Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Jul 19

“E mesmo assim (realço, passados 50 anos) comemorando-se festivamente (hipócritas de um lado, estúpidos do outro) o “Estado Comatoso” em que se encontra atualmente a Exploração Espacial: é que se não partirmos (com o nosso Sistema a meio do seu Ciclo de Vida), da mesma forma que um certo dia aparecemos, aqui desapareceremos (definitivamente, de vez).”

 

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Victoria

O único navio da frota de Magalhães a ter completado a circum-navegação

(wikipedia.org)

 

A poucos dias da comemoração dos 50 anos sobre a primeira vez que o HOMEM pisou a superfície de um corpo celeste que não a TERRA – com o módulo lunar EAGLE (da missão APOLLO 11) a alunar pouco depois das 20:00 UTC do dia 20 de Julho de 1969 e com o astronauta NEIL ARMSTRONG horas depois (já na madrugada do dia 21) a pisar a LUA seguido (minutos depois) pelo seu colega BUZZ ALDRIN – é triste de constatar como passado meio século (uma Eternidade para o Homem) e depois de tantas afirmações elogiando as Extraordinárias Capacidades do Ser Humano (Científicas e Tecnológicas), o mesmo abandonou incompreensivelmente uma das fases obrigatórias do seu processo evolutivo, absolutamente necessário para a sua sobrevivência (e não Extinção): tal como no processo associado à Aventura dos Descobrimentos e à Conquista dos Oceanos (na procura de Outros Mundos), com o mesmo empurrando o Homem ao abandono da sua “Zona de Conforto” (a Casa onde Nasceu) na procura de outros e novos “Espaços”, com este novo empreendimento a solicitar-nos agora não apenas mais um esforço para o desenvolvimento compreensivo da Humanidade (o que já iniciamos na Terra um conjunto limitado) mas alargando-o (esse objetivo) anexando-lhe um novo destino, Exterior (à Terra) e muito mais extenso, ilimitado, INFINITO – a única forma de encerrado o Ciclo Terrestre (podendo já ter existido muitos outros) o Homem (saindo finalmente de casa) poder persistir noutro lado.

 

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Nixon

Telefonando da Terra para Armstrong e Aldrin já na Lua

(wikipedia.org)

 

Mas tal não tendo acontecido (já bem no interior do séc. XXI) deixando-nos cinquenta anos simplesmente a olhar (para a LUA ali tão perto), vendo sondas automáticas a partir e muitos calhaus no céu a passar: com as naves e sondas penetrando a escuridão profunda do Espaço (comandadas por Robots), ultrapassando sucessivamente corpos e fronteiras cada vez mais distantes (caso das sondas VOYAGER), mas não colocando o HOMEM a tripular (excetuando a sua presença por perto a uns 400Km na ISS), com este não chegando a Lugar Nenhum (como um Avestruz escondendo a cabeça num buraco) podendo a qualquer momento (tal como o eventualmente sucedido anteriormente com os Dinossauros a raça dominante então dominando o planeta) ficar pelo caminho. E não saindo voluntariamente de casa (um dia a Terra deixará de o ser, tal como hoje a conhecemos) com o Homem a correr o risco de repentinamente poder ser expulso (não reunindo as condições, para se adaptar e sobreviver ao novo Meio ambiente), não tendo tempo para se preparar podendo-lhe acontecer o pior: pelo que obrigatoriamente um dia teremos de partir, naturalmente em naves e como seus tripulantes. Certamente com grandes investimentos e inicialmente com muitas perdas (sobretudo humanas tal como na senda dos Descobrimentos), mas não sendo desculpa os BILIÕES (para a concretização do Projeto) − a justificação apresentada há cinco décadas − face aos TRILIÕES gastos nas últimas Guerras & Genocídios.

 

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Lua

Imagem de Armstrong com Aldrin refletido no seu visor

(wikipedia.org)

 

No presente e face às várias sondas automáticas lançadas para o Espaço pelas mais diferentes nações − EUA, Rússia, China, Japão, Índia, etc. – e com os mais diferentes destinos − desde a Lua, passando por asteroides e outros objetos,  até ao planeta mais distante e ultrapassando-os (“mas nunca com a nossa presença”) – tornando-se cada vez mais premente o retorno às Viagens Espaciais Tripuladas (terá de ser sempre o Homem a chegar a Outro Mundo) com a NASA, privados e restantes Agências Espaciais Mundiais (como a ESA, a ROSCOSMOS, a CNSA, a JAXA, a ISRO, etc.) virando-se de novo para o Espaço e para a sua efetiva conquista (com a sua presença) pelo Homem: relançando-se o objetivo LUA, lançando-se o objetivo MARTE e até como futura base de apoio, planeando-se uma nova Estação Espacial neste caso com os chineses na vanguarda. Criando-se bases na Lua, bases em Marte (como Entrepostos Espaciais) e deixando-se para as sondas automáticas (para já) destinos (para voos futuros tripulados) como Titã: e estabelecidas as redes entre planetas (com as Viagens Interplanetárias) partindo-se para outros Sistemas e até para outras Galáxias (Viagens Intergalácticas), sempre à procura de um novo lar − a TERRA 2. Sabendo o que ele sabe (mais uma vez com o Mundo, por responsabilidade DEM e REP, à beira do abismo) contando com todo o apoio de TRUMP (faltando-lhe apenas o seu Bilhete Dourado, esperando-o se reeleito), enquanto os restantes desgraçados (a caminho dos 8 biliões) esperam pelo ASTEROIDE (sob a forma de objeto/calhau ou sujeito/pessoa).

 

(imagens: wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:28

25
Nov 17

Num adeus ao planeta SATURNO (o Gigante Gasoso e 2º maior planeta do Sistema Solar) a NASA vem oferecer-nos (à falta de melhor, dado já não estar por lá) mais uma imagem recolhida pela defunta sonda Cassini.

 

PIA17218_fig1.jpg

Imagem de Saturno tendo como origem as câmaras da sonda Cassini quando a mesma se encontrava a pouco mais de 1 milhão de Km do planeta

(PIA 17218)

 

Agora (mês de Novembro) que o planeta SATURNO se encontra a cerca de 1,61 biliões de Km (10,7 UA) do (nosso) planeta TERRA, ainda mais se sente a ausência da sonda que durante mais de 13 anos (2004/2017) circulou naquela região do SISTEMA SOLAR orbitando o seu 2º maior planeta: desde o dia 15 de Setembro (deste ano de 2017) e com o fim da missão CASSINI-HUYGENS (com a sonda CASSINI na execução do seu ultimo trajeto ‒ THE GRAND FINALE ‒ a entrar na atmosfera rodeando Saturno acabando por se desintegrar) a ficarmos isolados daquela região (presencialmente e através de um periférico comandado da Terra) limitando-nos agora a observá-la de longe (através de telescópios terrestres ou situados nas suas proximidades) ou então a recordar dias (e registos) de tempos passados.

 

Ainda-por-cima no Momento que entre interesses PÚBLICOS (Governamentais) e PRIVADOS (e Internacionais) se discute o Futuro da Exploração do Espaço, com os objetivos (da MISSÃO) ainda bastante indefinidos assim como o seu destino e Evolução: com uns a privilegiarem a continuação do envio de Sondas Automáticas (sobretudo as Agências Governamentais) opondo-se ao regresso dos voos tripulados, às suas consequências (por vezes mortais) e ao enorme gasto Financeiro (associado) ‒ motivos invocados há quase meio-século para justificar o fim do Projeto Apollo (último voo em 1972); e com outros (os PRIVADOS) a dirigirem todos os seus recursos (deles e do Estado) para a Exploração de regiões de Espaço mais distantes (para já no interior do nosso SISTEMA) apontando (quase todos) os seus HOLOFOTES para MARTE ‒ com o envio de seres Humanos em voos tripulados (já programados no Tempo/próxima década e não faltando candidatos) para aí instalarem uma base e seguidamente Colonizarem o Planeta.

 

Mas sabendo-se antecipadamente de como todos estes processos e projetos são de difícil preparação, planeamento e execução (para além dos múltiplos interesses associados ‒ ideológicos, políticos, económicos, tecnológicos, etc. ‒ impondo um grande investimento Financeiro de grande risco inicial) e de como teremos (como sempre) de esperar e de Acreditar (provavelmente ainda por muitos anos) ‒ com muitos de nós a não irem assistir certamente (em vida) à proeza da Exploração e da Conquista pelo Homem do primeiro território Exterior ao nosso Território, Lar e Planeta ‒ sendo ainda maior o nosso sentimento de isolamento, a nossa tristeza pela perceção de perda e sobretudo o Convencimento de que tal como as Coisas Hoje se Apresentam (no nosso Planeta e observando como as nossas Sociedades/Civilizações têm evoluído e transformado), ao contrário dos Primeiros Aventureiros, Exploradores e Conquistadores da Terra (os Navegadores desafiando os Oceanos), os do Presente e do Futuro demorarão a partir e a convencer-se de que se o não fizerem (rapidamente) arriscam-se a desaparecer e a Extinguir-se como Espécie (já que a Terra tal como o Homem não durará para sempre).

 

E nos espaços (restringindo-nos para já aos EUA e à Europa) de intervenção envolvendo a Futura Conquista do Espaço (inevitável), de um dos lados a termos os Privados a oparem pelos voos espaciais comerciais locais (em torno da Terra como será a opção da Virgin Galatic) ou interplanetários (tendo como destino final Marte a opção da Space X ‒ e ainda contando com a Blue Origin) e do outro lado com muitas maiores restrições financeiras dado um grande controlo orçamental por parte do Governo (de modo a limitar ao máximo as despesas), com o setor Público (veja-se o caso da NASA e da ESA) a evitar invariavelmente o retorno aos voos tripulados, ficando-se pelas sondas automáticas e por uma hipotética concorrência às ambições de Elon Musk (e da sua Space X): com planos por parte da NASA (mais longos e comedidos) de se lançar também para Marte.

 

Para já e apesar de todas as limitações financeiras (já que o próprio Privado irá sempre aproveitar fontes de investimento inicial e exclusivamente atribuídas ao Público) destacando-se o setor Público em detrimento do Privado: com os cientistas das diversas organizações/missões tendo ainda como base as Agências Governamentais (dos EUA, Europa, Rússia, China, Japão e Índia, entre outras) a optarem pela exploração e pela descoberta de bens preciosos para o Homem (até para facilitar a exploração do Espaço ao descobrir depósitos de bens fundamentais), como será o caso da Água constituindo 00% do nosso corpo ‒ um produto fundamental para a continuação da Vida na Terra e imprescindível para acompanhar o Homem na sua (já marcada nas Estrelas) Aventura pelo Cosmos. Falando-se de novo em Titã e também em Encélado (duas das luas de Saturno). Depósitos de Água (relevantes) talvez existentes noutras luas (mais próximas como as de Júpiter) e que existindo em Marte (como poderiam ser na Lua) só mesmo sendo limitadas (em localização e volume) assim como subterrâneas: e faltando unicamente (para lá dos vestígios e dos indícios) a sua confirmação.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:27

21
Jul 11

Visões – NASA

 

Com tudo o que de estranho, que se está a passar no mundo, qual será o futuro da NASA e da exploração espacial?

 

A Guerra Fria acabou – desde aí, nunca mais nada se inventou.

 

Caiu o Muro de Berlim – e o pobre em festa, viu o rico festejando.

 

A Europa – velhinha vivendo de juros – caminha para o seu fim; os seus filhos, já nem sequer a conhecem e os mestres, também já não os convencem.

 

O Petróleo – devido à sua crescente escassez – é o gatilho para a guerra mundial, que para já, é só regional.

 

A Ásia vai dominar o mundo: os seus contentores invadem os mares e já ocupam muito dos portos.

 

E os EUA continuam a apontar as suas armas, à enorme fila de credores.

 

A NASA, pelos vistos, despachou o vaivém e ninguém, sabe se algo, se verá mais além.

 

Vaivém Espacial – NASA

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:55

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