Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

14
Mai 19

“Com o Homem e o Camarão,

há já 74 anos,

partilhando a mesma Luta.

A Favor da Vida e Contra o Nuclear!”

 

 

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Com toda esta história a começar e a estender-se (intensa e inicialmente) durante um período de 18 anos (1945/1963), com o registo de cerca de 500 testes envolvendo a detonação de Bombas Nucleares (testes maioritariamente norte-americanos e russos, mas contando ainda com a participação inglesa e francesa) – com mais de 75% dessas explosões a decorrerem na Atmosfera – sujeitando todo um Ecossistema local a uma Brutal Agressão (com uma coordenada de espaço e de impacto, mas propagando no tempo e ao longo deste, os seus efeitos como uma onda) e levantando então a questão das consequências para os aí tendo nascido e residido −ou seja (vivendo aí ou nos arredores, mais ou menos distantes) para a Vida e Sobrevivência do Homem: por alguma razão ou pretexto passados 56 anos (desde o seu fim) e já no interior de outro século (XXI), mantendo-se a questão e o problema “Suspenso e ainda no Limbo”, falando-se antes num crustáceo pela aparência “primo” do CAMARÃO (outro animal/local que não o Homem, por acaso sem voz, irracional) e ignorando-se (pelos vistos sendo apontada como vítima colateral) quem que lhe está acima na Cadeia Alimentar, aquele que o Come, o HOMEM.

 

'Bomb Carbon' from Cold War Nuclear Tests Found in the Ocean's Deepest Trenches

(Mindy Weisberger/Live Science/May 13, 2019)

 

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Como a Natureza nos demonstra mais uma vez e tal como sucede com o Homem

 

E como não poderia deixar de ser, acolhendo-o e protegendo-o como uma das partes de um todo e sendo uma das réplicas do molde original,

 

Ser um Organismo Vivo e organizado, capaz de processar (percecionar/sentir) e de arquivar (memorizar)

 

– E desse modo Evoluir, transformando-se e adaptando-se ou seja sobrevivendo (algo de natural de modo a não só nos proteger dos perigos interiores/exteriores, como e igualmente extremamente relevantes para manter o equilíbrio entre as várias espécies) e dessa forma mantenho de todas as formas possíveis e imagináveis (complementadas pelas impossíveis/utópicas mas por algum motivo sendo resilientes) intacto, este único (só conhecemos este) e Maravilhoso Ecossistema (permitindo-nos nele viver e dele usufruir)

 

− Ou não fosse ele o nosso Berço (talvez e completando um Ciclo, num Salto Evolutivo, introduzindo-nos/reintroduzindo-nos), posteriormente o nosso Lar (a nossa Cápsula Protetora) e dado finalmente o Sinal (da necessidade de abandonarmos obrigatoriamente, como nómadas e sobreviventes que somos, a nossa Zona de Conforto), o nosso Novo Desígnio e Ponto de Partida (Evolutivo e se não nos quisermos tornar extintos), depois da Aventura da Descoberta dos Oceanos (Aventura Interior) virando-nos agora para a Extraordinária Aventura no Espaço (Aventura Exterior) −“abrindo-nos ainda mais os olhos, os sentidos, a nossa mente” − e daí originando um novo  e revolucionária composto, incorporando e conjugando nele toda a experiência e conhecimento (de um, do todo) − adquirido, aplicado e sucessivamente replicado (por aceite/não rejeitado) – assente (tendo como Base de Sustentação)

 

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No Mundo Mineral (a nossa Base ou Coluna Vertebral);

No Mundo Orgânico (o que deu Conteúdo/Objetivo a essa Base);

No Mundo Material (assente na Energia, na Matéria e no Movimento);

No Mundo Espiritual (segundo o ponto de vista, mais religioso ou mais científico) incorporando de um lado, forças pela esmagadora maioria nunca vistas (comprovadas) como o Espírito ou a Alma e do outro forças igualmente para muitos invisíveis (não sendo diretamente sentidas) como o será Magnetismo.

 

[Mas para tal suceder

Só mesmo largando Thomas Edison

Adotando NIKOLA TESLA]

 

E com esta história bio nuclear prosseguindo por meados de 2019 (Maio, com o artigo publicado) − e como sempre e estrategicamente concluindo-se “De Momento” – com uma notícia envolvendo cientistas e investigadores trabalhando na Fossa das Marianas, tendo detetado níveis elevados de carbono radiativo numa determinada espécie marinha (de crustáceos), as Hirondellea gigas (um Amphipoda) um “parente” do Camarão: entre umas 7.000 espécies conhecidas tendo de 5/17cm (dimensão), vivendo a uns 10.000 metros da superfície (do nível médio do mar) e alimentando-se de plantas marinhas (de elementos delas obtido como o “sunken”).

 

Crustaceans that live in the deepest part of the ocean carry radioactive carbon in their bodies, a legacy of nuclear tests performed during the Cold War.

(Mindy Weisberger/Live Science)

 

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No caso das Hirondellas (gigas pelo seu tamanho), com estas criaturas marinhas vivendo no oceano Pacífico (no seu lado Ocidental) para lá dos 10.000 metros pelas bandas da Fossa das Marianas (região chegando a atingir mais de 11.000 metros de profundidade), a apresentarem níveis elevados e anormais de radiocarbono (no seu corpo), claramente como consequência – e “LEGADO” − dos testes nucleares aí realizados durante o período da Guerra Fria (de 1945 fim da II Guerra Mundial a 1991 fim da URSS): através da transmissão entre sucessivas gerações destas criaturas “sem concha e semelhantes a um camarão”, devido à ingestão de alimentos provenientes da superfície e carregados do isótopo carbono 14 – “Bomba-de-Carbono” – com estes animais marinhos a levarem consigo a assinatura da presença de Radioatividade no seu Corpo (e tal como no presente com os Plásticos, invadindo/poluindo ainda mais os Oceanos). Como se tal fosse necessário (o estudo, a investigação, a conclusão) postos frente-a-frente a Hiroshima e Nagasaki (mais de 250.000 mortos de imediato/curto-prazo, fora os incontáveis/indefiníveis de médio/longo prazo que se lhe seguiram) aqui envolvendo a Espécie Dominante – na Terra e na atualidade o Homem − e ainda hoje vitimando esta (por acaso a nossa espécie). Coisas de cientistas talvez mesmo preocupados, num presente (antecedendo um futuro provavelmente idêntico, com primeiras e segundas linhas − hierárquicas/de prioridade − e com o Homem ocupando a segunda) onde para além da recordação de milhares e milhares de pessoas “Instantaneamente” mortas (entre civis, mulheres, velhos, crianças e restantes inocentes e como tal, apanhados completamente de surpresa, num Genocídio “mais que criminoso por inútil” e levado a cabo sem Punição) ainda no presente (2019, a fazer 74 anos sobre o lançamento das bombas atómicas, Little Boy/Hiroshima e Fatman/Nagasaki) trazendo grande sofrimento aos que sobreviveram (alguns deles ainda vivos) e às gerações (filhos, netos e por aí fora) que até hoje se lhes seguiram:

 

As consequências das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki foram desastrosas. O poder consumidor das bombas foi além da destruição de lugares e pessoas, atingindo a área da genética. Os efeitos causados fizeram com que os seus sobreviventes transmitissem as lesões para as próximas gerações. Até hoje, crianças nascem com problemas genéticos causados pela radiação das bombas.

(Recortes/Rejane Borges/obviousmag.org)

 

(imagens que n/pela ordem: Daiju Azuma U.S. Department of Energy/Talkuku Blog/talkutalku.com.ng − Los Alamos Daily Post/ladailypost.com − USA TODAY/usatoday.com − general-fmv/Andrei Marincas/Shutterstock/livescience.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:40

25
Set 18

[Evolução = Sobrevivência]

 

Como se ainda fosse necessário demonstrar que a Evolução de todas as Espécies habitando este Ecossistema Terrestre (incluindo a espécie dita dominante a Humana) depende basicamente da capacidade destas (espécies) se adaptarem (ao longo do Tempo) e de se movimentarem (ao longo do Espaço)

 

– Ao longo da sua travessia utilizando uma estrutura de sustentação alicerçada no Eletromagnetismo (associando e dando vida aos elementos da Tabela Periódica) e simultaneamente atribuindo-lhe Movimento devido ao desencadear em cadeia dos efeitos ação/reação

 

Mais um grupo de animais agora pertencente à classe dos Insetos e à família Formicidae

 

– A FORMIGA-LAVA-PÉS (também conhecida como FORMIGA-DE-FOGO)

 

Vêm-nos mais uma vez confirmar como (sejam animais, sejam plantas) somos todos tão iguais.

 

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Jangada de Formigas-de-Fogo

(imagem: accuweather.com)

 

Com estas formigas de tom avermelhado, não muito grandes mas agressivas (apresentando-se em grandes grupos e sendo omnívoras) e geralmente construindo grandes estruturas de terra e de restos de árvores (em locais abertos) como sua habitação

 

– Os chamados FORMIGUEIROS

 

Em casos meteorológicos extremos (como por exemplo inundações) podendo colocar em causa a sobrevivência do seu grupo (e da sua Rainha),

 

Sendo capazes (nestas situações de emergência) de se agruparem ainda com mais força e consistência, construindo em conjunto uma superfície (debaixo dos seus pés) tendo como propriedade fundamental flutuar (espetacularmente) sobre um lençol de água:

 

Na imagem anterior com uma colónia formada por milhares de Formigas-Lava-Pés flutuando sobre águas-de-cheia originadas pela passagem (muito recente) do furacão FLORENCE (pelos estados norte-americanos da Carolina),

 

Tentando com a sua técnica salvar o Formigueiro e desse modo a sua Rainha.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:14

23
Fev 18

Com a Verdade (Realidade + Imaginário) a andar por aí (The Truth Is Out There) e com o Homem (a raça dita dominante e inteligente) ‒ apesar da sua grande Proximidade (até com o planeta Marte) ‒ ainda a não a ter Compreendido.

 

Terra

 

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1

Planeta Terra ‒ Havai ‒ registo de 1999

(PIA 22219)

 

Este cenário (1) poderia muito bem ser atribuído a um antigo leito provavelmente oceânico (ou fluvial) anteriormente encontrando-se submerso, e que nos dias de hoje passado um bom intervalo de tempo (muitos e muitos anos) por desaparecimento do material aí existente no seu estado líquido (o oceano ou o rio) e pela emersão do seu antigo leito no estado sólido, se apresenta como um terreno árido, desértico e seco (e aparentemente sem qualquer tipo visível de sinais de Vida) típico de uma superfície terrestre como por exemplo a do deserto do Sahara, de um curso de rio entretanto descontinuado, seco e abandonado ou de uma zona do nosso litoral (por exemplo sedimentar como o algarvio e com alguns vestígios antigos de material de origem metamórfica/vulcânica) entretanto e progressivamente tendo sido abandonada pelo mar. Num retrato facilmente obtido à superfície do nosso planeta mas (por acaso, por coincidência ou até como algo de muito Natural ‒ ou não fosse o Espaço uma sucessão infinita de réplicas) podendo não o ter sido: sendo registado na Terra (no Havai) como o poderia ter sido em Marte.

 

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2

Planeta Marte ‒  Cratera Gale ‒ registo de 2012

(PIA 16103)

 

Marte

 

E sendo-o no nosso planeta como o poderia ser no outro (Marte), no caso do cenário seguinte (2) podendo representar o anterior (como fazendo parte da Terra), paralelos (em sequência) no tempo mas não noutras evoluções do Espaço, replicando situações vagueando (por aí) e por vezes sobrepondo-se (por camadas/por aqui): originando imagens de ambientes idênticos em sistemas com acelerações (e exposições) bem diferenciadas e colocando-nos perante realidades idênticas e/ou deslocadas. Num retrato obviamente podendo ser de Marte, um planeta formado na mesma altura que a Terra (e que todo o Sistema Solar), atualmente (e desde que há notícias) circulando nas nossas proximidades (sendo Marte o último Planeta Interior) não muito mais distante do Sol (a estrela de referência) e que no entanto ao contrário deste Ponto Azul e único (do Sistema Solar) suportando um complexo Ecossistema cheio de Vida e de Transformações ‒ dando prosseguimento à sua Evolução e persistência/resiliência ‒ aparentemente não o acompanhou (num trajeto cronológico paralelo e coincidente) apresentando-se no presente como um Mundo Morto (aparentemente) face ao seu simétrico a Terra vista como um Mundo Vivo (eventualmente):

 

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3

A Terra daqui a 8 biliões de anos/carbonizada com o Sol já transformado numa Gigante Vermelha

E à medida que o Sol for envelhecendo (desde há 4/5 biliões de anos queimando hidrogénio, transformando-o em hélio e saturando o seu núcleo, encolhendo-o e acelerando as reações de fusão) e o seu brilho, calor e dimensão (exterior e como consequência) for aumentando (transformando-se numa estrela Gigante Vermelha), a tendência evolutiva (inevitável) será a de as condições (ambientais) da Terra se aproximarem das de Vénus (como já poderá ter ocorrido em Vénus relativamente a Mercúrio) e de o próximo Ecossistema (terrestre) se transferir para Marte.

 

O primeiro assente num Mundo (dito) estritamente Mineral (por interferências internas e externas relevantes só aplicados ao mesmo/Marte apesar da sua suposta proximidade/à Terra e ao seu ponto de referência e gerador/o Sol ‒ talvez devido a algum tipo de Evento marcante ocorrido ou à possibilidade de Marte ter tido origem e formação num local mais distante do atual) e onde a Vida (Mundo Orgânico) não se manifestou ou o seu Ciclo foi inesperadamente interrompido (talvez temporariamente ou definitivamente), o segundo numa etapa diferenciada da sua transformação e desenvolvimento (evolução) e apesar de ter a mesma origem e se desenvolver no mesmo meio (familiar) ‒ com organismos (organizados, inteligentes e dinâmicos) rodeando a estrutura central e mineral (ordenada a partir do caos/e vice-versa e apesar de replicativa, de base evolutiva estática) ‒ expondo um fator particular, diferenciado e único (para o Homem e na sua Zona de Proteção para já exclusivo) apresentando-se quase como um oposto do outro, utilizando (por associação) o Espelho (Mágico ‒ a Magia do Espaço/Tempo) da Bruxa Má no conto de fadas de A Bela Adormecida (“Espelho, espelho meu, Existe outra mulher mais bela do que eu?”).

 

(imagens: nasa.gov e wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:00

01
Set 17

Nas rodas do veículo motorizado movimentando-se na superfície de Marte, as marcas inevitáveis da passagem dos dias e do decaimento da Matéria: num ciclo Evolutivo de contínua transformação, replicado sem fim entre os extremos que definem o conjunto, com picos máximos e mínimos sempre expressos (incorretamente) no nosso quotidiano, ou pela vida (apesar de nada se criar) ou pela morte (apesar de nada se perder). Erodindo tudo e todos de modo a (re) transformar o produto, melhorando a performance da réplica em tempo de pré-lançamento.

 

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 Já com 17Km de rodagem em 5 anos de viagem

Marte ‒ Curiosity Rover ‒ 27 Agosto 2017

(Sol 1798 ‒ Mahli ‒ 17:21:08 UTC)

 

“ (1) Um veículo movimentando-se num ambiente extraterrestre (Marte), (2) com o seu nome atribuído por uma adolescente (do Kansas), (3) numa missão com um orçamento de 2,5 biliões (de dólares), (4) pesando quase 1 tonelada (na Terra), (5) com a sua velocidade de entrada/aproximação de 5,9m/s e 3,6m/s (respetivamente) e (6) no solo não ultrapassando 1m/h (velocidade máxima do rover), (7) sendo alimentado a energia nuclear (plutónio), (8) utilizando uma CPU a 200MHz com apenas 2Gb de armazenamento (um sistema já descontinuado) …”

(de acordo com dados de artigo de John Fox/2012/12 Crazy Facts About The Mars Rover Curiosity/ign.com)

 

Integrando a missão (da responsabilidade da NASA) MARS SCIENCE LABORATORY circula desde 6 de Agosto de 2012 (logo há mais de 5 anos) sobre a superfície do planeta Marte (localizado a uma distância média de mais de 220 milhões de Km do Sol) o veículo motorizado ROVER CURIOSITY (noutra região do planeta circulando o Rover Opportunity) hoje dia 1 de Setembro (de 2017) no seu 1804º dia de estadia em solo marciano (dia marciano = 24h 37mn 22s) e tendo até ao momento percorrido uma distância total de mais de 17Km (17,31Km em 29 de Agosto de 2017): lançado a 26 de Novembro de 2011 de Cabo Canaveral (por um foguetão Atlas V 541) e tocando a superfície de Marte passados pouco mais de oito meses (na cratera GALE).

 

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 Em Marte desde 2012

Última parte do trajeto percorrido pelo Rover Curiosity

(até 29 de Agosto de 2017/Sol 1800)

 

“… (9) Não estando equipado para descobrir Vida mas indícios dessa possibilidade (em qualquer ponto do seu friso cronológico), (10) estando no entanto equipado de várias ferramentas de trabalho e de exploração (como o seu braço robótico), (11) dispondo de um verdadeiro olho de lince (bem demonstrado na aterragem precisa da sonda em Marte) e como última curiosidade (12) com os responsáveis da missão a ainda não saberem ao certo onde terá caído o propulsor responsável pela aterragem da sonda Curiosity.”

(de acordo com dados de artigo de John Fox/2012/12 Crazy Facts About The Mars Rover Curiosity/ign.com)

 

Desde o seu 1802º dia de estadia no solo marciano e a caminho dos 17,5Km percorridos (num mundo alienígena exterior ao nosso planeta) movimentando-se a uma média de 0,4m/h (tomando em consideração os 61 meses de trabalho e com o veículo a atingir um máximo de cerca de v = 1m/h) e apontando agora para um alvo denominado TYLER localizada na região rochosa (leito) de MURRAY. Num planeta criado aquando do evento conhecido como Big Bang (provavelmente ocorrido há mais de 4,5 biliões de anos) e que hoje em dia passado um tempo (de biliões de anos) pouco compreensível para nós (com um tempo médio estimado de vida andando pelos 80 anos), talvez por impacto (de um corpo celeste em rota de colisão), por bombardeamento sistemático (de raios solares e por raios cósmicos) ou por outro motivo qualquer ainda desconhecido (tal a nossa ignorância nesta área da ciência), se apresenta como um Mundo aparentemente morto (sem água, sem vida orgânica e sem atmosfera), mas que em tempos (muito remotos) poderá ter sido muito diferente (com uma atmosfera e um oceano ‒ e mesmo Vida ‒ como no presente na Terra).

 

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 Da colisão ao bombardeamento passando por um desastre nuclear

(teoria de um físico norte-americano agora posto de lado, desde que afirmou que Marte foi vítima de uma Guerra Nuclear)

 

“Mars was once Earth-like in climate, with an ocean and rivers, and for a long period became home to both plant and animal life, including a humanoid civilization. Then, for unfathomable reasons, a massive thermo-nuclear explosion ravaged the centers of the Martian civilization and destroyed the biosphere of the planet.”

(Death on Mars ‒ John E. Brandenburg)

 

Podendo-se aceitar (para análise e reflexão e posterior aceitação/eliminação) todas as Teorias apresentadas para explicar o ocorrido em Marte (como a deste físico norte-americano visto não como um cientista mas como um promotor da falsa astronomia logo adepto da Conspiração e das suas Teorias), mas tendo-se que reconhecer que nas transformações envolvendo Energia e Matéria dando origem a este Universo (e à Vida num Universo Eletromagnético) tudo vem e tudo vai permanecendo no mesmo lugar mas com aspetos (aparentemente) diferentes (já que a Matéria e a Energia presentes, são sempre as mesmas no mesmo ‒ ou seja permanecendo constantes no fator Espaço/Tempo). Com o efeito da erosão a ser a melhor demonstração. E por outro lado compreendo o Sol como a fonte de Energia (e logicamente de Matéria) fazendo funcionar outras máquinas que estejam ligadas à rede e que não estejam viciadas (com a bateria da Terra a carregar e com a de Marte esgotada).

 

(imagens: nasa.gov e amazon.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:27

05
Jun 17

Porque será que todos apontam para uma terra formação (preferencial) de Marte com a Lua aqui tão perto? Talvez pela existência de algum tipo de ligação umbilical Terra/Marte.

 

Numa imagem senão inédita pelo menos surpreendente registada sobre a superfície seca e desértica do planeta Marte (Fig. 1A), um veículo motorizado aí circulando há já vários anos apanhou acidentalmente numa das suas câmaras duas formas projetadas como sombras sobre a superfície marciana, que pela sua familiaridade e fisionomia particular só poderão mesmo representar seres vivos senão idênticos pelo menos semelhantes aos existentes no nosso planeta.

 

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Fig. 1A

 

Numa visão mais alargada do cenário apresentado pela extensa paisagem marciana comportando as duas formas atrás referenciadas (Fig. 1B), além de as mesmas sugerirem (como já vimos) réplicas de formas semelhantes às existentes na Terra (por um exemplo uma ave e um humano ou humanoide), sendo por outro lado fácil de compreender o verdadeiro dilema em confronto entre os dois sujeitos em presença: a partir dos trilhos já feitos escolher um novo destino.

 

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Fig. 1B

 

Um planeta alienígena um pouco menor que a Terra (0.53 X d T), onde nenhum ser orgânico por mais primitivo (ou fossilizado) que fosse foi descoberto até hoje, sem uma atmosfera protetora (como a terrestre) possuindo oxigénio (fundamental para a nossa respiração) e protegendo-nos das radiações mortais (solares e cósmicas) e mesmo assim, despertando-nos o interesse e a curiosidade pelo que poderá ter sido no passado este planeta já com biliões de anos de História ‒ tal como o Sistema Planetário de que (como a Terra) faz parte.

 

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Fig. 2

 

Num território (Marte) localizado bem para Além do nosso Ecossistema de sobrevivência e de evolução (a Terra), transformando-se desde a sua formação (há mais de 4 biliões de anos) num espaço e num trajeto, comum e paralelo (senão mesmo coincidentes em certos pontos da respetiva cronologia) para ambos os corpos (como parecem indicar os trilhos da Fig. 2), no caso da Terra com a História por nós partilhada (e conhecida) e no caso de Marte com todos os vestígios até agora encontrados a apontarem cada vez mais para algo muito parecido ao que hoje é a Terra: com atmosfera, um oceano e até vida orgânica.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:15

05
Nov 16

A nossa vida é de tal forma repetitiva e improdutiva, que qualquer um de nós que pense mais um pouco (mínimo) ou se debruce sobre um abismo (máximo), certamente que se atirará na direção do buraco – num ato de penetração num imaginário evolutivo (para além do suicídio) tendo como primeiro objetivo matar o tempo, vivendo o Espaço: libertando a criatura (o anti monstro do monstro que dizem possuir-nos) que há dentro de nós.

 

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2016 predictions are already warning us to watch the skies in fear

One preacher named Ricardo Salazar is already predicting the end of the world

Via an asteroid impact on Earth

Which will then herald in the Anti-Christ of the Bible four years later in 2020

(Patrick Frye – inquisitr.com – Novembro 2015)

 

Ao olharmos para as tabelas do NEAR EARTH OBJECT PROGRAM da NASA, as únicas referências a aproximações ao nosso planeta associados ao dia 8 de Novembro, são segundo o NEO os objetos designados como 2916 FS13, 2016 TT93 e 2007 CM27 (com o objeto intermédio a ser o de maior dimensão e a apresentar um diâmetro de 100/200 metros, deslocando-se a uma v = 16m/s). Com o primeiro e o terceiro objeto a passarem respetivamente a 75LD e 48LD de distância da Terra e com o objeto 2016 TT93 a ter dos três a maior aproximação passando no entanto a menos de 11 milhões de Km (de nós). Com a Lua localizada a aproximadamente 384000Km de distância da Terra, aparentemente não havendo nenhum risco de virmos a ser afetados pela passagem de algum desses objetos (muito menos de podermos vir a sofrer um impacto direto), apesar de alguns deles não serem previamente anunciados e poderem apanhar-nos de surpresa: como poderá ter sido o caso do objeto 2016 VA com cerca de 15m de dimensão, circulando no passado dia 2 de Novembro muito próximo do nosso planeta a apenas 76800Km de distância. Um objeto (2016 VA) segundo os técnicos da NASA descoberto a 1 de Novembro (na véspera do seu ponto de maior aproximação) e com a sua órbita determinada no próprio dia da passagem: antes, durante ou depois?

 

Algo que nos deverá manter profundamente preocupados até ao fim do dia 8 de Novembro, data em que a maior potência a nível global (segundo informações recolhidas a partir de fontes credíveis oriundas do interior do seu próprio território) sofrerá o Impacto de um grande Objeto: asteroides, meteoritos ou outro tipo qualquer de objetos, denominados CLINTON US16, TRUMP US16 ou outra simbologia qualquer. Um Evento que certamente terá repercussões por todo o planeta e que a curto-prazo mudará a vida de mais de 300 milhões: enquanto noutro prazo (talvez coincidente) se estenderá a 7 biliões. Podendo levar o Mundo à sua final Extinção e à constatação (inevitável mas que não queremos aceitar) de que o Homem morreu (estando a ser progressivamente substituído a nível físico e transformado num zombie a nível psíquico) e de que o futuro está na Máquina. Restando-nos optar por um dos dois caminhos sugeridos pelo Diabo: votando no Adão ou se não for machista na Eva. Mas desconfiando sempre da intrometida serpente: a mando do VERMELHO controlando o BONECO e convidando a pura princesa a morder logo a maçã (conforme instruções em E-mail). Pelo que para a próxima semana e já com o tempo chuvoso, sofreremos o impacto da onda, vibraremos com o obvio e desceremos à monotonia.

 

(imagem: nasa.tumblr.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:20

17
Ago 16

Daqui a aproximadamente 2 biliões de anos esta será certamente uma imagem bem adaptada à realidade terrestre de então (linha de costa): com toda a região anteriormente coberta pelos oceanos apresentando-se aos olhos de todos (os possíveis migrantes e sobreviventes), como territórios secos, desérticos, calcinados e sem um único sinal de vida (nem uma única gota de água).

 

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Tal como acontece com todas as Estrelas que à noite vemos no Céu, um certo dia o Sol apareceu, organizou todo o conjunto à sua volta, distribuiu de acordo com as suas respetivas funções toda a sua família e acabado de se instalar (e a todos acomodar), continuou como sempre a transformar-se e a evoluir sem limitações no Espaço: levando atrás de si todo um Sistema englobando Matéria, Energia e até Vida. Constituindo um subconjunto particular movimentando-se entre muitos outros conjuntos adjacentes e semelhantes (exteriores, tangentes ou até mesmo secantes), que interatuando em caleidoscópio (entre si e muitos outros) formariam um outro conjunto de maior extensão, complementar e de referência – uma Galáxia um outro Universo. Numa conceptualização criada por nós (a Galinha dos Ovos de Ouro) vivendo (felizes) numa chocadeira repleta de um número incontável de Ovos, preenchendo todo o Espaço, dando Vida à Matéria e Energia ao Movimento. Numa conceção onde até o Bem e o Mal parecem estar mais uma vez ativa e negativamente presentes (de novo desprezando a ideia de que na realidade num todo nada se perde nem nada se cria, apenas se transforma) e onde até o Sol poderá ter um irmão desconhecido, distante e talvez mesmo preocupante (o Sol pode fazer parte de um Sistema Binário).

 

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Uma minúscula estrela integrando esta imensa região do Universo e que mesmo considerando-a um ponto entre um infinito de outros mais, o integra pela sua presença e pela sua própria evolução (interatuando com tudo e com o todo de existente em seu redor/ou coincidente). Movimentando-se por zonas do Espaço nunca antes percorridas e transportando atrás de si todo um sistema planetário (no nosso caso particular o nosso Sistema Solar): cronologicamente aparecido há cerca de 4.5 biliões de anos e com outro tanto para dar até à nossa própria extinção (do Homem, da Vida e do próprio Planeta) – com esta Anã-Amarela a aquecer gradualmente (daqui a 3.5 biliões de anos com a luminosidade proveniente do Sol a aumentar 40%, colocando toda a água a ferver, evaporando-se e perdendo-se no Espaço), crescendo e transformando-se numa Gigante-Vermelha (na sua fase terminal e após a exaustão de Hidrogénio) e finalizando a evoluir para uma estrela Anã-Branca (ainda presente mas já bem morta e enterrada, relativamente). Com a Terra provavelmente a ser destruída muito tempo antes ainda na sua fase evolutiva até chegar a Gigante-Vermelha (não nos podemos esquecer que o crescimento do Sol a caminho desta fase atinge distâncias tais, que o mesmo poderá atingir e engolir as órbitas de Mercúrio, Vénus e até da Terra). Porventura um microelemento de uma inimaginável Máquina Colossal que no entanto, na sua pequenez desprezível e inexistente, fosse capaz como que num ato interior e de nível Divino de produzir algo de organizado, de inteligente e que se saiba (pelo menos até ao dia de hoje) único e irrepetível (o Homem): e com a versão melhorada conhecida como Homo Sapiens com uns míseros milénios de existência na Terra (100 a 400).

 

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Pelo que se nos próximos 100 milhões de anos o Sol continuar o seu ciclo de vida normal (de qualquer anã-amarela), nada de significativo se notará (apenas um aumento de cerca de 1% na luminosidade da estrela) além do que hoje já sentimos (talvez uma antevisão não nefasta dos futuros sinais de perigo); o mesmo já não se passando com o decorrer das centenas e milhões de anos, com o progressivo aumento da luminosidade, da temperatura e da própria dimensão da estrela – capaz de nos incendiar (vida orgânica) e até de nos engolir (vida mineral); e com o nosso fim talvez marcado (da espécie) para daqui a 2 biliões de anos (bastando olhar para Vénus para vermos o futuro). Numa imagem do presente de Marte que já muitos acreditam vir a ser a imagem do futuro da Terra (ou não pudesse ter tido Vénus num passado já bastante remoto um ambiente muito semelhante ao nosso) e que como consequência natural da evolução da própria estrela se atualizaria e replicaria na imagem do futuro de Marte. Assim e em saltos cíclicos preservando a Vida e a existência da espécie (inteligente e dominante). Que até poderia ser na Europa e no sul de Portugal. Ou não fosse o Movimento (envolvendo Energia e Matéria) a base da evolução e a sua imagem registada (num tempo fictício por estático) a prova da nossa existência (por mera replicação).

 

(imagens: MARTE/CURIOSITY ROVER/NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:31

11
Dez 14

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(Histórias do Outro Lado)

 

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Marte – Complexo de Cydonia

 

A Terra existia há pouco mais de 4,54C enquanto Marte datava de 4,65C. Nas suas transformações a implicação da constante K era insignificante. O que equivalia a dizer que num conjunto tão novo e concentrado como este, era natural que os cenários apresentados fossem bastante homogéneos e tendencialmente indiferenciados: e num sistema como aquele que rodeava o Sol, esta estrutura não poderia ser vista como algo que já pudesse em si interferir com outros conjuntos adjacentes, mas sim como uma célula ainda no seu período de desenvolvimento e adaptação ao meio envolvente – em transformação (e crescimento) e antes de se dar a sua eclosão. Assim o Sistema Solar deveria ser visto como uma célula fazendo parte de um grande Universo Vivo (organismo), lutando no espaço resultante da desconcentração inicial com outros Universos, integrando uma amplitude infinita de diferentes níveis paralelos e concorrenciais. A Terra e Marte viviam num sistema planetário mínimo, rodeando um pequeno foco de energia que os mantinha unidos e protegidos – como se fizessem parte de um condomínio fechado – e não era a sua diferença de idades, o seu nível diferente de desenvolvimento ou até a diferença da sua distância ao Sol, que lhes proporcionaria destinos e objectivos sem contactos, ainda por cima compartilhando matéria, energia e movimento e concretizando-se no mesmo espaço. A melhor explicação seria dada pela imagem dos espermatozóides lançados pelo desconhecido à procura da outra parte: na sua viagem alucinada pelo mundo os espermatozóides não deixam de o ser apenas porque só um deles concretiza o roteiro programado da viagem. Toda a grande construção irá dar origem a uma transformação que tudo (e todos) englobará, partindo-se posteriormente a membrana e aí entrando o resto do mundo – Os Outros, a Memória e o Conhecimento. E o que se passava na Terra já se passara em Marte. E noutros locais o mesmo ocorreria ou estaria mesmo a ocorrer: teria sempre que haver um factor comum de habitabilidade entre pontos pertencentes a uma mesma família (ou grupo). Porque teria que ser a Terra o único planeta possível de existência de vida e nesse mesmo Universo ao qual pertencia o Homem, este ser apenas uma das espécies dominantes e entre estas logo a mais atrasada? Se fazemos o Mundo à nossa imagem é porque nós somos o Mundo. Catarina EP Burne parou então o Simulador. Ainda tinha algum espaço para jogar (o marcador indicava 17/24 por sinal uma dízima infinita periódica).

 

Sentado na relva Esteves Macuin encontrava-se silencioso há pelo menos cinco minutos. Consultava uns dados do seu simulador, enquanto de uma forma preocupada ia olhando para a sua esquerda. Parecia agora um pouco mais nervoso o que nos começava também a incomodar: tentei chamar-lhe a atenção mas estava demasiado absorvido com as suas tarefas. Aí João Uaine levantou-se, dirigindo-se-lhe e tocando-o ligeiramente no ombro. Deu um salto, quase que gritou, reassumindo no entanto e muito rapidamente a sua estabilidade emocional. Pediu de imediato desculpa e para nos acalmar, ainda se riu connosco um bom bocado. À esquerda ainda se ouviu um alarido mas que durou poucos segundos. Nada se via. Na verdade não foi o que pensou Esteves Macuin. Este tinha (quase) a certeza de que uma das suas ligações centrais de comunicação tinha sido violada num determinado ponto anterior (e por essa razão achava estar já a ser perseguido, mas por um agente menor), mas agora o alerta vinha de sucessivos registos (claramente identificados) de intrusões ao sistema, vindas de níveis superiores e com acesso privilegiado (diga-se total). E nesse caso a Intervenção seria Directa. Teria forçosamente que se dirigir às suas origens e aí procurar protecção junto dos seus antepassados: só assim sobreviveria às regras impostas pelo Jogo. Ou não seria Deus a Entidade Central, o Operador?

 

Catarina EP Burne telefonou para o seu programador, solicitando-lhe para a colocar com a maior urgência em contacto com os periféricos sob a sua intervenção. Foi de imediato informada da intervenção local iniciada pela senadora Josefa Macarti, sua localização e canais de comunicação. Esta estaria na perseguição a Esteves Macuin supostamente por “acesso indevido e sem autorização previa por parte deste a áreas protegidas e podendo com as suas acções provocar danos colaterais e irreversíveis”. Desprezando (sem o sentido da ofensa mas no sentido prático) o arrazoado da sua colega em hierarquia (do mesmo nível em extensão, mas paralela em compreensão), solicitou uma ligação dedicada e em exclusivo à mesma, enquanto fazia a sua acção executiva que a colocaria antes de todos no seu Ponto de Encontro (no mapa do Tesouro marcado com um X). A conversa foi rápida e esclarecedora: apanhara de tal forma desprevenida e sem hipótese de reacção a sua colega Josefa Macarti, que ela nem tivera tempo de dizer não. Pegou nos seus acompanhantes, reorientou cronologicamente os acontecimentos aí registados de modo a manter o programa para aí estabelecido e como combinado deslocou-se para as novas coordenadas.

 

Em miúdo Esteves Macuin tinha ouvido muitas vezes nas tabernas minha da terra os mais velhos contarem entusiasmados e já com uns bons copos enfiados no corpo a lenda do tesouro do Castelo de Outono. Também as mulheres falavam dele, mas como diziam que o tesouro enterrado seria o de uma bela mulher que esperava que algum homem o encontrasse para assim casar com ele, falavam uma vez (se forçadas) para nunca mais. Era um castelo pequeno mas com muralhas esguias, prolongadas e que ainda nos encantavam e que passados centenas e centenas de anos, ainda nos falavam da vida e de todos aqueles que por lá tinha passado. Um mistério rodeado pela áurea de um tesouro. Morando nas suas redondezas esse lugar mágico fora o centro de muitas brincadeiras, aventuras e algumas lutas. Nelas muitas das vezes envolvendo o nunca encontrado tesouro, os que estavam contra e a favor. Mas nunca tendo encontrado nada, pelo menos até ao seu desaparecimento. Mas ele sempre tivera o pressentimento de que o Castelo de Outono seria na verdade o guardião desse tesouro, ele próprio um tesouro, só que não se sabendo onde, nem se sabendo como.

 

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O desenho do senhor Antero – representando o objecto desconhecido

 

O senhor Antero viajava a caminho da sua casa na localidade de Rio Seco – depois de uma tarde de grande comezaina bem regado por um belíssimo vinho tinto da região – pensando nas boas horas passadas e nos petiscos aí degustados. A meio da sua viagem e perto de um cruzamento que ia dar ao que pareciam ser umas ruínas – com a sua idade já não via muito bem – teve que parar e ir fazer uma necessidade fisiológica. Tinha bebido muito e com a trepidação provocada pela viagem a bexiga estava mais sensível, urinando com mais frequência. A noite apesar da época do ano estava bastante agradável, com o céu descoberto e bastante estrelado. Só uma brisa mais fresquinha que por vezes soprava de Espanha é que por momentos estragava tudo. O silêncio era quase total, ouvindo-se aqui ou ali um ramo a abanar ou um bicho a falar. Acabou por se sentar um pouco sobre uma pedra ao lado da estrada e enquanto ia fumando um cigarro pôs-se a olhar para cima. Ao fundo surgiu o que parecia ser objecto luminoso. Num instante estava lá, como de seguida se encontrava sobre o monte de ruínas. Parou repentinamente, emitiu umas luzes estranhas e desapareceu logo por trás do monte. Antero pode avistar ainda que por instantes duas silhuetas na parte superior do objecto, parecendo ter caras humanas apesar de um nada orelhudas. Via-se uma ligeira claridade no ponto onde o objecto teria aterrado, tendo sido a mesma durante alguns segundos acompanhada por um zumbido (como se de uma máquina eléctrica se tratasse) que poucos segundos depois se extinguiu. Temporariamente voltou tudo ao silêncio. Olhou para o relógio que indicava estar quase nas oito da noite. Noutra altura qualquer teria ido espreitar mas agora não estava para aí virado. Resolveu esperar mais um bocado (até para ver o que acontecia) e enquanto comia a sanduíche de presunto que lhe tinham oferecido (para a viagem), bebeu mais um trago de aguardente (da termo) e acendeu mais um cigarro.

 

A pouco mais de vinte quilómetros do seu destino, os três pararam num pequeno café situado ao lado da estrada: e com João Uaine ao meu lado acompanhei-o ao interior do estabelecimento e aí comemos e bebemos, descansando um pouco o nosso corpo assim como os nossos pensamentos (enquanto Esteves Macuin consultava o mapa e os dados recolhidos). E antes de partirmos para esta terceira e última fase da sua estadia na Terra ainda combinamos as coisas e recordamos o passado. Nesse espaço de desmontagem Esteves Macuin não mais se conteve, acabando por abrir o seu mundo de sentimentos ao nosso mundo de percepção, agora que o ponto de transição se aproximava e que ele tinha definitivamente de se decidir: ou se sujeitava (ao seu passado) ou se propunha (a um novo futuro). Em conversa conjunta de amigos decidiram alterar o seu destino e procurar uma nova Porta para as suas Inquietudes (que agora eram de todos). Dirigiram-se então para Almeida.

 

Por volta das 21h00mn estavam à entrada de uma das portas de entrada da Praça-Forte de Almeida, deparando-se os três com uma solitária silhueta feminina mesmo à sua entrada. Esteves Macuin não parou deslocando-se na sua direcção. Ao chegar junto dela saudou-a, teve com ela alguns gestos de cortesia (e outros que não conseguimos interpretar), deixando-se os dois de seguida ficar numa prolongada e acesa conversa que se prolongou por cerca de quinze minutos. Então Esteves Macuin pediu-nos para o acompanharmos, entrando todo o grupo no interior da fortaleza. Reuniram-se então no interior de uma ampla casamata, onde dois outros indivíduos os esperavam. Sentaram-se todos em redor de uma rude mesa de madeira bem apresentada e guarnecida e enquanto se começavam a servir, Catarina EP Burne levantou-se da sua cadeira e com a ajuda de um monitor iniciou a sua oratória. Enquanto isso e a uns miseráveis quilómetros de distância Josefa Macarti abandonava o seu local de intervenção junto ao Castelo de Outono, abalada emocionalmente pela sua inesperada (e certamente com consequências) ultrapassagem lateral e acabando (sem intenções) por descarregar os efeitos provocados pela emissão abrupta dos seus sentimentos sobre o pobre Antero, que já sobre os fortes efeitos do álcool e num trajecto aos ziguezagues, subia lentamente a encosta do monte com a sua mota bem luminosa e cada vez mais fumegante: um raio certeiro atingiu-lhe o veículo, atirando-o pelo ar para o cimo de umas silvas. Aterrara direito mas levara um grande coice.

 

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EP Burne – Encontro real ou simulação por programação

 

No monitor de Catarina EP Burne podiam-se ver algumas sequências de um conflito militar talvez passado nos séculos XVIII-XIX, envolvendo forças portuguesas e francesas. Nos episódios finais as forças inimigas e invasoras comandadas provavelmente por um dos generais franceses sob o comando de Napoleão Bonaparte colocam sob forte fogo de artilharia a Fortaleza Fortificada de Almeida, acabando o ataque por provocar uma forte explosão, destruindo completamente o castelo e deixando no mesmo estado grande parte da vila. Os franceses tomam então posse de Almeida, sendo poucos meses depois expulsos pelos nossos aliados ingleses. Mas neste caso esta apresentação não pretendia referir-se ao acontecimento histórico em si mesmo (à sua interpretação e conhecimento das suas causas e consequências), dirigindo-se apenas a um pormenor presente nas imagens: a violenta explosão registada. Ela teria na realidade ocorrido não por intervenção (deliberada) exterior – provocada pelo impacto de um projéctil da artilharia francesa que teria atingido um dos paióis da fortaleza portuguesa fazendo-o explodir – mas por intervenção (acidental) interna. Na verdade estaria em causa a sobrevivência de um elemento da sua espécie (como ela do sexo feminino) em fuga há já vários dias a autoridades políticas e religiosas de Espanha pró-bonapartistas (pretensamente por práticas de bruxaria) e recolhida acidentalmente perto da fronteira espanhola por batedores locais, previamente alertados do rápido avanço das tropas napoleónicas. A bela estrangeira aparentava estar extremamente fraca e prestes a desfalecer, sendo apenas acompanhada por um jovem ajudante, completamente perdido e praticamente incapaz. O capitão decidira de imediato ajudar a jovem, transportando-a com o seu ajudante até à protecção das muralhas de Almeida. Ali estaria protegida do frio da noite e dos seus inimigos e poderia recuperar as suas forças. Mas a pressão provocada pelo avanço sem qualquer tipo de oposição por parte das forças franceses e o início em força e em violência da actividade dos seus artilheiros, forçara a uma intervenção imprevista e de emergência dos observadores alienígenas, no sentido de salvaguardar a vida da sua colega de espécie retirando-a do terreno. Só que sucedera um incidente e cerca de trinta segundos depois do abandono da casamata por parte da donzela e dos seus acompanhantes (e já com todos do lado de lá e em segurança) a porta de saída desintegrara-se destruindo com a onda de choque tudo à sua volta. Por qualquer motivo a matéria em oposição acabara por se tocar, explodindo com elevadíssimos níveis energéticos.

 

E agora era Catarina EP Burne que ali estava, precisamente na mesma casamata e mais de 200 anos depois do aí sucedido: precisamente pelas 22:00 do primeiro sábado do mês de Novembro (dia 1) do ano de 2014. “O mundo era o resultado de interacções ocorridas num determinado espaço do Universo, no seu processo natural de transformação e evolução para outros níveis energéticos. Essa evolução concretizada a partir de um estado neutro da Matéria (neutro por invisível e indetectável e não por comprovada inexistência) era equacionada sobre duas variáveis: sendo uma o movimento (relacionando espaço e tempo) e a outra a sua massa (relacionando força gravitacional e aceleração). No entanto uma das variáveis introduzidas no sistema (integrado na realidade do programa que suportava o nosso Universo) na verdade não o era, não passando de uma mera Constante (abstracta) transformada indevidamente em parâmetro real: o Tempo. O tempo não passa de uma constante relacionando o Espaço Total com o nosso Espaço Particular: e quando os espaços se equivalerem o Universo terá evoluído para uma nova fase do seu crescimento (interno para externo), entrando em contacto com outros Universos e formando uma nova plataforma de contacto e reprodução. É que os Multiversos existem e requalificam-se por contacto (Eléctrico) e não através de intrusões mecânicas e ineficazes: tal como o Bem e o Mal são conceitos confusos e apesar disso conciliáveis (por inexplicáveis face aos mecanismos da Natureza e do Universo, logo inexistentes), o tempo só é aceite por ser uma boa maneira de nos produzir e eliminar e assim manter a Máquina Objectiva Viva (afinal o único objecto que nasce e que morre e tem direito a esse tempo de transição é o Homem – por ser produto de desgaste rápido e instantaneamente substituível por reprodução; e os outros não tinham alma e eram sempre recicláveis).” E assim se deixou levar (no início da sua oratória) a nossa Catarina EP Burne.

 

Então pegou numa folha e dela fez uma esfera. Num ponto da superfície da esfera enfiou uma caneta, fazendo a sua ponta sair num outro ponto da superfície da mesma. Pintou de seguida o ponto inicial com um corante vermelho e o outro com um corante verde. Fazendo pressão sobre o ponto inicial (e fornecendo-lhe energia e movimento) fê-lo coincidir com o ponto final, que após restabelecimento de todos os equilíbrios se integraram e deram origem a uma porta: que comunicando entre espaços não deixava de fazer parte dele. E então o ponto ficou amarelo. “Se não nos conseguimos desligar de todas as directivas e normas não naturais que orientam e condicionam desde sempre a nossa mente (uma espécie de lobotomia pré-natal e que todos parece atacar e possuir), a única alternativa viável será descaracterizar definitivamente o tempo retirando-lhe todas as suas prorrogativas, como os tempos limites e as suas etapas intermédias: e estando em dois tempos diferentes ao mesmo tempo, esta era uma forma de nos olharmos finalmente de vez e de frente, sem termos de recorrer a mais outro espelho deformado e comandado por um outro relógio. O espelho só nos dá uma imagem (distorcida por subliminarmente já manipulada – existem diferentes tipos de espelhos, utilizados conforme “as necessidades”) e o relógio ainda por cima a amputa”. E sem que nos apercebêssemos como, num momento estávamos na casamata de Almeida e no momento seguinte no Outro Lado da Lua, nas instalações base de Esteves Macuin. Talvez reorientando simplesmente os olhares se resolvessem muitas situações.

 

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Um salto ao planeta Marte

 

Estava de novo de regresso à base. Tudo se encontrava como tinha deixado há pouco menos de vinte e quatro horas, com as tarefas quotidianas a serem integralmente cumpridas como previsto e com as duas biomáquinas a realizarem as tarefas a ele normalmente atribuídas, neste caso substituindo-o (por sua ordem) e cumprindo a sua agenda. E então vindo de uma porta lateral que nos ligava à sala de transição da base, dois humanóides provavelmente oriundos do Entreposto SS1 situado numa das colónias de Marte, dirigiram-se a Catarina EP Burne, saudaram-na respeitosamente e após uma curta troca de palavras puseram-se à sua total disposição: a intenção desta seria levá-los (Esteves Macuin, João Uaine e eu) a um outro ponto de espaço relativamente próximo e semelhante, onde poderiam esquecer e superar as suas recordações relacionadas com aquele espaço complexo senão mesmo doentio onde sempre tinham vivido, tentando deste modo contribuir para a abertura dos limites muito fechados dos seus órgãos dos sentidos, catapultando e direccionando os nossos processos mentais, para a infinidade das coisas e para a relativização de um único espaço (mesmo sendo aquele onde sempre evoluímos), perdido e integrando o todo e o nada, o caos e a organização. Novo salto e estávamos em Marte. E no espaço percorrido entre a Lua e Marte ainda tivemos um relance episódico dum momento da história do planeta Vermelho, onde vislumbramos (como se estivéssemos a espreitar a partir do interior de um buraco cilíndrico, rodopiando a uma velocidade vertiginosa e fazendo sobrepor-se acontecimentos independentes – paralelos e/ou concorrenciais) uma superfície marciana luxuriante, preenchida aqui e ali por lagos, rios ou outras grandes extensões líquidas, onde seres vivos usufruíam do ambiente que os acolhia (como uma mãe com o seu filho na barriga) e viviam as suas vidas que este belo mundo lhes proporcionava; e repentinamente a vida entrou em regressão, a atmosfera foi-se esvaziando e as águas marcianas desapareceram (quase por completo) da sua superfície. Algo vindo do exterior atingira violentamente o planeta Marte (como se pode ver pelos vestígios arqueológicos bem visíveis em muitas regiões do planeta, algumas delas parcialmente calcinadas e parecendo resultar de alguma brutal e super-energética explosão) liquidando completamente a civilização e todas as estruturas até aí existentes e tornando-o num mundo seco, árido e desértico. Ou seria algo que, em vez de ter acontecido, ainda iria acontecer (como se colocasse em pausa e pusesse a andar para trás)? E tudo isto passado num espaço sem tempo em que mesmo estando ali, tal não era impeditivo de uma outra réplica nossa poder estar acolá ou mesmo ali também. E Catarina EP Brune sabia bem disso como ninguém, considerada como era uma grande jogadora e uma formidável simuladora: era detentora da maior colecção de Originais.

 

Estávamos na região marciana de Nova Cydonia. Pela sua topografia remarcável e se aí imaginássemos a presença de água, esta poderia ter sido num qualquer espaço ou dimensão escolhida, uma grande urbe costeira deste misterioso planeta vermelho. Tínhamos sido todos transportados para uma sala completamente isolada do exterior, apresentando apenas uma porta de comunicação e um espelho frontal transparente, atrás do qual era perceptível a presença de um indivíduo debruçado sobre um painel de instrumentos, que parecia ir manipulando as teclas de um qualquer aparelho, enquanto ia espreitando quase que mecanicamente cada 5 segundos. Ao ver-nos chegar acenou imediatamente e logo apontou a porta de saída. Saímos assim da Sala de Salto TM-3 e de uma forma surpreendente, logo ao primeiro passo e sem que tivéssemos sequer tempo para hesitar, o que nos esperava não era apenas mais um habitáculo artificial de mais uma colónia perdida no Universo, mas de facto a apresentação do planeta a estes novos visitantes e convidados, através da oferta para usufruto de um cartão de visita natural: pisávamos directamente o solo do planeta em subterrâneos atravessando túneis e galerias existentes no seu interior, possuindo uma atmosfera compatível com as necessidades do nosso organismo e terminando em certos locais mais elevados em fantásticas clarabóias naturais e panorâmicas, que nos permitiam observar tudo o que lá fora nos rodeava. As cores eram verdadeiramente acolhedoras e hipnotizantes e a iluminação própria que o material emitia, só lhes dava um aspecto ainda mais intrusivo e penetrante, como se as misturas de cores que presenciávamos fossem uma das assinaturas ainda reconhecidas e válidas deste nosso conhecido planeta.

 

(imagens – Web)

 

Fim da 3.ª parte de 5

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:22

10
Jun 11

Nave extraterrestre

 

Está marcado para o futuro (o ataque).

 

Tanto pode acontecer em Albufeira, no Alentejo ou noutro sítio qualquer.

 

Não há hipótese! Eles já nos visitam, vigiando a nossa evolução, desde há milhares de anos.

 

Locais de aterragem, é só escolher. Até poderemos enviar uma banda para os receber, basta mostrarem ao mundo, o seu local de aterragem.

 

Se for no campo, uma boa salada, caracóis, sardinhas e febras, uma grande melancia e vinho fresco a acompanhar. O português sabe receber.

 

E o extraterrestre, lá terá que entender. É que o Universo é um todo e desse todo universal, fazemos parte todos nós.

 

Extraterrestres em Washington – 1952

 

Ninguém fotografou até hoje um extraterrestre, bem vivo e em movimento.

 

Só nos falam deles. Nunca somos apresentados e ainda por cima, querem que acreditemos que andam por aí.

 

Só que, limitados como somos, nunca os vemos, por mais que nos acenem.

 

Pode ser, por excesso de raios ultravioletas.

 

E ainda por cima, surgem sempre dentro dos seus automóveis espaciais, nem se conseguindo sequer, olhar lá para dentro. Muitos até têm forma de omeleta.

 

Anjo da Guarda – O 3.º Elemento

 

O Anjo da Guarda já é um velhote que acompanha todo o mundo na sua luta pela sobrevivência diária e que já mal se consegue mexer.

 

As penas das suas asas estão cada vez mais quebradiças e o seu corpo já dificilmente se aguenta no ar.

 

No entanto não nos larga, não dispensa a sua protecção e pelo menos a temperatura do seu corpo, ainda nos mantém aqui vivos.

 

A presença poderá ser um estado de alma ou até mesmo a realidade.

 

E Judas: poderia ele ser, um dos Anjos da Guarda?

 

(Fotos National Geographic)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:05

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