aparecer o que seria uma entrada cada vez mais bem delineada e aplicada no solo exposto diante de nós, onde acabaria por aparecer uma porta (horizontal) com uma fechadura visível. Com a chave o Sr. Zé abriu a fechadura da porta e ainda de boca aberta e não querendo acreditar no que víamos (diante de nós), surgiu-nos uma inesperada escadaria descendo em caracol. Ainda sob o efeito dos vapores alcoólicos do medronho nem prensamos e sem hesitar entramos todos: descemos durante um bom par de minutos e de repente vimo-nos à entrada de uma grande abóbada subterrânea. Ao centro ouvia-se o som da água a correr, com todo o cenário a começar a iluminar-se tornando-se mais claro, à medida que os materiais que nos rodeavam iam absorvendo a energia oriunda das nossas lanternas. Simplesmente espectacular o que observávamos e o que simultaneamente íamos descobrindo com o aumento desta iluminação natural: um cenário irreal talvez nem sequer tendo sido imaginado (mas nalgum local concretizado) e que nos fazia recordar os nossos conhecidos e vizinhos mouros e os seus cenários idílicos e de prazer sensitivo das suas Mil e Uma Noites.

 

Estávamos numa sala enorme localizada bem na base do cerro que sustentava o castelo, toda decorada com espectaculares azulejos retratando outras vidas, com coordenadas noutros tempos e talvez noutros espaços e apresentando na grande área disponibilizada belos e coloridos jardins atravessados por vários canais de água fornecedores de energia. Pelo meio disponibilizando espaços pessoais para o exercício de múltiplas tarefas e com várias portas fechadas (pelo menos contei seis, como que formando um hexágono) rodeando todo o recinto. Dessas o Sr. Zé nunca tivera as chaves. E afirmava que aquele local não passava de um mero ponto de passagem (obrigatório mas como se fosse um apeadeiro) para quem “ansiava ir muito mais além”. E que se quiséssemos experimentar teríamos que ir ao que ele chamava o confessionário. Pelo menos fora o que sempre afirmara o seu querido e saudoso pai, considerado um famoso e temido mestre, no difícil ramo da feitiçaria. O confessionário situava-se junto a um dos vértices da sala mesmo ao lado de uma das portas fechadas. Segundo se sabia nunca teria sido utilizado (pelo menos desde que este sítio fora acidentalmente descoberto). Dispunha de um terminal informático que numa primeira fase se limitava a identificar a pessoa que se apresentava diante dele. Então solicitava um novo acesso a nível psíquico (segunda fase), apenas por questões de protecção e segurança de ambas as partes. Se tudo estivesse OK então entrar-se-ia na terceira e penúltima fase: nela o presente seria confrontado com os seus objectivos e a partir daí ser-lhe-ia entrega uma senha e a respectiva guia de marcha. A quarta fase desenvolver-se-ia durante a execução pelo presente da guia a ele entregue. E tendo os três passado pela máquina o Sr. Zé convidou-nos a regressar, deixando para trás e definitivamente aquele local e regressando de imediato à superfície. Ainda era de noite, parecia termos sonhado, mas ainda estávamos acordados.

 

Fim da parte 1/4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:45

15
Mai 11

Os Vivos e a Beleza da Natureza Morta

 

Ao olharmos para o céu, estamos a ver o que já não existe, mas a sua presença e significado é tão forte, que não resistimos e continuamos a olhar.

 

É como uma imagem reflectida no espelho, mas sem a presença redutora, da Bruxa Má da nossa infância.

 

Ou será que também aqui o espelho é apenas um simples e normal vidro de uma porta ou janela, pintada por alguém, para não compreendermos o significado do Universo e pensarmos que ele é apenas, uma realidade criada à nossa imagem?

 

Cluster M5

 

Este cluster composto por milhões de estrelas e situado na Via Láctea, foi formado há mais de doze biliões de anos.

 

Lagoon nebula

 

Esta nebulosa está situada na constelação Sagitários, sendo constituída por densas nuvens de poeiras e de gases, local de nascimento de estrelas de baixa e média massa estelar.

 

 (Fotos National Geographic)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:24

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